Notas iniciais
Gente! Eu sei, eu demorei a postar, mas para compensar, escrevi um capitulo enooorme! Então provavelmente serei perdoada ( e provavelmente vocês vão querer me esganar depois de terminarem) Enfim, espero que gostem e comentem! Boa leitura! Fiquem em casa! :)

POV Edward

— Excelente. – Disse a meu agente de viagens. – Então pode confirmar meu voo para as 15:45 de amanhã.

— Sim senhor Cullen, e em nome de toda equipe, desejamos uma boa viagem, Senhor.

— Obrigado.

Desliguei o celular.

Paul havia acabado de ligar, informando que o meu voo seria adiantado, o que era ótimo. Alice também havia me ligado, avisando que já havia separado todas as pastas, e que faria uma reunião pela manhã com Isabella.

E então amanhã pela tarde estaríamos em um avião atravessando o outro lado do país.

A reunião com a Banana Republic seria uma ótima parceria para a revista, afinal, todas as marcas mais consagradas do mundo da moda estavam na Runway.

Eu esperava pelo livro, que seria entregue, não por Isabella, mas por Alice, uma vez que ela solicitou a minha assistente sem a minha autorização para ir ao evento do Marc Jacobs em seu lugar.

Frequentar esses tipos de eventos fechados era muito maçante, era sempre a mesma coisa: Bebidas espumantes servidas em bandejas, música alta, risadas forçadas, e um bando de fotógrafos famintos por pegar alguém no flagra, e é claro, o assédio de sempre. – Pelo amor de Deus, é só um rosto bonito.

E era altamente provável que eu cruzasse com Jasper Hale, e eu não suporto esse cara, e eu posso apostar a minha bola de baseball assinada por George Herman, — vulgo “Babe Ruth”, que ele estaria nesse evento.

Em meu último ano em Harvard, eu o conheci.

Ele era um inglesinho esnobe cheio de si, que estudava literatura, fazíamos fundamentos de marketing na mesma sala.

Eu tive o infeliz azar de cruzar com ele há três anos atrás em uma festa do Giorgio Armani, na Itália.

Ele estava escrevendo um artigo para um jornal local, e coincidentemente estávamos na mesma festa. Na época, eu ainda tentava superar o fato de meu pai ter partido, já faziam 3 anos que eu havia assumido a presidência da Runway, e as coisas iam muito bem, seu nome no mercado da moda estava cada vez mais ganhando prestigio, e eu estava me arriscando no mercado internacional, o que seria considerado ousado pelo meu pai.

Mas, como era de se esperar, o “senhor inglesinho” queria especular como estava a revista depois de meu pai ter morrido. Depois de muito Whiskey, e muita conversa fiada, eu não havia percebido que ele estava me entrevistando, sem o meu consentimento, e para minha surpresa, vi o artigo publicado no dia seguinte em um jornal com o título “Herdeiro da Runway rumo ao fracasso”

Jasper era o que eu costumo chamar “aproveitador por ocasião”. Sempre que eu tenho o desprazer em encontra-lo sai algumas farpas, mas eu apenas tento manter a calma, e trata-lo como um pedaço de merda que ele é.

Fechei o notebook, meu relatório estava finalizado, a minha mala já estava arrumada, e tudo que eu precisava era esperar Alice trazer o livro e fazer todas as anotações necessárias.

POV Bella

Era hoje.

Hoje eu iria viajar com meu chefe.

Alice já havia me ligado, avisando que mandaria o carro da empresa para me buscar, junto com a minha mala, por que de lá, iríamos para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, e o nosso voo havia sido adiantado.

Tentei manter a calma, hoje não seria um dia muito comum na empresa, e Alice já havia marcado uma reunião para me auxiliar sobre o que eu deveria fazer durante a reunião da Banana Republic.

(...)

O carro da empresa havia chegado, o motorista colocou a minha mala no porta-malas, e ele me levava para Runway. Era estranho não dirigir para o trabalho, meu celular começou a vibrar.

Era Edward.

— Quero um expresso descafeinado, sem açúcar na minha mesa me esperando. – Ele usava seu tom rude de sempre. Pelo visto nem hoje ele me pouparia. – Ah, e Isabella, assim que chegar Alice quer conversar com você, depois passe em minha sala. Isso é tudo.

E desligou, como eu previ.

Suspirei jogando o celular de lado.

(...)

O elevador havia acabado de abrir, passei por Angela, que me cumprimentou, atravessei a porta de vidro, Victória estava em sua mesa, com uma revista francesa nas mãos, o que só podia significar que Edward não havia chegado. Abri seu escritório, coloquei o café em sua mesa, e fechei a porta.

Eu já estava começando a ficar nervosa. Essa viajem não me deixou dormir direito durante a noite, sem dizer sobre aquele homem que eu conheci ontem naquele evento. Alice me mete em cada uma! Então me lembrei sobre os esboços que eu havia guardado comigo, retirei a pasta da minha bolsa, me perguntando se deveria deixá-los em sua mesa.

— Victória. – Chamei. Ela desviou a sua atenção da revista, com um olhar de desprezo para mim.

— O que foi?

— Estou com os desenhos da coleção do Mark Jacobs, mas não sei se devo deixá-los na mesa de Edward.

— Pode deixá-los comigo Bella. – Alice falou atrás de mim.

Meu deus de onde ela surgiu?!

Entreguei a ela, e ela sorriu.

— Então, animada para a viagem? – Ela disse com os olhos verdes arregalados de empolgação.

Eu queria dizer que estava apavorada de viajar com seu irmão, ah e aliás, já havia tido um sonho muito erótico com ele.

Mas ao invés disso...

— Claro Alice, será ótimo. – Menti. Não sei muito bem se ela acreditou em mim, mas era a única coisa que eu podia dizer.

Victória estava com uma cara muito mais emburrada do que de costume, e é claro que o motivo era por que ela teria que ficar aqui durante a nossa viagem, e eu não poderia culpa-la por sentir raiva.

— Depois que Edward chegar, passe em minha sala para nossa reunião. – Ela disse sorrindo e saltitando até a porta de vidro.

Victória voltou sua atenção para a sua revista.

Tentei amenizar um pouco o clima pesado.

— É um catalogo de moda francesa? – perguntei tentando puxar assunto.

— Sério? Eu não havia notado! – Ela respondeu rudemente.

Nossa desnecessário.

— Olha Victória se está irritada sobre a viajem...- Tentei dizer.

Ela colocou a revista na mesa, com um riso sem humor.

— Você acha que estou irritada pela viajem Isabella? – ela disse levantando uma sobrancelha. — Não. Não estou. Você jamais vai conseguir fazer o que eu faço, e você só foi escolhida, por que eu estava afastada, o que só prova que só te escolheram por falta de opção melhor!

Então ela voltou sua atenção para sua revista.

Que vaca.

— E tem mais. – Ela disse sem me olhar. –Em breve também irei viajar, mas não vai ser só uma viajem medíocre dentro do país como a sua, vou para França!

— Para França? – Perguntei surpresa.

— Sim, irei a Paris com Edward, em setembro, para a semana dos desfiles de outono da Dior. – Ela disse agora me encarando. — Todo ano, ele leva sua assistente sênior aos desfiles, para que veja como são. Kate foi com ele nos anos anteriores. E eu sou sua assistente sênior agora. Quer dizer, eu já estive em milhões de desfiles da Couture Fashion Week aqui em New York, mas os desfiles europeus são diferentes.

Fiz um cálculo rápido.

— Em Setembro? Tipo, daqui a cinco meses? E está olhando catálogos da França, agora? — Não tive a intenção de ser tão ríspida como fui, e Victória, imediatamente, se pôs na defensiva.

— Sim, bem, quer dizer, obviamente não vou comprar nada daqui. – Ela disse apontando para o catalogo. — Muitos estilos já terão mudado até lá. — Ela disse como se fosse óbvio. — Mas só quis começar a pensar no assunto. É realmente uma grande viagem, sabe? Ficar em hotéis cinco estrelas, ir às festas mais incríveis. E, meu Deus, verei os desfiles de moda mais badalados, mais exclusivos que existem! – Novamente ela assumiu sua postura sonhadora.

Victória já havia mencionado que Edward ia para Europa todos os anos, para assistir a desfiles de moda. Ela já havia chegado a mencionar algo sobre ir a Paris no meu primeiro dia aqui, pelo menos eu acho que mencionou.

— Os desfiles começavam em Londres. – Ela continuou. — Depois vão para Milão, mas a que mais importa para ele, acabava em Paris, em setembro, porque são as coleções de outono da alta-costura, e costumam durar no mínimo duas semanas.

De repente eu estava muito animada com a possibilidade de me ver livre de Edward por duas semanas inteiras e de me livrar de Victória também. Isso parecia quase um sonho.

De repente comecei a imaginar imagens de jeans rasgados não profissionais e sapatos baixos e confortáveis, oh. Deus, talvez até ficar descalça no escritório, sem ninguém para me perturbar.

— Por que só em setembro? – Perguntei.

— Bem, não que ele não ache importante os outros desfiles, mas obviamente ele precisaria se ausentar por muito mais tempo do escritório e isso seria ruim para Runway, sabe como ele é, não confia na opinião de mais ninguém. Mas é no prêt-à-porter de outono que ele organiza uma festa imensa, a festa anual de lançamento, que todo mundo diz que é a maior e a melhor de toda a temporada de desfiles, do ano inteiro.

— Hmmm, parece que será demais. — Tentei mostrar entusiasmo. — Então, quer dizer, que eu ficarei no controle das coisas por aqui durante esse tempo?

— Sim, na maior parte do tempo. Mas não pense que será moleza. – Ela deu um sorrisinho sarcástico. — Provavelmente será a semana mais difícil de todas que irá enfrentar, porque ele precisa de muita assistência quando está fora. Ele vai ligar muuuito para você Isabella... – Ela enfatizou.

— Ah, que ótimo — eu disse.

(...)

Depois Alice me chamou para reunião onde ela me explicou tudo o que achou necessário, como os últimos esboços dos estilistas, os layouts da revista, e a importância de cada detalhe técnico, que a essa altura já estava me deixando com um nó no cérebro.

Decorar todos aqueles nomes técnicos, e os tecidos que a Runway costuma usar, tinham nomes que eu jamais havia escutado, como: Bouclê, Chambre, Chamois, pelo amor de Deus, quem ouve esses nomes? Eu jamais havia ouvido sobre qualquer um. E sim, Alice tinha uma lista de A a Z sobre cada nome de tecido, e mais uma outra lista dos mais usados.

Depois da reunião eu me mantive ocupada, quase não tive tempo para surtar sobre essa viajem, e a cada minuto, eu olhava para o relógio, e meu coração perdia uma batida.

Então naquele momento eu estava encarando todas aquelas pastas em cima da minha mesa, que eu teria que levar comigo durante a viagem.

— Isabella. – Ouvi Edward chamar de sua sala, a porta estava aberta.

Fui para sua sala, fechando a porta.

— Preparada para a viajem? – Ele disse me encarando. Pela primeira vez seu notebook não estava aberto na mesa.

Eu pensei em fingir entusiasmo, mas o meu nervosismo me entregou.

— Para falar a verdade, estou um pouco tensa com essa viagem. – Acabei sendo honesta.

Eu não sei o que acontecia comigo, mas sempre que ele fazia uma pergunta eu ficava tão nervosa que o meu filtro da mentira simplesmente evaporava.

Ele virou a cabeça de lado.

— Por que motivo está tensa? Não gosta de voar? – Ele perguntou me encarando.

— Não, voar não me incomoda nem um pouco, Sr. Cullen. – Disse. – É só com a reunião que estou um pouco nervosa. – Disse. É claro que eu não ia dizer que a sua presença que me deixava nervosa, ainda mais depois daquele sonho que não saia da minha cabeça, mas tecnicamente não era uma mentira.

— Acredito que Alice já se reuniu com você, não é? – Ele perguntou.

— Bem, sim...- Disse.

— Então não tem com que se preocupar. – Ele disse se levantando da mesa. Meu motorista irá nos levar para o aeroporto, então arrume as suas coisas, que estamos saindo.

Já?!

Eu nem havia notado que a hora tinha passado tão depressa.

Sai de sua sala sentindo minhas pernas bambas.

Alice veio até minha mesa, desejar boa viagem, agradeci a ela, me despedi de Angela, e até de Victória, que apenas me deu um adeus seco. – Não sei se era impressão minha, mas o adeus dela soou mais como “não volte mais.”

(...)

Eu não conhecia tão bem New York, mas sabia que o aeroporto internacional não ficava tão distante, assim. As 14:30 o motorista estava estacionado em frente ao prédio da Runway, ele nos aguardava com a porta aberta. Edward se dirigiu ao carro, e quando pensei que ele fosse no banco da frente, ele se sentou no banco traseiro, junto a mim.

Ele estava tão perto.

Me coração começou a acelerar.

Edward ficou a maior parte do trajeto em seu smartphone, ora conversando com alguém a respeito da Runway, ora ele ficava digitando. Eu apenas observava o trajeto em silencio, sentindo meu nervosismo crescer.

Quando o motorista parou o carro no estacionamento, ele retirou as nossas malas. – A dele era muito maior do que a minha. – E colocou em um dos carrinhos.

(...)

Aguardávamos pelo nosso voo, já havíamos feito o Check-in, eu estava sentada sacudindo minhas pernas impacientemente, com a minha passagem em mãos. — Primeira classe.— Eu nunca voei na primeira classe.

Então nesse meio tempo fiquei tentando imaginar se seria como nos filmes que eu havia visto. Pessoas sofisticadas tomando taças de Champanhe, lagostas servidas em grandes bandejas, esse tipo de coisa.

Fui tirada de meus devaneios quando uma voz feminina soou no auto falante.

— VOO PARA SAN FRANCISCO, PORTÃO DE EMBARQUE NA G5.

— É o nosso voo. – Edward disse desviando sua atenção do seu celular pela primeira vez.

Desde que chegamos ele não desgrudou de seu celular, durante nosso tempo de espera, e não dirigiu a palavra a mim.

Mal educado.

Não que eu tivesse tentado puxar assunto, até por que eu nem saberia o que dizer.

(...)

Já estávamos sentados em nossas poltronas, a minha cadeira era a D1, mas eu perguntei para ele se ele se importava de trocar comigo.

— Então você nunca foi na janela? – Ele disse em um tom divertido depois que já havíamos trocado nossas poltronas.

— Não. – disse. – Também nunca voei na primeira classe.

— É mesmo? — Ele pareceu surpreso.

Não sei porque, já que o único rico aqui era ele.

Querido olha minha cara de pobreza. Pobre viaja na classe econômica.

(...)

O avião havia decolado já fazia uma hora. Edward estava lendo alguns papeis, provavelmente algo relacionado para a reunião de amanhã. Eu estava olhando para a janela, mas tudo o que eu conseguia ver eram nuvens e mais nuvens.

Então senti ele tocar meus ombros.

Era como se uma corrente elétrica tivesse passado em meu corpo, pulei de minha poltrona.

— Eu te assustei? – Ele perguntou franzindo a testa.

— Não. – Disse.

Eu não sabia explicar.

— Eu só queria perguntar se você quer comer alguma coisa.

Balancei a cabeça concordando.

Na verdade, eu estava com muita fome, na hora do almoço eu não consegui comer, estava ansiosa demais. Então vi Edward chamar a comissária de bordo.

Uma mulher morena veio até nós.

— O que gostariam? – Ela perguntou, mas tinha apenas o olhar em Edward.

Querida, limpa a baba.

Ele olhou para mim.

Balancei os ombros.

— Vamos querer rosbifes com batatas coradas, e uma garrafa de Château Lafite Rothschild, 1999.

Ela acenou a cabeça e entrou dentro de uma portinha.

Fiquei enrolando uma mecha de cabelo nos meus dedos.

Nossa, quantas pontas duplas!

— Então Isabella, o que está achando da primeira classe? – Edward estava olhando para mim.

Ele estava querendo puxar assunto, eu acho.

— Até agora, não posso reclamar de nada. — Disse. – Também não está fazendo nenhuma falta algum pirralho chutando a minha poltrona, sabe?

Ele riu.

Isso era raro, meu chefe sabe rir!

— Não, mas acho que posso compreender. – Ele disse. – Qual foi a última vez que voou?

— Hmmm, acho que foi há cinco meses, quando visitei minha mãe na Florida com meu namorado. – Disse.

— Você tem um namorado? — Ele perguntou.

— Tenho. – Disse.

Não sei se foi impressão minha, mas ele pareceu mudar a expressão.

Então a comissária veio trazer nossas refeições, ela não conseguiu nem disfarçar os olhares para Edward. Não sei por que isso estava começando a me incomodar. E também não sei se ele notou que estava sendo comido com os olhos.

O prato era muito sofisticado, e aquela folha gigante de alecrim dava um tom de riqueza no prato. O vinho era maravilhoso.

Depois da refeição, Edward abriu seu notebook, eu já havia ouvido falar algo sobre isso interferir os aparelhos da aeronave, e eu não queria que o avião caísse, por que meu chefe era obcecado pelo trabalho.

— Sr. Cullen, eu não quero ser inconveniente, mas você não deveria ligar seu computador no meio de um voo.

Ele deu um suspiro pesado.

— Tem razão. – Ele disse encarando a tela. – Está sendo inconveniente, Sra. Swan. – Ele disse ríspido. – Talvez tenha faltado a essa aula, mas quando um avião atinge a altitude cruzeiro, não há interferência durante o voo, então não há com que se preocupar, não estou colocando a vida de ninguém em risco.

Pra que eu fui abrir a boca?

Ele pareceu voltar ao “modo ranzinza” então era melhor eu ficar quieta.

(...)

Eu havia cochilado, quando acordei já estava tudo escuro. Edward continuava em seu notebook.

— Quanto tempo estamos voando? – Perguntei esfregando o rosto.

— Há umas quatro horas. – Ele disse. – Ainda temos muitas horas pela frente. – Ele suspirou. – Mas eu já acabei aqui, se quiser podemos assistir alguma coisa, ou pedir para a comissária trazer algo para comer.

Ele mudou de humor, de novo?

— Não, tudo bem. – Eu disse. – Eu não quero te atrapalhar.

Mesmo com a pouca iluminação, pude ver ele revirar os olhos.

— Não vai me atrapalhar em nada Isabella. – Ele disse impaciente. – Como eu já disse, eu já acabei aqui. – Ele fechou o notebook.

Acabamos assistindo um filme na Netflix, “O Estagiário” era uma comédia com a Anne Hathaway e o Robert De Niro. O tema era empresa, e eu logo pensei: Sério mesmo? Mas no fim acabei achando bem divertido. Depois chamamos a comissária, e novamente deixei que Edward escolhesse a refeição. Desta vez comemos um salmão grelhado com aspargos, e ele pediu um vinho branco seco.

(...)

Acordei quando a voz nos auto falantes anunciaram em vários idiomas diferentes que havíamos chegado ao SFO International Airport de San Francisco.

Pegamos um táxi, que nos levaria para o hotel.

Já eram mais de 01:30 da manhã, quando paramos em frente ao hotel. Meu queixo foi ao chão.

O Marriott Marquis Union Square, era um hotel muito sofisticado, e essa era só a parte de fora. Quando Edward solicitou que eu fizesse as reservas neste hotel, eu não imaginava que seria desse jeito, quer dizer, eu dormiria em uma suíte master! E eu sei que isso não era para qualquer um.

Entramos na recepção do hotel, Edward solicitou as chaves em seu nome, e um homem de meia idade os entregou.

Pegamos um elevador, nosso andar era o 36.

— Você já veio para Califórnia antes? – De repente ele perguntou.

— Não. — Respondi. – E você?

— Já. Ano passado fui para Dublin, no condado de alameda, em uma reunião com uma executiva da Ross.- Ele disse. — Aliás, tem uma loja da Ross na esquina deste hotel.

— Sério? — Eu conhecia essa loja, era o maior varejista no departamento de roupas. Sempre comprava minhas roupas lá.

Então pensei por um instante: Edward fazia negócios com empresas tão ricas, como Chanel, Hermes, jamais imaginei que ele se interessaria por um varejista. Mas o homem de negócios aqui era ele, então...

O elevador abriu, e arrastei a minha mala até a frente da porta do meu quarto.

— A reunião será às 13:00, durma bem e esteja preparada para amanhã. – Ele disse enquanto passava o cartão na porta. — Boa Noite, Isabella. – Ele disse entrando em seu quarto.

— Boa noite.

(...)

Acordei com o som estridente do celular. Estava tão sonolenta que apenas deslizei o dedo no botão, coloquei o aparelho no ouvido e voltei a fechar os olhos.

— Isabella? Alô? Tem alguém aí?

Pulei da cama no momento em que escutei ele pronunciar meu nome. Demorei um décimo de segundos para me lembrar que não estava em meu quarto. Olhei para o relógio de cabeceira, eram 08:10. — Não consigo entender por que demora tanto para falar depois de pegar o telefone — declarou irritado do outro lado da linha. Vindo de qualquer outra pessoa no mundo isso pareceria um lamento, mas vindo dele parecia apropriadamente frio e firme. — Só para o caso de você não estar aqui a tempo suficiente para ter percebido, quando eu ligar, responda. Na verdade, é muito simples. Entende? Eu ligo. Você responde. Acha que pode fazer isso Isabella?

Respondi que sim com a cabeça, como uma menininha de seis anos que acaba de ser repreendida por aprontar, embora ele não pudesse me ver.

— Sim, Edward, desculpe — eu finalmente disse.

— Desça para o café, te encontro no salão.

— Tudo bem.

Olhei ao redor do quarto. Já estava tudo claro, mesmo com as cortinas beges fechadas. Assim que deitei dormi como uma pedra, mas também, depois de quase nove horas voando, eu estava exausta.

Tomei um banho rápido, colocando um vestido leve, eu não havia trazido muitas roupas, não gosto de abarrotar a mala com roupas que não vou usar.

O quarto era tão grande, tinha um closet, uma cama King-size gigante, um frigobar, uma smart TV enorme e uma vista maravilhosa da cidade.

O banheiro, era a minha parte favorita, tinha banheira de hidromassagem! Eu estava me sentindo muito rica. Estava literalmente no céu, menos a parte de estar aqui a trabalho com o diabo do meu chefe.

Aliás, era melhor eu descer logo, antes que ele viesse aqui pessoalmente me caçar.

(...)

O salão não estava tão cheio, tinha um bar no andar de baixo, e várias cadeiras modernas em laranja e vermelho, o piso era de taco de cores mistas, haviam divisórias brancas que dividiam os ambientes espaçosos, poltronas que pareciam confortáveis e escadas rolantes dos dois lados do salão.

Edward estava parado perto do elevador.

Ele não usava terno, estava com uma camisa social branca, e usava jeans escuros da Polo Wear, e um blazer por cima.

Fomos até um dos restaurantes que ficava localizado no saguão, o B55 Craft House & Kitchen. Haviam tantas opções para o café da manhã, Edward pegou uma porção de presunto de Parma, ovos mexidos e torradas, e é claro, café. Eu optei por um pedaço de bolo de frutas cristalizadas e uma porção de bolachas caseiras e uma xícara de chá.

Depois do café, Edward resolveu voltar para o seu quarto, já eu aproveitei para explorar um pouco mais o hotel.

Descobri que havia uma academia no hotel. – Não que eu fosse frequentar. — Um Spa, além de ter supermercados bem perto, lojas, restaurantes e ficava há dois quarteirões do Museu de Arte Moderna de San Francisco e a quatro quarteirões da praça Union Square.

Depois resolvi voltar para o meu quarto, para estudar mais um pouco todas aquelas pastas.

(...)

No almoço, estava me sentindo muito enjoada, a ponto de não querer comer nada. Depois de muita insistência de Edward, acabei comendo uma porção de raviólis de cogumelos, e ele havia pedido um vinho para acompanhar.

Depois do almoço, eu estava de volta no meu quarto, reunindo minhas coisas, e iríamos até a reunião da Banana Republic.

(...)

— Você está bem? Parece pálida. – Edward disse depois de algum tempo que estávamos dentro do táxi.

— Estou bem. – Disse. – Apenas nervosa.

Eu apertava as pastas em meu peito.

A sede da Banana Republic ficava a menos de 2 km do hotel, em poucos minutos estávamos estacionados em frente ao prédio. Era enorme, ocupava um quarteirão inteiro, era cor de gelo em dois andares e tijolos a vista nos outros quatro andares, com grandes janelas de vidro, com bordas pretas, totalizando seis andares.

Havia uma numeração grande “250“em preto, e estava centralizado na entrada do prédio, onde haviam colunas cor de gelo, que dividiam as três portas duplas todas em vidro e bordas pretas que combinavam com as janelas.

Do outro lado, ficava a ponte Golden Gate Bridge, cartão postal da cidade.

Eu estava com as pastas em mãos, Edward desceu do táxi, pagando com uma nota de cinquenta dólares, então arrumou seu terno.

— Vamos.

(...)

— ... E se analisarmos as últimas estações, podemos notar que houve um aumento do uso de florais, mesmo saindo da primavera, o que mostra que as tendências estão se adaptando com a modernidade, e não necessariamente acompanham as estações do ano, como eram antes.

Respirei fundo depois de falar. Eu estava perplexa por não ter gaguejado na frente de todas aquelas pessoas, ou até vomitado o meu almoço na mesa, e eu posso jurar que vi um sorrisinho no rosto do meu chefe.

Depois mostrei todos os esboços feitos pelo departamento gráfico, e mostrei ao editor Chefe da Banana Republic, que foi repassando para todos os executivos da mesa. Edward continuou conversando com o diretor executivo, enquanto eu discutia com a chefe de designer gráfico sobre alguns esboços.

A reunião foi longa, depois eles decidiram continuar a discutir mais alguns detalhes durante o jantar apenas com alguns publicitários da revista, e marcaram no restaurante do nosso hotel, para ser mais formal.

O jantar seria amanhã à noite, e depois na sexta feira, eles já teriam todos os contratos prontos e assim a Runway fecharia mais uma parceria com uma marca consagrada no mercado da moda, e finalmente poderíamos voltar para casa.

(...)

Voltamos para o hotel, eu estava aliviada por ter conseguido passar pela reunião, durante o trajeto Edward estava conversando com alguém no telefone.

— ...Sim, deixe que na segunda resolvemos estas questões. – Ele fez uma pausa. – Claro, passe em meu escritório na segunda feira.

Então ele desligou e se virou para mim.

— Fez um ótimo trabalho hoje Isabella, meus parabéns.

Meu chefe fazendo um elogio?

Não pude deixar de sorrir.

— Obrigado Sr. Cullen.

— Estamos fora da empresa, pode me chamar de Edward. Vamos.

Descemos do táxi, e entramos no hotel.

Resolvi aproveitar um pouco o Spa do hotel, que oferecia um serviço completo: Massagem com óleos, depilação, esfoliação e limpeza de pele, entre muitos outros mimos.

Mais tarde desci no salão, e encontrei Edward no bar do hotel.

Resolvi me sentar em uma das mesinhas do salão.

Ele estava com o braço apoiado no balcão, conversando atentamente com um homem mais velho, provavelmente na faixa dos quarenta, ele estava usando um elegante terno cinza. O homem gesticulava muito, as mãos se agitando enquanto falava, com uma expressão no rosto que transmitia algo entre divertimento e animação, enquanto Edward tinha uma expressão de tédio e olhava para ele sério. Eu ainda estava distante demais para escutar o que estavam discutindo, mas devia estar olhando fixamente, pois o homem olhou nos meus olhos e sorriu. Edward recuou um pouco, seguiu seu olhar, e me viu olhando para os dois.

Disfarcei, olhando para o meu celular.

Rosalie havia mandado mensagens, perguntando como havia sido a reunião, depois combinamos de sair quando eu estivesse de volta. Jacob havia me ligado, e depois me mandou uma mensagem dizendo: “Você está ocupada demais que precisa me ignorar?” Mas ele sabia que eu não podia atender, então qual o problema dele?

Sim, estava ocupada, reunião, lembra?

Resolvi não me estressar, então apenas joguei o celular na mesa.

Vi Edward olhar em minha direção novamente, desta vez o homem já havia ido embora, então vi ele apontar em uma das cadeiras do bar.

Ele estava me chamando para me sentar com ele?

— Quer beber alguma coisa? – Ele perguntou assim que me sentei.

— Claro. – Disse.

Por que não?

Ele pediu um Cosmopolitan para mim, e um Bloody mary para ele.

A bebida tinha Vodca com limão, suco de Cranberry e licor de laranja, com gelo.

Eu gostei, depois ficamos conversando até decidirmos em qual dos restaurantes iríamos jantar.

(...)

Mais tarde no meu quarto, tomei um banho de espuma, a banheira era maravilhosa, que vontade de levar ela na minha mala.

Então finalmente dormi depois daquele dia longo.

(...)

Na manhã seguinte acordei mais cedo, eu não queria ter o meu chefe me ligando de novo, coisa mais desagradável. Ainda bem que eu não precisava pegar o café dele.

Hoje teria aquele jantar com alguns dos publicitários da Banana Republic, mas desta vez eu não precisaria me preocupar em falar nada, seria apenas um jantar formal.

Resolvi descer no salão, com certeza o “senhor que acorda com as galinhas” já deveria estar lá.

O salão estava um pouco mais cheio, resolvi sentar em uma das mesas, para esperar por Edward.

Eu até pensei em ligar pra ele, mas para que ser xingada antes das 07:30 da manhã?

Olhei meu celular, não havia nenhuma mensagem, então resolvi matar o tempo jogando Clash Royale.

— Vejo que alguém acordou cedo hoje. – A voz de Edward veio atrás de mim.

Então ele se sentou na mesa.

— Quer conhecer a cidade? – Ele perguntou de repente.

Fiquei animada por um momento.

— Seria ótimo.

(...)

Resolvemos ir até um café perto do hotel, o Peet´s Coffee. Depois, andamos a pé até a Union Square, haviam vários lugares para visitar, era impressionante o número de comércios em volta do hotel. Fomos ver a ponte Golden Gate, que ficava mais incrível ainda durante a noite, segundo Edward.

Depois passamos pela loja da Ross, que ficava na esquina do hotel, depois em uma loja da Nike e então resolvemos voltar para o hotel.

Edward recebeu algumas ligações naquela manhã, só então percebi o quanto ele estava envolvido, mesmo não estando presente na empresa. Ele simplesmente não se desligava de seu trabalho.

No almoço resolvemos comer no mesmo restaurante de ontem, desta vez consegui comer com mais tranquilidade, pedi um filé mignon com amêndoas ao molho de geleia de framboesa, Edward pediu um filet ao vinho do porto.

(...)

Mais tarde resolvi ligar para Jacob, ele parecia um pouco ranzinza, e queria que eu voltasse logo, então novamente eu tive que dizer a ele que não dependia de mim.

Edward disse que iria voltar para o quarto, pois precisava mandar alguns e-mails, e fazer algumas ligações, e pediu para que não o incomodasse, então resolvi aproveitar a minha estadia.

(...)

Depois de uma limpeza de pele, estava me sentindo radiante, tomei um banho, e coloquei o vestido vinho que Alice havia me dado naquele dia que derramei os cafés.

O jantar seria no The View Lounge, outro restaurante do hotel. As 20:30 desci no salão.

Edward estava lá embaixo, cumprimentando dois homens no saguão. Um deles era alto de cabelos loiros, preso em um rabo de cavalo, deveria ser James, e o outro de cabelos pretos, Eleazar.

Eram os publicitários da Banana Republic.

Depois de me unir a eles, pude sentir alguns olhares dos homens em minha direção.

Tentei fingir que não era comigo.

(...)

— ...E então Isabella, o que uma jovem como você está achando de trabalhar na revista mais influente dos Estados Unidos? – James disse divertido.

Já era a nossa terceira rodada de bebidas, a conversa na mesa estava sendo leve, limpei a garganta.

— Está sendo uma grande experiência. – Disse.

Edward pareceu sufocar um riso.

Olhei para ele, levantando uma sobrancelha.

O resto do jantar fluiu bem, os publicitários conversaram bastante sobre a perspectiva de como seria a revista, Edward discutiu sobre alguns detalhes técnicos, depois combinaram sobre as encomendas, e as disponibilidades nas semanas, e como seria o fornecimento das roupas.

Depois James nos contou como foi trabalhar na empresa, e nos contou algumas histórias hilárias de seu primeiro ano como estagiário da Banana Republic.

Na nossa quinta rodada de bebidas, eu resolvi parar. A minha cota de álcool já estava alta.

(...)

— Foi um excelente jantar – James disse sorrindo. – Espero que nos encontremos quando eu vier para New York.

— Com certeza. – Edward disse. – Foi um prazer.

— Até mais – Eleazar disse. – Boa noite Sr. Cullen, Sra. Swan.

Acenamos para os dois, que entraram no táxi e partiram.

(...)

Quando entramos no elevador, senti minha cabeça girar.

— Foi... Muito legal. – Eu disse com dificuldade.

Edward se virou, dando um sorriso torto. Ele tinha afrouxado a gravata, e tinha um botão da camisa aberto.

Sexy

— Disponha Sra. Swan. – Ele riu.

Ele estava diferente, parecia tão espirituoso.

Ou bêbado seria um termo mais adequado?

Incrível o que o Álcool pode nos fazer.

Eu não conseguia me lembrar a ultima vez que bebi tanto.

O elevador abriu, então Edward se virou.

— Tinha uma coisa que eu queria perguntar. – Ele disse enquanto passava o cartão em sua porta.

— O que? – Eu disse me aproximando dele.

— Seu namorado. — Ele disse. — O que ele achou quando soube que iria viajar comigo?

Que pergunta estranha.

Franzi a testa.

— Ele não ficou muito feliz. – Disse dando de ombros. – Mas ele confia em mim.

Ele virou o rosto, se aproximando de mim, pude ver suas pupilas dilatadas.

— E você Isabella, confia em você?

Naquele momento, eu não sei o que aconteceu.

Não sei se foi o ambiente, o álcool, ou apenas a lembrança do sonho, mas de repente nossas bocas estavam coladas em um beijo urgente, a mão dele estava na minha cintura, meus braços em volta do seu pescoço, enquanto ele me empurrava para dentro do quarto.

Notas finais
comentem!