O Diamante Magnífico
4 O Diamante Magnífico
Notas iniciais
Bjs, Gleek3*
- Cadê ele, Pan? Ele já deveria ter chegado! São meio-dia e cinco! Ele nunca se atrasou antes. O que deve ter acontecido? – Lyra estava impaciente, tinha o sol queimando-lhe a cabeleira loura.
- Vai ver ele simplesmente perdeu a hora. Mantenha a calma, garota! – disse Pantalaimon.
- Quem sabe?
Longe dali...
- Vamos, Kirjava! Já estamos atrasados! São doze e cinco! Lyra nunca vai nos perdoar se não nos encontrarmos, sabe, só temos o solstício de verão, e..
- Cale a boca, Will! Menos papo e mais corrida! – reprimiu-o a gata que era o seu daemon.
- Tá!
E permaneceram correndo até bem uns 2 metros do Jardim Botânico, pois perceberam algo incomum: um grupo enorme de pessoas ao redor do banco deles, jornalistas, cientistas repórteres, civis, curiosos, parecia que toda a Oxford viera para assistir um fenômeno muito perturbador.
Will e Kirjava abriram caminho na multidão à procura do banco de todo 21 de junho, porém, ao chegarem nele, havia uma fita amarela ao redor do mesmo e um pesquisador ajoelhado mexendo em algo na terra.
- É ELE! – ouviram-se gritos da multidão
Não seja eu, não seja eu, não seja eu... Will pensava
- É o garoto que vem aqui todo dia! – e apontavam para Will.
Droga! Pensou ele.
- Venha aqui meu jovem, precisamos conversar. – disse o homem que estava mexendo o solo.
Droga! Ele vai acabar comigo! Levantaram a fita e permitiram-no de passar, o pesquisador o encaminhou para uma tenda.
- Meu caro – começou o homem –, você sabe o que é isso? – e mostrou-lhe uma gota cristalizada.
- É um caco de vidro, senhor. – respondeu Will.
- É um caco de vidro, senhor. – arremedou o homem – Não! Não é um caco de vidro! E não, não é apenas uma peça de cristal, nem um diamante, isso aqui é um objeto mágico que tem o poder de abrir passagens para universos paralelos! – entusiasmou-se o senhor.
- Sério mesmo, quantas você bebeu, hein? – perguntou Will se fazendo de desentendido e puxando outro assunto.
- Só vinte, mas isso não é da sua conta! O que estou dizendo é que eu posso criar novos mundos para governar e VOCÊ sabe como e vai provar pra todos que eu NÃO estou louco!
- É bem mais fácil que eles me joguem no hospício com você. A Tamarineira tá esperando, hein?
- Não se faça de desentendido! Eu sei muito bem que você sabe disso! Você vem aqui todo dia pra abrir portais e só está se fazendo de difícil pra tomar minha idéia e governar o mundo, ou mundos, mas se pensava assim, perdeu Playboy, porque essa deixa já é do papaizinho aqui! Meu precioso...
- Tá, cara! Isso já tá ficando estranho! Você precisa seriamente se tratar! Tchau!
O homem agarrou seu braço antes que partisse e disse:
- William Parry, você não sabe com quem está se metendo!
Nessa hora, dois homens vestidos de médicos entraram calmamente falando:
- Doutor... Está na hora da sua pílula... Olha, a de hoje é um ursinho!
- Oba!! Ursinho!! Assim, eu prefiro a de Girafa, mas tudo bem!! – e levaram ele.
- Tá... – disse Will pra si mesmo.
Então ele percebeu que o vidrinho do senhor maluco deixara cair, pegou-o e examinou-o. Ele tinha a forma de uma gota e parecia um diamante.
- Ei, Kirjava, talvez seja isso que vai unir eu e Lyra! Sabe, o título da fanfic é O Diamante Magnífico e isso parece um diamante, e o resumo diz que eu e Lyra vamos ficar juntos, então só pode ser isso, né?
- Eu não sei... Deixe-me ver isso. – a gata tomou o diamante das mãos dele e mexeu – Como eu imaginava... Will, desculpe despontá-lo, mas isso não é um diamante, é uma lágrima cristalizada, o que faz dela um cristal! Então, é bom você procurar outro modo de juntar-se a Lyra.
- Não, mas TEM que ser isso! Você mesma ouviu o que aquele louco disse! – ele falou como se não quisesse acreditar. – Sabe, podemos ao menos tentar? Só pra não dizer que ficamos de braços cruzados...
Em um universo paralelo...
- Ele não vem! – Lyra chorava. – Ele arrumou outra, me esqueceu!
- Não... Não é verdade. Will ama você! Eu sei, eu consigo sentir isso nos meus bigodes!
- Tá... – disse ela enxugando o rosto e se recompondo. – Então... Devemos ficar aqui esperando ou... Espere! AI MEU DEUS DO CÉU! É ele! Pan, ele veio!
- Impossível, Lyra, eu tinha lhe dito aquilo só pra lhe consolar...
- É ele sim, Pan! – disse ela com o rosto já iluminado pela visão do jovem adulto bronzeado, um sorriso cativante, de cabelos castanhos desgrenhados e olhos igualmente escuros, porém misteriosos, cansados e experientes. Ele era belíssimo! Um gatchénho! Forte, mas não bombado, magro, mas não esquelético. Lyra teve certeza absoluta (se é certeza, ela É absoluta!) de quem era quando viu... Apenas três dedos na mão esquerda do rapaz!
- Will!WILL! Pelo amor de Deus! Você está vivo! E voltou pra mim! – Lyra gritava.
- Tecnicamente, Deus não existe mais, então não existe amor de Deus... – corrigiu-a Will.
- Tanto faz! O que importa é que você está aqui, comigo! – e se jogou nos braços dele, apertando forte num abraço de urso.
Will afastou-a e após olhar bem pra ela, para os grossos cachos dourados dela e para suas finas feições de moça, ele enlaçou o seu corpo de mulher com uma mão e tomou sua cabeça com a outra e tascou-lhe um super-beijo apaixonado que faria Jack e Rose (de Titanic) parecerem inimigos. Ela enroscou seus braços no pescoço dele e se prendeu ali no beijo por mais dois minutos. Quando finalmente compensaram tantos anos de seca, Lyra perguntou:
- Ei, como é que vocês chegaram aqui?
- Ah, com esse diamantezinho aqui... – respondeu Will.
- Não é um diamante, é um cristal... – corrigiu Kirjava.
- Que seja! Enfim, o que importa é que estamos juntos e nunca mais vamos nos separar já que vamos criar o nosso próprio mundo! – continuou Will.
- Espera! Você tá me dizendo que esse troço aí, abre portais entre os mundos...
- Isso aí!
- E os demônios que saem por aí aterrorizando a sua mãe?
- Ah, e daí? Ela sabe se virar sozinha!
Lyra olhou pra ele perplexa, o Will que ela conhecia NEM MORTO falaria isso, e ela sabia por experiência própria.
- Brincadeirinha! Não, eu fiz um teste com isso e ele não libera nenhum espectro, é meio que uma faca sutil do bem!
- Sério? – ela estava maravilhada com a idéia, quando...
- Lyra, eu preciso falar com você! Descobri o que é essa tal arma tão poderos... Oh! Olá, Will! Graças a Zeus você descobriu isso antes que caísse em mãos erradas! – era Serafina Pekkala quem dava o histérico.
- Zeus? – perguntou Will. – Agora sem o católico, é o grego que manda, é?
- Não, é que é a onda Percy Jackson! – explicou Serafina.
- Ah, tá... Então, que história é essa de arma poderosa? – indagou Will.
- Não, é que... Bem, sabe quando vocês dois se despediram no Jardim Botânico da Oxford de Will? Então, aparentemente, o amor entre vocês dois é tão forte, que a lágrima de Lyra que se grudou à de Will, ao atingir o chão, cristalizou-se e formou esse cristalzinho aí que é capaz de abrir passagem pra qualquer mundo sem liberar os espectros. Não é happy?
- Mentira! – disseram os dois jovens e seus daemons em uníssono.
- Seríssimo! Então, é melhor vocês se apressarem se quiserem construir um mundo ideal, que nem o de Alladin sem o Jafar, só com essa lágria cristalizada!
- Eu disse que não era um diamante, mas alguém ouve a gata? NÃO!... – disse Kirjava.
- O melhor é que vocês criaram um modo de unir dois mundos pelo amor que existe entre vocês dois!
Os dois jovens estavam radiantes de felicidade e nem perderam tempo dizendo que aquela era a frase mais ridícula que ela já falara, e foram logo abrindo um portal para um novo universo, criado pelo amor entre os dois! E, foi exatamente para lá, que os dois partiram com seus respectivos daemons ao morrerem e permaneceram juntos para sempre, felizes por terem um ao outro!
FIM!!!
Notas finais
De novo, desculpa a demora!!
Todos os créditos de personagens são de Philip Pullman (para o desinformado que não lê capa, é o autor da série!).
Bejin, Bejin! BYE!
Fale com o autor