O Dia Em Que Eu Te Conheci

15 Capítulo 15 - Uma ligação muda tudo


Notas iniciais
Oiiii pessoinhasss lindasss!!!! Demorei um pouco, mas ta aí mais um capítulo fresquinho. Espero que gostem!!!! PS: LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR!! Beijosss

POV’s Emily

Eu estava sendo a amiga que ela precisava, não era isso que Hanna queria? Uma amiga? Mas parece que eu estava enganada, ou pelo menos era isso que ela dava a entender. Ela fazia alguns comentários com duplo sentido sempre que podia, ela ficava jogando indiretas, ela estava me provocando. Então uma semana depois do nosso encontro no camarim eu decidi que ia voltar a tentar ser mais do que uma amiga. De novo tive uma surpresa, Hanna parecia chateada sempre que eu fazia algo para agradá-la, parou de fazer brincadeiras e comentários.

Eu já não sabia o que fazer, parece que tudo que eu tentava fazer Hanna gostaria que eu fizesse o contrário. Depois de duas tentativas frustradas eu meio que parei, eu decidi que não forçaria nada, não forçaria nossa amizade e nem nosso relacionamento, eu nunca imaginei como isso seria complicado, eu sentia ciúmes, eu queria ficar próxima dela, mas evitava ao máximo ter atitudes precipitadas ou pensar demais, eu estava deixando as coisas acontecerem.

Não sei se era o melhor plano, mas tudo parecia ir bem na primeira semana, eu estava conseguindo, na segunda semana também, um mês depois parecia que a minha amizade com a Hanna estava quase como antigamente, as coisas estavam voltando ao normal.

Eu estava no camarim de Hanna esperando ela terminar de gravar as cenas para poder levá-la em casa, o carro dela estava no conserto. Eu estava mexendo no celular quando ela entrou apressada no camarim.

– Oi Em, me desculpe pela demora, a cena demorou mais do que eu gostaria. – Hanna falou um pouco desesperada.

– Tudo bem Han, eu não ligo de esperar não, falei que te dava uma carona, então te darei. – Eu respondi tentando acalmá-la.

– Certo, então eu vou trocar de roupa e a gente vai. – Hanna falou e sorriu. Eu sorri de volta.

Hanna trocou de roupa, pegou as coisas dela e saímos do camarim, enquanto caminhávamos até o carro nenhuma palavra foi dita. O silêncio me incomodava, mas eu não sabia o que dizer e acho que Hanna também não.

Entramos no carro e eu comecei a dirigir. Ainda não havíamos trocado nenhuma palavra, isso não era algo comum entre nós, o silêncio estava me incomodando muito então resolvi quebrá-lo.

– Como foram as gravações hoje? – Eu perguntei tentando puxar assunto.

– Foram normais. – Hanna respondeu um pouco desinteressada. – O que você vai fazer no final de semana? – Hanna disse com um pouco mais de empolgação.

– Acho que não vou fazer nada, talvez ver um filme a tarde e dormir um pouco. E você? – Eu perguntei.

– Nada. – Hanna disse novamente sem interesse.

O que é que estava acontecendo com ela?

– Han, ta tudo bem com você? – Eu perguntei preocupada.

Hanna me encarou por alguns segundos antes de responder.

– Oh sim, claro, está tudo maravilhoso, porque não estaria? – Ela disse com uma falsa empolgação.

Eu a encarei novamente, um pouco assustada, porque Han estava realmente agindo muito estranho.

– Ok. – Eu respondi sem entender o porquê da chateação de Hanna.

De novo um silêncio se instalou.

– Eu fiz alguma coisa? – Eu perguntei tentado descobrir o que estava acontecendo.

– O quê? – Hanna me perguntou.

– Eu fiz alguma coisa para você? Porque parece que você está com raiva de alguma coisa, talvez seja algo que eu tenha feito. – Eu esclareci.

Hanna bufou.

– Você não fez nada. – Ela respondeu e relaxou um pouco. – “E esse é o problema”. – Hanna falou mais alguma coisa, só que eu não entendi.

– O que você disse? – Eu perguntei tentando entender a segunda parte da resposta dela.

– Eu disse que você não fez nada, eu estou bem. – Hanna disse e encostou a cabeça no bando fechando o olho.

Apesar de não acreditar muito no que ela tinha dito eu tive que conter a minha curiosidade. Hanna tinha fechado o olho isso significava que a conversa tinha chegado ao final e que não adiantava discutir. Nunca adianta discutir com a Hanna, ela sabe ser bem insistente e birrenta quando quer.

Voltei minha atenção totalmente ao volante e ao trânsito. Não sei se Hanna cochilou, mas chegamos logo na casa dela, eu parei na porta, a acordei, antes dela sair dei um beijo na bochecha dela, ela retribuiu, agradeceu a carona e saiu.

Continuei dirigindo, a conversa com Hanna ainda estava me deixando incomodada, Hanna estava diferente. Repassei os últimos dias na minha cabeça tentando achar o momento em que poderia ter feito algo errado, não encontrei nada. Repassei o dia todo, também não havia feito nada de errado, eu não estava invadindo o espaço dela a dias, eu não estava tentando nada.

Passei novamente a nossa conversa em minha cabeça, e depois de muito pensar entendi o problema. Hanna disse que eu não tinha feito nada, e eu realmente não tinha feito nada, há pouco mais de um mês que eu não fazia absolutamente nada. Era disso que Han estava falando, por isso a empolgação na hora de perguntar o que eu iria fazer no final de semana, era como se ela esperasse que eu a convidasse.

Foi impossível não sorrir quando finalmente entendi o que estava acontecendo, Hanna estava me cobrando uma atitude, ela ainda estava interessada, só estava sentindo falto do meu interesse. Queria ligar para ela no momento em que percebi isso, mas esperei chegar em casa. Parei o carro, desci e novamente sorri, talvez eu ainda tivesse uma chance. Peguei o telefone e disquei o número favorito da minha agenda. O telefone tocou e depois de chamar duas vezes a voz mais doce desse mundo atendeu.

Ligação ON:

– Oi Han! – eu disse um pouco empolgada demais.

– Oi Emily! – Hanna disse com pouca empolgação.

Não pude deixar de sorrir, ela realmente estava chateada.

– Eu sei que nos falamos agorinha, mas é que eu esqueci de dizer uma coisa, na verdade eu esqueci de perguntar uma coisa. – Eu falei ainda empolgada.

– O que foi? – Hanna perguntou com um pouco mais de interesse agora.

– É que você falou que não vai fazer nada no fim de semana e eu também não vou, eu quero te chamar para sair comigo no sábado, você pode? – Eu perguntei esperando que ela dissesse que sim. Era isso que ela queria, certo?

– Eu não sei Em, para onde você vai me levar? – Hanna perguntou.

Eu tinha quase certeza de que ela estava só se fazendo de difícil. Sorri com a atitude dela.

– Isso é uma surpresa, mas eu prometo que você vai gostar, então, o que você me diz senhorita Marin, aceita sair comigo? – Eu perguntei.

– Isso é um encontro senhorita Fields? – Han perguntou.

Meu coração gelou, e agora o que eu respondia, o medo da reação dela me fez ficar com medo de responder.

– Se você quiser que seja sim, é um encontro. – Eu respondi receosa.

– Então você quer sair em um encontro comigo Fields? – Ela perguntou em tom sério, meu coração gelou, não consegui falar nada. — Bom, eu acho que posso aceitar, me surpreenda Em. – Sorri aliviada, quando eu ia responder ela continuou falando. – Te vejo no sábado, depois me mande uma mensagem com a roupa que devo usar e a hora que você passa aqui. Beijo.

Ligação OFF

Hanna terminou de falar e desligou o telefone, eu pulei de emoção, o sorriso só foi crescendo na minha face, sim, eu ainda conhecia Hanna, eu ainda conseguia ler o que ela sentia as vezes, eu ainda tinha um lugar no coração dela. Agora eu só preciso surpreendê-la no sábado, e eu não tenho noção do que fazer, quer dizer, precisa ser tudo perfeito, não posso estragar minha chance. A noite seria longa até que eu conseguisse dormir, Hanna tinha me dado uma chance e eu não iria desperdiçá-la.

Notas finais
Genteeeee lindaaa, espero que tenham gostado do capítulo, sei que eu meio que acelerei um pouco, mas é que eu tava estressada com os capítulos delas brigadas e tal, então resolvi começar a fazer as coisas voltarem para o lugar, espero que tenham gostado!!! O que vocês acharam? Alguém tem alguma dica ou ideia para o encontro perfeito? Beijosss