O Diario Secreto de Henrique
2 2º capitulo – Amizade Estranha
“Como o tempo passa devagar quando você não tem nada para fazer, boa parte do tempo deitado no meu quarto pensando no que eu poderia fazer para distrair a minha mente e outra parte do tempo eu ficava conversando com os meus amigos no whatsapp.”
Duas semanas nessa cidade e a única coisa que pessoa que eu conheço é uma maníaca que acha que vou roubar a vó dela quando ela não estiver perto, desde aquele dia que tive aquela chata conversar no parque, eu tenho evitado o lugar para não me encontrar com ela novamente.
Os meus estranharam um pouco a minha atitude de ficar em casa o dia inteiro, já que desde quando mudamos para cidade, sai direito a tarde para conhecer melhor um pouco a cidade e tentar fazer amigos.
Coloquei na minha cabeça que eu precisava sair hoje para que meus pais não fosse ter aquela maldita conversar educacional que eu preciso começar a me enturmar mais e parar de ser tão chato, que era tudo questão de me abrir mais com as pessoas.
Entrei na internet e comecei a procurar por cinema, shopping ou festa para mim pode ir, arrumei as minhas coisas e decidir ir no shopping dar uma volta e passar numa livraria comprar alguns livros para mim poder distrair a minha mente.
Avisei os meus pais onde eu iria aquela tarde e meu pai disse que me leva no shopping na hora que fosse no trabalho.
Naquela tarde quando, ele parou na frente do shopping, eu fiquei totalmente fascinado por ver o tamanho que é.
— Espero que você se divirta e faça umas ótimas amizade.
O meu pai me deu dinheiro e disse para mim:
— Não fale para sua mãe que dei mais dinheiro para você. Você sabe como ela em relação a isso.
— Vai ser um segredo nosso.
— Qualquer coisa você pode ligar para mim.
— Tudo bem pai.
— Se cuida.
— Você também.
Eu estava parecendo uma criança andando pelo shopping, eu nunca tinha ido em um shopping tão grande como aquele, entrei em várias lojas, comprei uma camiseta da banda que eu tanto gosto, aproveitei fui na praça de alimentação e comi coisas que minha mãe dizia que aquilo não era comida, mas o lugar que eu mais gostei foi a livraria.
Era enorme, diferente da pequena livraria que tinha onde eu morava primeiro, nem sabia por onde começar, eu fique umas duas horas vasculhando entre tantas estantes de livro para mim escolher três livros.
Quando eu estava saindo da livraria, tive o pior encontro que poderia acontecer.
— Você.
— É eu.
— Você está me perseguindo por causa?
— Até onde eu lembro o shopping é público.
— Olha aqui garoto.
— Eu não tenho nada para falar com você. Pode ficar calma que o dinheiro que eu usei para pagar o que comprei não foi dinheiro extorquido de nenhuma senhora de idade que eu ajudei na rua.
— Olha como você fala comigo?
— Se você sair da minha frente eu posso ir embora.
Senti um pouco de tontura, eu encostei na parede.
— Você está?
— Eu estou bem.
Sai de perto dela e sentei nos bancos que estava perto da livraria, esperei um pouco a tontura passar e liguei para minha mãe vir me buscar.
Como pode existir uma pessoa tão chata como ela, meu Deus, acho que eu fiz alguma coisa na minha vida passada para merecer isso, todas as vezes que acabo me esbarrando com ela, de um jeito de outro, ela faz eu passar nervoso, ontem quando eu cheguei em casa, nem percebi que esqueci a minha sacola com livro no shopping, falei pra mim que eu iria no shopping ver alguém tinha acho e deixa com o segurança, mas não estava colocando muita fé, mas não custa tentar, mas foi quando eu tive uma surpresa.
Quando eu estava descendo as escadas, escutei uma conversar vindo da sala de casa, a minha mãe estava bastante empolgada conversando, será que alguma colega do trabalho dela veio nos visita.
Mas quando eu entrei na sala tive uma surpresa muito grande.
— Você?
— É sou eu.
— Já acordou o meu filho?
— Já sim mãe, eu estou de saída, eu vou lá no shopping.
— Não precisa ir não meu filho, A sua amiga trouxe a sacola que você esqueceu ontem no shopping.
Olhei em cima da mesa, a minha sacola com os meus livros estava ali.
— Obrigado.
— Eu vou te que ir trabalhar meu filho. Vou deixar você e sua amiga conversar. Tem bolo de cenoura na geladeira, dê um pedaço para ela.
Minha mãe pegou a bolsa dela, e fiquei sozinho com a garota chata, olhando para mim.
Fui na cozinha peguei um pedaço de bolo e dei para ela.
— Não precisa vir entregar as minhas coisas para mim.
— Não precisa desconfiar de mim. Eu não sou tão chata assim.
— Não foi que você passou para mim nesses últimos dias.
Ela comeu pedaço do bolo e disse:
— Você é sempre desconfiado assim?
— Sempre.
— Percebesse, você é o tipo garoto que não tem amigos e prefere se esconder atrás de livros.
— Os livros pelos menos não julgam as pessoas, eles estão ali para entreter as pessoas.
— Isso concordo com você.
— Pelo menos em alguma coisa concordamos.
— Meu nome é Roberta.
— Henrique.
— Eu queria agradecer aquele dia que você ajudou a minha avó, ela disse que você foi muito gentil em querer ajudar. Eu sei que fui muito chata com você aquele dia, mas sabe como é as pessoas.
— Foi mesmo, o que você para disse: Que de boas intenções, o inferno está cheio.
— Boa memória Henrique. Preciso ir embora. Qualquer dia desse podemos marcar de sair, já que agora nós somos amigos.
— Sério somo amigos agora?
— Para de ser chato e você que está começando agora.
— Para mim tudo bem.
— Beleza. A gente se vê.
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