Notas iniciais
Oi gente! ;) Eu demorei a postar, mas se eu dissesse o motivo, daria um capitulo só de explicaçoes, rs. Bom em resumo, meu HD pifou e eu perdi tuuuuudo e tive que começar do zero, então agora estou voltando :) EEEH PS: Ainda não respondi os comentários do capitulo anterior, mas juro que eu respondo assim que postar e revisar o capitulo :) Espero que gostem e comentem! Boa leitura :)

POV Bella

— Preciso que passe na Ralph Lauren agora, porque obviamente não posso contar com a minha assistente pessoal. — ele disse bufando. — Terá duas caixas com as encomendas que vou precisar para amanhã, leve-as para sua casa, e as traga amanhã cedo, e não se atreva a esquecê-las se quiser ter um emprego.

E desligou.

Olhei para o meu celular sem acreditar.

Eu estava fora de meu expediente de trabalho há horas, e ele ainda ousava ficar fazendo exigências!

Preciso olhar mais tarde o meu contrato onde diz se isso é permitido.

Droga, eram 19:45, e eu ia me encontrar com Jacob, pois eu já não o via a semana toda. Agora eu teria que cancelar minha noite, e ainda procurar saber onde ficava essa droga de Ralph Lauren!

Coloquei no meu GPS, e para a minha surpresa, existiam várias centrais dela aqui em New York, mas Edward não disse qual seria a que eu deveria ir, e como eu não sou nenhuma retardada, eu não ousaria ligar para perguntar e levar uma patada dele de graça.

Fazer o que, acho que eu teria que ir em todas elas, até acertar qual é.

No caminho liguei para Jacob, desmarcando nosso compromisso, ele não ficou nada feliz, é claro, mas disse que se eu ligasse para ele quando chegasse, ele passaria em meu apartamento.

Se tudo corresse bem, com sorte eu ainda poderia encontrar com ele mais tarde.

Liguei o GPS, colocando um dos endereços.

O primeiro ficava há 30 minutos da minha casa. Era o mais perto.

Estacionei em frente ao prédio.

Parecia um daqueles prédios antigos e sofisticados da Europa. Esse que eu estava era a Polo Ralph Lauren Mens.

Desci do carro, abrindo a porta.

Por dentro era ainda mais magnifica. Depois de falar com uma das funcionárias, que pareciam ser muito educadas, perguntei se havia alguma encomenda de Edward Cullen para eu buscar.

A moça ficou toda atrapalhada assim que eu mencionei o nome do meu chefe, mas depois de verificar umas seis vezes em seu computador, concluímos que poderia estar em outra central.

Voltei para o carro frustrada, e fui para a loja seguinte, que ficava do outro lado da cidade.

Ah Edward Cullen, como eu odeio você.

Ainda havia mais quatro centrais para procurar, sem contar o escritório que seria a minha última opção caso eu não encontrasse.

Mas depois da terceira loja, eu finalmente consegui pegar a encomenda. Duas caixas grandes e pesadas. – Quero só ver como eu vou fazer para subir com isso amanhã.

Olhei para o relógio: 22:07.

Nem estava tão tarde assim.

Sorri ao saber que estava livre, e só precisaria voltar para casa e ligar para Jacob.

(...)

Eu estava a três quarteirões do meu prédio, quando eu ouvi o barulhinho infernal.

Então tive vontade de chorar, porque o meu celular estava tocando.

E era o meu chefe.

Não, Deus, por quê?

— Preciso que volte a Ralph Lauren agora, acabei de confirmar o pedido que você pegou, mas alguma incompetente de lá se atrapalhou e te entregou a encomenda errada!— ele disse irritado. — Preciso dessas coisas para amanhã cedo. E quero que chegue mais cedo também Isabella. – Fiquei surpresa por ele ter finalmente dito o meu nome correto. — Você irá comigo para a reunião da central, o meu motorista vai nos levar. Quero meu café descafeinado e sem açúcar quando eu chegar. — Ele fez uma pausa. — Isso é tudo.

— Sim Senhor. – Eu disse, mas ele já havia desligado.

Ai senhor, será que eu piquei salsinha na tabua dos dez mandamentos para merecer uma coisa dessas?

Além do cara me fazer trabalhar fora do meu expediente, ainda quer que eu chegue mais cedo!

A minha vontade era de mandá-lo enfiar todas as encomendas no cú, mas como eu ainda não perdi a noção, apenas respirei fundo, e me preparei psicologicamente para ter que dirigir por quase uma hora novamente para pegar a encomenda do bonito.

(...)

Quando cheguei em casa, estava exausta. Acabei mandando uma mensagem a Jacob para que não viesse.

É claro que eu adoraria ter Jacob comigo aquela noite, mas do jeito que eu estava, tudo o que eu mais queria naquele momento era poder dormir um pouco para poder enfrentar o meu chefe na manhã seguinte.

(...)

Se tinha uma coisa que eu odiasse mais que o meu celular tocando, era quando o som do despertador soava na manhã.

Ah inferno.

Acordei dando um enorme bocejo. – Eu precisava levar as caixas comigo, e ainda pegar o maldito café do meu chefe, “porque ele só toma o da Starbucks”.

Homem fresco do caralho.

Ai que vontade de encher ele de laxante...

E ainda teria que acompanha-lo em mais uma tediosa reunião a qual fui informada em cima da hora.

Que beleza de dia eu teria.

Cheguei ao prédio da Elias Clark, com as duas caixas empilhadas, e com o copo de café do meu chefe. Peguei o elevador e quando estava prestes a subir uma mão o interrompeu de fechar, abrindo novamente a porta.

Era Edward.

Droga.

Ele entrou, e passou por mim como se eu fosse invisível.

Nossa senhora, que homem cheiroso!

Inalei seu perfume discretamente, tentando identificar qual perfume poderia ser.

Devia ser caro, pois eu não consegui reconhecer a flagrância.

Ele continuava calado.

Nossa que mal educado, nem bom dia ele dá para as pessoas.

Então entrei em um conflito.

Eu deveria lhe dar “bom dia?”

Ele estava olhando para frente, e acompanhamos a porta do elevador se fechar.

Então resolvi mostrar a ele que sou muito educada. Limpei a garganta.

— Bom dia, senhor Cullen. – Coloquei o sorriso mais falso que tinha no rosto.

Ele apenas se virou para mim, com a cara de desprezo que ele sempre me olhava.

— Está atrasada. – Ele disse olhando para a frente novamente.

Cacete, o homem não perde a oportunidade de me criticar.

E eu não estava atrasada coisíssima nenhuma, não eram nem sete horas, e eu só não cheguei mais cedo porque o café do senhor fresquinho fica longe para caralho.

Mas como eu não podia dizer isso a ele, apenas dei um sorrisinho amarelo.

– E quando chegar na sala, desmarque todos os meus compromissos da parte da manhã, preciso mandar alguns e-mails, sairemos as 07:45.

— Mas eu pensei que Vict...

— Ela não pode vir hoje, por isso você fara todo o trabalho dela. – Ele disse me interrompendo, com a sua voz fria, voltando a olhar para frente. – Quero que imprima a minha agenda, e depois ligue ao departamento gráfico, marque uma reunião para terça, as 13:00h, depois ligue para o Demarchelier, e peça para falar pessoalmente com Riley. – Ele disse agora se virando para ver se eu prestava atenção. – Cancele minha reunião com a Gucci de amanhã, e procure por Harry Clearwater, e diga que eu preciso falar com ele quando voltarmos, e no caminho, peça a Alice para passar em minha sala. – Ele disse pegando o café da minha mão, e tomando um gole.

Jesus, quanta informação para absorver antes das sete da manhã!

— Tudo bem. – Eu disse, já me esquecendo da primeira coisa que ele havia pedido. Não era à toa que Victória vivia com um bloquinho de anotações.

Então o elevador abriu, e ele saiu entrando em sua sala, então se virou para mim.

— E Isabella. – Ele disse me olhando com aqueles olhos verdes intensos. – Quero que entregue o livro hoje à noite na minha casa.

Senti meu coração acelerar.

— S-sim senhor. – Eu disse nervosa, quase jogando as caixas que eu segurava. Aliás, nem para me ajudar com as caixas esse ogro me ajudou!

Depois me sentei em minha cadeira, tentando me concentrar no que ele havia dito. Olhei para o meu relógio, eu tinha apenas 45 minutos para fazer tudo que ele havia pedido, e tentei organizar o que viria primeiro.

Certo, primeiro sua agenda.

Mas ela não fica no meu computador, porque é Victória quem cuida disso. Então fui até a sua mesa, procurando pelo seu código de acesso.

Comecei a revirar a mesa, até finalmente encontrá-lo embaixo do seu teclado.

Digitei o código, e em seguida imprimi a agenda.

Certo. A gora eu precisava ligar para o departamento gráfico e o Demarchelier. Peguei o telefone, depois de fazer as benditas ligações, transferi-as ao meu chefe, mas sem querer eu desliguei na hora de passar, o que me rendeu uns gritos de sua sala, então tive que ligar novamente, mas desta vez tomei cuidado para não apertar o botão errado.

(...)

— Pronto, acho que fiz tudo o que precisava. – disse a mim mesma, olhando para o relógio.

— Falando sozinha Bella? – Alice disse com um tom brincalhão, passando em frente à minha mesa.

Não havia percebido ela ali, e nem que eu falei em voz alta.

— Ainda não. – Respondi a ela, que riu.

Como ela podia ser irmã daquele ogro?

— Hoje está sendo puxado para você, não é? – ela disse com uma expressão de pesar.

— Um pouco. – Eu disse, não querendo me expressar demais, afinal, ela é irmã do meu chefe. – Victória não veio hoje.

— Sim. – Ela disse olhando para a mesa vazia – Bem, eu vou deixar essas pastas com você. – Ela disse colocando algumas pastas em minha mesa.

— Você não vai a reunião? – de repente fiquei em pânico. Alice sempre ia as reuniões.

— Não Bella, infelizmente tenho muito o que fazer, e preciso adiantar algumas coisas nas edições da revista, e preciso ir até Waterbury pegar algumas encomendas, e tenho que verificar uma modelo para o próximo ensaio.

— Eu não entendo. – disse. — Por que sempre tantas modelos diferentes? porque vocês apenas não fixam uma, assim não teria todo esse trabalho em ficar encontrando uma a cada ensaio.

Alice riu.

— Ah Bella, as vezes eu queria que fosse assim tão simples. – Ela disse balançando a cabeça. – Mas se Edward ouvisse uma coisa dessas, é capaz de querer te esganar – ela disse olhando para a porta fechada.

Engoli em seco.

Então Alice entrou na sala de Edward, sem bater como sempre fazia, e em seguida fechou a porta.

Certo.

Então eu iria em uma reunião com o meu chefe, sem a presença de Alice para me acudir, e a reunião nem seria no prédio da Runway.

Alguns minutos passados, a porta de sua sala abriu, e Alice e Edward saíram.

Senti Edward me encarar.

— O que está fazendo sentada aí garota?! – Ele disse com seu tom ríspido. — Meu motorista está nos esperando, vamos!

Alice apenas balançou a cabeça para ele, lançando lhe um olhar de repreensão, que ele ignorou.

Levantei-me em um pulo, reunindo as pastas comigo, Edward foi a frente, abrindo o elevador.

— Psiu. — Ouvi Alice chamar. Vire-me para olhá-la. – Boa sorte! – ela sussurrou para mim.

Apenas balancei a cabeça, apressando os meus passos e entrei no elevador.

Deus me ajude.

(...)

A viagem não foi muito longa, mas a reunião foi um tédio, como eu previ. Desta vez tive o cuidado de não dar um pio sequer, ou não tropeçar entre as cadeiras.

Felizmente eu resolvi usar minhas sapatilhas, graças as encomendas que Edward havia pedido para levar, é claro que eu preferia ter que enfrentar o olhar receoso de meu chefe, a ter que aturar um tornozelo quebrado.

E hoje eu teria que entregar o livro em sua casa. Confesso que isso me deixou mais nervosa, do que a minha entrevista.

Depois o motorista nos levou de volta ao prédio, e eu finalmente pude me sentar em minha cadeira.

Só que não.

— ISABELLA!

Entrei em sua sala às pressas.

— Você acha que está aonde? – ele disse me fuzilando. Por um momento fiquei confusa.

— O que?

— Você não bateu! – ele bufou.

Ah, era isso.

— Desc...

— Tá, tá, onde está o meu café? Sabe que odeio ficar esperando.

Cacete, não fazia nem cinco minutos que chegamos.

— Vou providenciar. – Tentei dizer em um tom calmo.

— Cancelou a minha reunião de amanhã? – ele disse olhando para o seu notebook novamente.

Tentei buscar mentalmente qual seria a reunião.

— Err... – comecei.

Edward desviou os olhos da tela, com seu olhar fuzilado.

— Tenha santa paciência garota! tem memória de peixe? A reunião da Gucci! – ele esbravejou. – Será que vou ter que fazer o seu trabalho também? – ele disse me encarando.

Ai que vontade de sair correndo para debaixo da saia da minha mãe.

— Não senhor. – Reuni toda a coragem que quase vazou pelas minhas saias. – Eu irei imediatamente providenciar o café, e estou agora mesmo indo cancelar a reunião. – disse encarando-o.

Sai o mais depressa de sua sala.

(...)

Faltavam cinco minutos para o meu expediente terminar, mas infelizmente fui informada que teria que ficar mais meia hora, até o livro ser finalizado, e então eu teria que levar a casa do diabo do meu chefe.

A única coisa boa, é que a essa hora, Edward já havia saído da empresa, então pude ficar conversando com Ângela da recepção.

(...)

Finalmente o livro havia sido finalizado. Eu nunca havia ficado até a essa hora na empresa, e o livro parecia grosso e pesado. Eu estava com o endereço no bolso que Alice havia passado, e o código de acesso. Tentei me lembrar das instruções breves que ela me deu.

Entrar.

Colocar o livro na mesinha com flores.

Pendurar o casaco no closet de entrada.

Sair.

Pareciam instruções simples de seguir.

Estacionei o carro em frente ao imenso prédio.

UAU.

Era um senhor prédio. Era todo de vidro e era localizado na Upper East Side. Quinta Avenida.

O diabo tinha bom gosto.

Entrei no elevador, digitando o código de acesso, que me levou para a cobertura.

Nossa.

Era ainda mais incrível por dentro.

O piso era de uma pedra escura, mas todo de vidro por dentro, como em seu escritório. Era tão claro e aberto. Deveria ter uma vista incrível...

Foco. – Meu subconsciente me levou a realidade.

Certo.

Achar a mesinha com flores.

À primeira vista, parecia ser a que estava localizada do lado esquerdo da entrada, mas mais a frente, havia uma outra, com um vasinho de flor. Mas se andasse mais a frente, havia uma ao lado do sofá em L.

Estava ficando confusa. Achei a porta do closet, e pendurei o casaco. Metade da minha tarefa estava comprida.

Agora só faltava o livro.

Então ouvi uma voz.

A reação de uma pessoa sensata seria colocar o livro em qualquer mesinha, e sair.

Mas em um estado de demência, minhas pernas começaram a se mover, até chegar perto da fonte de onde vinha a voz.

—... E você está sendo muito egoísta. – Ouvi uma voz feminina dizer. Acho que vinha do escritório dele.

— Egoísta? – ouvi o tom familiar da voz de meu chefe. – Alguém que se dedica tanto ao trabalho não pode ser chamado de egoísta. – Ouvi-o dizer.

— Ora, francamente Edward! – a mulher parecia brava. – O que custa você me levar com você, hein?

Me aproximei mais, tomando cuidado para não ser vista.

— Carmen – Ouvi Edward dizer, e até podia imaginá-lo apertando suas têmporas, como sempre fazia. – Você acha que o meu trabalho é brincadeira? Acha que é uma colônia de férias? Porque não é!

— Mas eu que ir tanto para Paris! – ouvi a voz de birra da mulher.

Sinceramente, eu também estaria estressada no lugar dele.

— Mas você não vai! – Ouvi a voz irritada de Edward. – Se quer ir tanto a paris, então pegue um avião e vá! Mas na semana de moda, é a trabalho que vou, e eu não posso ficar levando você. Levo meu trabalho muito a sério!

— Nossa querido, não precisa ficar nervoso. – De repente a mulher mudou seu tom de voz, para um tom mais meloso. – Sabe o que eu acho? – ela disse. — Que você precisa relaxar... O que acha de relaxarmos aqui em sua mesa? Lembra aquele dia que nós...

— Não. – Ele disse a cortando. – Estou esperando a minha assistente trazer o livro e preciso fazer as anotações para amanhã cedo.

— Está vendo só? – a mulher disse. – é por isso que você é tão estressado, nunca para de trabalhar, e...

— Carmen. – Ouvi Edward dizer com uma voz controlada. – Por favor, não me irrite.

Nossa, como se precisasse né lindo?

Ouvi a mulher bufar.

Então vi uma sombra se aproximar da porta, e entrei em pânico.

Peguei o livro, e o larguei na mesinha do sofá, e sai correndo para o elevador, mas tarde demais, porque quando entrei, Edward estava em pé, me encarando enquanto o elevador fechava as portas.

Merda!

Notas finais
comentem!!!