O Diário de Tormented
1 Capítulo 1 - Casa estranha
Era dia 15 de outubro de 2015 quando eu encontrei uma caixa.
Olá, meu nome é Jenny e eu sou uma garota normal com um emprego normal e na realidade, sem muita coisa pra dizer além disso.Eu me mudei recentemente e acabei aceitando a primeira casa que me apareceu disponível. Era um casarão velho e aterrorizante mas que estava com um aluguel que cabia no bolso. Prontamente fiz a mudança e decidi que faria dali o meu "cafofo". Bom, tudo seguia normalmente e eu ia aprendendo coisas novas sobre a casa... Por exemplo, o terceiro degrau rangia toda vez que eu subia, mas não quando eu descia. A luz do hall de entrada só ligava quando a da cozinha estava ligada também e a geladeira fazia um barulho grande toda vez que a porta do banheiro de cima estava aberta. Era uma casa muito estranha. Estava ali já tinha uma semana quando eu encontrei uma nova particularidade da casa. Era uma caixa, dessas que você usa para guardar tesouros de piratas. Mas enfim, descobri essa caixa quando precisei guardar umas coisas no ático e precisei limpar lá em cima, desci e comecei a explorar o que tinha lá dentro. Eram coisas bobas do antigo morador da casa. Tinha ali um isqueiro, alguns preservativos com a data de validade vencida e um álbum. Decidi ver as fotos e ali encontrei várias de um garoto feliz que estava sorrindo em cada uma. Era incrível como o sorriso dele era contagiante, vi várias fotos dele até a metade do álbum, quando marcava "Matt — 12 anos". Depois disso, o album não continha mais nenhuma foto. Embaixo desse álbum eu pude ver uma outra coisa. Era um livro de por no bolso, leve e sem capa. Parecia mais um bloco de notas antigo. Abri a primeira página e li uma breve introdução: "Atormentado pelo fim do tempo da humanidade, quando a civilidade não mais tomar o caminho da empatia, é nesse dia que o mundo vai morrer". Blergh, que frase horrível. Não sei bem o motivo que me levou a continuar lendo, mas virei a página e vi escrito em tinta: "A partir daqui, tudo o que você conhece não é mais real. Todas as pessoas que você conhece, não te conhecem mais. Tenha cuidado ao ler isso, pois ao fim desse livro. Você pode acabar vendo o mundo como quem o escreveu" — Leitor desconhecido. Esse livro parou de fazer sentido. Acabei fechando ele e colocando de lado. Terminei de vasculhar a caixa e não vi nada que prestasse. Me joguei no sofá e liguei no jornal. Estava vendo um alagamento que teve em uma grande cidade de um estado que ninguém lembra que existe e decidi pedir uma pizza. Média e napolitana. Melhor sabor. Enfim, a pizza chegou e eu paguei o entregador bonitinho. Segui para a cozinha e comecei a comer. No momento em que a fatia encostou nos meus lábios. Um trovão. — Merda! — Eu gritei quando a luz acabou. Bom, não tenho muito o que fazer agora. Acabei acendendo algumas velas e esperando o tempo passar. Não sei se foram segundos ou horas, no escuro é tudo igual. Mas eu vi o livro. Aquele livro preto que parecia querer atenção. Que mal podia ter eu dar uma lida? Estava bem enganada naquele dia. Abri o livro e com calma comecei de onde tinha parado. Enfim! Um título. E o livro dizia: "O diário de Tormented".
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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