O Diário de Marcos

1 Único capítulo


Notas iniciais
Hummm tem umas coisas que eu gostaria de disser.

1- Os personagens que eu fiz, são meus mais eu pensei neles com os traços de anime.

2- Essa história só tem um capítulo.

3- E espero que gostem ^^

Eu me lembro muito bem daquela época, três adolescentes que queriam passar o Ano Novo juntos e resolveram fazer uma brincadeira. Com isso nós invadimos um barraco bem longe de nossas casas. Essa brincadeira era para ser divertida só que no final das contas, de divertido passou bem longe. Agora irei contar para todos os leitores sobre uma noite que mudou minha vida por inteiro.

Lucas: Vem mano é só pular o muro.

Carlos: Isso será muito legal! Não é verdade Marcos? — Carlos olha pra trás e não acha ninguém — Lucas cadê o Marcos?

Lucas: A aquele garoto inútil esqueceu o que eu pedi.

Carlos: Garoto inútil — Ele começa a rir — Essa foi muito legal...Inútil — Ele começa a rir de novo e Lucas olha para ele com cara brava e Carlos para de rir na hora.

Se eu me lembro bem dos dois, nem sempre a aparência é o que conta, que nem o Lucas ele é em cara de 18 anos, bonito,alto e adora usar brincos. Fora que ele adora brigas, mas lá no fundo bem no fundo ele é um cara legal. Agora o Carlos não tem nada a ver com a aparência, pois, ele é muito, mais muito alto ( e nem conta o fato de eu ser baixo para a minha idade), ele é um ano mais velho que eu (17 anos), só que o pior é agora, ele é puro pau-mandado do Lucas, eu até hoje acho que se o Lucas mandar ele se jogar da ponte ele se joga, e o Carlos é muito bobão por isso.

Eu acho que você deve estar pensando porque raios eu ando com eles, pois bem...eu até hoje não sei, mas sei lá é normal de pessoas normais.

Aé eu já falei do Lucas e do Carlos mas não falei de mim né, pois bem (eu uso muito pois bem HIHI) meu Marcos Adolf, tenho 16 anos, vivo com meus pais, eles brigam muito,mais enfim, sou baixo, sou cheio de sardas e todo mundo fala que meu cabelo é escuro como a lua, eu não gosto dele, gosto mais é do cabelo do Lucas que é loiro, o cabelo do Carlos também é escuro, mas é melhor que o meu ( não que meu cabelo é ruim, é só que eu não gosto dele), mais que raios eu estou escrevendo sobre a cor do cabelos de todos, enfim, eu parei de escrever sobre a parte do muro da história né.?

Marcos: Lucas, Carlos eu estou aqui — Grita Marcos que começa a correr mais rápido ao ver a cara brava de Lucas.

Lucas olha ele de baixo pra cima e diz: Isso é hora de estar aqui?

Marcos: Desculpa, mas aqui esta — Marcos tira um pedaço de pano com alguma coisa dentro.

Carlos: Pronto, vamos entrar?

Marcos: Entrar aonde? — Marcos olha pro lado e pro outro — Entrar aonde se só tem muro nesse lugar?

Lucas: Lá dentro né cabeça.

Marcos faz cara de espanto — Mas... mas isso é errado né, entrar na casa dos outros, isso é coisa de delinquentes.

Eu lembro da cara do Lucas quando eu falei isso, ele só não me bateu porque esqueceu do tempo de vida. Aiai eu tenho que parar de interromper minha narração.

Lucas para um pouco, ele começa a respirar e diz: Criatura do mar — Lucas começa a gritar alto — Primeiro você acha que estamos aqui para tomar chá na frente do muro. Segundo isso é uma casa abandonada, não tem ninguém ai, e se você esta com medo some daqui criatura de Deus — Lucas olha pro Carlos — Vamos Carlos!!

Carlos: Mas Lu...

Lucas: Agora.

Lucas e Carlos pulam o muro e Marcos fica sozinho. Marcos pensa um pouco e pula o muro também. Dentro do barracão que ficava em uma vila abandonada, ela era velha e suja. Marcos dá o pedaço de pano a Lucas. Marcos começa a ver o lugar melhor e acha o Carlos sentado do lado de Lucas olhando o pedaço de pano como mesmo olhar que criança olhando um doce.

Marcos: Você acha que não ira acontecer nada né? — Marcos se senta na frente dos dois.

Lucas tinha acabado de tirar uma arma do pano e para de mexer na arma para olhar pro Marcos.

Lucas: Você disse alguma coisa ou eu estou errado? — Lucas faz uma cara de predador.

Marcos: Não disse nada não.

Lucas: Hum... sei.

Carlos: Mas o que você esta fazendo com a arma?

Lucas: Só estou colocando balas na arma para a brincadeira ficar mais divertida.

Marcos faz uma cara de espanto e com medo: Mas que brincadeira é essa Lucas?

Lucas: É uma longa história, o resumo de tudo é que você pega a arma, aponta na cabeça e atira em si mesmo, se tem bala na agulha você morre, se não você vive e assim vai o jogo — Ele diz isso com um sorriso no rosto.

Marcos começa a gritar: Você esta louco, agora quer nas matar?

Lucas começa a gritar também: Como eu já falei pra você, se esta com medo some daqui, você pensa que é quem nessa vida para gritar comigo?- Lucas aponta a arma pro Marcos — Você é um verme pra mim, se você morrer aqui nada ira mudar sabia.

Marcos: Então atira se você tem coragem, me mata se você é homem.

Lucas abaixa a arma e Marcos faz uma cara de vitória, mas Lucas destrava a arma e aponta ela de novo para Marcos.

Lucas diz com um sorriso: Posso mesmo atirar em você? Pois é a primeira coisa que eu quis fazer o dia todo.

Carlos que tinha saído do nosso lado e foi para a janela diz: O gente, eu acho que não é uma boa hora mas é melhor você ver isso Lucas.

Lucas abaixa a arma e guarda ela na calça, e ele e Marcos olham para onde Carlos mostrava, era uma luz azul e vermelha do lado de fora do muro.

Carlos que já estava com cara de espanto diz: Isso é a po...po...po...

Lucas: Polícia, sim eu acho que é. Então eu acho que é melhor...

Quando Lucas ia terminar de falar eles ouvem tiros do lado de fora do muro.

Lucas: Corre.

Eu lembro que corri o mais rápido que eu podia ( meu professor de Educação Física estaria feliz nesse dia ao me ver correr, já que não corria na aula dele mesmo)mas os dois corriam mais por serem altos, até que uma hora que eu me lembro não vi mais ninguém, e aquele barulho de tiros estava me matando por dentro, eu até achava que era a Terceira Guerra Mundial, depois eu não lembro muito bem,mas eu vi muita gente com roupas estranhas que eu achava ser os caras que estavam naquele buraco de vila, e as outras roupas eram as dos policiais, eu sei que corri, corri, corri mais que a minha vida toda e a sua junta podia correr, até que depois de um tempo correndo eu me encontrei com o Lucas, mas o Carlos não estava com ele.

Lucas: Marcos você esta bem? Esta tudo bem?

Eu nunca vi o Lucas este modo, ele estava muito assustado, e com isso eu fiquei com mais medo que antes.

Marcos: Sim eu estou bem, mas cadê o Carlos?

Lucas: Do outro lado do muro. Vamos não tenho a noite inteira.

Marcos: Mas porque você esta aqui? Porque não foi embora com o Carlos?

Lucas: Por você é lógico.

Naquele dia, nós corremos muito, já estávamos no final da vila, ai eu ouço um tiro mais perto do que os outros tiros, eu sinto uma coisa na minha perna mais nem liguei para isso e continuei a correr. Depois de um tempo eu começo a sentir muita dor na minha perna esquerda e paro para ver o que tem nela, quando eu olho para a minha perna eu vejo que minha calça esta manchada de sangue, Lucas nesse tempo já tinha parado também e veio na minha direção, eu lembro também que vi o Lucas começar a correr do nada,quando ele chegou perto de mim ele me puxou, ai ele me virou e depois me abraçou, eu não sabia o que fazer,quando eu olhei pelos ombros dele eu pude ver um cara que eu achava ser os caras que estavam fugindo da polícia, ele estava com uma arma na mão e apontando para gente, ele abaixou a arma e fugiu de lá, depois de eu der entendido, eu começo a sentir um líquido escorrer no meu peito, eu me soltei do Lucas e vi que a camisa dele também estava manchada coma a minha perna. Lucas começou a cambalear pro chão,eu pequei ele e levei para um barracão mais perto, o barracão era pequeno e só cabia nós dois de formar que estávamos um perto do outro, Lucas começou a respirar muito forte como se não tinha ar para encher o pulmão, eu abri a camisa dele para ver o machucado, quando eu abri tinha muito sangue saindo, eu coloquei minha mão para fazer parar o sangramento, mas não acontecia nada, o sangramento continuava, eu comecei a entrar em desespero, e me via a pensar em perder ele, e imaginar que a nossa ultima conversa eu tinha brigado com ele, em pensar nisso eu não conseguir aquentar as lágrimas dos meus olhos, o meu melhor amigo ia morrer por mim e na minha frente, e pensar em viver sem ele me fazia chorar mais ainda, eu acho que ele viu o desespero do meu rosto, ele colocou a sua mão no meu rosto e disse.

Lucas: Tudo bem, esta tudo bem,não chore por isso.

Marcos, Como esta tudo bem se você esta sangrando?

Lucas sorri e diz: A e você também esta sangrando não é?

Marcos: Mas isso é diferente, você pode mo... — Marcos começa a chorar de novo — a morrer sabia.

Lucas: A não chore na minha frente, você esta bem não é, isso é o mais importante agora — Lucas começa a aproximar o seu rosto no meu — Então não chore — Lucas coloca sua mão de novo no meu rosto e me beija.

Depois do Lucas me beijar ele deita no meu colo e veja seus olhos.

Marcos: Não vá sem mim — Marcos começa a derramar lágrimas no rosto de Lucas — Me leva com você!

Lucas sorri: Por favor Marcos... Viva por mim!

Depois dessas palavras o Lucas para de respirar, eu entrei em desespero, eu gritava seu nome, mas ninguém respondia.

Passa-se os anos eu vi o Carlos esses dias no mercado, não falo muito com ele depois daquele dia, ele acha que a culpa é minha pelos Lucas morrer, eu também acha isso, mas a vida passa, e como o Lucas me pediu para viver então irei viver por mim e por ele.

Fim do Diário

Notas finais
Se vocês gostarão então comente ok^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!