O sangue enegrecido manchava a rua, e só então ele a reconheceu como uma de suas vizinhas, a senhora Gomez.

Repentinamente, a graça havia sumido. Ele olhou ao seu redor, confuso, com medo de ter havido testemunhas.

— Mas foi legítima defesa! — ele gritou.

Seu berro ecoou pelo bairro silencioso, porém ninguém pareceu tê-lo escutado; era mais complexo que isso. As vozes sussurraram em resposta:

“Não seja tolo.”

“Pare de ser tão patético.”

“Seja racional.”

“A Sra. Gomez vai adorar a companhia de sua mãe, são grandes amigas. Leve-a para dentro.”

Ele meneou a cabeça avidamente, içando o cadáver do asfalto.