Diário de Rorschach, 10 outubro de 1975.

Uma vida de conflitos sem tempo para amigos... e no fim só nossos inimigos deixam rosas. Vidas violentas terminando violentamente. Algo da nossa personalidade, talvez? Algum impulso animal para lutar e se debater, fazendo de nós o que somos? Não é importante. Fazemos o que deve ser feito. Outros enterram a cabeça entre as tetas inchadas da indulgência e da gratificação, leitões procurando abrigo debaixo de uma porca... e o futuro se avista como um trem expresso. Blake entendia. Tratava tudo como piada, mas entendia. Ele viu as rachas na sociedade. Viu os homenzinhos de máscara tentando remendar tudo... Ele viu a verdadeira face do século 20 e escolheu se tornar um reflexo, uma paródia desses tempos. Ninguém mais viu a piada. Por isso a sua solidão. Ouvi uma piada uma vez: Homem vai ao médico. Diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador onde o que se anuncia é vago e incerto. Médico diz: "Tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade. Assista ao espetáculo. Isso deve animá-lo." Homem se desfaz em lágrimas. E diz: "Mas, doutor... eu sou o Pagliacci." Boa piada. Todo mundo ri. Rufam os tambores. Desce o pano.

Estou na casa do Comediante são 00:27 agora. Ele vai até a cozinha, abre a geladeira e pega o leite, eu pego ele pela cabeça, puxo seus cabelos fazendo ele cair no chão então digo:

– Porque... Comediante porque matou aquelas pessoas?

– Oi para você também Rorschach – O Comediante se levanta, e me soca, fazendo eu cair no chão – Devolvi o presente.

Nos dois começamos a lutar, ele começa a me socar mais me defendo de todos e chuto ele que faz ele bater as costas na parede. Eu soco ele e ele se defende, soco de novo na barriga e acerto pego a argola e taco ele no chão, e falo:

– Você não me respondeu – ele cospe sangue e diz.

– Hahaha... É tudo uma piada. – Smile aparece atrás de mim agarra minha gola na parte de traz e me joga no chão – É eu tinha uma carta na manga.

Me levanto e Smile faz posição de luta, e eu também.

– É acho que agora você se ferro Rorschach, eu nunca vi uma pessoa tão forte que nem o Smile. – Fala o Comediante limpando o sangue da boca.

Dou um soco na barriga de Smile na esperança de ele se agachar, mais falhou, ele de fendeu e retribuiu o soco na minha cara. Depois desse soco o Comediante corre ficando na minha frente e me da um chute que faz eu ir pr sala e quebra a mesinha de centro. Eles vêm para sala, me levanto e falo:

– Minha vez – Pego uma cadeira e jogo no Smile, e corro na direção do Comediante e começo a dar múltiplos golpes no mesmo.

Chuto o Comediante fazendo ele bater as costas na parede e sinto uma pequena pontada mas ignoro. O Smile vem em minha direção, dou uma rasteira mais ele pula e quase pisa na minha perna, mas subo dando um gancho no Smile, ele da um paço para traz e eu dou uma joelhada na barriga dele fazendo ele se agachar e dou uma cotovelada nas costas dele fazendo ele cair no chão.

Então chega o Comediante e da um soco na minha cara, e depois tenta me chutar mais pego a perna dele e jogo ele na direção do Smile.Os dois se levantam e um me soca e outro me chuta, caio no sofá então o Comediante começa a atirar em mim. Rapidamente vou para traz do sofá para me proteger dos tiros e eu chuto o sofá agachado, fazendo pegar no Comediante mais seu parceiro pula o sofá e me da um soco que me defendo mais ainda fez eu voar e bater na parede.

– Há até que você é bom Rorschach – Diz Smile se aproximando de mim.

– Há obrigado mais não acabei ainda – Falo eu me levantando.

– Ah acabou sim – O Comediante fala – Smile – Ele acena com a cabeça para o Smile.

Smile soca minha barriga com uma grande velocidade me segura pela gola e me taca pela janela para fora da casa pela, então o Comediante anda mancando e fica parado do lado do Smile e fala:

– Há Rorschach, vá embora não será você que tem que me matar, e é melhor você ir procurar o Coruja porque injetamos um veneno em você na batalha e só o Coruja tem a cura ele se chama ... Datura stramoniu – Ele ri e fala sarcasticamente – Lembre-se Rorschach é tudo uma piada.

Vou embora da casa de campo do Comediante, e vou para a casa Coruja. Claro que eu queria saber porque o Comediante disse “vá embora não será você que tem que me matar” mas eu podia morrer por causa desse veneno.

Chego na casa do Coruja, ele se assusta quando me vê achando que era um ladrão e atira três facas na minha direção mais por sorte não me pegam.

– Calma já tentaram me matar de mais hoje, mais um não – Falo eu parado na porta.

– A Rorschach é você – Fala o Coruja sorridente.

– Coruja injetaram um veneno em mim e preciso da cura o veneno se chama Datura stramoniu — Falo eu me aproximando dele andando meio manco.

– Ok por aqui. – Fala o Coruja me apontando uma cadeira – Sente-se lá

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.