Notas iniciais
Bom gente... As coisas começaram a ficar tensas!
Espero que gostem! ^^

Abri meus olhos e vi Arthur, sorrindo pra mim.

Ele usava uma camisa branca, com um colete preto e uma grava listrada preta e branca. Calça preta e sapato também preto... Estava perfeito...

E eu, simples, um vestido preto, e um sapato também preto... Super sem graça...

Estávamos na varanda de uma casa. As paredes eram azuis claras, e o contorno de janelas e portas eram brancos. O telhado era todo vermelho... Parecia uma casa de bonecas.

Era noite, e a lua estava cheia. E as estrelas... nossa... pareciam que brilhavam só pra mim.

– Gostou? – Perguntou ele.

– Aqui é lindo... – Falei, ainda boba, admirando o jardim.

Sim, havia um jardim... Um jardim GIGANTE com várias rosas... Eu sempre tive uma paixão por rosas!

Comecei a andar até as vermelhas, as que mais me chamaram a atenção.

Quebrei um galho, justo o da maior e mais vermelha rosa... E também o mais cheio de espinhos.

Acabei furando meu dedo, e uma gota de sangue surgiu, escapando de meu indicador.

Segui a gota até que ela tocasse o chão, e quando tocou, senti uma dor horrível no meu dedo.

Olhei imediatamente pra ele, mas não havia nada! Mas quando olhei para o espinho que me furou, vi uma gota de um líquido azul (meio transparente) saindo da ponta do espinho.

Soltei a rosa e senti meu corpo pesado. Comecei a cair... Sorte que Arthur me segurou.

Olhei pro seu rosto, e logo ele sorriu. Em seguida, fechei os olhos...


–--


Acordei num quarto vazio, com paredes brancas, apenas com a cama de onde eu estava. Levantei-me, e segui para fora do quarto.

Os corredores também tinham paredes brancas, mas cheias de rabiscos pretos.

Segui até quase o fim do corredor, onde encontrei um dos gêmeos da casa do precipício.

Ele rabiscava a parede com um giz de cera preto, alguns desenhos de rostos sorrindo, crianças brincando, e escritas com uma letra tão horrível que eu não consegui decifrar o que dizia.

– Dinho? – Chamei, torcendo pra que fosse ele.

Ele olhou pra mim imediatamente. Seu rosto não continha mais aquele sorriso doce e cativante, mas sim o sorriso terrível e doloroso que sua mãe tinha.

– Oh! Olá Liza! – Falou, e voltou a rabiscar.

– Onde estamos? – Perguntei.

Ele não respondeu.

– Dinho, onde estamos?

...

– DINHO!

Ele virou a cabeça lentamente.

– Oh! Olá Liza! – Repetiu, rabiscando novamente.

Afastei-me dele, e segui até o fim do corredor, onde havia uma porta.

Eu a abri. Ela dava pras uma sala completamente escura.

Procurei um interruptor ao lado esquerdo da porta, e o encontrei.

A luz se acendeu e dei de cara com o quarto em que acordei.

– Mas como? – Perguntei-me, incrédula, andando em direção a cama.

Alguém segurou minhas mãos por trás.

– Liza... – Uma voz masculina familiar cochichou.

Virei-me e o vi, sério.

– Arthur... Como chegamos aqui? – Perguntei, nervosa pelo fato de ele ter “surgido” atrás de mim.

– Eu... Eu não sei... – Ele engoliu seco.

– Como não? O que aconteceu depois que eu desmaiei? O que tinha no espinho daquela rosa?

Ele olhou pro chão e respirou fundo.

– ARTHUR!

– EU NÃO LEMBRO! – Berrou.

Respirei fundo, e andei até a porta.

No caminho, ele segurou meu braço.

– Liza... – Chamou, num tom quase inaudível.

– O que é? – Perguntei, sem olhar pra trás.

– Durma...

– Por que?

– Quem sabe não consegue nos tirar daqui?

Olhei pra ele.

– Eu acabei de acordar! Quer dizer, eu acordei, desmaiei, acordei de novo... Fui tudo muito rápido! – Rosnei.

– É o único jeito!

– Eu quero saber o jeito que nos colocaram aqui! Do que você se lembra?

– De quando estávamos na varanda, você foi para o jardim, pegou uma rosa e desmaiou... E agora de ter entrado nesse quarto, e estar conversando contigo...

– Mas... Você então... Desligou, apagou na hora que eu desmaiei?

– Eu não sei...

Respirei fundo, querendo não soca-lo.

– Okay... – Comecei – Vamos sair do quarto, e ver se achamos alguma saída... Dinho está lá fora...

– Tudo bem... Tenho certeza que não dará certo!

– Como tem certeza disso se não sabe nem como chegamos aqui?

Ele revirou os olhos e saiu do quarto, e eu o segui.

O corredor agora estava vazio, porém cheio de portas.

– LIZA! – ouvi uma voz feminina.

– Ouviu isso? – Arthur perguntou.

– Sim! Ouvi... – Respondi, abrindo a primeira porta.

Outra sala escura. Acendi a luz e vi Dinho de pé, com o giz, e continuava com aquele sorriso terrível em seu rosto.

– Oh! Olá Liza! – Falou, andando em minha direção.

Ele começou a correr. Saí da sala e fechei a porta.

Virei pra trás, e Arthur não estava mais lá.

– ARTHUR! — Gritei.

Nesse momento, senti uma dor horrível na minha cabeça, e tudo ficou escuro.

Notas finais
O que será que tinha na rosa? Como Liza, Arthur e Dinho foram parar aí? O que afinal aconteceu com Dinho? Quem será que gritou? Cadê o Arthur? E a Liza, como fica?
Quanto mistério! .-. kk
Gostaram? REVIEWS! :DD