O Diário de Arte - Volume #1
1 Eu acidentalmente sou perseguido por um demônio
Notas iniciais
Estavam todos ouvindo música ao redor da fogueira enquanto chegava o Líder do acampamento Asclépio, o Deus menor filho de Apollo. Ele começava a falar rapidamente.
— Hoje, eu tenho uma missão; se eu fosse considerar ela em níveis, eu diria que a missão mais difícil que esse acampamento já teve, por isso apenas Campistas Veteranos e Experientes com missões poderão se candidatar para essa missão. Alguma dúvida?
Dizia Asclépio enquanto percebiam todos a seriedade não convencional, e, o tom preocupado e sério na sua voz. O fato de estar fazendo pausas tão espalhadas na frase indicava que ele tinha acabado de receber a missão e com isso, veio urgentemente para a fogueira. Lugar que ele não ficava com frequência.
— Qual a missão? – Dizia enquanto levantava a mão e ficando de pé já se oferecendo para a missão desconhecida.
— Senhor Leo, sabia que você seria o primeiro... – Ele diz em um sorriso confiante olhando para o jovem rapaz
Seu nome é Leo. Filho de Ares e o campista mais velho no acampamento com 23 anos. Usando calças jeans e limpo do banho a pouco tomado. Era seu último ano no acampamento antes de sair e seguir sua vida adulta. Ele buscava entrar para a história antes de deixar suas aventuras de lado.
Além de ser mais habilidoso e experiente campista, era muito popular devido a sua estranha personalidade que se diferenciava dos demais Filhos de Ares. Alto, com corpo atlético e olhos castanhos claros igualando com seus cabelos castanhos, se parecia com um verdadeiro guerreiro com suas cicatrizes no rosto e sua habitual postura de sempre estar preparado para a batalha. Mesmo não parecendo era gentil e um ótimo amigos para todos no acampamento.
— Pois bem. Sr. Leo, a missão é uma missão de resgate de alguém que tem a cabeça marcada pela morte e nem mesmo sabe. Sua missão é trazer ele para o acampamento onde ele vai estar seguro. – Disse em tom sério enquanto olhava os demais campistas.
— E por qual motivo essa seria a missão mais difícil que o acampamento já recebeu? – Leo sorria de forma confiante e meio irônica.
— Por que todos vão querer a cabeça dele antes dele fazer 17 anos...
— E por que querem tanto matar? — disse um campista aleatório.
— Bom, isso porque...
//------------------------//------------------------//------------------------//
— Salvar... – falei em tom baixo, quase como se tivesse sido delirando, de forma baixa sem entender nem o que eu estava falando – Que?
Acordei encima da minha mesa quase babando, e quando finalmente levantei a cabeça, me deparei com outro garoto na minha frente, muito familiar.
— Vamos... Intervalo... – ele disse bocejando enquanto se encaminhava para fora da sala em passos lentos.
Levantei da minha mesa e fui para fora da sala. Logo encontrei ele novamente. Era um amigo meu de infância, ruivo de olhos verdes e sardento, com uma pele queimada de sol. Seu nome era Karlos. Tinha 17 anos.
— Nem acredito que finalmente estamos terminando o ensino médio... – olhei para ele e logo sentei no banco do lado do mesmo no banco de pedra que tinha no pátio da escola.
— O que você estava sonhando? Você começou a murmurar umas coisas estranhas, por sorte só eu estava ouvindo, mas né... – me encarou com um olhar de curiosidade no rosto enquanto esperava eu responder sua pergunta.
— Tive o sonho mais estranho da minha vida, mas não sei o que significou... nem o que era. Parecia estranhamente real, e por parecer real foi tão estranho.
— Você com esses estranhos... tinha haver com oque? Semideuses? – ele ria enquanto falava, mas meu rosto permanecia sério.
— Sim. Eu falei isso? – disse encarando ele.
— Sim... não esquenta com isso cara... é normal. – ele riu.
— Em que mundo isso é normal? – balancei a cabeça negativamente e me levantei – Vou no banheiro...
Fui em direção ao banheiro. Por sorte, vazio. Lavei o rosto com água e logo me encarei no espelho. Pele branca, cabelos escuros similares aos olhos na mesma intensidade. Cabelo até a sobrancelha finos e ondulados, em um aspecto bagunçado. Calça jeans preta, all star velho, um moletom por cima do uniforme escolar.
Suspirei ao terminar de me auto avaliar no espelho. Balancei a cabeça e fui em direção a saída. E saindo do banheiro eu pude ver três jovens...
— Igual meu sonho? – reconheci eles de imediato – São iguais os caras do meu sonho.
O garoto que se chamava Leo do meu sonho, falava com Karlos como se estivesse reencontrando um amigo. Aquilo foi extremamente estranho, pois logo após isso eu vi ele apontando para o banheiro e logos todos se virando para a direção à qual ele apontava e logo me olhavam.
Dois caras e uma garota em torno dos 20 anos viam na minha direção, estavam sujos, pareciam até que estavam batalhando e fugindo até que chagaram na minha escola. Enquanto estavam vindo, o Karlos foi primeiro a chegar.
— Cara, eu sempre soube que a gente era igual! Tenho que te apresentar umas pessoas! – ele dizia sorridente enquanto me chamava para ir em direção deles.
— Meu sonho foi com eles. Como caralhos, você conhece eles? – falei enquanto permanecia no mesmo.
— Se você sonhou com a gente, deve saber porque estamos aqui... – a garota dizia com um sorriso enquanto me olhava e eles finalmente chegavam.
Dei uma risada sarcástica e curta enquanto observava eles. A garota era loira com olhos acinzentados, enquanto o terceiro cara, parecia seguir o mesmo estilo de Karlos, com uma diferença de seus olhos serem azuis e seus cabelos loiros com uma pele bronzeada que parecia até um surfista.
— Semideuses? – falei enquanto olhava eles com uma cara irônica.
— Meu nome é Leo! – sorrindo de forma confiante e estendendo sua mão em direção a mim ele disse.
Cumprimentei ele simplesmente pelo fato de meus pais adotivos por mais ruins que tenham sido me ensinaram que não se deixa a mão de alguém estendida.
— O meu é Arte.
— Pode ser difícil de acreditar no começo, mas deuses realmente existem Arte. – ele começou a falar mudando completamente o semblante dele.
— Sim, é difícil acreditar. E a não ser que você me prove de alguma maneira eu vou continuar duvidando.
— Seu sonho se tornando realidade para você, não é prova suficiente não? – Karlos me faz uma pergunta como se ela fosse a solução da afirmação que Leo falou.
— Não?... – Olhei para ele fazendo uma cara de desdém.
— Calma, ele tem razão! Isso não funciona para ninguém. Até eu que não tive meus poderes selados pelos meus pais não consegui acreditar quando me falaram isso na primeira vez, imagina ele que nunca nem teve contato com a nevoa. – Falou o surfista em um tom calmo e relaxado
— Eu estou jogando um jogo de RPG e não estava sabendo? Fala minha língua, eu não estou entendendo nada que você está falando! Poderes? Pais? Como assim?
— Cara, meu nome é Gean, eu sou filho de Apollo! Me fala como eu posso provar pra você que tudo é real pra gente poder pular essa parte de explicação... – ele dizia na maior calma do mundo enquanto me olhava.
— Acho que pelo menos o básico eu tenho que saber. Se você é filho de Apollo, o deus do Sol, você teve algo similar com isso, não? Acho que já é o suficiente por enquanto...
Ele rapidamente puxa um arco da mochila dele. Um arco realmente grande que não caberia dentro da mochila. Ele dá um sorriso, por sorte por ser o último dia de aula, poucas pessoas estavam no colégio e ninguém olhava para a gente. Ele atira uma atira que também estava dentro da mochila e a flecha começa a brilhar no céu. Ela explode em um clarão amarelo incandescente as plenas 9:35 da manhã.
Sinceramente, eu ainda estava com dúvidas. Eu era alguém cético, mas uma voz na minha cabeça dizia que o que ele falava era realmente verdade. Balancei a cabeça e logo olhei para eles.
— Okay. E o que vocês querem comigo? – disse enquanto olhava para eles – Por acaso eu sou algum semideus também?
— Sim! Está vendo? Eu gostei desse cara! Ele entende rápido! – Gean falava animado enquanto olhava para os outros – Vamos lá, eu te explico Arte. Deuses existem, e quando digo deuses, me refiro aos deuses do Olimpo, já ouviu falar não é? Claro que sim, tu conhece meu pai! – ele continuava a falar com empolgação – as vezes os deuses descem do olimpo e tem filhos com os mortais, e esse foi seu caso! Igual de nos quatro também. Somos todos semideuses! E viemos aqui para levar você para o acampamento onde ficam os semideuses para treinar seus poderes. Eu posso até te explicar mais, mas aqui não é a hora nem o lugar para falar isso. Por isso precisamos que você venha com a gente para o acampamento!
— Agora? – perguntei enquanto olhava para ele, a história era estranha mas batia com os diversos sonhos que eu já tive relacionado a isso em outras fases da minha vida – Tipo, eu estou usando roupa do colégio.
— Por isso eu realmente gostei de você! Você entende rápido e não questiona muito. Se você quiser, pode se despedir do seus pais. Mas temos que ir o mais rápido possível. E é sério!
— Ei, a gente tem que ir rápido... lembra? Creio que o pai dele vai ter que esperar. – a mulher de nome desconhecido firmava suas palavras para Gean.
— Eu entendo o que você diz Olívia, mas se o Arte aceitar vir com a gente é direito ao menos dele de se despedir de seus pais adotivos. – Leo falava em um tom calmo e sério.
— Mesmo eles sendo apenas bonecos para cuidar dele? – a mulher que parecia se chamar Olívia, dizia em um semblante tão sério quanto e um segundo depois parece perceber o que houve e olhar para mim com um olhar assustado.
Um silencio repentino tomou conta do lugar enquanto todos olhavam para mim esperando uma reação.
— Isso explica por que eles nunca ficaram mais que dois dias em casa antes de que ir para a próxima viagem. A história de vocês faz cada vez mais sentido. – falei enquanto encarava eles, não tinha como eu ter criado uma empatia maior por eles, eles simplesmente viajavam durante meses. Tive mais contato com a doméstica do que com eles.
— Que frio... – falou Karlos enquanto me olhava – Mas eu entendo seus motivos.
— Então você também era um semideus esse tempo todo? – encarei ele enquanto fazia essa pergunta.
— Sim, e é por isso que eu já conheço esses veteranos, somos do mesmo acampamento. É pra lá que eu vou todas as férias.
— E quem é seu pai divino? – arqueio a sobrancelha curioso. Sempre achei ele estranho, agora tudo fazia sentido.
— Minha mãe é Íris! Deusa do arco-íris e mensageira dos deuses. – ele dá um sorriso dando um sinal de joia com a mão.
— Hum... E quem é o meu pai ou minha mãe? – olhei para eles me perguntando.
— Isso você vai ter que descobrir pro si só... – Leo falava aquelas palavras em um sorriso confiante enquanto me olhava – E ai, você vem com a gente?
— Aparentemente eu não tenho opção né... – me lembro de poucas coisas que aconteceram no meu sonho, mas se eu fazia parte daquela missão era importante – Eu vou com vocês então!
Vi um sorriso se formando no rosto deles e logo Karlos perguntou se eu queria minha mochila. Falei que só tinha matérias escolares e não ia precisar dela. Ele deu um sorriso para mim e eu retribui, Karlos era o único bom amigo que eu tinha feito naquela escola.
— Bom, eu te vejo no acampamento. Daqui uns 5 dias eu estou indo para lá. E eu vou virar um campista de tempo integral agora que o colégio terminou. – Ele falou com um sorriso enquanto nos despedíamos com um toque de mão.
Já estávamos no portão da escola. Os outros três estavam um pouco longe me esperando. Karlos me entregou um dracma, ele explicou como enviar uma mensagem ou conversar com alguém através da Deusa Íris. Agradeci ele pegando o dracma e guardando no bolso.
— Beleza. Quando eu chegar lá, eu te mando uma mensagem! – dou um sorriso e damos um toque de mão.
— Até depois Arte... – ele entrou de volta na escola e eu fui em direção aos três.
//------------------------//------------------------//------------------------//
Se passou uns três de viagem. Tipo, você que está lendo esse diário deve esperar que eu conte cada pequeno acontecimento, mas tenha em mente que o objetivo é contar o que de principal aconteceu. E finalmente cabe a você decidir se me ajuda no final, sim ou não. Portanto, se você está lendo isso, imagino que sabe o que é um mundo de semideus, o que já me polpa de detalhes. Então acompanha a história. Qualquer duvidas, você vai encontrar na sessão de comentários desse diário.
Depois de sairmos da escola, conversei mais com eles durante o caminho até a rodoviária. Eles me falaram mais sobre como funciona o acampamento, e que ele se chama Acampamento Lunar devido a algumas caçadoras de Ártemis que anos atrás se sacrificaram para proteger o acampamento de uma invasão de monstros.
Depois que entramos no ônibus, não conversamos muito. Tive que deixar meu celular com o Karlos, que ele disse que ia guardar até ele chegar no acampamento. Cada um deles estava sujo e cansado então eles resolveram dormir. Também falaram que o dinheiro deles estava acabando.
Eles dormiram por mais de 12 horas enquanto eu tirava cochilos ocasionais e só acordavam para mudar de ônibus, o objetivo era chegar o mais perto possível antes de ter que caminhar. Por isso as vezes entramos em alguns ônibus escondidos. O Acampamento fica em algum lugar no Sul do País, que eu não preciso contar os mínimos detalhes, não é mesmo?
Durante os períodos que eles ficaram acordados, falaram que como eu ainda não tinha feito 17 não precisava me preocupar. Eles não quiseram me contar o que eu tinha de tão especial. Aparentemente, eram raros os casos de semideuses que tinham seus poderes selados, (tanto seu cheiro, sangue, habilidades, etc. [incrivelmente as doenças como dislexia, TDAH continuavam]) e geralmente nenhum durava tanto tempo.
Quem me falou isso foi o Gean que era o que mais falava comigo, durante os 2 dias de viagem de ônibus até jogamos UNO. Ele não quis me dizer quem era meu pai ou mãe divino, mas disse que quando eu fizesse 17 o meu sangue divino ia começar a agir e se isso tivesse acontecido antes, um exército de monstros com certeza teria ido atrás de mim.
Era meio preocupante o modo que ele falava, mas era animador também. Eu sempre gostei de jogos de RPG e parecia que eu estava vivendo um, e que eu iria começar no nível zero.
— Mas por que essa pressa toda e agora? – falei olhando para ele – A gente pode até ir andando na realidade. Meu aniversário é só dia 01 de janeiro... ou 31 de dezembro, é meio complicado por que ninguém sabe ao certo...
— Arte, alguma coisa grande está para acontecer e sua cabeça está a prêmio. Mesmo não tendo seu sangue divino agora, tem muita gente atrás de você! – Gean me dizia enquanto me olhava.
A viagem continuou e tudo parecia estar indo bem. No terceiro dia o ônibus já tinha nos deixado perto o suficiente. Foi quando descemos dele e começamos a caminhada. Era ainda um dia de viagem até o acampamento, mas depois de duas horas de viagem o pior aconteceu.
//------------------------//------------------------//------------------------//
— O que é isso que está seguindo a gente? – Olívia perguntava para Leo em meio a nossa corrida embaixo das arvores fugindo da criatura voadora que nos perseguia.
Mesmo muito borrado eu conseguia ver mais ou menos alguma coisa, o que mais tarde fui descobrir que era meu sangue que estava começando a liberar seu poder antes do horário previsto. Era uma fumaça em cor cinzenta e azul escura que nos perseguia por cima das arvores e destruía aquilo que tocava. Ele literalmente estava quebrando as arvores no meio antes de subir para cima delas.
— Eu também não sei, mas Gean e Olívia, vocês dois vão continuar junto com o Arte! Eu vou parar ele e depois vou atrás de vocês! – Leo dava as ordens enquanto batia seus punhos um no outro.
Da batida, faíscas surgiram, e delas, um lança de bronze e um escudo ornamentado do mesmo material surgiram em suas mãos. Ele segurou os dois enquanto parava de correr. Gean e Olívia mal olharam para trás quando confirmaram com a cabeça e continuaram correndo. Tinham bastante confiança no Leo.
— Tudo bem deixar ele lá? – falei preocupado, realmente não queria, mesmo que um desconhecido morresse por minha causa.
— Sim! Pode confiar nele! Ele é o mais forte campista do acampamento, não só isso! Ele é um herói! E mesmo que ele peça, nunca está sozinho! – Gean falou enquanto tirava sua mochila das costas e Olívia fazia o mesmo. Eles trocaram de mochila – Você tem certeza Olívia? Minha mira é melhor que a sua.
— A minha também não é tão ruim! — ela sorria enquanto falava – E você é mais rápido. Caso precise fugir, você pega o Arte e sai correndo.
Eles bolaram um plano sem nem mesmo falar um com o outro. A mochila do Gean tinha seu arco-e-flecha, ele deu para Olívia usar ele e ajudar o Leo a distância. Afinal era filha de Atena e podia ajudar até mais que o próprio Gean. Afinal, ela era namorada do Leo. Ela pulou alto ficando em cima de uma arvore e já começando a atirar uma flecha energizada. Aparentemente o arco que dava aquele poder para as flechas.
Gean rapidamente colocou o braço envolto da minha cintura e me levantou como se ele tivesse segurando uma pasta. Ele começou a correr e realmente foi muito rápido. Tão rápido que não dava para ver os borrões que estavam a nossa volta.
— 15 quilome... – Gean gritou antes de tudo escurecer.
No momento seguinte, acordei com a cabeça doendo encima de uma pedra. Com minha visão turva tentei olhar para os lados. Não sabia o que tinha acontecido, mas sabia que não tinha apagado. Foi só um apagão.
Quando minha visão finalmente voltou eu vi o que tinha acontecido. Me sentei sentindo dor no corpo e vendo que metade da minha roupa de cima tinha queimado, inclusive meu corpo. Uma grande cratera de fogo no chão sugere que algo tinha caído na nossa frente e nos arremessado para longe.
Na minha frente Jean segurava uma espada curta de uma mão feita de bronze e sangrava enquanto olhava para cima, e quando finalmente olhando para cima eu pude me deparei com aquela visão. Uma figura humanoide com pele pálida, rosto desfigurado e usando algo que não parecia ser mais do que sombras no próprio corpo para esconder ele, segurava Leo pelo pescoço a 10 metros do ar, enquanto tinha seus dedos fincados dentro da carne do ombro de Olívia.
Gean gritava com raiva e desesperado ele começava a brilhar da cintura para baixo e parecia pegar impulso para saltar, quando o demônio jogava o corpo de Leo nele e foi quando eu pude perceber, o peito de Leo tinha um buraco enorme, ele estava claramente morto, com seus olhos abertos e uma expressão sem vida.
O filho de Apollo pega o corpo de Leo desistindo de salta, isso só para ser enganado. Um segundo antes dele pegar o corpo de Leo, o demônio jogou o corpo de Olívia no chão e foi em direção do loiro. Corri em direção a Olívia e peguei seu corpo caindo ar. Como minha força física não era nada incrível, eu consegui amortecer a queda, mas cair e deslocar meu braço dominante, o esquerdo.
Depois de pegar o corpo de Leo, ele levou um único soco que foi capas de jogar ele contra duas arvores e fazer o mesmo desmaiar sem muito esforço. Olívia ainda estava vivo, senti a respiração dela enquanto deixava ela deitada no chão e me levantava.
— Quem é você? – falei obviamente com medo mas firme, enquanto me movia lateralmente devagar até a espada que o Gean deixou cair no chão, que por sorte estava mais perto agora.
— Meu Lorde... eu fui mandado aqui para cumprir minha missão! – o demônio fez uma reverencia para mim e se levantou enquanto segurava agora a lança que antes era do Leo – Eu vim aqui para te matar!
Ele avançou na minha direção dando tempo apenas de eu pular dando uma cambalhota para o lado e conseguindo pegar a espada. Não que adiantasse muita coisa, mas eu não podia simplesmente ficar parado. Já estava quase dando 18 horas.
Ele avançou mais uma vez e eu consegui em um movimento de puro reflexo defletir o golpe que ele fez com a lança e chutar sua barriga inutilmente. Tirando o golpe que o mandou para o lado, o chute nem fez ele se mover.
Comecei a ouvir vozes que ficavam cada vez mais altas ao decorrer dos segundos na minha cabeça, e por falta de atenção, um soco me manda para trás, me fazendo colidir com uma arvore. Ao bater nela eu cuspi sangue na mesma hora.
Consegui ficar de joelhos ainda, já não conseguia mover meu braço esquerdo, meu braço direito tinha serias queimaduras, minha cabeça doía e as vozes não paravam. Respirei fundo me levantando e segurando a espada novamente.
Com a lança apontada para mim, ele pulou rapidamente, tentei me mover quando via que as sombras que antes circundavam o corpo do demônio agora seguravam meu pé me prendendo no chão não tendo como eu escapar. A lança que antes pertencia ao mais forte Campista Leo, e também Herói, que agora roubada por demônio, penetrava meu peito e atravessa a arvore.
Meu sangue escorria através da ferida enquanto eu não podia cair devido a lança que me prendia na arvore. Cuspi sangue sentindo minha visão ficar mais escura, e agora as vozes simplesmente tinham sumido.
— Acho que... morri no level 1. Piadas de RPG... – falei minha última frase antes de começar a engasgar no próprio sangue e por fim, morrer.
Fale com o autor