O Diário De Um Assassino

3 Capítulo 3-Salvos para morrer.


Abro os olhos com esforço,estou sendo arrastado,não compreendo muito bem o que acontece a minha volta,no céu há estrelas e é para elas que olho.Espero acordar do pesadelo e encontrar minha mãe com panquecas.

Gritos.De mulher desesperada.Ela chama por um tal de Finnicky.

Hum...Eu conheço alguém quese chama Finnicky.

Finnicky Ross Heithorn.Sou eu!

Saio de meu torpor,e me dou conta de que é Marryenne,minha mãe.Os gritos são dela.

Um homem ri,eu peço ajuda e ele diz que nos levaram para casa e cuidaram de todos nós.

Um pano.

Um odor forte.

Apago.

Abro os olhos,uma luz forte me cega,custo a me dar conta de que estou em uma cama,amarrado.

–Acordou gatinho.-Fala alguém bem perto de meu ouvido.

–Onde estou?Por que estou preso?Me tire daqui,por favor.-Choramingo,desesperado.

–Calma lindo,uma coisa de cada vez.Você está na minha casa,meu pai lhe salvou de um acidente e lhe trouxe para mim.

–Cadê meu pai e minha mãe?

–Eles estão sendo muito bem cuidados.Agora eu tenho que cuidar de você e você de mim,docinho.

Ela se põe em minha frente em cima da cama,é feia,maltratada e fedida.Se abaixou e tirou o que restou da minha calça jeans,sentou em cima do meu pênis,e arrancou minha blusa.

–O que é isso!Saia daqui.-Gritei para a monstrinha,que fazia uma cara tentando ser sexy.Sem sucesso.

–Querido,é o seguinte,ou você me fode.Ou a putinha que ta lá em baixo com meu pai morre.

-Não!não farei nada com você,nada!-Gritei aterrorizado.

-Veremos.Pai,vem aqui!

Um brutamontes,surgiu e antes que eu pudesse dizer algo me sufocou com um pano muito molhado.Éter.

Apaguei.

Acordei de novo,mais atordoado ainda,eu tinha cheiro de...de éter!Aquele cara tava me anestesiando,mas,pra que?

Tentei focar meus olhos embaçados em alguma coisa pendurada por ganchos,tava tudo nublado,tentei de novo e percebi que não era uma coisa pendurada,eram duas!


–Não!Pelo amor de Deus,somos ricos,posso lhe dar tudo o que
você quiser.-Alguém falava,soluçava,gemia ou sei lá o que.

–Cala a boca vadia!

Ouvi um tapa e choros,meu Deus,meu Deus do céu!

–Mãe!Mãe!É senhora?Mãezinha responda!-Era a minha mãe,disso eu tinha certeza.

Tentei levantar,mas vi que meus pés e braços estavam atados.O que era aquilo?