O Diabo pede Passagem

11 Decimo primeiro contato — Tortura


Dentro de mim vive um pedido de socorro que tenta a todo o momento sair pela boca selada pelo demônio dentro de mim. Lembro-me exatamente do mundo que deixei antes disso tudo acontecer comigo, porém tudo esta destoante, memórias antigas estão sendo reescritas.

Em quantas visões eu cai nesse tempo que estou presa dentro de mim a mercê desse ser? Vejo constantemente minha família morrer, ser esquartejada e torturada das piores formas e jeitos possíveis.

Em minha alma sinto as mãos dele a rasgarem em pedaços pequenos de mais para serem reparados. Aos poucos, me enfraquece, faz com que a minha mente se perca nos labirintos obscuros criados por ele.

Os olhos do corpo que um dia já foi meu se tornaram as janelas pelo o qual é consigo ver o mundo exterior. Tudo parece um verdadeiro sonho, um coma. Parece meses ou anos que estou desse jeito, presa, encasulada.

Minha boca fala coisas que não tenho controle, fere as pessoas de formas que eu jamais faria. Meu corpo se tornou um ser que se locomove e usa as pessoas através das memorias que eles possuem de mim.

Lembro-me de ver em séries de televisão que as pessoas quando estão em coma, não sentem nada. Discordo sobre isso, eu sinto tudo o que acontece. Meus ossos quebraram de forma estranha, minhas mãos estão doloridas de mais de tanto arranhar a porta do meu quarto que permanece trancada por segurança.

Cada vez que volto à superfície desse mar negro que está habitando dentro de mim, se torna cada vez mais difícil me manter consciente. A todo o momento sinto agulhas e arranhões em meu corpo. Talvez seja apenas no físico ou não... Já não sei o que está acontecendo. Sinto que tudo esta se esvaindo das minhas mãos.

A luz que me guiava e me ajudava a ter forças está desaparecendo, minha mente se torna pesada de mais para suportar as torturas constantes. É mais fácil me entregar e deixar que ele me use. Eu não consigo mais ser torturada, não quero mais isso. E por apenas um relapso de momento eu consegui falar

"Me ajuda..."