Eu amo a letra dele, redonda, suave. Ela me enfeitiça, me deixa calma, era exatamente como sua voz. Eu disse para meus irmãos sobre a carta que ele deixou a mim, procurando uma ajuda neles, mas só achei desprezo e nojo. Eles me levaram para um psicólogo. UM PSICÓLOGO Eles estavam realmente malucos quando me levaram para aquele lugar, não sabiam o que eu poderia fazer contra eles. Mas, ocorreu tudo bem, o psicólogo me entendeu, acho que até agora foi o único. Quando voltei do Sr. Mohammed a Maeve me botou no carro e me levou para uma sorveteria. Fiquei surpresa, porém nada satisfeita. Ela me disse praticamente gritando: “Charlotte, você é a desgraça dessa família, e ainda vem me insultar dizendo que eu te contrariei, que eu menti para justiça”? “Queridinha, ele deixou mesmo uma carta para mim, tá?” Eu olhei com os olhos cheios de lágrimas para ela e disse completamente por impulso: “Eu te ODEIO.”. Falei gritando, peguei, levantei e saí correndo como a sorveteria era perto da minha casa, mas minha mãe foi atrás de mim e puxou meu braço, deu o maior sermão e por final falou que eu era uma ridícula queridinha do papai, eu olhei para a cara de animal dela e gritei bem alto com o objetivo de que o mundo ouça “CALA ESSA TUA BOCA”. Ela me olhou com os olhos arregalados e calada ficou para trás, eu segui em frente. Quando cheguei à frente da minha casa abri a porta o mais rápido possível, bati com toda a força, fui correndo subindo as escadas, entrei em meu quarto, bati a porta novamente e pulei na cama, fiquei pensando por um tempinho até quando eu teria que suportar aquilo. Quando ela chegou a casa também bateu a porta e gritou “CHARLOTTEEEEEEE”, eu levei um baita susto, abri a porta bem devagar, olhei para fora da porta, e ela continuava a me chamar, comecei a descer as escadas muito devagar e meus irmãos, curiosos, foram todos atrás. Maeve falou o quanto eu era irresponsável e medíocre, completamente nojenta. Disse para meus irmãos para me levarem para bem longe, eles me levaram para a casa de uma prima, que eu nunca havia visto na vida.