O Diário De Uma Kuchiki
8 One more time ou algo do tipo?
Notas iniciais
Bem o capitulo tá bem pequenino mas o próximo vai ser muuuuuuito maior e chegar a 3.000 palavras :) PROMETOOO!
Boa leitura :3
“ Oh não… será que é … Será que é agora que…”
– ICHI-NII, ICHI-NII, EMERGÊNCIA ABRA A PORTA RÁPIDO. – A voz da menina que tinha ajudado Rukia a encontrar o quarto de Ichigo bate a porta com força. Ichigo e Rukia se assustam e se afastam um do outro de imediato.
– ER… E-ESPERA KARIN… Não abra a porta ainda. E-eu já vou. – Ichigo se levanta rapidamente da cama e vai em direção do interruptor. Rukia se senta na beira da cama e se comporta como se nada tivesse acontecido, mas ainda estava bem vermelha.
– Ichi-nii porque está demorando tanto? – Karin bate a porta com mais força.
– Calma Karin! – Ele finalmente abre a porta olhando para a sua irmã mais nova. – O que foi cacete? – Pergunta chateado.
– O que você estava fazendo ai? – Karin cruza os braços.
– Não te interessa… — Fala corado.
– Sei… por isso que está corado. – Karin fala com um sorriso prevertido.
–FALA O QUE VOCÊ QUER PORRA! – Karin se assusta e se afasta um pouco de Ichigo.
– Ah, poisé… já me tinha esquecido! – Ela respirou fundo. – EU ESTAVA TENTANDO FAZER UM DAQUELES FANTÁSTICOS SUFLÉS DE YUZU MAS SEM CRER DEIXEM O LUME MUITO ALTO E A FRIGIDEIRA TA PEGANDO FOGO! — Fala aflita.
– MAS VOCÊ É DOIDA? – Pergunta Ichigo saindo do quarto á desparada sendo acompanhado por Karin e Rukia.
Chegado a cozinha ele tenta apagar o lume com água mas o fogo só aumenta e por isso pega num extintor que estava perto da cozinha. Ele aponta para a frigideira e ativa o extintor fazendo com que um líquido branco apagasse o fogo. Ichigo se senta no chão aliviado e Karin dá um sorriso torto enquanto Rukia suspira aliviada como Ichigo.
– B-bem Ichigo, eu terei que ir embora porque não quero ficar presa fora de casa. –Rukia sorri e segue caminho para a porta. Ichigo se levanta de imediato e vai em direção da menina.
– E-espera Rukia. – Ichigo chama enquanto a menina abre a porta. O problema é que ela não olhava para trás para ver o alaranjado. – Está bem tarde. Se você quiser poderia dormir aqui. – Fala segurando o braço de Rukia.
– N-Não se preocupe comigo, eu consigo ir para casa. E além disso meu irmão de certeza que ainda não está dormindo – Ela se solta de Ichigo mas ainda de costas e sai de lá correndo, sem rumo. Ela apenas queria sair dali e voltar para casa.
Queria esquecer o que se tinha passado.
.:Rukia’s point of view:.
O que eu fui fazer? Como eu fiz o que fiz? COMO?
Eu deixei me levar pela tentação. Eu fui movida pelas palavras daquele espeto laranja do Ichigo e isso nunca me tinha acontecido antes. NUNCA! Isso nunca era suposto acontecer nem que os porcos voassem. Na verdade, neste preciso momento me sinto estúpida porque não o beijei, é como se quisesse e me sentisse completamente inútil pois não o fiz! Que estúpida!
Eu só sei que estava a correr. Correr mais do que os meus pés pediam e por conta disso tropecei mas por sorte não caí. Pelo susto o meu coração batia com força e a minha respiração acelerada e me inclinei e meti as mãos no joelho para respirar melhor. Olhei em redor e a minha casa estava mesmo a frente. Tinha corrido demasiado rápido e por conta disso cheguei mais rápido do que o normal. Corri mais um pouco e cheguei na porta da casa.
“ Boa. As luzes ainda estão ligadas.”
Foi a frase que me aliviou a mente e o que me fez andar mais um pouco para alcançar a minha casa. Por sorte só precisei de por o código de segurança e reconhecimento de voz para conseguir entrar de volta na mansão. Entrei e dirigi-me a passos lentos para dentro da mansão olhando em volta.
– Rukia? – Me virei rapidamente vendo meu irmão com uma chávena de chá numa mão e na outra um livro.
– O-oi. – Me irei um pouco hesitante olhando para Byakuya.
– Conseguiu se desculpar? – Perguntou com os olhos nos livros.
– S-sim, ele aceitou as minhas desculpas, acho eu… — Byakuya olhou de canto para Rukia com uma sobrancelha arqueada. – Quer dizer, como ele reagiu pareceu que ele me havia desculpado. – Ele voltou a esquivar os seus olhos e os meteu no seu livro e eu estava ficando aliviada por dentro.
– Bem, tenho quatro coisas para te dizer. – Nii-sama falou enquanto ainda tinha os seus olhos no livro que lia.
– Quatro coisas? E quais são? – Perguntei completamente curiosa.
– A primeira coisa é que a escola ligou para cá e disseram que as aulas por enquanto estão suspensas.
– A escola ficou mesmo deplorável não é? – Perguntei de cabeça baixa.
– Nada de grave. – Disse descontraído, mesmo sabendo que estava mesmo péssimo. – A segunda coisa é também me ligaram do hospital onde Hisana está. – Eu me virei por completo e avancei um pouco para a frente para puder ver Nii-sama melhor. – Parece que Hisana está a melhorar e a recuperar os sentidos pouco a pouco. Ela já está a conseguir mexer os dedos mas mesmo assim ela não abre os olhos. Tudo leva a indicar que ela sairá bem do hospital. – A minha reação foi de querer gritar naquele momento. Gritar de alegria, saltar e rodar a mansão inteira, mas claro que consegui conter-me e esbocei um grande e largo sorriso no rosto. – Amanhã como não haverá aulas iremos visitar-lhe á tradinha no hospital, para desejar-lhe sorte para a última operação que ela fará, mesmo que ela não nos ouça e nem nos veja iremos para lá.
– Meu deus… I-isso é sério? – Estava muito feliz, nem sabia como me sentir. – YUPIII!! – Festejei feliz.
– Pouco barulho que já está muito tarde. – Meu irmão me pediu pegando no marcador do livro e marcando a página antes de fechar o mesmo.
– Desculpa, mas estou muito feliz que não dá para conter. – Disse ainda festejando e com um sorriso deslumbrante, ou como gosto de dizer, um sorriso completamente Colgate. – E qual é a terceira coisa que queria me falar?
– A terceira é que de manhã bem cedo Rangiku virá para cá te buscar pois você irá ter um treino para usar armas básicas. – Ele se virou para mim me encarando. – Mais cedo disseste-me que não sabias usar armas como essa que eu te dei então Rangiku irá te explicar ao lado de Grimmjow e Toushirou, por isso melhor você ir para cama o mais rápido possível.
– Claro vou assim que você me dizer a última coisa que me deseja falar. – Eu ainda tinha o meu sorriso feliz.
– A última pergunta é… — Ele se aproximou de mim e me olhou sério. – Onde você ganhou essas quatro marcas que tem no pescoço. – O meu coração bateu aceleradamente, eu me virei para o lado e vi que tinha um espelho perto de mim e fui para lá o mais rápido possível.
– Marcas? – Eu me aproximei do espelho e vi que tinha quatro marcas um pouco roxas no meu pescoço e a primeira palavra que me veio á cabeça foi:
“Corra antes que morra”
E foi exatamente o que eu fiz, comecei a praticamente correr em direção das escadas apressada tentando sair daquele lugar o mais depressa possível.
– BUUAH! – Fingi um bocejo e me espreguicei enquanto me afastava da sala e me aproximava das escadas- De repente estou com um sono, eu acho que vou dormir, até amanhã. – Disse já subindo as escadas.
– Boa noite amanhã temos o dia inteiro para conversarmos sobre isso. – Eu me arrepiei por completo e olhei para ele uma última vez. Ele estava se dirigindo para o sofá com um sorriso sarcástico.
“Isto não é bom… não mesmo…” Pensei entrando no meu quarto.
.:Point of view off:.
Continua...
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