O Diário De Sonhos De Elizabeth Beckett
3 Capítulo 2: Demolition Lovers
Notas iniciais
Espero que gostem! ^^
Abri meus olhos e vi Arthur, sorrindo pra mim.
Ele usava uma camisa branca, com um colete preto e uma grava listrada preta e branca. Calça preta e sapato também preto... Estava perfeito...
E eu, simples, um vestido preto, e um sapato também preto... Super sem graça...
Estávamos na varanda de uma casa. As paredes eram azuis claras, e o contorno de janelas e portas eram brancos. O telhado era todo vermelho... Parecia uma casa de bonecas.
Era noite, e a lua estava cheia. E as estrelas... nossa... pareciam que brilhavam só pra mim.
– Gostou? – Perguntou ele.
– Aqui é lindo... – Falei, ainda boba, admirando o jardim.
Sim, havia um jardim... Um jardim GIGANTE com várias rosas... Eu sempre tive uma paixão por rosas!
Comecei a andar até as vermelhas, as que mais me chamaram a atenção.
Quebrei um galho, justo o da maior e mais vermelha rosa... E também o mais cheio de espinhos.
Acabei furando meu dedo, e uma gota de sangue surgiu, escapando de meu indicador.
Segui a gota até que ela tocasse o chão, e quando tocou, senti uma dor horrível no meu dedo.
Olhei imediatamente pra ele, mas não havia nada! Mas quando olhei para o espinho que me furou, vi uma gota de um líquido azul (meio transparente) saindo da ponta do espinho.
Soltei a rosa e senti meu corpo pesado. Comecei a cair... Sorte que Arthur me segurou.
Olhei pro seu rosto, e logo ele sorriu. Em seguida, fechei os olhos...
–--
Acordei num quarto vazio, com paredes brancas, apenas com a cama de onde eu estava. Levantei-me, e segui para fora do quarto.
Os corredores também tinham paredes brancas, mas cheias de rabiscos pretos.
Segui até quase o fim do corredor, onde encontrei um dos gêmeos da casa do precipício.
Ele rabiscava a parede com um giz de cera preto, alguns desenhos de rostos sorrindo, crianças brincando, e escritas com uma letra tão horrível que eu não consegui decifrar o que dizia.
– Dinho? – Chamei, torcendo pra que fosse ele.
Ele olhou pra mim imediatamente. Seu rosto não continha mais aquele sorriso doce e cativante, mas sim o sorriso terrível e doloroso que sua mãe tinha.
– Oh! Olá Liza! – Falou, e voltou a rabiscar.
– Onde estamos? – Perguntei.
Ele não respondeu.
– Dinho, onde estamos?
...
– DINHO!
Ele virou a cabeça lentamente.
– Oh! Olá Liza! – Repetiu, rabiscando novamente.
Afastei-me dele, e segui até o fim do corredor, onde havia uma porta.
Eu a abri. Ela dava pras uma sala completamente escura.
Procurei um interruptor ao lado esquerdo da porta, e o encontrei.
A luz se acendeu e dei de cara com o quarto em que acordei.
– Mas como? – Perguntei-me, incrédula, andando em direção a cama.
Alguém segurou minhas mãos por trás.
– Liza... – Uma voz masculina familiar cochichou.
Virei-me e o vi, sério.
– Arthur... Como chegamos aqui? – Perguntei, nervosa pelo fato de ele ter “surgido” atrás de mim.
– Eu... Eu não sei... – Ele engoliu seco.
– Como não? O que aconteceu depois que eu desmaiei? O que tinha no espinho daquela rosa?
Ele olhou pro chão e respirou fundo.
– ARTHUR!
– EU NÃO LEMBRO! – Berrou.
Respirei fundo, e andei até a porta.
No caminho, ele segurou meu braço.
– Liza... – Chamou, num tom quase inaudível.
– O que é? – Perguntei, sem olhar pra trás.
– Durma...
– Por que?
– Quem sabe não consegue nos tirar daqui?
Olhei pra ele.
– Eu acabei de acordar! Quer dizer, eu acordei, desmaiei, acordei de novo... Fui tudo muito rápido! – Rosnei.
– É o único jeito!
– Eu quero saber o jeito que nos colocaram aqui! Do que você se lembra?
– De quando estávamos na varanda, você foi para o jardim, pegou uma rosa e desmaiou... E agora de ter entrado nesse quarto, e estar conversando contigo...
– Mas... Você então... Desligou, apagou na hora que eu desmaiei?
– Eu não sei...
Respirei fundo, querendo não soca-lo.
– Okay... – Comecei – Vamos sair do quarto, e ver se achamos alguma saída... Dinho está lá fora...
– Tudo bem... Tenho certeza que não dará certo!
– Como tem certeza disso se não sabe nem como chegamos aqui?
Ele revirou os olhos e saiu do quarto, e eu o segui.
O corredor agora estava vazio, porém cheio de portas.
– LIZA! – ouvi uma voz feminina.
– Ouviu isso? – Arthur perguntou.
– Sim! Ouvi... – Respondi, abrindo a primeira porta.
Outra sala escura. Acendi a luz e vi Dinho de pé, com o giz, e continuava com aquele sorriso terrível em seu rosto.
– Oh! Olá Liza! – Falou, andando em minha direção.
Ele começou a correr. Saí da sala e fechei a porta.
Virei pra trás, e Arthur não estava mais lá.
– ARTHUR! — Gritei.
Nesse momento, senti uma dor horrível na minha cabeça, e tudo ficou escuro.
Notas finais
Quanto mistério! .-. kk
Gostaram? REVIEWS! :DD
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