Notas iniciais
Sugawara Koushi está destruindo minha vida. Só isso a declarar.

Acho que foi dia 22 do mês passado. Quero dizer, tudo começou naquele dia, e a partir daí as coisas ficaram meio estranhas. Agora parece que todo mundo aderiu a nova moda.

Foi o Hinata quem começou. No treino daquela tarde, ele veio me perguntar sobre os sinais pela centésima vez.

–Não, quando tem três dedo é na esquerda — eu disse novamente com um sorriso.

–Ah, entendi! — ele sorriu daquele jeito enorme dele e saiu correndo — Valeu, mãe!

O ginásio inteiro olhou pra gente; Noya e Tanaka caíram na risada. Não entendi muito bem na hora.

–Ahn... Ok — respondi.

–Desculpe, eu quis dizer Sugawara-senpai.

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No dia seguinte, foi a vez do Kageyama.

–Mãe! Q-Quer dizer, S-Sugawara-senpai, você pode me passar a bola, por favor?

E todo mundo olhou pra gente de novo. Não entendi o motivo de nada.

–Por que o pessoal fica me chamando de mãe? — perguntei a Daichi mais tarde naquele dia.

–Não sei — ele deu de ombros.

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Depois disso, todos os dias alguém me chamava de mãe. Tanaka, Nishinoya, Asahi e até mesmo o Tsukishima.

–Mãe- Q-Quer dizer, Suga-san... Pode me passar a água?

–Pega uma toalha pra mim, mãe? S-Suga-senpai, hehe

–Mãe, você viu meu caderno d-de... Ops, Suga! Suga! Você viu meu caderno de Matemática?

–Mã- Sugawara-senpai, quando treinaremos bloqueio de novo?

Até o Tsukishima!

Eu me pergunto o que isso significa.

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Daichi me segurou um pouco mais no ginásio depois do treino, por isso todo mundo já estava se trocando na sala do clube quando cheguei.

–Que vergonha! Peguei a mania de chamar o Sugawara-senpai de mãe!

Paro com a mão na maçaneta. Foi Hinata quem falou.

–Só falta começarem a chamar o capitão de pai — Tsukishima reclama.

–Papai Daichi e Mamãe Suga — Noya ri.

Quê? Como assim?

–Shh! Acho que eles chegaram.

Respiro fundo e entro. Todos agem daquele jeito estranho de como quando estão falando de uma pessoa e ela entra. Constrangedor.

–Mas gente — tento dizer do jeito mais informal possível — Que história é essa de mãe? — até dou uma risadinha.

–Não é nada, Suga-san — e Noya ri, tentando desviar do assunto.

–É-É só que você e o capitão tomam conta da gente como se fossem nossos pais! — Hinata diz — E o Sugawara-senpai é muito prestativo, como uma mãe...

Kageyama soca a cabeça dele.

–E-E o Daichi-san é rígido e divertido como um pai — Tanaka explica balançando as mãos — Então vocês meio que s-são... Os pais de Karasuno...

–E isso faz de vocês os filhos, então. Os Baby Crows — rio. Meu Deus, esse pessoal é muito sem-noção. Mas eu meio que gosto disso.

–Quem tá chamando quem de quê aqui? — Daichi entra e vai logo tirando a camisa molhada de suor.

–Eles acham que somos os pais de Karasuno — explico e sento no banco — Tipo, você o pai e eu a mãe.

–C-Combina! Os dois tem vocação! — Asahi-san coça a cabeça.

–Bom, sei lá. — Daichi começa a rir também. Apesar de tudo, é uma coisa engraçada — Eu me sinto responsável por vocês de qualquer jeito.

–Eu também — digo.

O pessoal termina de arrumar as coisas rapidamente e todos colocam suas bolsas nas costas.

–Vocês vêm? — Kageyama nos pergunta.

–Podem ir na frente — digo, arrumando meu armário.

Kageyama fecha a porta, passam-se dez segundos e eu e Daichi caímos na risada.

–Dá pra acreditar nesses idiotas? — ele limpa as lágrimas debaixo dos olhos — Mãe e pai?

–Qual é, Daichi... Até que combina, vai.

Levanto e vou até ele. O Papa Crow está sem camisa e passa o desodorante. Beijo a nuca dele.

–Ok, até que combina.

Ele joga o desodorante dentro do armário, bate a porta, vira na minha direção e me segura contra ele.

–Aqui não — digo baixinho, estremecendo enquanto os beijos de Daichi rondam meu pescoço.

–Não quer continuar?

Aqueles vinte minutinhos na quadra depois do treino me deixaram muito ansioso.

–Quero, mas aqui não. — sorrio para ele — Vamos lá pra casa.

Daichi sorri também.

–Claro que sim.

Notas finais
E aí a Mama Crow e o Papa Crow tiveram uma rodada de sexo muito intensa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!