Notas iniciais
Hey gente! VOLTEEEEEEEI! Ah, que saudade que eu estava! A minha experiencia com sol da meia noite foi incrivel. Foi maravilhoso poder entrar na mente de Edward, e devo dizer: Caramba, como ele pensa! hahaha. Enfim, acho que daria um capitulo inteiro só falando sobre o livro, e como foi, o que eu achei, mas sairíamos totalmente do foco... Gente, eu fiquei um tempão afastada, e estava louca para voltar. Eu vi que mais gente começou a comentar, e gostaria de agradecer, e dizer: Sejam bem vindas! Eu ainda não respondi ninguém, mas eu vou fazer isso!!! Obrigada a todas e obrigada por serem super pacientes comigo! Sem o incentivo de todas vocês, eu não estaria escrevendo, e eu devo dizer o quanto amo essa fanfic? Pois eu amo escreve-la! Sem mais delongas, aproveitem o capitulo! beijos!

POV Bella

De alguma forma, minha vida se recuperou nas últimas semanas.

Tudo realmente correu muito bem. Quase como antes.

Quase.

O mês de agosto passou voando, quando respirei novamente, já estávamos em setembro, e as coisas na Runway pareciam mais corridas do que nunca.

Nem dava para acreditar que já haviam se passado nove meses desde que eu comecei a trabalhar aqui.

Essas últimas semanas que se passaram, foram um verdadeiro inferno para mim. Parecia os meus primeiros dias aqui, só que em uma versão piorada.

Minha relação com Edward continuava estranha.

Eu não poderia dizer que havia havido algum tipo de progresso desde aquela última conversa.

Estava mais para uma regressão.

Percebi isso quando ele voltou a me chamar de “Victória” na semana seguinte.

Sim, ele fez isso.

E eu não poderia ficar mais puta com ele.

Nós mal estávamos nos falando, e seu humor não poderia estar pior, e olha que eu pensei que isso nem fosse possível.

Errado.

E Jacob...

Eu não o via desde aquele dia.

Então, eu deveria estar preocupada com o que ele estava fazendo?

Estava tudo bem?

Eu ainda não sabia o que pensar sobre isso.

Meus sentimentos estavam em misto de confusão e decepção.

Eu nem sei se realmente deveria estar preocupada com ele depois de tudo que havia acontecido.

Eu deveria?

Mas ligar para ele estava fora de questão para mim.

Na manhã de segunda-feira, após eu ter retornado para Runway, senti um clima estranho, não apenas comigo, mas em relação a Alice e Edward.

Era uma coisa um pouco incomum.

Eu não iria perguntar nada, é claro, mas notei uma certa frieza entre os dois naqueles primeiros dias.

Alice que geralmente chegava tão enérgica na empresa, estava usando tons formais e trocando poucas palavras com o irmão.

Nas semanas que se seguiram as coisas pareceram voltar ao normal entre eles, e eu apenas tentava fazer o meu melhor, e evitar ao máximo Edward.

Mas estava ficando cada vez mais difícil lidar com ele.

Haviam momentos em que eu realmente pensava em desistir de tudo, e mandá-lo para o inferno.

Mas eu sabia que:

A – Eu não iria fazer isso, e

B — Eu ainda não tinha perdido totalmente minha sanidade. – Mas algo me dizia que isso estava prestes a acontecer.

Eu já estava de tão saco cheio naquela primeira semana pós-retorno, que isso acabou me motivando a lembrar sobre a breve conversa que tive com Jasper, em nosso último encontro na festa, sobre ele conhecer alguns editores que ficariam interessados sobre o que eu escrevia.

Por que não?

Sem pensar, retirei pela primeira vez o cartão de minha bolsa, virando o verso. Havia seu número de celular, e um endereço de E-mail.

Resolvi mandar um e-mail para ele.

De: Isabella Swan

Para: Jasper Hale

Assunto: Publicações

Boa tarde, Sr. Hale.

Pensei sobre o nosso último encontro, em estar interessado sobre o que eu escrevia, e resolvi mandar este e-mail com alguns anexos de trabalhos que eu realizei antes e durante minha época de universitária. Alguns são apenas rascunhos, mas adoraria que os lessem mesmo assim.

Ficaria muito feliz em saber sua opinião, e fico imensamente agradecida pelo incentivo.

Aguardo retorno.

Atenciosamente Isabella Swan.

Assistente Júnior, Runway Interprise Holdings Inc.

Acabei mandando aquele e-mail por impulso, e logo em seguida ele me retornou.

De: Jasper Hale

Para: Isabella Swan

Assunto: Publicações

Cara Sra. Swan.

Adorei que tenha mandado suas publicações. Sei que é uma garota inteligente e tem muito potencial, adorarei ler tudo que escrever.

Em breve retornarei a seu e-mail, adequadamente. No momento estou em uma viajem a trabalho, no sul da Grécia. (vida de escritor pode ser realmente muito emocionante!) Voltarei dentro de algumas semanas. Adoraria marcar um encontro com você assim que eu retornar.

Entrarei em contato.

Até Breve.

Jasper Hale.

Editor Chefe, VOGUE Magazine.

Assim que terminei de ler seu e-mail, fiquei um tanto surpresa por saber que ele trabalhava na VOGUE.

Quero dizer, não que eu fique interrogando as pessoas sobre o que elas fazem, mas quando perguntei o que ele fazia no nosso primeiro encontro naquela festa, ele havia apenas dito que era um escritor.

Dei de ombros.

Isso havia sido há muitas semanas atrás. Eu nem estava mais esperando algum retorno dele.

Para falar a verdade, eu não esperava que ele fosse se lembrar, afinal havia sido há tantas semanas.

Na hora de meu almoço, resolvi sair, ao invés de frequentar o restaurante dos funcionários. Havia acabado de conversar com minha mãe, e quando ia guardar o celular na bolsa, senti-o vibrar novamente.

O número não me era familiar, mas atendi aliviada por não ser Victória ou Edward.

— Escr... Err, alô? — Atendi automaticamente o celular, e quase falei “escritório de Edward Cullen”.

— É a adorável Isabella Swan com quem eu falo?— Perguntou uma voz rouca e muito sexy do outro lado da linha.

Franzi a testa.

— Sim. Quem é?

— Estou decepcionado. Não está reconhecendo minha voz?

Pensei por um instante.

Jasper! É claro.

— Me desculpe sr. Hale, não reconheci sua voz ao telefone.

Ele riu.

— Como vai, Isabella? Como está o trabalho?— Ele perguntou educadamente.

— Estou bem. — Menti. — O trabalho vai indo bem.

Não tinha muitos motivos para manter uma voz mais animada, mas acho que até ele percebeu meu tom de voz desanimador.

— Você é uma mentirosa hábil, Sra. Swan. A um ouvido não treinado isso soaria quase convincente, mas sabe, acho que deixarei que saia impune desta vez. — Ele disse em um tom brincalhão, e riu novamente.

Abri a boca para negar a acusação, mas, ao invés disso, ri junto com ele.

— Vou direto ao assunto, porque estou acabando de embarcar em um avião para Washington, D.C, e a segurança aqui não parece muito feliz por eu passar pelo detector de metal, com um celular. — Ele fez uma pausa. — Tem algum plano para sábado à noite?

Eu odiava quando as pessoas expressavam suas perguntas dessa maneira, perguntando se tinha algum plano antes de dizerem o que tinham em mente.

Eu estava pensando em como responder sem me envolver, quando ele disse:

— Tenho uma reserva em um restaurante no centro para sábado. Nove da noite. Um grupo de amigos estará lá, também, a maior parte é de editores de revistas, pessoas interessantes, e alguns escritores.

Ele estava me convidando para sair?

— Hmmm, Sr. Hale, eu adoraria... Eu realmente adoraria...

sim, idiota, acabou de dizer isso.

— Mas não vou poder. Eu, bem, err... – Tentei pensar em algo plausivel para dizer. — Já tenho um compromisso para sábado. — Uma boa resposta, de modo geral, pensei.

— Tem mesmo compromisso, Isabella, ou acha que o seu namorado não aprovará que saia com outro homem?

Fiquei um pouco irritada sobre essa última parte.

— Seja como for, não é da sua conta. — Retruquei afetadamente, e revirei os olhos.

Ele pareceu achar graça no meu tom de voz irritado.

— Ok, vou perdoá-la desta vez. Mas vou convidá-la outro dia. E acho que, na próxima vez, você vai me dizer sim.

— Ah, é mesmo? – Disse. — O que lhe dá essa impressão?

A confiança que antes tinha parecido tão sexy, começava a soar como pura arrogância.

— Só um palpite, Isabella, só um palpite...- Ele fez uma pausa. -Ouça, eu preciso ir agora. Faz o seguinte, por que não me liga, se mudar de ideia, ou de “planos". — Ele deu ênfase a essa última parte. — Sei que tem o meu número, está bem? O convite está em aberto. Tenha uma excelente tarde.

Antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa, ele desligou.

O que diabos tinha acabado de acontecer aqui?

Revisei tudo de novo:

Escritor sexy, inteligente tinha descoberto, (não sei como), o número do meu celular, me ligado e me convidado para sair.

Nossa.

(...)

Eu havia acabado de voltar do almoço, e daquela longa conversa com Jasper. Edward havia voltado para sua sala, e mal olhou na minha cara.

Eu estava terminando de fazer a checagem de todos os pedidos da Polo Wear, quando ouvi ele “me chamar” de sua sala.

— VICTÓRIA!

Puta que pariu caralho.

Isso já estava me irritando.

Dei um longo suspiro, e comecei a contar de trás para frente.

Sim, ultimamente era assim que eu fazia antes de entrar em sua sala, virou meu ritual, por assim dizer.

Marchei até sua sala.

— Me chamou Ed... Sr. Cullen? – Disse com a voz monótona.

— Receio que sim, Srta. Swan. – Ele disse sem olhar para mim, enquanto digitava alguma coisa em seu celular.

— Ah, puxa, pensei que eu fosse Victória. – Disse baixinho.

É obvio que ele havia ouvido, e de repente me encarou, me fuzilando com os olhos.

— Eu vou sair para uma reunião daqui a quinze minutos. Preciso do meu itinerário quando eu voltar. — Então ele se levantou pegando seu paletó da cadeira, e continuou falando enquanto o vestia. – Preciso que ligue para o departamento gráfico, marque uma reunião para amanhã cedo. Depois vá até a Gucci e pegue as encomendas. – Ele disse, ignorando totalmente o meu comentário. – Ah, e quando voltar, vou querer mais café. Isso é tudo, Victória. – Ele disse dando entonação a frase enquanto ajeitava sua gravata.

Ai que vontade de enforcar ele com aquela gravata.

Senti minha paciência se esgotar naquele exato momento.

— Olha, já chega Edward! – disse explodindo finalmente. – Você sabe que meu nome é Isabella. Você pareceu se lembrar muito bem dele naquela noite!

Senti meu coração acelerar, e minhas mãos de repente ficaram geladas.

Eu sei que eu não deveria falar com ele naquele tom, mas francamente!

Eu simplesmente não conseguia mais ficar calada.

Essas últimas semanas infernais, tinham sido a gota d’água.

Talvez ele fosse me demitir, eu não fazia ideia.

Tentei não pensar nisso.

Então de repente ele voltou a falar.

— Sim, claro. – Ele encarou o chão por um momento. — Mas como você mesma disse... Como é mesmo? — ele me encarou finalmente. — Ah, sim! Isso não significou nada, foi apenas sexo, certo?

Ah não.

Eu não estava acreditando que ele estava repetindo o que eu disse.

Então tudo isso era por aquele dia?

Ele realmente estava magoado com o que eu havia dito?

Credo, será que ele era de escorpião, para guardar tanto rancor?

Dei um suspiro.

— O que você esperava que eu dissesse? – Disse levantando uma sobrancelha.

— Eu não sei, me diga você! – Ele devolveu no mesmo tom frio.

Suspirei.

Eu precisava dizer.

— Nunca deveríamos ter feito nada. – Disse por fim. – Eu sabia que as coisas ficariam estranhas entre nós. E era exatamente o tipo de situação que eu queria evitar. Foi um erro. – Disse olhando para minhas mãos. Eu não conseguia encara-lo.

Por um momento, senti que essas palavras me incomodavam, mais do que deveriam.

— Está arrependida? – Ele disse sem me olhar, olhando para o vazio.

Eu estava?

Pensei por um momento.

Não.

Eu jamais me arrependeria do que havíamos feito, mesmo sobre tantas circunstancias e consequências que isso nos levou.

Mas eu também sabia que não poderia ficar alimentando isso.

Eu sabia qual era o meu lugar, e sabia que não era com alguém como ele. Eu não era ingênua a esse ponto.

Além do mais, para um homem como Edward, eu sabia que eu era apenas uma diversão passageira, como tantas outras mulheres que ele havia se envolvido.

Eu era só mais uma conquista.

Um número.

E eu não queria isso.

Eu não queria ficar envolvida emocionalmente para que depois ele me descartasse como um lixo.

Então, eu apenas respondi.

— Sim, eu estou.

— Ótimo. – Ele disse balançando a cabeça. — Que bom estarmos esclarecidos sobre isso também. — Sua expressão era vazia, fria.

— Edward, por favor... – Eu disse. – Eu só não quero que as coisas continuem do jeito que estão. Por que sinceramente, eu não sei se vou conseguir aguentar. Eu... – Parei de falar.

Sua expressão mudou, seu rosto ficou mais pálido de repente.

— O que?! – Ele disse com um tom de voz alterado.

— Estive pensando em... – Respirei fundo antes de prosseguir. — Sair da Runway. Essas ultimas semanas que se passaram só me fizeram pensar nisso. – Parei de falar, sentindo lagrimas nos meus olhos. — Por que sinceramente, eu não sei se consigo...

Deixei a frase morrer, sentindo um enorme nó em minha garganta. Ele se aproximou de mim, transtornado.

— Não pode estar falando sério.- ele balançou a cabeça de descrença. — Por favor, diga que não está! – Sua voz se alterou ainda mais.

Não consegui falar.

Eu não pretendia piorar ainda mais as coisas entre nós.

— Eu... você não... não pode...

Ele começou a balbuciar frases desconexas.

Seu olhar de repente ficou vazio, como se sua mente estivesse muito distante.

Ele parecia perturbado. Eu nunca tinha visto ele daquele jeito, senti um grande aperto em meu peito.

Então ele finalmente falou.

— Eu quero ficar sozinho. – Ele disse esfregando as têmporas.

Assenti, e sai de sua sala fechando a porta.

Logo em seguida ouvi o som de algo pesado se quebrando.

Dei um suspiro.

POV Edward

Inferno!

Assim que ela saiu, atirei o primeiro objeto que encontrei em minha mesa, provocando um estalo alto, seguido de algo se partindo no meio.

Foda-se.

Foda -se tudo.

Voltei a me sentar em minha cadeira.

Ela estava falando sério?

Ela estava realmente pensando em se demitir por minha causa?

Merda, isso não deveria estar acontecendo!

Eu ainda não sabia como lidar com isso.

Eu precisava fazer alguma coisa, antes que fosse tarde demais.

Que feitiço era esse que Isabella tinha sobre mim?

Me fazer me sentir tão vulnerável.

Ninguém nunca fez sentir-me assim.

Nunca senti isso por ninguém, mesmo em minha época em Harvard, ou no curto período em que fui casado com Tanya.

Ninguém conseguiu despertar esse sentimento em mim, nem perto.

Se qualquer outra pessoa me dissesse alguma coisa, eu não me importaria.

Mas ela!

Inferno!

Eu precisava me concentrar. Ainda tinha essa maldita reunião com o financeiro, e minha cabeça estava cheia.

Cheia dessa garota que conseguia me desestabilizar completamente.

Dei um suspiro, então a porta foi aberta, sem qualquer anuncio.

Alice.

— Sua ex-mulher está me deixando maluca com tantas... – Alice parou de repente no meio da frase e me encarou. – Você está bem?

Eu ainda mantinha a cabeça abaixada.

— Eu quero ficar sozinho Alice, sem perturbações!– Disse massageando a lateral da minha cabeça com os olhos fechados.

— Mas Tanya não me deixa em pa...

— Por favor Alice. – Disse tentando controlar meu tom de voz. — Agora não! – Disse abrindo os olhos e a encarando.

Eu não estava com cabeça para ouvir nada.

Ela fez uma careta.

— Tudo bem. – Ela disse dando de ombros enquanto recolhia as pastas da minha mesa. – Só achei que gostaria de saber que ela vai nos fazer uma visitinha surpresa essa semana...

Então ela fechou a porta.

POV Bella

Havia acabado de voltar da Gucci.

Felizmente quando retornei, Edward ainda estava em reunião, a qual não fui obrigada a participar, e Victória, — a verdadeira Victória. — Estava com ele.

Estava sozinha em minha mesa, finalmente conseguindo pensar.

Eu ainda não acreditava que havia tido coragem de falar aquilo para ele.

O mais estranho, era que eu não me sentia mais aliviada, pelo contrário.

Me sentia com uma estranha sensação de aperto no peito.

Eu não conseguia entender aquela sensação.

Nesse meio tempo fiquei pensando sobre a conversa que tive com minha melhor amiga, Rosalie, depois daquela manhã de sábado, há algumas semanas atrás...

— Terminei com Jacob. — Disse finalmente depois de me sentar em seu sofá.

Rosalie se sentou ao meu lado, carregando uma xicara de chá, ainda vestida com sua camisola rosa de cetim, e não pareceu nada surpresa.

— Isso explica você não ter aparecido ontem à noite.— Ela deu de ombros, tomando um gole de sua bebida.

Balancei a cabeça, então contei a ela tudo que havia acontecido depois da festa.

(...)

— Meu Deus Bella! Isso explica você não ter atendido minhas ligações.— Então ela colocou uma mão em meu ombro. – Você está bem? Quero dizer, depois de tudo que aconteceu com você e...— Ela se interrompeu estremecendo. – Edward foi um herói, tenho que admitir. Obviamente ele é um idiota, mas... – Então ela fez uma pausa. — Isso é culpa daquele cachorro ordinário. Se eu encontrar com ele na rua, eu mesma vou esbofetear a cara de cão sarnento dele!

— Tem mais.— Eu disse, quase me encolhendo.

— Mais?— Ela levantou as sobrancelhas surpresa.

Dei um suspiro.

— Fui para cama com Edward.

Ela me lançou um olhar malicioso.

— E qual o problema? – Ela disse. – Ele é um Deus do sexo pelo que você me contou da última vez. – Ela levantou uma sobrancelha sugestiva. — Ah meu deus! foi isso, não foi? Ele não foi bem como a última vez, não tem maneira mais rápida de arruinar uma...

— Rose! — Eu a censurei.— Não foi nada disso. E de qualquer forma, bem ou mal, qual a diferença?

Ela ia abrir a boca para me interromper, mas eu continuei.

— Não que isso tenha relevância, mas ele foi incrível. — E coloca incrível nisso! Completei mentalmente. — O problema não é como ele fez, e sim que aconteceu. Eu acabei de terminar com Jacob! Quero dizer, você me conhece, eu não saio por aí acordando na cama de qualquer um.

— Bella. – Ela disse revirando os olhos. – Não é qualquer um, é Edward Cullen! O CEO mais poderoso, gostosão, e que agora também é um herói. Sinceramente, você está sendo ridícula. Você e Jake, aquele cachorro, podem ter tido uma história, mas há certas coisas que você tem que deixar no passado! Vida que segue. Você só tem vinte e um anos, pelo amor de Deus! Relaxe um pouco mulher!

— Isso não diminui o fato de o que fizemos ter sido errado. – Disse. — Eu não posso me envolver com ninguém agora, e principalmente, eu não posso me envolver com Edward. Ele é o meu chefe Rose! Isso foi errado, e imoral.

Ela bufou.

— Antes de mais nada, vamos deixar uma coisa bem clara aqui. – Rose arrumou sua postura no sofá.— Não que eu esteja bancando a advogada do diabo, mas, pelo que você me contou, ele pareceu realmente preocupado com você, e depois que você foi embora, ele até saiu mais cedo da festa, e alias, graças a Deus por isso. – Ela franziu a testa. – Sabe, são os pequenos detalhes que fazem a diferença.

— O que quer dizer? – Perguntei.

— Bella, parece que nenhum de vocês dois está percebendo o que está acontecendo aqui! Eu estou falando mais do que apenas sexo. A maneira como vocês agem quando estão perto um do outro...

— Rose. – Tentei dizer. Mas ela logo me interrompeu.

— Shhh, e me deixe terminar. – Ela disse assumindo sua postura mandona. – O Mais importante do que o que realmente aconteceu é que você quis que acontecesse. Admita, Bella. Você quis beijar Edward naquela viajem, independentemente de se você, ou ele era o mais bêbado. Ou se era “certo” ou “errado” ou “contra as regras”. E se não admitir, estará mentindo.

— Rose, falando sério, não acho que seja justo...

— Eu a conheço há tempo suficiente Bella. Acha que não vejo escrito na sua testa que tem coisa a mais rolando entre vocês dois? Acho que a essa altura, até o cabeça dura do seu chefe já notou isso. Mas vocês dois são extremamente orgulhosos e teimosos para perceber qualquer mudança. Eu entendo todo esse conflito que se passa em sua cabeça. Você acha que não deveria se envolver, que ele não joga seguindo as suas regras, não é? Mas provavelmente é exatamente por isso que vocês se sintam atraídos um pelo outro. – Quando eu fiz menção em abri a boca, ela me alertou. — Por favor, antes que me interrompa novamente, é exatamente isso que está acontecendo. Eu só quero que você seja feliz. Sabe que eu te amo como se fosse a minha irmã. Simplesmente vá em frente. Se ele for o homem certo para você, você só tem uma maneira de descobrir. – Então ela parou de falar, e deu um sorriso malicioso.— Agora, com licença, porque eu preciso me arrumar, Emmett vem aqui daqui a pouco.

Fiquei pensando sobre o que Rosalie falou.

Eu fui precipitada demais ao falar aquelas palavras duras para ele?

Eu senti novamente um aperto no peito ao me lembrar de nossa conversa.

Será que Rosalie estava certa?

Notas finais
Comentem!