O Dia Em Que O Jogo Se Tornou Real

14 Capítulo Extra: Side-Story LupusxCelly


Notas iniciais
Então gente... Esse capítulo está mais para um ova, ele não está na história em si. A história dele foi meio que engraçada, foi a Teffy quem escreveu ele. Estávamos conversando sobre a história e eu comentei que não sabia como seria um Lupus apaixonado (por mais que eu seja OOC dele) Porque gente, Lupus é um personagem complicado de se trabalhar. Daí ela foi me explicando o que achava e acabou vindo a ideia. Vejam o que saiu e comentem KAJNGKASJDNGJSDG =w='

Aquilo já estava o dando nos nervos. Aquela sensação de impotência, incompreensão... Desejo. Não poderia falar que não a desejava, na verdade por mais que tivesse aprendido a mentir de todas as formas e jeitos, era impossível negar isso. O cheiro, a estatura baixa e as faces delicadas de uma garota jovem, aquilo tudo era demais para ele.

Atirou outra vez. Tinha a fúria estampada em seu rosto e uma áurea de raiva profunda ao seu redor. Não precisava de ninguém, já tinha deixado de precisar há muito.

Mas necessitava, sim era uma necessidade, da presença dela. Bufou e cessou os tiros, olhando os alvos, agora, em farrapos e esfregou as costas da mão em sua testa, tentando coordenar os pensamentos. Esse era o problema dos sentimentos, a impotência que eles geravam em seu raciocínio.

O quebrar de folhas chamou sua atenção e ele virou-se para olhar. Lá estava a causa de todos os seus males.

- Ah, achei você. – Ela tinha um pequeno sorriso no rosto. Era involuntário, ele já havia reparado.

Lupus tinha os olhos brilhantes de desejo. De vontade. – Hn.

- Vamos, estão todos esperando você pa-... – Sua frase morreu na garganta, o olhar predador não era mais contido pelo vermelho dos olhos. Ele adiantou seus passos, guardando as scarlets rapidamente dentro de suas bainhas, ela retrocedeu seus passos, virando-se para fugir.

Não entendia bem o porquê, mas aquele Lupus a assustava.

Ele trançou seus braços por sua cintura a puxando diretamente de encontro ao seu peito, colando os corpos, então curvou-se levemente – obrigando-a a seguir o movimento com seu próprio corpo, fazendo suas pernas ficarem retas, mas seu tórax na diagonal – e enfiou as narinas em seu pescoço, aspirando seu cheiro.

- L-Lupus... – Ela sussurrou, à meia voz.

- Tsc, quieta. – Resmungou ele de volta e a virou, fazendo Celly encarar, na totalidade, a necessidade que corria através de todos os seus poros. – Você é minha e eu quero deixar isso bem claro. – E curvou-se novamente, capturando seus lábios.

Era profundo, carnal, necessário. Os lábios do caçador tinham um ar de sensualidade e luxúria, enquanto os dela eram repletos de inocência. Ele provou de seus lábios, maculou de sua boca e tomou de sua inocência, ao final do beijo apenas afastou-se, ainda a mantendo bem próxima a si, e murmurou baixo, semelhante à um rosnar de aviso. – Minha.