O Diario Secreto de Henrique
1 1º capitulo – A mudança
"Querido diário, eu não sei quem teve a ideia de que escrever em pedaço de papel seria uma terapia perfeita, mas quando o meu psicólogo disse que eu deveria começar um diário, logo pensei o que eu vou escrever, a minha vida não tem nada interessante para contar, eu sou só um garoto sem graça e totalmente excluído da sociedade."
A minha vida começou mudou totalmente quando os meus pais decidiram mudar de cidade, quando eu olhei todas as minhas coisas fechadas dentro da caixa, sendo colocada dentro de um caminho e vendo os meus amigos se despedindo de mim, pensei que a minha vida tivesse acabado ali.
— Henrique, não fique chateado, você vai gostar do nosso novo lar.
— Foi uma coisa que vocês decidiram, não eu.
O que será que tem de bom mudar de cidade, eu gostava das coisas que tinha nessa pequena cidade, aqui era tudo tranquilo, as pessoas que eu amo conversar, as tantas coisas que conquistei e agora eu estava deixando tudo isso para trás para poder realizar os desejos dos meus pais.
”Querido Diário, como é difícil aceitar as mudanças que as vezes a vida faz, eu queria tanto ter ficado onde eu estava, os meus pais estão totalmente felizes com a mudança e o meu psicólogo disse que seria bom para mim expandir os meus horizontes, não sei, se ele realmente está certo sobre isso, mas cada vez que eu olho pela janela do meu novo quarto, eu fico me imaginando que tipo de inferno eu vou me meter agora.”
Uma semana se passou, a tentava de fingir que tudo está bem para os meus pais tem dado certo, eles acham que eu estou feliz com a mudança, ajudando eles arrumando a casa, conversando com os vizinhos de vez quando e de vez quando eu ia no mercado sozinho dizendo para os meus pais que poderia conhecer melhor a vizinhança e quem sabe fazer algum amigo.
Foi em dias desse que eu acabei conhecendo alguém interessante quando eu fui no mercado, eu estava saindo do mercado quando eu vi uma senhora carregando um monte de sacola, parecia bem pesado, foi quando um cara passou correndo do lado dela e derrubou as sacolas dela e as coisas dela caiu, o cara nem ligou para ajudar ela e foi embora.
Fui na direção dela e ajudei ela pegar as coisas que estavam caída na rua, ela olhou para mim e disse:
— Obrigado meu jovem.
— Essas sacolas não estão pesadas demais, eu posso ajudar você carregar as suas coisas até perto da sua casa se você não se importar.
— Tem certeza, meu jovem. Você deve ter as suas coisas para fazer.
— Tudo bem. Eu não estou com presa.
Ajudei ela carregar as coisas dela e ela foi falando sobre o tempo de quando ela era jovem e de como a neta era terrível, que puxou o gênio dela, eu estava pela primeira vez me divertido, desde quando eu mudei para essa cidade.
“Querido diário quem diria que a primeira pessoa que eu faria amizade seria uma pessoa totalmente fora de si, a primeira coisa que passou na minha cabeça quando ela falou comigo, eu pensei que nunca poderia ser amigo de uma pessoa totalmente irritante com ela.”
Quando chegamos perto da casa da senhora, uma garota veio correndo na direção dela.
— Vovó, você está bem?
— Eu estou bem.
— Porque você não esperou me para ir no mercado, eu disse que na hora que chegasse iria junto com você.
— Você sabe como eu sou.
Eu me senti totalmente ignorado naquele momento, nem parecia que eu estava ali, estava sendo totalmente ignorado, depois de alguns minutos elas conversando foi quando, a garota percebeu que eu estava ali.
— Quem é você? Mais um garoto oportunista que quer tirar proveito da minha avó?
A primeira coisa que passou na minha cabeça, eu odeio essa garota, como ela pode pensar assim de mim, sem ao menos me conhecer.
— Eu só ajudei a sua avó trazer as coisas dela.
Ela olhou para a sacola que eu estava carregando, eu entreguei para ela.
— Eu vou indo, se cuida senhora.
— Obrigado pela ajuda.
Quando eu cheguei em casa a minha mãe estava na sala totalmente preocupada comigo.
— Por que demorou tanto? Eu pensei que tivesse acontecido alguma coisa?
— Não foi nada mãe, eu ajudei uma senhora carregar as compras dela até a casa dela.
— Que generosidade da sua parte.
A minha pensa assim, mas aquela garota chata, disse que estava querendo tirar proveito da avó dela, não entendi por que ela disse isso, mas alguma coisa deve ter acontecido.
No outro dia estava sentando no parque lendo livro, quando eu vi aquela mesma senhora, caminhando ao lado de um homem, fiquei olhando ela um tempo e nem vi quando uma pessoa se aproximou perto de mim.
— Fique longe da minha avó.
— Parece que você tem uma má impressão sobre mim.
— Você deve ser igual a todo o garoto dessa cidade que quer tirei proveito da minha avó e fingi que quer ajudar para roubar o dinheiro dela.
— Então é esse o motivo. Pode ficar calma, não sou uma pessoa tão baixa ao ponto de fazer isso.
— É o que todos dizem, mas você sabe, de boas intenções, o inferno está cheio.
— Isso é verdade, ontem eu só ajudei a sua avó sem nenhum pingo de segunda intenções, para sua informação se eu soubesse isso iria te incomodar nem teria ajudado.
— Nossa o garoto é bem afiado nas palavras. Ainda bem que você entendeu, não quero ninguém perto dela.
— Você é sempre assim com as pessoas, faz uma semana que eu estou aqui nessa cidade e espero que as outras pessoas não sejam assim como você.
Virei as costas para ela e estava saindo do parque.
“O que ela disse é verdade, de fato; de boas intenções, o inferno está cheio. Mas como ela pode julgar as pessoas sem ao menos conhecer direito, eu espero não ver ela novamente, só de pensar nela, eu já fico com raiva. Já quero passar uma borracha nesse pequeno evento que aconteceu hoje, mas parece que isso ainda não acabou.”
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