Notas iniciais
Olá pessoal! Como podem perceber, é uma fanfic de comédia baseada na série de livros "Querido Diário Otário".
Espero que se divirtam, qualquer erro, avisem!

Diariozinho Querido,

Pois é! Cá estou eu escrevendo coisas sem o menor sentido em algumas míseras folhinhas decoradas com lacinhos, babados rosados e com um cheiro de morango terrivelmente enfadonho impregnado no marca páginas. Sinceramente, contar meus mais terríveis micos e constrangedores segredos (diga-se de passagem: segredos TÃO constrangedores e micos TÃO terríveis que deixariam o campeão mundial dos idiotas de cara no chão, lambendo-o) a um caderninho mixuruca como se ele fosse uma de minhas melhores amigas é, no mínimo, tenso. MUITO tenso.

Mas como toda boa estudante de 1° ano do Ensino Médio (para quem não conhece o TÃO cruel novo nome, equivale ao 1° colegial) meiga, querida, fofa e ABSURDAMENTE apaixonada por um dos rapazes mais populares da escola, decidi entregar-me a esse mundo tão alegre e cor-de-rosa que é um diário.

Enfim, comecemos com a tão esperada, almejada e incrivelmente chata e clichê apresentação!

Olá! Meu nome é Alexandria Johnson Lee, e sou apenas mais uma adolescente problemática, com os nervos à flor da pele, SURPREENDENTEMENTE comum. Contando-lhe a verdade nua e crua Diariozinho Querido, revelar meu nome a você foi a coisa mais IDIOTA E SEM-NOÇÃO que já pude fazer, visto que, se por ironia do destino eu acabar esquecendo-o em minha carteira em plena sexta-feira de provas e uma das tiazinhas da limpeza (provavelmente usando uma toquinha brega) o encontrar, estarei perdida! Não me restarão escolhas: o plano de mudar meu nome para Januária, mudar-me para Marte e criar ovelhinhas alienígenas deverá ser executado.

Primeiramente, devo avisar que os acontecimentos/comentários/opiniões que serão aqui registrados extrapolará qualquer nível de sanidade humana. Então, Querido Serzinho Curioso Que Está Lendo Meu Diário, se não quiser ser obrigado a internar-se em um sanatório com uma camisa de força para impedi-lo de escapar, recomendaria PARAR agora mesmo! Sério, não estou brincando.

Ok. O aviso foi dado, hein?

Estou aqui para contar minhas experiências catastróficas e fazer confissões (já que o medo de ir à igreja para confessar-me ao padre me domina), das quais o perdão dado será em vão, pois farei tudo de novo. Se é que não farei PIOR!

Ser uma estudante não é nada fácil, ainda mais se você for uma nerd quatro olhos, como eu, que é fera em química e sabe todas as fórmulas e todos os elementos da tabela periódica de cor e salteado. Até que não é ruim, visto que isso é a única coisa que faz Matthew me notar, mesmo que, por míseros cinco minutos.

Ah Diariozinho Querido, só para informá-lo e tentar fazê-lo entender minha linha de pensamento adolescente infestada de rapazes lindos, os quais nunca poderei ter, Matthew Bloomfield (popularmente conhecido como “O rapaz mais lindo de todo o Ensino Médio”) é minha paixão secreta desde o 5°ano, minha alma gêmea, minha cara metade. Com admiráveis 1,87 cm, lindos e sedosos cabelos loiros e olhos azuis, é o príncipe mais perfeito de todas as histórias com um príncipe perfeito como protagonista.

Só há um problema: em todos os contos sobre príncipes e princesas, sempre existe uma bruxa para atrapalhá-los, certo? Comigo não é diferente! Chloe Armstrong seria perfeita para desempenhar esse papel. A única diferença é que, ao invés de um nariz adunco, verrugas e um cabelo que mais parece uma vassoura de palha, a desalmada possui o rosto simetricamente perfeito, brilhantes orbes verdes, sedosas madeixas negras e dentes tão brancos e alinhados que deveriam ser considerados um CRIME por DANIFICAR a visão de quem os encara por mais de cinco segundos!

A questão é: toda santa vez em que Chloe desfila pelos corredores como se fosse a ganhadora do Miss Mundo, Matthew a olha com uma expressão semelhante a do Artêmis (meu labrador gordo e guloso de estimação) ao avistar seu bichinho de pelúcia babado e mal cheiroso. Ou seja, amor à primeira vista!

Conclusão: o jeito é me acostumar com a derrota, começar a namorar o pobre e encalhado “Cata Catota” (o nome verdadeiro dele é Frank, porém, todos já estão tão acostumados a vê-lo tirar meleca do nariz, que o apelido tornou-se permanente. Aposto que há estudantes que nem sabem sobre sua verdadeira “identidade”.) e admitir que, para Matthew, me igualo ao cocô de cachorro que ele pisa em cima a caminho do colégio. Se é que não sou ainda mais inútil, já que essas malditas coisas fedidas podem servir de adubo para as flores do jardim de sua casa.

Um acontecimento marcante que quase fez-me ter de ir a um hospital para tirar uma radiografia de meu dorso, foi aquela vez em que Yasmin descobriu que a parede ao lado das arquibancadas dava em certa área do vestiário masculino, e coincidentemente, um pequeno buraco encontrava-se ali. Lógico que essa réproba pervertida aqui não poderia perder a chance ver sua tão idolatrada paixão sem a camisa.

– Tem certeza de que quer fazer isso? – Yasmin perguntou-me, incerta. – Olha que se o treinador Dake nos pegar, estamos ferradas!

– Ah, vai dar tudo certo!- respondi-a, indiferente. – Agora, por favor, fique de quatro para que eu possa subir em suas costas e realizar meu tão almejado desejo de vê-lo apenas uma vez!

E então, meio a contragosto, minha melhor amiga acatou ao pedido. Subi vagarosamente em suas costas, tentando fazer o mínimo barulho possível. E quando estava prestes a alcançar a tão milagrosa fenda...

SENHORITA ALEXANDRIA! – ouço a voz do professor de educação física, Sr. Dake, esbravejar. Naquele mesmo instante, perco o equilíbrio e tombo para trás, já esperando minha atroz morte. – O QUE PENSAM QUE... CUIDADO!

Graças ao meu bom e glorioso Deus, ele conseguiu chegar a tempo e evitar o desastre. Quero dizer, quase evitá-lo, já que pegamos uma boa semana de suspensão e trabalho “voluntário”. Limpar o chão gorduroso da cantina logo após o horário de almoço, além de ficar na mira de vários professores desconfiados. Que ótimo...

E por falar em orientadores e essas coisas, sempre obtive essa cruel dúvida martelando em minha cachola:

Será que meus professores soltam pum?

Sério. Meus professores NÃO fazem isso! Eu passo, tipo, cinco horas por dia com eles desde o 1° ano do fundamental! Se eles soltassem pum, eu descobriria durante a primeira semana de aula. Meu irmão mais velho solta, meus pais soltam, eu solto, meu cachorro solta (diga-se de passagem, uns bem fedidos e embaixo do cobertor quando durmo abraçada a ele). Mas meus professores definitivamente NÃO PEIDAM!

Opa! Mamãe acaba de chegar em casa e está batendo na porta feito condenada, como se um vampiro boa-pinta estivesse a seu encalce e ela estivesse fingindo não gostar da situação.

Beijinhos,

Alexandria



Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.