O Diário da Secretária

20 ️19. O segundo Date (Senhor Lee) Parte I.


Notas iniciais
Ficou grandinho... mas acho que okay né? Avisos: ⚠️Capítulo contém HOT (mais de um) então se não se sente a vontade com esse tipo de escrita sugiro pular as partes quando as identificar. Ler será por sua conta e risco⚠️ E como sempre ressalto que NADA escrito aqui tem haver com a vida real do idol citado, e não é meu intuito insinuar, difamar ou qualquer coisa neste sentido tanto ao idol em questão quanto aos meus leitores. Tudo aqui não passa de ficção e todos são apenas personagens. Boa leitura minhas joias!

O Lino me deixa completamente elétrica, isso nem é mais novidade para mim e essa eletricidade toda se tornou uma presença constante por todo tempo que passamos no carro.

Por toda nossa viagem cantamos, conversamos, ele sempre muito concentrado no trânsito e na estrada, mas o tempo todo me dando uma atenção super gostosa que eu estava amando receber.

Eu já estava me sentindo incrível ao lado dele, e o tempo todo rolaram mãos bobas do Lino sobre mim da forma mais natural possível, era como se ele nem notasse que estava fazendo o que fazia e eu estava em um enorme mix de sensações.

Não era nada obsceno, mas era sim muito gostoso.

Em um desses momentos ele deu uma leve puxada em meus cabelos, assim, do nada, e sorriu largo por me ver quebrando em mil pedaços.

É isso, o Lino me quebra muito, ele sabe disso e não faz a menor questão de esconder.

Uma coisa era lidar com ele na empresa, onde eu sempre ia na onda dele para poder conter o fogo do senhor Lee, mas sempre me esquivando como louca para não cair na tentação.

Outra era estar em uma espécie de relacionamento com ele e em uma viagem apenas nós dois onde eu sei que muita coisa pode rolar, ele já estava agindo com uma certa posse sobre mim e o mais maluco nisso tudo?

Eu estava adorando e muito me sentir assim tão rendida a ele.

Não sei bem como poderia explicar tudo isso, mas em pouco tempo ele conseguiu surtir sobre mim um efeito que eu jamais imaginei que ele teria e conforme passo o tempo ao seu lado isso só aumenta.

Sim, eu estou perdida nas mãos dele.

[...]

Paramos em um lugar para comer, porque o Lino disse que faltavam uns quarenta e cinco minutos mais ou menos ainda para chegarmos em nosso destino e ele precisava esticar as pernas.

O lugar onde paramos era lindo e aconchegante, estávamos comendo tranquilamente e eu decidi ir ao banheiro.

— Lino vou ao banheiro, está bem?

— Claro gatinha.

Me levantei e fui em direção ao banheiro e senti o olhar do cara que nos atendeu me encarando de uma forma nada discreta, não gostei do olhar dele, mas segui meu rumo sem dar bola para sua encarada nada discreta.

Minho POV.

Não é que eu ache que ninguém olhará para a Yoonah com desejo, muito pelo contrário, quem seria o idiota de ver tamanha beldade e não a desejar?

Ela é perfeita!

Mas ver aquele atendente quase pulando na minha gata me deixou enfurecido, então esperei ela virar para ir ao banheiro e fui até ele.

— Gostou dela amigão?

Perguntei assim que me aproximei fazendo ele dar um pulo por ter sido pego.

— É... Ela é muito bonita...

Olha a cara de pau desse cara?!

— Eu sei, realmente ela é muito linda, você tem razão.

O cara sorriu de canto e eu me aproximei dele.

— E se você olhar para ela novamente, mesmo que de relance eu vou arrancar seus olhos fora, então não corra esse risco e suma daqui.

Falei tão próximo a ele que senti o cara tremer, eu sabia ser intimidador quando queria.

— Me desculpe senhor, ela deve ser sua irmã, e-eu... eu não...

— Irmã? Então ainda tem esperanças de pegar o telefone dela, quando ela sair do banheiro huh?

Ele arregalou os olhos.

— Ela é minha mulher, seu insolente, quer saber? Não precisa sair mais, farei você ser demitido agora mesmo.

Me virei e fui até o dono do lugar que eu já conheço há anos, pois sempre passo por aqui quando venho para o meu refúgio.

— Estou de saída senhor, não é para tanto, e me perdoe, eu nem vi sua mulher passar, eu juro.

O rapaz saiu correndo e o gerente acenou para mim sorrindo.

— O Minho, sendo Minho, mas essa é novidade amigo, você nunca trouxe uma mulher para esses lados.

— Pois é Mingi, — Me aproximei do meu amigo e o abracei, — As coisas mudam...

— Tô vendo...

Sorrimos e trocamos mais umas palavras.

— Tem chocolate aí?

— Claro amigo, sempre tem...

[...]

Esperei minha gata sair do banheiro enquanto pensava em todas as coisas que quero fazer com ela nesse final de semana.

— Antes de voltarmos a nossa rotina habitual, ela será ainda mais minha do que já é agora... assim como sou dela, e disso não tenho dúvidas.

[...]

Yoon Pov.

Quando sai do banheiro o cara havia sumido, o Lino estava pagando e comprou chocolates para nós.

— Pronto gata?

— Sim, já podemos ir gato.

Ele passou seu braço sobre meu ombro e eu o meu por sua cintura e saímos de lá em direção ao carro.

[...]

— Aquele atendente te incomodou, não foi?

Fiquei surpresa com a pergunta dele.

— Um pouco, ele me olhou estranho, mas ele sumiu então...

— Eu cuidei dele, ninguém deixa minha gata desconfortável, não se eu estiver por perto.

O encarei e ele abriu um dos chocolates e levou a minha boca e eu o recebi com gosto.

— Yoonah, meu maior prazer é cuidar de você, te proteger, te deixar segura, não quero que você se preocupe com nada, ou que se preocupe o mínimo possível, eu sou o seu...

Ele não terminou sua fala a interrompendo em um profundo respirar como quem quisesse falar muitas coisas sem poder e em seguida voltou a falar.

— Eu sempre serei o seu porto seguro e você sempre poderá confiar em mim de olhos fechados, entendeu?

Aquilo me pegou, eram poucas às vezes que ele falava tão seriamente em um discurso tão intenso e quanto mais eu o olhava, mais eu me sentia entregue a essa postura dele.

Verdade seja dita, tudo nele era intenso, sempre foi e essa é a maior verdade sobre o Lee Minho.

— Entendi Lino, mas vem cá, você não bateu no cara não né?

Ele sorriu ladino.

— Não foi preciso, só mostrei a ele o que lhe aconteceria se seus olhos caíssem sobre você novamente, mas tudo foi na base da conversa, não se preocupe.

— Lino, não seja maluco tá, eu não quero você em encrenca, por favor, ainda mais se for por minha causa.

— Você se preocupa comigo Yoonah?

Ele seguia me dando chocolate e eu fiquei um tanto tímida com aquele gesto.

— Muito.

Era um fato, eu nem sei o que eu faria se algo ruim acontecesse a ele.

— Vou me cuidar sempre por mim mesmo, mas também por você, não quero que você se preocupe comigo assim.

— Obrigada.

Ele colocou o último pedaço do chocolate em sua boca e veio até mim e eu apenas o deixei fazer o que queria e o recebi em meus lábios em um beijo literalmente doce.

— Que delícia... seu beijo é perfeito sabia? — Ele perguntou retoricamente e sorriu travesso. — Vamos finalizar nossa viagem, agora falta pouco.

[...]

Uns quarenta minutos depois avistei um vasto e belíssimo campo de flores e um enorme portão antes dele.

— Bem-vinda a nossa casa de campo Yoonah, espero que goste daqui o tanto quanto eu gosto.

O lugar ela lindíssimo, plano, bem estruturado e a variedade de cores que nos recebeu foi algo de tirar o fôlego.

— Lino aqui é muito lindo...

— Vai por mim, Yoonah você não viu nada ainda, até domingo à noite você entenderá bem porque aqui é o meu refúgio favorito.

— Eu não duvido de você gatinho.

— Adoro quando me chama assim, é tão fofa que dá vontade de apertar.

Sorri pequeno e segui olhando a vista até que avistei a casa onde ficaremos.

Era simplesmente perfeita, grande, com uma área enorme, toda construída em pedras e madeira remetendo a uma construção rústica, o que era um verdadeiro charme, mas com uma enorme área feita em vidros o que dava um toque todo especial ao lugar, e ela era toda decorada com flores, rosas vermelhas para ser mais exata, e a cor vermelho intenso se contrastava lindamente com o tom de madeira.

Conforme ele adentrava o lugar vi também uma enorme piscina muito bem estruturada e para todo o lado que se olhasse viam-se flores, as mais belas e com as cores mais vívidas de todas.

— Gosta do que vê?

— Em cada detalhe Lino.

— Então vamos entrar, quero te mostrar a casa para podermos ir.

— Ir aonde?

— Surpresa amor.

Ele me chamando de amor assim me arrepiou e em um impulso pulei nele selando meus lábios aos dele e ele sorriu em meio ao beijo.

— Você é perfeita, — Ele me olhou nos olhos. — Sei que sempre digo isso, mas Yoon Arya, você é a minha perfeita e eu adoro tudo em você.

— Não sou Lino... de verdade, não chego nem perto da perfeição que você diz ver em mim.

Ele me encarou nos olhos em um semblante enigmático e deu um leve toque na ponta do meu nariz.

— Perfeita para mim gata, tudo em você, tudo sobre você é perfeito para mim, então não me contrarie e confie sempre no que eu te digo...

Não o respondi, apenas sorri pensando em como ele era bom em me deixar sem jeito, certamente dos três amores que tenho agora ele é o que faz isso comigo com a maior facilidade.

— Vamos pegar nossas coisas e levar para o nosso quarto.

Fizemos como ele disse e ele nitidamente me deixou com bem menos coisas para levar, levando a bagagem mais pesada e maior.

Ele é realmente bem cuidadoso.

[...]

Subimos dois lances de escadas, a casa era muito maior do que eu estava imaginando.

E linda, por deus, se eu já havia amado o chalé nas montanhas, a casa de campo era tão perfeita quanto e eu estava apaixonada por cada detalhe dali.

— Aqui gata, esse é o nosso cantinho.

Ele me deu passagem para que eu entrasse primeiro e meus olhos se arregalaram.

— Cantinho? Lino, esse quarto é enorme...

O peguei sorrindo de lado para meu tom abobalhado e acabei sorrindo junto.

— E é todo nosso...

Era perfeito e sinceramente? Havia a impressão pessoal do Lee Minho ali em cada mínimo detalhe, era sofisticado, requintado em tons que mesclavam do escuro para o claro na madeira dando um toque charmoso e muito sensual também.

— O que a minha gata está pensando?

— Que aqui é perfeito, lindo mesmo, e que dá para sentir você nesse cômodo com precisão.

— Que bom que gostou minha linda e doce gatinha, agora vamos nos trocar, aqui, pegue isso e vista.

Novamente, assim como o Channie, parece que o Lino é quem ditará como vou me vestir.

Isso era intrigante, mas também diferente e... bom, de um jeito interessante, então eu só me deixei levar.

Peguei da mão dele a roupa e a olhei.

— Biquíni? Nós vamos para a piscina?

— Tão curiosinha... ele veio até mim e deixou um doce selar em meus lábios, já, já você saberá para onde vamos e não tem só biquíni aí dona Yoonah.

Sorri para ele e realmente, havia um short curto, uma saída toda feita de crochê preto longa como se fosse um sobretudo e toda aberta na frente, e um par de meias, pelo visto vamos caminhar.

— Seus tênis estão ali, — Ele me encarou risonho. — Você quer que eu saia para você se trocar tranquila, ou quer ir ao banheiro? Fica ali e...

— Lino me ajuda com o sutiã, por favor?

Não tinha porque ele sair, nós já estávamos nesse nível da relação, e apesar de eu não ter tido momentos mais íntimos com ele, já até nos vimos completamente nus em nosso banho conjunto, então...

— Claro que ajudo...

Nos trocamos em um silêncio intenso, parecia que um movimento em falso nos faria esquecer o mundo e nos entregar ali mesmo, porém notei o esforço do Lino em manter seu foco no roteiro que tinha em mente para o nosso dia e aquilo o deixava ainda mais irresistível e eu acabei decidindo por não o tentar.

Assim como ele tirou meu sutiã, ele também amarrou a parte de cima do meu biquíni, deixando selares lentos em meus ombros e passando a ponta de seus dedos levemente no meio das minhas costas o que me arrepiou por inteiro, e quando ele se afastou pude ver a nítida satisfação em me deixar com a derme sensível ao seu toque estampada em seu semblante.

Eu não o tentei, mas ele não fazia questão alguma de não tentar a mim...

— Aqui Yoonah, deixe-me passar protetor solar em você.

Ele veio em direção a mim já com o pote em mãos e eu apenas o deixei me lambuzar com o creme.

Conforme ele ia passando, eu sentia com exatidão seus dígitos sobre minha pele e só ali tive delírios de como seria estar intimamente com o Minho.

Ele passou com cuidado e estava concentrado e eu sorri por o achar perfeito de tão lindo.

— Terminou Lino?

Ele pareceu voltar de um transe...

— Sim, sim... é acho que acabei.

— Perfeito, minha vez...

Cuidei dele com o mesmo afinco e carinho que ele fez comigo.

— Prontinho gato, estamos prontos e protegidos, agora podemos ir.

— Puta merda que gostosa, ainda bem que somos só eu e você aqui senão eu morreria de ciúmes, seja de quem fosse...

— Bobo... — O olhei, ele estava todo lindo também em seu calção, camisa aberta e regata por baixo. — E olha só quem fala, Lino, sério, você chega ser perigoso de tão lindo.

— Uaau, — Ele sacudiu a cabeça parecendo querer espantar os muitos pensamentos que teve. — Pelo amor de deus vamos de uma vez.

Sorri largo e segurei em sua mão e então saímos do quarto.

[...]

Ele pegou uma mochila que o esperava no andar de baixo e partimos, andamos um bocado até, e o cenário por todo o percurso que fizemos era tão perfeito que valeu a pena cada segundo do passeio.

— Chegamos Yoonah!

Eu já estava ouvindo o barulho de água corrente há um tempinho, mas assim que ele disse que chegamos, olhei para frente e vi.

— Meu deus, que perfeição!

— Gostou mesmo?

— Lino, eu amei...

Estávamos de frente para uma belíssima cachoeira, havia muitas pedras e um verde espetacular em todo seu entorno.

— Que bom que amou, então o que estamos esperando? Vamos entrar.

Ele tirou sua roupa ficando só de sunga e entrou na água convidativa e em seguida se virou para mim e estendeu seus braços em minha direção.

— Vem amor, venha para os braços do seu Lino.

Tirei minha roupa ficando só de biquíni, amarrei meus cabelos em um alto rabo de cavalo e fui até ele que foi logo me segurando com uma firmeza incrível me levando para ficar colado a ele.

— Você não sabe como eu queria estar aqui com você...

Ele me disse em um tom sedutor e eu sorri tímida, eu nem sabia o que dizer de tão feliz que eu estava.

— Vem gatinha, vamos para mais perto da cachoeira.

Fui com ele sem hesitar, o Lino me fazia sentir segura de um jeito diferente, tudo com ele era eletrizante e desafiador, e eu estava amando isso.

Quando chegamos bem próximo à queda ele se encostou em um deck feito ali acredito eu que por eles mesmo exatamente para os momentos de lazer na belíssima cachoeira de sua propriedade, havia largos degraus de madeira ali e ele me sentou nele ficando entre minhas pernas e já me puxando para um beijo apaixonado.

Nossos lábios se encontraram e ao fundo ouviam-se apenas os sons dos estalos que nossas línguas davam e da água que caia forte a pouca distância de nós dois.

Me apertei contra ele que já me apertava em suas mãos com vontade me puxando ainda mais para si, sua língua brincava com a minha e ele mordia meu lábio inferior o puxando lentamente enquanto arrastava seus dentes em minha carne já inchada pela intensidade de nossa troca, e para mim estava uma loucura de tão perfeito o sentir assim.

Ele foi descendo selares pelo meu pescoço e eu o segurei em seus cabelos, deixando que um gemido baixo me escapasse bem rente ao seu ouvido.

— Para sua sorte não tenho a intenção de tomá-la aqui e agora, mas sente isso? — Ele roçou seu membro notavelmente rijo contra mim e eu me arrepiei toda. — É assim que você me deixa Arya, louco, completamente insano por você e eu preciso te dizer, não aqui, não agora e não assim, mas eu pretendo ter você para mim nessa viagem, então se você não estiver pronta para se entregar a mim dessa forma, me avise para que eu reorganize meus pensamentos e me controle para não ir além do que devo com você.

Eu o ouvia atentamente e enquanto suas palavras adentravam meus ouvidos, minha mente dava mil voltas...

Era reconfortante saber que ele se pensava assim, mas eu o queria muito mais do que ele podia imaginar e eu não faço a menor ideia de como dizer isso a ele.

— Se eu disser que não estou pronta ainda, você me respeitaria? Quero dizer, você se controlaria mesmo Lino?

— Claro que sim Yoonah, sua vontade é tão importante quanto a minha, e se você não estiver pronta para se entregar a mim, eu não irei forçá-la de jeito nenhum, mesmo que estejamos aqui a sós e será assim por três dias não significa que temos que fazer algo além, só se nós dois realmente quisermos isso e você vai ver que comigo é sempre assim...

Ele me olhava nos olhos enquanto falava e aquilo o estava deixando ainda mais irresistível.

— Assim como?

— Tudo que eu fizer com você, tudo, será sempre com o seu consentimento, ou melhor, ainda com o seu pedido, eu sempre vou querer ouvi-la dizer sim para mim, ou um eu quero, e coisas desse tipo, mas o sim principalmente, você sempre terá que dizer sim para mim, caso o contrário nada será feito.

Seu olhar era intenso e diretamente conectado ao meu e eu só conseguia pensar no porquê da sua fala estar me levando a outros caminhos..., mas no fim eu entendi bem o que ele quis dizer e achei muito interessante o jeito dele se posicionar para mim.

— Certo...

Ele levou suas mãos em meu rosto.

— Você é minha joia mais rara Yoon Arya, tenha sempre isso em mente, agora vem, vamos curtir essa cachoeira deliciosa.

Ele voltou para a água e deu um mergulho perfeito, emergindo mais a frente, um pouco distante de mim.

— Vem gata!

Soltei meus cabelos e dei um mergulho em direção a ele e quando emergi me vi colada no corpo do Lino.

Estávamos molhados, o clima estava delicioso e minha mente estava completamente focada no homem em minha frente.

— Você disse que queria me ouvir pedir... — O abracei trazendo seu rosto para o meu. — Lino, eu não quero esperar... eu quero você aqui e agora...

Minha respiração ofegante batia contra a dele que ao me ouvir apertou seus olhos e mordeu seu lábio com força na nítida tentativa de se manter são.

— Golpe baixo Yoonah...

— Lino, por favor...

Ele parecia estar hipnotizado por mim, o que por si só já era uma loucura, e minha súplica repentina apenas pareceu o desmontar inteiro em minha frente.

— Merda Yoonah... Assim você me quebra gata.

— Desculpe Lino, mas porque não podemos?

— Não é que não podemos é que eu havia feito planos para nossa primeira vez, eu não queria ser afobado ou que você achasse que eu só quero isso de você, por que não é assim, nem de longe é assim Yoonah, e-eu... eu quero que seja perfeito para você.

Acho que nessa hora entendi bem o que estava acontecendo, me lembrei da pergunta da Taty, e do pensamento que tive sobre eles quererem se moldar a mim.

Ele queria ser perfeito para mim, o que era lindo de verdade, mas eu queria que fosse perfeito para nós, então segui com meus extintos.

— E se eu te disser que com você, aqui e agora seria a nossa primeira vez da forma mais perfeita para mim, amor?

Minha fala saiu manhosa pelo meu desejo por ele, mas também firme, e pela primeira vez eu o chamei ele de amor assim, o que fez ele sorrir largo.

— Nem todo príncipe está em um cavalo branco, não é Yoonah?

— Não, mas todo príncipe de verdade faz sua princesa o desejar como eu estou te desejando agora Lee Minho, você não está me forçando a nada, já o desejo assim há um tempo, eu só não sabia como te dizer isso, então resolvi deixar rolar...

Comecei a roçar a ponta do meu nariz no dele, encostando nossas testas em um carinho gostoso de sentir.

— ... E você Minho é o meu príncipe exatamente do jeito que é, é o meu príncipe intenso e eu adoro isso em você.

Sem eu notar, ele foi me conduzindo novamente para a queda d’água e quando chegamos bem perto entramos debaixo dela sentindo o seu toque gélido contra nossa pele.

A força com que a água batia em mim estava deliciosamente perfeita e então eu o puxei para mais um beijo e ele sem demora me correspondeu com intensidade e antes de eu fazer, ele já foi pedindo passagem com sua língua e eu cedi em puro deleite, me agarrando aos seus cabelos e o trazendo para o mais perto de mim possível.

— E aí está o meu furacão...

Ele disse ofegante quando o ar nos faltou.

— ... Já vi que estarei perdido em suas mãos, vem gata, eu vou te dar o que tanto quer e não tenha dúvidas, isso, estar exatamente assim com você é o que quero há muito tempo também.

Ele me pegou em seu colo e me levou até o deck novamente, me encostando nele já voltando a me beijar.

Suas mãos ágeis me colocaram encaixada nele e eu logo o abracei com minhas pernas já sentindo o volume inevitável dele se roçando em mim.

— Você está tomando certinho os remédios que a Dra. Carter passou né? Não precisamos nos preocupar?

— Estou sim, pode ficar tranquilo.

— Ótimo...

Ele abaixou sua sunga e colocou meu biquíni para o lado já me invadindo em seguida e eu estava tão desejosa por ele que nosso encaixe foi perfeito, ele era longo e me preenchia perfeitamente.

Soltei arfares descontrolados com as estocadas dele, e me apertava contra seu membro rebolando com vontade.

Suas mãos me seguravam firmemente e sua boca desceu meu pescoço deixando uns chupões gostosos nele.

Não tinha muito o que fazer ali, o lugar não era dos mais confortáveis, mas o jeito que ele se afundava em mim era perfeitamente prazeroso, eu me sentia eletrizar a cada estocada.

— Aaann Lino assim... continua assim.

Ele havia acertado meu ponto mais sensível e eu me colei nele.

Eu arranhava suas costas e em resposta ele gemia alto, perfeito, e a rouquidão em sua voz estava me levando ao céu e ao inferno ao mesmo tempo.

— Caralho! Eu sabia que você era gostosa, mas porra Yoonah...

Me apertei tanto nele que minhas paredes pulsavam loucamente, senti o meu baixo ventre se contrair e já sabia o que estava por vir, ele seguia me estocando, me apertando com firmeza e deixando claro sua posse sobre meu corpo e eu estava tão entregue que tudo em mim vibrava por ele.

Ele parece ter notado minha sensibilidade e me instigava ainda mais com a ponta de sua língua e o toque leve dos seus lábios em meu pescoço e quando me vi completamente perdida vim nele com força.

Eu o abraçava, o mordia e enquanto me derramava nele, busquei sua boca desesperadamente, eu queria beijá-lo.

— Aaaah merda...

Ele gozou e eu senti seu falo pulsando dentro de mim.

Nos enroscamos em um beijo quente que foi diminuindo a intensidade conforme nossas intimidades se acalmavam lá em baixo.

— Gatinha, eu amo você, sério Yoonah, sente isso... — Ele colocou minha mão em seu peitoral e eu sentia seu coração pulsar descompassado. — Nunca, — ele olhou bem nos meus olhos. — Nunca uma mulher me fez sentir assim, você é a mulher para mim Yoonah, a que eu nunca acreditei existir, mas que acabo de ter em meus braços de uma forma deliciosamente insana.

— Minho... — Ele me olhou e eu sorri. — Eu amo você...

— Aah cara, que delicia ouvir isso.

Ele nos arrumou novamente e sorria com uma criança que acabou de ganhar seu mais precioso presente.

— Vem gatinha, vamos nadar um pouco e aproveitar esse dia lindo, trouxe nosso almoço está na mochila, daqui a pouco vamos para o lago e comemos lá, pode ser?

— Aqui tem um lago?

— Tem sim.

— Perfeito, vamos gato, aliás... — Mergulhei sem avisos e sai nadando. — Duvido você me pegar.

Gritei em sua direção assim que emergi já distante dele e pude ver um enorme sorriso em seu rosto.

— Nunca duvide do seu gatão Yoonah!

[...]

Após brincarmos um pouco na cachoeira seguimos para o Lago e agora estávamos secos, quentinhos e comendo o mais delicioso kimchi com carne que eu já comi, tinha gimbap também e o de espinafre que era o meu favorito, suco de maçã e tudo estava perfeito.

— Nossa, acho que comi demais.

— Não comeu não, eu estou de olho, você comeu como sempre come.

— E como você sabe Lino?

— Eu observo Yoonah, eu sempre observo.

Sorri e olhei o céu, tudo em volta do lago era lindo, mas o céu? Esse estava perfeito.

Fui até o Lino e deitei minha cabeça em sua perna.

— Tão linda... — ele começou a fazer carinhos no meu rosto. — Descanse um pouco amor já, já vamos voltar.

— Está bem... deita comigo um pouco?

— Claro amor.

Ele se deitou e eu fui me aninhar nele, eu amo ficar assim toda aninhada a ele, e o Lino parece adorar quando fico assim nele também.

Ficamos encarando o céu sem falar muito, na verdade, por um tempo ficamos em completo silêncio apenas curtindo a presença um do outro.

— No seu diário você chegou a dizer uma vez que ficar deitada ao lado de alguém em silêncio era como uma declaração de amor... — ele respirou um pouco mais profundamente. — Você entende que eu acabei de me declarar para você agora?

Sorri boba, claro que ele havia lido meus devaneios românticos também, que vergonha.

— E você, Lino?

— Eu?

— É, eu fiquei todo esse tempo bem quieta ao seu lado, só declarando meu amor por você, assim no nosso silêncio aconchegante.

— Nossa, Yoonah... acho que quero me casar com você.

Sorri alto e o encarei.

— Não viaja Lino...

— Quê? Não é viagem não, e tem mais, vamos andando senão eu vou me descontrolar aqui também, e esse não é meu plano, você bagunça comigo Yoonah, e apesar de isso ser bem gostozinho eu não sou muito chagado em sair do meu planejamento.

— Nem vem, você é o maior bagunceiro de todos...

— Olha isso, tô sem moral aqui..., mas quer saber gata? Você gosta que eu te bagunce que eu sei...

Ele não estava errado.

— Você tem razão, eu adoro.

— Viu... — ele deixou um selar em minha bochecha. — Agora vamos, temos uma boa caminhada até em casa.

— Sim senhor Minho!

— Menina não faz assim...

[...]

Voltamos e tomamos um delicioso banho, era quase cinco da tarde e ele me levou para a enorme sala da casa falando que queria descansar um pouco, então assistimos um filme, demos uns bons amassos ali também e acabamos dormindo.

[...]

— Gatinha?...

A voz dele vinha de longe, invadindo meus belos sonhos.

— Oi, gatão...

— Que tal acordarmos, a Willou veio me avisar que nosso jantar está servido.

— Que horas são Lino?

Falo muito manhosa e ele começa a deixar selares em meu pescoço.

— Quase oito e você deve estar com fome.

— Você também...

— É, eu também, e a comida da vovó Willou é sensacional, você vai gostar.

Me espreguiço e viro de frente para ele o abraçando.

— Você é mesmo uma gatinha manhosa, sabia?... vamos amor, você precisa comer.

Ele se sentou no sofá e me arrumou em seu colo.

— Lino, não...

Falo em meio a sorrisos, mas já era tarde ele estava me levando para a sala de jantar em seu colo.

— Para mim, te carregar assim é prazeroso, nunca se esqueça disso.

— Você está me mimando demais senhor Lee.

Ele sorriu de lado e me colocou na cadeira, indo se sentar em seguida.

— Você é a minha gata, e sim, eu vou te mimar sempre.

A mesa estava fartamente bem posta e o cheiro estava delicioso.

— Cadê a vovó Willou para eu agradecer pela comida?

— Aqui quase não vemos os criados, ordens minhas que eles nos deixassem em paz, mas se quiser posso chamá-la.

— Não precisa, mas antes de irmos embora quero agradecê-la, está bem?

— Perfeito, vamos comer? Você gosta de pasta com molho de camarão?

Minha boca chegou a salivar.

— Nossa, eu amo, e fazia...

— Um tempão que não comia, eu sei.

O olhei descontraída e sorri soprado.

— Como?

— Fiz meu dever de casa gata.

— Você não existe...

O jantar estava sublime, a pasta foi acompanhada por um vinho delicioso e de sobremesa tivemos pudim, o doce favorito do Lino.

— Está gostando do nosso jantar gatinha?

— Nossa, sim! Está perfeito gatão.

Ele sorriu anasalado e eu o encarei acreditando saber o que ele pensava.

— Quem diria que estaríamos assim né?

— Sinceramente?

— Hun?

— Eu achei que você seria apenas do Channie, isso lá no início de tudo, antes mesmo de ler seu diário.

— Ah, é?

— Sim, e isso me doía um tanto por saber que eu perderia um Kanguru gostosão, e nem teria a chance de ter essa gatinha fofa e manhosinha para mim.

— E eu jamais imaginei que o dono da agenda mais lotada de visitas a portas fechadas me dava essa bola toda a ponto de deixar tudo aquilo para trás, na verdade, mal dá para acreditar que isso é real Lino.

Ele segurou em minha mão livre e deixou um selar em seu dorso.

— É real Yoonah, e eu estou feliz por ter largado aquele estilo de vida para estar assim com você e com os meninos.

— Você jura?

— Aham, eu juro, agora termine seu pudim.

Ainda conversamos sobre muitas coisas e eu pude entender que sim, o Lino estava feliz por estar desse jeito comigo e com os outros dois, e estar com ele estava cada vez mais natural para mim, nós dois combinávamos bem mais do que eu imaginava e isso estava me levando ao céu.

[...]

Depois do jantar ele me levou para caminhar um pouco e estávamos assim agora, de mãos dadas caminhando em um pequeno canteiro de flores.

A iluminação estava perfeita e as flores ali eram belíssimas.

— São cravos, Lino?

— Sim, aqui temos cravos, mas nossos campos são variados, tem narcisos, girassóis, rosas de todas as cores, um campo de orquídeas belíssimo e por aí vai, amanhã te levo para conhecê-los, acho que você vai gostar.

— Tá bom, e eu sei que vou amar...

Eu olhava os cravos ali e pensava um pouco.

— Quais são as flores suas favoritas amor?

Pergunto curiosa.

— Sabe que está me chamando de amor a um tempo já né?

Corei, eu mal havia notado.

— Te incomoda?

— Tá maluca gata? Estou amando, porém, não pode mais voltar atrás, sou seu amor agora, e você é o meu.

— Eu nunca voltaria atrás com isso.

— Perfeito, — ele me abraçou e eu me aconcheguei nele. — E para responder sua pergunta, eu amo as flores, seus significados e representações e uma das que mais gosto são essas, os cravos.

— E o que eles representam?

— Cada cor vai falar por si, e aqui tem todas as cores como pode ver, mas em sua essência cravos representam liberdade, boa sorte, admiração, devoção, criatividade e por aí vai.

— Que interessante, eu não sabia.

— Pois bem, — ele começou a andar comigo por entre os cravos. — Os brancos representam a pureza, amor, inocência, os rosas, gratidão, felicidade, fascínio, os verdes, boa sorte, os amarelos têm significados bons e ruins, e os vermelhos...

Paramos em meio a um amontoado de lindíssimos cravos vermelhos e luzes se acenderam por todo o pequeno campo, estava lindo e acima de nós um painel em madeira talhada com corações e uma frase que meus olhos marejados me impediam de ler com clareza, mas que eu já sabia o significado.

Então ele se ajoelhou em minha frente.

— ... Paixão, amor, força, vitória e liberdade, sãos meus sentimentos por você, são minhas vontades em relação a você, são o que fez por mim e o que farei por você se me permitir...

Eu estava emocionada, as luzes sobre ele estavam o deixando ainda mais belo, ele se virou, pegou uma caixinha linda e a abriu em minha direção.

— Yoon Arya, desde que eu percebi que tudo em mim gritava por você eu soube que era amor, claro que eu não sei muito bem lidar com coisas assim e você sabe disso, mas eu não sou do tipo que deixaria de me entregar a você por receio de algo, você me tocou de um jeito doce e especial, eu me sinto diferente com você, me sinto todo rendido a você e não há nada que eu não vá fazer para te deixar plenamente feliz ao meu lado.

Ele abriu a caixinha e eu vi o belíssimo par de alianças nela.

— No seu diário você desejou que eu tivesse um amor verdadeiro, alguém que me abraçasse com carinho e me fizesse sentir bem e feliz, e acredite Yoonah, você é essa pessoa para mim, então eu preciso te perguntar...

Ele respirou fundo e voltou a falar em seguida.

— Você aceita ser minha namorada? Andar comigo nessa estrada de novidades e conhecimento mútuo? Você aceitaria esse gato arisco que está louco para se entregar ainda mais a você e principalmente, você aceita me conhecer por completo e se render ao nosso sentimento que eu sei que será único?

As palavras dele pareciam uma bela melodia que acariciava meu coração, eu estava trêmula, completamente radiante e feliz por receber o pedido mais que perfeito do homem perfeito, e aquele momento era único para mim...

— Eu aceito Lee Minho, eu quero muito ser sua namorada.

— Então diga sim para mim Yoonah.

Me lembrei do que ele havia me dito mais cedo, e de como eu sempre deveria dizer sim.

— Sim Minho, sim, e mil vezes sim.

— Minha gata perfeita...

Ele veio até mim e colocou a aliança em meu dedo e eu a vi se encaixar meio que na diagonal na aliança que já havia ali como se elas tivessem sido feitas para se encaixar daquela forma.

— Que linda...

Peguei a aliança dele e coloquei em seu dedo e novamente fui chamada a atenção para os detalhes, a que o Channie havia me dado e que usava junto a mim era em ouro amarelo, a que o Lino me deu é ouro rosê e a que estou colocando nele é igual.

— Gostou mesmo?

— Lino, eu amei...

Os dois eram meus namorados agora e cada um deles usavam as joias combinando com as que os representava em meu dedo.

Isso era simplesmente perfeito!

Genial até e meus olhos certamente estavam brilhando e eu estava prestes a explodir de tão feliz.

— Vem cá, minha namorada linda.

Ele me puxou sorrindo e me beijou com uma vontade crescente e muito intensa e eu apenas me entreguei ao seu beijo me sentindo incrível em vários níveis.

— Vem, vamos para o quarto.

[...]

Entramos na casa novamente e um arrepio me tomou, mesmo eu já tendo me entregue a ele, (eu praticamente me joguei nele, que vergonha) eu agora estava sentindo o quão intimo tudo isso estava ficando.

E o Lino estava com aquele ar todo sedutor, tudo bem, ele é assim a maioria do tempo, mas agora somos só ele e eu aqui no nosso quarto e eu não sei mais o que pensar.

— Esse quarto nunca foi tão perfeito.

Ele falou adentrando o cômodo comigo nos braços.

Sim, ele subiu dois lances de escada comigo no colo e enquanto subíamos ele me encarava como se já me despisse.

— Yoonah — Ele me colocou no chão e selou meus lábios. — Vá até sua mala e pegue a venda, vamos usá-la agora.

Ele tem o dom, sério, mais uma vez senti meu cérebro dar cambalhotas, estou me esforçando para me manter de pé, mas a verdade é que eu já estou me derretendo toda por ele.

Acenei que sim para ele e fui, sem pensar demais, o momento de usar meu presente havia chegado e por deus eu estou tão curiosa e querendo tanto isso que chego a ter medo.

E se eu o decepcionar? Se eu não for como ele gostaria que eu fosse...

Aliás, como ele gostaria que eu fosse afinal? Não tem como saber.

Pego a venda, a seda delicada e a renda instigante me causam arrepios, eu estou extremamente sensível e muito ansiosa.

Vou até ele andando lentamente e com a venda em mãos e quando paro em sua frente me sinto completamente sem jeito.

— Sempre que eu pedir que pegue algo assim, tenha certeza que é para você, e por você, meu intuito será sempre lhe dar prazer e é assim que terei prazer também entendeu?

O que era aquilo, senhor? Esse homem quer me destruir.

— Entendi.

Falo tão baixo que a minha voz saiu falha e ele sorriu.

— Está nervosa? Quer parar por aqui? Podemos ficar olhando as estrelas lá fora, preparei um lugar para deitarmos lá.

Mordo meu lábio e o encaro.

— Estou um pouco nervosa, mas eu quero continuar Lino.

— Quer mesmo? Por favor, Yoonah, não se force por mim, pode não parecer, mas eu sei esperar.

— Depois do que fizemos na cachoeira, você ainda tem alguma dúvida que eu te quero?

Tinha outra resposta melhor para eu dar a ele? Não sei...

Ele sorriu me encarando ainda mais e seu olhar sobre mim me desconcertava e muito.

— Minha gata manhosa... certo, quero que olhe em meus olhos e entregue a venda para mim, estendendo-a em minha direção com suas duas mãos.

O encarei do jeito que ele me pediu e estendi minhas mãos para ele com a venda posta sobre ambas.

— Você me permite usá-la em você?

— Sim.

— Me responda sempre com, sim, Minho.

— Sim Minho.

Eu já estava pegando fogo e ele nem havia tocado em mim, ele me olhou sério e pegou a venda das minhas mãos deixando carinhos nelas com seus dedos longos.

— Vire de costas para mim.

Eu nem conseguia mais manter uma linha de raciocínio e então eu me virei.

Eu usava um vestido leve preso apenas por um zíper nas costas e pude sentir ele o abrindo bem lentamente.

Enquanto ele o abria, encostou seu corpo propositalmente ao meu e sua respiração quente batia em minha pele exposta, ele cheirou meu pescoço, meus cabelos e passou algumas vezes a ponta de seu nariz pela extensão do meu ombro.

— Você é bem sensível, exatamente como imaginei que fosse. — Provavelmente ele disse isso por ver minha pele se arrepiar intensamente em resposta aos seus toques. — E exatamente como eu queria que fosse.

Eu já estava apenas de lingerie e mesmo sem ver eu sentia o olhar dele sobre meu corpo, o que me vez buscar o cobrir com as mãos em um gesto involuntário.

— Nunca se esconda de mim Arya, relaxe seus braços...

Fiz como ele me disse e novamente ele colou seu corpo ao meu e eu pude notar que agora ele estava só de calça.

— Vou vendá-la, fique quieta.

Apertei meus lábios e ele colocou a venda em mim delicadamente, e agora eu não vejo mais nada.

— Você confia em mim Yoonah?

— Sim Minho.

O ouvi sorri soprado, e mesmo sem o ver ele parecia estar satisfeito.

— Tão perfeita... você aprende rápido Yoonah.

Ele segurou em meus pulsos e me encostou em uma parede colocando meus braços para cima.

— Fique com eles assim o tempo todo, quando você puder baixá-los eu avisarei.

Ele se afastou de mim e eu senti uma leve tensão, colei minha testa na parede e esperei, eu não o ouvia, mas sentia seus olhos queimarem minha pele.

Como ele faz isso?

E por que eu não me rendi a ele antes?

Enfim...

Senti ele se aproximar e suas mãos possessivas apertarem as laterais dos meus quadris e em seguida ele desceu minha calcinha.

— Já excitada? Você está gostando do que estou fazendo Yoonah?

— Sim Mi...

— Pode falar mais que isso está bem? Quero ouvi-la.

— Estou gostando sim Minho, e muito.

— Ótimo...

Ele afastou minhas pernas e levou seus dedos em minha intimidade e sua mão livre segurou meus pulsos no ar a fim de me ajudar a mantê-los erguidos por mais tempo.

Ele brincava livremente e eu quase enlouqueci, aquilo não era bom, era delicioso, ele sabia como mover seus dedos dentro de mim, sabia massagear e instigar meu ponto G e quando eu estava prestes a ceder a minha insanidade ele enfiou seus dedos bem dentro de mim o que fez meu corpo se erguer, subindo junto ao seu movimento e neste momento ele colou seu corpo ao meu.

— Você me enlouquece sabia Yoonah?

— Não sabia Minho...

— Mas agora sabe, eu sou louco para te ter assim há tempos e você é tão...

— Aaaahhh...

Soltei um gemido alto devido sua força dentro de mim, e ele parou.

— Ainda não...

Me senti tontear, ele estava me torturando.

Senti um tapa em minha bunda e com um susto ele soltou meus braços e se abaixou atrás de mim.

— Aí...

Ele mordeu de leve minha nádega.

— Já pode abaixar seus braços, agora abra um pouco mais suas pernas.

Fiz como o ordenado e levei um delicioso susto ao sentir ele encaixando sua boca em minha intimidade, ele começou a me sugar e sua língua me penetrava, era uma sensação indescritível, eu continuava sem o ver, mas eu o sentia em mim intensamente como em uma realidade aumentada.

Talvez por ser privada de minha visão, eu não sei explicar, mas meu corpo queimava, minha mente girava e a cada toque inesperado vindo dele eu me sentia enlouquecer um pouco mais.

Levei uma de minhas mãos aos cabelos dele do jeito que deu e ele soltou um gemido quando eu o puxei mais para perto de mim.

Eu estava colapsando e ele me fazia derreter nele, me chupando com um gosto sem igual e eu comecei a sentir os espasmos que indicavam que eu estava prestes a vir em um prazer intenso.

Tentei me afastar em um gesto completamente inconsciente e ele me puxou de volta para sua boca como se me desse uma ordem velada e tudo o que ele fazia comigo estava me deixando sem saída.

— Minho... aah...

Vim em sua boca e ele parecia beber de mim com gosto, eu ainda não o via, mas o sentia com precisão.

Quando ele acabou ali, ele saiu debaixo de mim e me pegou no colo.

— Vamos para nossa cama.

Ele me levou até ela ainda vendada e me deitou de barriga para cima.

— Está gostando Yoonah?

— Sim Minho, está perfeito...

— Ótimo...

Ele se afastou de mim, mas logo eu o ouvi voltando.

— Você tem permissão para me tocar, mas não tire sua venda.

— Está bem.

Ele veio lentamente sobre mim e retirou meu sutiã, depois ouvi um som familiar, mas não reconheci o que poderia ser.

Um toque inesperado me fez arquear as costas e arfar baixinho, ele estava passando gelo no meu seio subindo devagar até chegar em volta do meu mamilo e o frio do cubo gelado era aumentado pelos sopros leves que ele ia dando assim que o rastro gélido passava por minha pele.

Tudo parecia uma realidade aumentada e eu sentia minha intimidade pulsando enlouquecida.

Eu o queria dentro de mim, mas não tinha forças para pedir.

Ele assou por um dos meus seios e brincou por ali, depois foi para o outro repetindo o gesto e eu me arrepiava inteira.

Ele seguiu descendo pelo meu abdome até chegar no meu baixo ventre e então ele pegou uma nova pedra de gelo.

— Como se sente Yoonah?

Apertei meus lábios com força.

— Em êxtase.

— Perfeito... te quero assim sempre.

Ele desceu o gelo passando em minha intimidade que parecia estar pegando fogo e um risinho baixo e involuntário me escapou, aquilo foi bom, muito bom.

Em seguida senti seus dedos subirem meu corpo, tudo o que ele fazia me arrancava arrepios e então eu o senti em cima de mim e calmamente ele retirou minha venda e então pude finalmente vislumbrar toda a luxúria estampada em seu semblante.

— Agora quero que me veja Yoonah.

Sua voz saiu sussurrada me pondo em delírio e com sua mão livre ele pegou um gelo e levou a sua boca e em seguida ele se debruçou sobre mim levando o cubo para a minha e assim que nossos lábios se encostaram ele me tomou em um beijo ardente.

Nossas bocas se roçavam e nossas línguas brincavam soltas passando o cubo que ia derretendo de um para o outro.

Eu sentia meus lábios em um formigamento prazeroso e resolvi abraçar o corpo quente do Lino, minhas mãos o apertavam e minhas unhas arranhava a pele de suas costas com afinco o que fez ele gemer com sua boca ainda na minha e aquilo para mim foi a gota d’água eu precisava dele em mim por completo.

— Minho...

— Ãhaan?

— Por favor...

Ele entendeu, ele sabia o que eu precisava, pois eu já me roçava nele feito louca.

— Diga sim para mim Yoonah.

— Sim Minho, mil vezes sim.

Ele sorriu largo e vitorioso e sem mais se demorar ele se colocou dentro de mim com uma força incrível, eu senti seu membro sendo abraçado por minhas paredes e engolido por minha intimidade centímetro por centímetro.

Vi estrelas, galáxias inteiras e tudo no olhar possessivo dele sobre mim e quando ele terminou de se afundar por inteiro ele arfou deitando sua cabeça conta a minha em uma bela cena.

Seus olhos se fecharam e ele entortou levemente sua cabeça para o lado.

— Gostosa demais… Yoonah, você é a minha perdição.

Eu apenas sorri e o puxei para um beijo e no mesmo instante que seus lábios tocaram os meus ele começou a mexer seu quadril em um vai e vem insano e forte, ele ia fundo dentro de mim e eu estava literalmente no paraíso.

O paraíso que se chama Lee Minho.

Comecei a rebolar com mais intensidade e ele pareceu amar aquilo, porém em momento algum paramos de nos beijar, então nós não falávamos, apenas soltávamos gemidos e arfares abafados e desconexos que saiam de nossas bocas com uma urgência mútua que só pedia por mais.

Me apertei nele quando senti que eu não aguentaria mais e ele se enfiou em mim com ainda mais vontade e bem ali nós dois viemos juntos um no outro.

Joguei minha cabeça para trás e ele mordeu minha clavícula.

— Aaah porra...

Assim que gozamos, eu me derreti debaixo dele, estava mole e sem forças e ele deixou seu corpo cair sobre o meu, relaxando por completo enquanto eu sentia seu membro latejando dentro de mim.

A mão dele fazia carinhos em minha cintura e eu deixava carinhos em seus cabelos.

— Estamos mesmo vivos? Porque eu tenho certeza que morri e fui para o paraíso.

Estávamos ofegantes, mas mesmo assim eu sorri com a colocação dele.

— Nós dois morremos e fomos juntos para lá amor.

Ele se jogou do meu lado e me puxou para ele, me encaixando em seu corpo e eu o abracei.

— O que achou de ter sua visão privada a maioria do tempo?

Sorri feito boba.

— Eu amei... Lino você foi tão... intenso.

— Fui?

— Uhum, foi diferente, e eu amei cada segundo.

— Achei que você fosse me achar estranho.

— O quê? Claro que não — Eu o encarei e ele estava de olhos fechados. — Você foi mais que perfeito Minho.

Ele me olhou e me puxou para um beijo.

— Bom o que posso dizer é que gosto muito de coisas assim, e que hoje foi uma mínima amostra de como gosto de fazer, normalmente eu teria terminado com você vendada, mas como foi nossa primeira vez assim decidi pegar leve.

Me arrepiei e voltei a me encolher nele.

— Quero que me mostre mais desse seu lado amor, vá até o fim como achar que deve da próxima vez Lino e acredite em mim, eu sempre direi sim para você.

— Tem certeza? Olha lá... você pode não gostar de algo que eu propor, e se isso acontecer precisa ser sincera comigo Yoonah.

A preocupação dele comigo era algo fofo, não dava para negar.

— Bom, o que você precisa saber de mim é que eu sempre vou tentar uma primeira vez, porque só aí saberei se gosto ou não, então sim Lino, o meu não só virá se eu não gostar mesmo do que fizermos, mas para uma primeira experiência eu vou sempre dizer sim para você.

Ele me fazia muitos carinhos e depois que concluí a minha fala ele me apertou em um abraço.

— Vamos juntos aprender o que é legal ou não para nós está bem?

— Sim, Minho.

Ficamos abraçados olhando o céu que as enormes portas de madeira do quarto completamente abertas revelavam, e ali, adormecemos.

[...]

Acordei no dia seguinte e notei que ele não estava na cama.

— Por que eles nunca estão na cama pela manhã?

Falei me espreguiçando toda e me sentando na cama até que olhei para fora e o que a noite havia ocultado agora se mostrava em todo seu esplendor para mim.

Um vasto campo de orquídeas das mais vareadas cores se via ao longe e os raios de sol intensificavam seus belíssimos tons vívidos.

— Minha namorada gatinha já acordou?

— Oi, Lino, bom dia.

— Oi...

Ele veio até mim com o café da manhã, havia de tudo ali e as muitas flores que decoravam a bandeja foram um toque e tanto para me fazer suspirar.

— Quando eu acordar desse sonho vou direto para o psicólogo, com certeza estarei depressiva por ver que nada foi real e que meus chefes, na verdade, nunca me deram a mínima.

— Deixa de ser boba Yoonah, isso aí nem faz sentido. — Ele sorriu e se sentou ao meu lado. — Quer experimentar essa pera? Ela é da nossa pereira aqui, tão docinha...

— Quero sim.

Ele pegou um pedaço e levou para...

— Minho!

Ele sorriu largo com a pera em sua boca, mas ele havia deixado um tanto dela para fora para que eu a pegasse diretamente de sua boca e eu revirei os olhos.

— Você é louco, sabia?

— Huuh

Ele apontava para a pera em sua boca para que eu pegasse e eu peguei e demos um selinho indireto, como ele queria.

— Primeiro, claro que eu sou louco, nunca escondi isso de você amor, segundo; você precisa parar de revirar os olhos para mim eu já disse que não me controlo bem com isso.

— E o que você faria comigo por revirar os olhos?

— Te daria umas boas palmadas.

— Interessante.

Ele me encarou curioso.

— Você acha mesmo?

Sorri e peguei outro pedaço de pera mostrando a ele que não o responderia.

— Yoonah...

Sorri boba para ele.

— Aqui é realmente lindo né, amor?

Desconversei e ele respeitou.

— Ah sim, muito, e hoje vou te levar para meu segundo lugar favorito daqui; a vovó Willou já está preparando as coisas para levarmos, então depois do café, vamos namorar um pouquinho, tomamos banho e você coloca a roupa que escolhi para você e depois vamos.

— Por que fiz uma mala se você está escolhendo roupas para mim?

Pergunto em um tom simplista, mas verdadeiramente curioso enquanto pego mais frutas e ele me encara sorrindo ladino.

— Toda malcriadinha ela, relaxa gatona, peguei das suas roupas mesmo, montei seu look só isso.

— Por que eu me arrumo mal?

— Não endoida Yoonah, é só porque eu talvez seja um tanto controlador e quero ver você usando o que separei para você, sinto prazer nisso e estou te mimando sendo um mandão, se não gostar me avise que controlo esse meu lado.

O Lino é sempre muito sincero e eu adoro isso nele.

— Relaxa, até chegarmos aqui você nunca havia feito algo assim, então se não for assim sempre, tudo bem para mim.

— Acredite não é sempre, mas vai acontecer.

— Está bem.

Comemos bem, ele disse que precisaríamos comer porque o lugar era mais distante apesar de ainda ser na propriedade e assim que terminamos ele cumpriu exatamente o roteiro que havia me passado.

Fizemos amor, tomamos um banho onde nos amamos mais uma vez e depois de prontos descemos juntos.

Ele estava todo fofo comigo e seu sorriso não deixava seu rosto por nenhum segundo sequer.

[...]

Quando descemos vi que alguém nos esperava na porta da casa.

— Vovó Willou, essa aqui é a Yoon Arya, minha namorada como eu havia te dito antes.

— Olá, minha querida, é um enorme prazer te conhecer.

Ela me abraça carinhosamente e eu retribuo de prontidão, ela é uma fofa.

— O prazer é todo meu, vovó Willou, e muito obrigada pela comida deliciosa que fez para nós.

Ela sorria pequeno, ruborizou um pouquinho, tão linda.

— Não me agradeça menina, só de ver você fazendo tão bem assim ao Minho já me deixa imensamente feliz, — ela se inclinou para mim — Você é a primeira mulher que o Minho traz aqui, sempre foi só ele, o Christopher e o Changbin, mas uma namorada? Nunca.

— Ah, é? Sou a primeira a vir aqui?

— Não só a vir aqui querida, a primeira a namorar ele, ele nunca se apegou a mulher alguma.

— Que blasfêmia Vovó Willou, você sempre foi a única para mim, por isso não trazia outras.

Ele a abraçou e ela dava tapinhas no bumbum dele.

— Não seja um menino travesso Minho, ou conto todos seus podres para a menina Yoon.

— Me chame de Arya, vovó Willou, por favor.

— Uma doce jovem, entendo bem porque o Minho se apaixonou, pode me chamar só de vovó, também está bem? Você é a dona do lugar agora, se precisar de algo, ou quiser qualquer coisa, por favor me diga que resolvo para a senhorita está bem?

Sorri sem graça e acenei que sim para ela.

— E você Minho, a trate como uma joia rara, mas deixe ela te tratar igualmente filho, seja feliz e a faça muito feliz, está bem?

— Pode deixar vovó.

— Agora vão, quanto antes saírem mais tempo para namorar terão.

Pegamos a enorme cesta que ela entregou a nós afirmando que ali tinha tudo o que precisávamos, nos despedimos dela e fomos para o carro.

— Que fofa a vovó Willou, adorei ela.

— Ela é perfeita, o grande amor da minha vida.

Ele falou e seus olhos brilharam, eu o achei ainda mais lindo assim.

— Você é fofo Lino...

— Claro que sou, seu gatinho fofo.

Ele deu a partida e nós fomos, o segundo dia do nosso date prometia ser especial e eu já estava muito ansiosa por isso.

[...]

O diário da secretária escrito a um ano:

“O senhor Lee é sempre uma incógnita para mim.

Às vezes acho que ele esconde muitas coisas, mas em outras acho que ele é a pessoa mais transparente que eu já conheci.

Se tem que falar, ele fala, se ele quer, ele vai atrás, se ele deseja, ele satisfaz aos seus desejos, curte o que custar.

Mas eu ainda desejo que ele encontre um amor verdadeiro e não esses casos vazios que ele tem aos montes.

Quero que ele seja abraçado, é, eu sei já escrevi isso outras vezes, mas sempre que encaro o jeito dele todo intenso e misterioso penso em como ele seria feliz tendo alguém ao lado dele que o completasse de fato.

Alguém que ficasse apenas em silêncio ao seu lado, declarando assim o seu amor, porque sim, eu acredito que abraçar alguém e ficar em silêncio é o mesmo que dizer um “eu te amo” e eu quero muito que ele viva isso.

Ele merece ser feliz.

E hoje ele está um gato, sério...

Senhor Lee, você é perfeito.”

[...]

Minho Pov.

Eu agora estava indo com a Yoonah para mais um dos lugares que amo, mas sinceramente o abraço silencioso dela hoje sem a menor dúvida é o único lugar onde eu realmente quero estar.

Com os meninos também é claro, mas nossa, ela tinha razão, o silêncio ao lado de quem se ama se torna uma declaração velada de um amor profundo.

E quem diria que eu teria essa percepção um dia...

Eu... o chefe inconsequente dela.

Eu amo a Yoonah, cara... amo mesmo.

— O que você está pensando gatinho Lino?

O trocadilho dela não passou desapercebido.

— Sério isso, Yoonah?

Sorri largamente para ela.

— Uhum... você é o meu gatinho Lino, meu gatinho lindo!

— É muito fofa, que raiva... Eu estava pensando em você, em nós, em mim, nos meninos...

— Ta com saudades deles?

— Acho que nós dois estamos, mas nada que não dê para suportar até domingo à noite, né?

— Verdade, vamos aproveitar nossos dois dias aqui, esse lugar é divino e eu estou amando cada detalhe daqui.

— Aqui é perfeito igual a você amor.

Ela sorriu tímida e eu me perdi em seu sorriso, sou louco pela Arya, nem dá para negar isso.

— Perfeito igual a nós? Que tal assim gatão? Sem uma queda de braços por agora?

— Por agora? Quer dizer que pretende me afrontar futuramente?

— Se eu fizer, você vai fazer o que comigo? Me castigar?

Ela fala sorrindo pequeno e eu precisei me controlar muito para não lhe responder como realmente queria, isso estragaria todo nosso roteiro e não posso enlouquecer assim, até porque, teremos tempo.

“Você não viu nada ainda, Yoona, mas tudo bem, tudo no seu devido tempo.” — Penso apenas para mim e levo minha mão livre a sua coxa, deixando um forte apertão ali.

— Isso é bom!

Ela fala sorrindo e olha pela janela encarando a paisagem.

Se ela soubesse o quanto essa sua ingenuidade mexe comigo...

[...]

Na casa deles em Seul.

Bang Chan Pov.

Era sábado de manhã e eu estava todo aninhado ao Binnie, fazia um tempo que não ficávamos assim e estava realmente bom.

— Parece que estou tendo um déjà vu. — O Binnie falou sorrindo. — Fim de semana passado era o Lino quem me encarava assim.

— E aposto que vocês dois também...

— É, nós também matamos a saudade, e semana que vem você pode matar a saudade do Lino.

— Legal, vou adorar, tenho certeza... Agora me diz, será que ele já a pediu em namoro Bin?

— Com certeza sim.

— E será que ela aceitou?

— Bom, a essa altura eu acho, e torço para que nosso anjinho tenha razão e ela aceite a nós três.

— Verdade.

Me virei e deixei um selar nos lábios pequeninos dele, que sorriu me apertando um pouco mais.

— E sobre nosso outro ponto Binnie, será que ela também aceitará?

— Aí eu já não sei, mas se bem que reparei nela, e eu acho que sim, mesmo que de início seja apenas para um teste, eu acho que ela vai aceitar esse nosso outro lado, afinal não somos tão intensos, né? Ou somos?

— Acho que somos, mas por ela nos controlamos.

— Por enquanto, mas quando ela de fato souber teremos que ser fieis a tudo, sem nos esconder, sabe? Para ela nos entender bem.

— Como sempre você tem razão.

— Sabe no que mais eu tenho razão?

— Em quê?

— Que agora um banho juntinhos e depois chamarmos os meninos para irmos tomar um café na sua cafeteria favorita é uma pedida e tanto para iniciarmos nosso sábado, que tal?

— Nossa, por isso eu te amo, vamos, tô doido para tomar banho com você.

Ele gargalhou alto e me abraçou.

— Te adoro Christopher.

— E eu adoro você Changbin.

[...]

“O sábado estava apenas começando e muitas coisas boas prometiam agitar os dias de todos, que com toda certeza aproveitarão cada segundo desse final de semana deliciosamente perfeito para eles...”

| ⊱✿⊰ |

Notas finais
Próximo capítulo sem previsão de postagem, mas será a continuação do date deles então é isso. Espero que tenham curtido, eu ia postar ontem mas passei o dia no hospital, (ainda estou meio ruim, mas cuidando, juro) porém se encontrarem muitos erros peço perdão, não consegui revisar direito. Vou tentar não demorar muito para atualizar, porem vou dar uma atenção a uma pendencia que tenho e a outra fic em andamento. PS: Vocês viram o MV DE GIANT? Cara que insano, fiz react no meu YouTube se quiserem me ver surtar (Adnoka) como em todo canto... rs. Bom é isso, fiquem bem, se cuidem e até a próxima att. Beijokas da Adnoka! ️️