Notas iniciais
Me perdoem pela demora. Acontece que eu programei o capítulo, mas ele não foi registrado, me perdoem. Espero que gostem e comentem, por favor. E já que houve este acidente, irei ver se consigo postar o capítulo quatro ainda esta semana. Beijos!

Notícias...

''Às vezes, temos que estar preparados para saber de certas coisas...''

–Não, Doutor Carlos! É mentira!
–Lamento, Sr. Célia, mas é verdade.
–Como isso aconteceu?!
–Bom, todos nós sabemos que esta célula age silenciosa em nosso organismo.
–Tem alguma coisa haver com aquele desmaio que ela teve?!
–Provavelmente. Tontura e fraqueza, é um dos sintomas.
–Haveria alguma possibilidade dela se curar, doutor?!
–Há muitas chances de ser curada, mas isso tem que vim dela, Dona Célia. É difícil para uma jovem saber que está com uma doença tão grave e corre risco de perder a vida. Ela terá que aceitar!

* * *

Depois que Patrick finalmente saiu de cima de mim, voltei para a sala e já cheguei colocando ordem naquela joça!

–Aí viado... Passa esse controle pra cá, que agora é minha vez! -dei uma ordem à Samuel. Este que entendeu a brincadeira e não se intimidou. O menino um pouco mais alto que eu, pele clara e cabelos castanhos, levantou-se e com aqueles olhos verdes me olhou em sinal de desafio.
–Você quer o controle?! Então, tente ganha-lo!
–Você está me desafiando, Samuel Gala Branca?!
–Do que você me chamou, loira burra?!
–Gala Branca!
–Agora chega! Você passou dos limites!
–Que isso jovem? Que nervosismo é esse? Senta aqui, vamos jogar. -isso arrancou gargalhadas intensivas de todos aqueles que estavam na sala. Meus amigos adoravam quando eu e o Samuca tínhamos aqueles ''teatros'' improvisados.
–Ô Sah... só você mesmo... -Sam, ainda com restos de risada na voz, me deu um soco de leve no braço. Apenas fiz uma dancinha e fui jogar.

Estava tudo indo bem naquela tarde de brisa morna. Estávamos jogando Mortal Kombat e zoando com quem perdia. Keu era quem liderava todos os comandos, ele é bom naquele jogo e ninguém o vencia!
Sentei-me para jogar com o Samuel, depois daquele ''teatro''. E enquanto ia seguindo os Fatalitys, sentia umas pontadas na minha cabeça. Não dei muita importância, pois achei que tivessem sido provocadas pelas risadas intensas que estávamos dando.
Mas não! Essa dor foi mais forte que qualquer outra dor de cabeça que eu havia sentido antes! A dor foi se intensificando, intensificando... E um grito estridente havia sido tirado dos meus timbres. –AAAAAH!!!
Todos os meus amigos se assustaram e as atenções deles se voltaram para mim. Apertei minhas mãos em minha cabeça e outro grito se estendeu pela sala. –AAAAAH!!! Samuel que estava perto de mim, logo veio e me sacudiu. Ele perguntava, gritava: -O que foi, Sarah?! Cai, encolhendo meu corpo e apertando mais as minhas mãos. Vi Valentina correndo para a cozinha, à procura de um copo d'água. Mas não adiantou, meu corpo enfraqueceu, minha visão ficou escura e mais um desmaio tomou conta de mim. –Não... de novo não! Sarah??!!

Minha mãe acabava de chegar para se desesperar junto com os amigos. Ela correu até mim, me sacudiu mais forte que Samuel e gritava meu nome tentando me reanimar. Lágrimas rolaram de seus olhos quando os meus abriram. Porém, voltei a fecha-los outra vez, mas desta vez, um sono havia me tomado. Keu, o mais forte da galera, me levou para o meu quarto repleto de pôsteres de Rock e me deitou na cama de lençol de seda azul. Em seguida, desceu para a sala onde todos estavam reunidos, sentados no sofá esperando a triste notícia que a minha mãe daria à eles.

–Meninos... tenho uma notícia para dá-los, mas... não contem para Sarah agora... e, por favor, sejam fortes. -ela se sentou em uma poltrona, apoiou suas mãos em seus joelhos e os olhou com os olhos abismados -A Sarah está com Câncer.
–O quê???!!! -todos se assustaram e perguntaram ao mesmo tempo, como um côro.
–Ah não tia... A senhora tá de ''tiração'' com a gente, né? -Samuel falava rindo e com voz sarcástica.
–Quer nos pregar uma peça?! -Samantha estava incrédula.
–Olha, eu sei que a gente tem nossas brincadeiras, mas falar uma coisa dessas também já é demais, Dona Célia. -Patrick tentou ser calmo.
–Vocês acham que eu iria brincar com um assunto tão sério?! Minha filha está doente e corre o risco de perder a vida!

Minha mãe se alterou um pouco quando viu que meus amigos não queriam acreditar. Mas vencida pela tristeza, ela afundou suas mãos em seu rosto inundado pelas lágrimas. Meus amigos, ao verem ela daquele jeito, se deram por vencidos e lágrimas foram tomadas por todos ali. Eles não estavam acreditando que a Sarah, eu... poderia partir.

* * *

Autora: Na boa gente kkk... eu não sou muito de me emocionar fácil não, mas essa parte aí eu achei triste demais, caralho! Bem, voltando...

Já era de noite quando acordei. Minha mãe havia pedido para os meus amigos irem para casa descansar e tentar se acalmar. Bom, era difícil com uma notícia daquela, né?!
Fiquei deitada um pouco na cama, vendo a cortina branca sofrer uma pequena inércia com o vento. Mais um daqueles desmaios haviam acontecido e eu não sabia de onde eles viam!
Levantei-me e fui em direção ao espelho que ficava na porta do meu guarda-roupas. E me observando, pude ver que eu estava um pouco mais magra e pálida. Nossa! Com aquela imagem inaceitável que estava vendo, tive uma ideia de, pela manhã, ir me matricular em uma academia para ganhar massa muscular.

–Ah... você já acordou!
–Oi pai. Tudo bem? -o homem alto de pele branca, cabelos castanho claro e olhos da mesma cor, entrou em meu quarto, era meu pai.
–Estou bem filha. E você? -ele me abraçou.
–To melhor, pai. Mas estava me olhando ali e vi que perdi um pouco de peso. Estou pensando em me matricular em uma academia, o que você acha?! -como se fosse uma criança inocente, expliquei os fatos para o meu pai.
–Acho uma ótima ideia, Sarah. Mas amanhã você, sua mãe e eu, vamos ao hospital.
–Hospital?! Porquê?! -o olhei incrédula com o cenho franzido.
–Bom... -ele coçou a nuca.
–Amor, telefone pra você! -minha mãe que ESTAVA ESCONDIDA ATRÁS DA PORTA chamou o meu pai.
–Já estou indo, querida. -e saiu do quarto sem me dar explicações.

Dá pra acreditar que eles tramaram essa cena só para o meu pai me avisar que iríamos no hospital?! De todos os momentos ocorridos na minha vida, este foi o mais sacana possível! Nem os meus amigos, que são meus amigos não fazem isso, pros meus pais fazerem?! Ah vai se foder cara! (Podem rir!)

* * *

A manhã começou com um céu no tom cinza. Não estava me sentindo bem psicologicamente, parecia que eu receberia uma má notícia, sei lá! Só estava com uma má impressão.
Tomei meu banho, vesti uma calça de jeans preto, uma camiseta branca com uma guitarra na frente, All Star, um casaco preto e meus cabelos soltos e rebeldes.
Entrei no carro dando um bom dia super animados para os meus pais, mas eles não estavam na mesma vibe.

Paramos em frente ao hospital Matias Santa Cruz, o mesmo que passei uma noite no dia do show. Uma enfermeira nos acompanhou até a sala do nosso destino e, observando as salas ao lado, vi uma que estava semi-aberta e uma menina da mesma idade que eu estava lá. Curioso, era ver que ela estava chorando por estar tendo seus cabelos longos e vermelhos cortados.

Logo a nossa porta de destino foi aberta e minha atenção se voltou para a placa que estava em seu centro. ''Doutor Carlos'' era o nome do sujeito que estava nos esperando.
Sala branca, típica de consultório de hospital. Velho, na boa... eu odiava essas salas!

–Olá. Você deve ser a Sarah, não é? -um homem vestido por um sobretudo branco levantou e veio me cumprimentar.
–Sou eu. Como sabe o meu nome? -o olhei de cima a baixo e parei uma atenção rápida no seu bigode. Era alinhado, mas horrível à minha opinião.
–Sarah, você está aqui, porque estive fazendo análises na pequena amostra de sangue que foi coletado na noite que você passou aqui.
–Hum... E qual é o resultando?
–Não sei como te dar essa notícia...
–Com a boca, cara. Fala logo, larga de drama!

Autora: Essa patada que a Sarah deu, me fez lembrar da Chris de Never Forget Me. (cara de lua preta)

–Sarah?! Isso são modos, filha? -minha mãe me chamou atenção.
–Então, gata... lamento-lhe dizer, mas você está com leucemia.
–Você só pode estar de zoera comigo! -o olhei ríspida.
–Não, Sarah... aqui está os resultados, veja você mesma. -ele me entregou os papéis.
–Isso é mentira! -jogando os papéis no chão, sai correndo com os olhos cheios de lágrimas. Queria fugir daquela realidade, aquele pesadelo. Queria acordar!

Continua...

Notas finais
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