O Diário de Rory
1 Enjoou
Notas iniciais
Kurt assim que abriu os olhos, foi correndo diretamente para o banheiro. O castanho abriu a porta do banheiro de sua suíte e colocou a cabeça dentro do vaso de porcelana.
– Ótimo, acordar vomitando. Parabéns, Anderson. – Pensava Kurt quando mais um fluxo de vomito veio. Depois de alguns minutos de despejo atrás de despejo, Kurt ouviu a voz do marido vinho do quarto:
– Kurtie? – Perguntou o moreno, ele estava sentado na cama, com o ouvido direcionado a porta aberta do banheiro.
– Aq- Kurt não conseguiu terminar a frase, pois havia vomitado novamente. Enquanto o homem espera no chão sentado um novo fluxo, ouviu pés descalços caminhando até o banheiro.
– O que aconteceu, amor? Comeu algo estranho pela madrugada? – Perguntou o moreno, enquanto limpava o suor da cabeça de Kurt. O castanho havia encostado as costas e cabeça na parede mantendo a cabeça levantada e os olhos fechados.
Blaine com todo cuidado, pegou uma toalha no armário do banheiro, molhou e passou pela testa e lábios do marido. Depois de um tempo respirando fundo, o castanho finalmente respondeu:
– Eu não sei... E-eu... Calma. – Mesmo tendo vomitado quase tudo que havia no estomago, Kurt ainda sentia as náuseas chegado. Tomou um novo suspiro e respondeu: — Eu acordei de manhã... E me deu um enjoou quando senti o cheiro de comida. – Kurt tinha um olho aberto em direção ao marido. Blaine examinava toda a extensão do rosto de porcelana, notavelmente preocupado.
– Ah, Kurt. Não foi nada que você tenha comido, porque se não eu também estaria vo-
Blaine recebeu um empurrão no peito de Kurt, que mais uma vez estava vomitando.
– Exatamente. Eu queria pensar em alguma viável para se encaixar e responder por que disso logo cedo... – Kurt limpou a boca com a parte de trás da mão. Agora não era o momento perfeito para se preocupar com higiene.
– Eu vou pegar um remédio pra você e já volto, ok? – O moreno beijou a testa do marido e foi pegar algum remédio dentro na cozinha.
Kurt apenas assentiu e esperou sempre voltando para a mesma posição de ficar com a cabeça encostada. Quando o castanho pensou que havia acabado, mais uma vez estava vomitando.
Depois de cinco minutos que Blaine voltara com uma bandeja contendo um remédio para náuseas e um copo de água, ele deixou a bandeja na mesinha do Kurt e foi checar o castanho no banheiro. Assim que entrou, encontrou o marido desfalecido no chão do banheiro.
– Kurt?! – O moreno correu e se jogou de joelhos no chão. Blaine analisava o rosto do marido procurando sinais de pancada e batinha no rosto do homem pálido. – Kurtie? Vamos querido! Kurt acorde, vamos querido. Kurt! Abra os olhos. Para de fingir, Kurt! – Blaine já estava ficando muito preocupado. O moreno correu até a porta do quarto e gritou por Marissa e novamente voltou para Kurt. – Ei, Kurtie! – Kurt estava acordando, mas Blaine havia levantado. – Mari-
– Se você chamar a Marissa mais uma vez, se considerem morto, Hummel. – Kurt e Blaine depois que haviam se casado, haviam trocado os votos e nomes, ou seja, Kurt chamava Blaine de Blaine Hummel e Blaine chamava Kurt de Kurt Anderson. Ideia de Blaine. — E para de me chacoalhar ou vou vomitar em você. – O moreno riu.
– Você me assustou, Kurtie. – Blaine finalmente, desabou sentando no chão.
– Espera... Eu me levantei, fui escovar os dentes e vim parar no chão? Eu desmaiei? Além de ser em cena, isso nunca acontecia. Definitivamente não estou bem e Blaine não irá saber. – Kurt refazia os passos se lembrando de tudo o que acontecera e de como havia parado no chão e desmaiado.
– Sério? Eu pensei que euestava fingindo... – Blaine gargalhou jogando a cabeça para trás.
– Bobo. — Disse Blaine.- Fiquei em pânico, oras! Meu marido está colocando as tripas pra fora quando eu saio do banheiro e quando volto, ele está no chão, desmaiado. Não quero virar viúvo cedo. – Os dois caíram na risada com as graças de Blaine. Talvez a doença de Kurt tenha ajudado a deixar os dois passarem uma manhã animada igual essa.
– Amor...
– Diga, querido. – Blaine havia encostado na parede, colocando Kurt entre suas pernas e fazia cafuné no castanho.
– Eu estou com medo. – Confessou o castanho quase inaudível.
– Do que exatamente? – Blaine tentou olhar para o marido. Kurt que estava de costas para Blaine, girou, colocando as pernas em cima da perna esquerda de Blaine, o ombro direito em cima do peito do moreno, assim como a cabeça em baixo do queixo. Kurt encarava a mão direita depositada no peito do marido
– Ser algo grave... – Kurt mudou seu olhar para olhar os olhos de Blaine. Kurt e Blaine observavam o medo notável nas pupilas dos dois.
– Não é querido. Pode ter certeza que não é... – Blaine passou os braços pelo marido e balançou Kurt como se fosse uma criança chorona. – Venha, vou te levar para cama, para poder tomar o remédio que Marissa trouxe. – Blaine se levantou com Kurt em seu colo. O castanho se sentia seguro nos braços de Blaine, como de nenhum outro.
Blaine depositou Kurt em seu lado da cama, já que o lado de Blaine ficava mais perto do banheiro. Blaine deu a volta na cama, pegou o copo e o remédio, subiu na cama e ofereceu para Kurt. Kurt pegou os itens e tomou. Kurt encostou a cabeça na grande cabeceira de madeira preta.
– Blaine, eu não quero ir ao hospital... – Kurt era inteligente e conhecia Blaine e suas intenções como ninguém.
– Eu sei, eu sei... Sei que tem seus motivos. – Todos voltados a Elizabeth, Burt quando teve câncer e o moreno quando quase ficou cego no ensino médio. As pessoas que Kurt mais se importava. – Mas para sabermos o que causou isso, precisamos fazer. E além do mais, eu prometi: “Na saúde ou na doença”.
– “Na alegria ou na tristeza...” – Completou o castanho.
– “Na riqueza ou na pobreza...” – O moreno se aproximou mais do marido.
– “Por todos os dias de minha vida.” — Disseram juntos e selaram os lábios. Kurt era louco pelo marido dele
– Ok, vamos lhe arrumar. – Disse Blaine. – Mas não tanto, porque em Nova Iorque, parece que todos os médicos são gays. – Blaine foi pegar algumas roupas no closet do casal, que na verdade era mais de Kurt, do que dividido. O Anderson riu, jogando a cabeça para trás.
–Blaine, eu sou sexy e atraente até mesmo doente. Se você me vestir do modo mais ridículo possível, vai haver um modo de atrair a atenção. E não vai ser por estar ridículo. – Disse Kurt enquanto se sentou na cama, colocando os pés para fora da mesma.
– Voltei. – Blaine voltou com algumas roupas dobradas nos braços.
– Não uso calça capri e nem polos. – Kurt não se lembrava daquelas roupas. Ele nunca se lembrava.
– Um par de calças pretas e uma camiseta branca. Está bom, resmungão? – Blaine se abaixou na frente do marido.
– Sim. – Kurt deu um enorme sorriso, mostrando os dentes brancos.
– Você fala das minhas roupas, mas me ama mesmo assim. – Blaine ajudava Kurt a tirar a camiseta do pijama, levantando a barra da roupa.
– Convencido. – Kurt sorriu quando se viu livre da camiseta. Blaine foi dobrando a camiseta nova para colocar entre a cabeça de Kurt.
– Eu queria te trazer um short, mas você só usa em praia ou quando vai dormir usa esses micro-shorts. – Blaine apontou para o short antes de colocar as mãos no elástico e tirar. — Pelo menos eles são muito curtos e mais fáceis de tirar. – Kurt calculou o que tinha acabado de escutar.
– Engraçadinho...
– Você gosta... – Blaine colocou a primeira perna, depois a outra e por fim, subiu a calça. – Com o passar dos anos, aprendi a colocar suas calças com mais facilidade em você. – Kurt respondeu mostrando a língua.
– Agora vá se vestir. – Kurt mandou enquanto colocava as alpargatas brancas. Depois de um tempo esperando, Blaine apareceu com uma bolsa para Kurt por documentos e antigos exames médicos.
– Vamos? – Blaine estava com uma bermuda bege, camisa azul marinho e um par de alpargatas pretas.
Assim que os donos da casa se encontravam no fim da escada, encontraram Peter no início, com as mãos atrás do corpo e olhando para os patrões.
– Bom dia, senhor e senhor Hummel-Anderson. – Disse o homem de aproximadamente cinquenta anos, cabelos um pouco brancos, cheio de rugas, mas ainda com uma postura impecável.
– Bom dia, senhor Morris. – Quando Blaine chamou o velho homem pelo o sobrenome, ele acabou estranhando. Kurt acabou rindo.
– Bom dia, Peter. – Kurt finalmente falou. — Nos chame de Kurt e Blaine, ainda temos vinte e oito anos. – Kurt disse e o velho homem sorriu fazendo mostrar mais rugas.
– Tudo bem, como queiram. O café de vocês já está na mesa. — Disse o homem indicando com o braço a cozinha atrás dele.
– Não vamos tomar café. Kurt se sentiu enjoado hoje mais cedo e vamos ao médico. Peça a Marissa, que quando voltarmos, ela faça a comida preferida de Kurt. – Blaine preferiu não citar nenhum nome de comida, por medo de causar mais náuseas.
– E com muito presunto. Por favor. – Kurt disse com as mãos juntas, se referindo à lasanha.
– O senh-Você é que manda... Kurt. – O homem estranhou um pouco mais conseguiu. Pediu licença e se retirou.
– Obrigado, Peter. – Chamou Kurt para o homem.
O casal terminou de descer os últimos degraus, atravessaram o hall e pararam na porta. Kurt se perguntava por que tinha escolhido aquela mansão tão grande: Oito suítes, o dois lavabos, uma cozinha gigantesca e toda moderna, uma sala de estar também enorme e completamente branca, havia também uma mini-biblioteca, onde Kurt adorava ficar, uma sala que parecia uma sala de cinema, porém menor e tinha até um palco, tinha o estúdio de Blaine do lado do cinema. Do lado de fora da casa havia uma enorme piscina, com um playground e uma sala de jogos. Umm pouco adiante da casa e da piscina, havia a quadra de esportes e a de tênis. Se contar os jardins, um na fachada da casa e um enorme nos fundos. E no subsolo havia a garagem com alguns carros. A casa era cercada por um grande muro e a fachada por um muro de pedras com trepadeiras e era vigiado por seguranças e câmeras. A casa era realmente enorme e bem dividida, afinal, o terreno era monstruoso. Blaine se perguntava até hoje, como um casal talentoso de Ohio, acabou tendo uma das maiores casa de toda Nova Iorque e como ele e Kurt haviam conseguido tanto dinheiro, porque Blaine não ganhou um centavo dos pais desde tudo.
Kurt e Blaine estavam na varanda da mansão, onde Kurt arrumava as sobrancelhas de Blaine e esperavam James, o motorista. Quando o carro começou a vir da garagem, os dois desceram os degraus da varanda e aguardavam o carro estacionar.
– Prontos senhores? – Perguntou o motorista com seu cap. James era latino e tinha entre seus trinta anos, era forte e bonito. Ideia de Kurt, mesmo Blaine sendo contra.
– Não. Faça de novo, ao invés de “senhores”, use “Kurt e Blaine”. – Kurt disse com os braços cruzados. Blaine assistia tudo com as mãos nos bolsos.
– Vamos... Kurt e Blaine?– Disse o motorista mostrando um sorriso radiante. Blaine admitia, ele era bonito.
– Bem melhor, Jam. – Kurt disse quando passou para entrar no carro. Blaine tentou não se estressar com um mero apelido besta. Quando já estavam na rua, Kurt ficou imaginando como seria no hospital.
– Não deve ser nada grave... Assim espero...
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