O Dia Em Que O Jogo Se Tornou Real
15 Capítulo Extra: Side-Story CarlosxCelly
Notas iniciais
Isso aí é mais uma continuação do ova LupusxCelly, do capítulo 14. Só que agora é CarlosxCelly KDJNGASDBGASDG
Gente, nem sei como reagir a isso. Teffy quem escreveu, de novo =w='
Lá estava ele apoiado na bancada, seus olhos perdidos pela janela quando ela entrou, batendo a porta com força atrás de si e ofegante. Seu rosto e lábios estavam vermelhos, assim como estava levemente ofegante e os cabelos castanhos por sobre o rosto, mas estava linda. Ela sempre estava linda aos seus olhos.
Mas mesmo estando linda, não poderia encobrir o fato que ela estava angustiada com algo, principalmente depois de vê-lo ali, com os quadris encostados no armário baixo. Não podia negar que ela parecia ter sido beijada.
A mera possibilidade incendiou seu ciúme, fazendo-o aflorar e explodir-se em uma faceta fechada e as sobrancelhas franzidas. – Celly, o que há? – Descruzou os braços e desapoiou-se, iniciando uma caminhada até a mais baixa.
Ela olhou para cima, notando o sentimento que parecia estampado nas íris dele. – Ah, Carlos... – Murmurou baixinho, olhou para baixo então, para suas próprias mãos, não conseguia mentir para ele. – O Lupus, ele...
Isso fez o garoto se aproximar ainda mais, puxando as mãos dela e atraindo sua atenção novamente, ela tinha os olhos amedrontados diante da sombra que se formara no olhar dele. – O Lupus o que? – Sussurrou próximo, puxando-a para mais perto.
Nesse momento ele tinha os pulsos dela presos, um em cada mão, trazendo o corpo da garota para perto enquanto ele mesmo mantinha-se olhando fixamente o ser mais baixo. Sua expressão era neutra, mas não podia esconder tudo aquilo que esvaia por cada poro seu.
- O Lupus me beijou. – Confidenciou à meia-voz, com medo da reação. Fechou os olhos, sem conseguir encará-lo e apoiou sua cabeça no tórax do mais velho, sentindo-se a pior de todas. Ao contrário de tudo o que pensou, sentiu apenas seus pulsos serem libertos e, em um tipo de abraço, ele a erguer do chão e coloca-la sentada sobre a bancada.
Carlos então se apoiou, cada braço de um lado da garota, e abaixou de leve o corpo, permitindo que, agora, ela olhasse fundo nos seus olhos.
E lá estava tudo o que ela não queria encarar no momento. Lá estava as íris que tanto era apaixonada. O castanho que fazia todo o resto parecer sem cor tamanha a vivacidade que aquilo tinha para si.
- Então acho que eu vou ter que limpar essa bagunça. – Comentou em meio a um sorriso e cobriu a distância que faltava em um só movimento.
Por tanto tempo haviam esperado aquele contato. O beijo cálido e passional havia levado os dois à beira de seus raciocínios. Ela passou os braços ao entorno do pescoço dele e o garoto a puxou pelas pernas, encaixando os quadris e envolvendo a cintura dela com seus braços.
Eles precisavam daquilo, daquele toque, daquele sentimento.
Porque era tão profundo e tão necessário que respirar parecia bobagem. Na verdade, qualquer coisa que não envolvesse a boca um do outro seria deixado para segundo plano, com certeza absoluta.
Ele separou os lábios lentamente, abrindo os olhos que havia fechado em algum momento. Toda a sombra parecia ter dado lugar a aquele sorriso tranquilo que a fazia corar como sempre fizera. Como sempre iria fazer.
- Me desculpa... – Ela comentou, a voz vinha embargada.
Ele riu. – Azar o daquele caçador que você sempre foi minha. – E abaixou-se, passando a ponta do nariz pela pele do pescoço dela, depositando um beijo depois. – Agora eu vou fazer questão de estar sempre do seu lado, quem ele acha que é para colocar as mãos em você? – Outro beijo.
Ela estava corada, seus dedos seguravam forte a blusa dele, mas sorria. Sim, estava incondicionalmente feliz.
Porque o que tinha por Lupus poderia ser muita coisa, mas nunca seria tão real e tão forte quanto o que sentia por Carlos. Abraçou-o ainda mais forte.
- Opa, desculpa incomodar. O que o casalzinho tá fazendo se pegando na cozinha? – O imortal comentou e pegou seu doce, saindo e fechando a porta depois. – Espero não ter atrapalhado nada~ – Ainda acenou, rindo.
Carlos tinha uma expressão fechada, Celly ficara ainda mais vermelha. – Aquele desmiolado. Tanta hora pra vir comer o doce dele e tem que vir agora?
Carlos riu. – Por que? Acha que eu não vou continuar? – E abaixou-se novamente, roubando outro beijo de seus lábios.
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