O Diário De Adamastor
7 Página esfarelada e com pingos de Calícota
Notas iniciais
Dourado, 26 Inverno
Engraçado eu me lembrar deste livreto, guardado no fundo do baú que há muito não o via. O divertido é eu me recorrer a ele sempre que descubro algo ou me sinto só.
Hoje, meu pai morreu. Ninguém veio visitá-lo, embora aquele monte de hipocrisia sempre buscava suas cataplasmas e unguentos medicinais. Mas não pense que estou triste com sua morte, porque não estou.
É uma espécie de liberdade, entende? — É claro que não. Tu és uma caderneta ínfima dentro de um baú enegrecido e empoeirado, do qual sempre esqueço de sua existência. — Encontrei um medalhão prateado, com runas estranhas. São de um tipo que eu jamais vi, mais duras e retas que as El'vhen e mais fluídas que as raras runas Dwa'vhen. Ainda imagino de onde elas sejam, porém não posso mais contar com o velho para espremer informações. Ele está morto.
Fugirei, e levarei minha doce Rose comigo. Se ela não me aceitar, convencerei-a a vir. Mostrarei-a todo o meu amor e sofrimento, e partiremos a Chervan em busca de respostas. Talvez a caravana de meus conhecidos elfos ainda esteja lá, e o velho Plinius possa me ajudar a identificar as marcações.
Seu,
Adamastor Cunhacht
Notas finais
Outro ponto importante é a descoberta de um medalhão rúnico, cujas runas por ele eram desconhecidas, embora historiadores tenham conhecimento sobre um medalhão incrivelmente mágico, carregado pelo Taumatólogo. Se é o mesmo, apenas uma análise mais profunda no resto do Diário poderá esclarecer.
Por último apontarei o amor ligeiramente possessivo de Adamastor Cunhacht por Rose. Embora já tenha aparecido em documentos anteriores, esta página frisa a necessidade de Adamastor em ter Rose ao seu lado. Além disso, Adamastor cita runas Dwa'vhen, mais especificamente as anãs. Os Dwa'vhen desapareceram há mais de um milênio, sendo vistos até dois séculos antes da Quebra do Império. As sucessivas e violentas guerras contra os El'vhen levaram ao quase desaparecimento completo do povo, tendo pouquíssimos e quando digo pouquíssimos, digo dois ou três papiros com runas de padrões indecifráveis, armazenados nas Grandes Bibliotecas do Mundo Conhecido do Sul documentos históricos sido resgatados. Pouco se sabe sobre os Dwa'vhen, embora Adamastor certamente os conhecia. Talvez, uma análise maior sobre os textos que ainda não foram traduzidos deem um rumo à escavações e indagações sobre o desaparecimento de um povo inteiro.
Este documento data de quatro anos após a Quebra do Império e trinta e seis após a aniquilação de Alghanara, mais especificamente o ano de Dourado, no qual grandes florações de trigo nos Campos Sulinos e Nortuários contribuíram única e exclusivamente em seu nome.
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