Notas iniciais
Me perdoem se este capítulo não ficou muito bom. Estou fazendo curso e estudando muito, aí minha cabeça, às vezes, fica toda embaralhada. Mas vou me esforçar o bastante no próximo, beleza? -beleza. Boa leitura. :* Chanel, esse é teu, gato!

Fé

''Às vezes, o túnel é tão escuro, que ver uma luz fica quase impossível...''

–Sabia que isso ia acontecer!
–Ela é jovem, Dona Célia... é normal ter uma reação assim.
–Você fala isso com a maior tranquilidade do mundo, não se importa se minha Sarah morrer?!
–Calma... não é isto que estou insinuando... Trabalho com jovens há oito anos e essas reações são as mais comuns por aqui. Agora...
–Agora, se dê licença, irei me retirar para encontrar a minha filha, okay?!
–Mas... e o tratamento?
–Não se preocupe com isso, provavelmente amanhã estaremos aqui.

Toda vez que alguma coisa me abalava, eu corria para a praia, um lugar de refúgio para mim. Sentava na areia, ouvia o barulho das ondas, as crianças corriam com suas bolas... me tranquilizava, me fazia esquecer de todos os problemas.
Mas naquele dia... naquele dia tão cinzento, ''esquecer, tranquilizar'' eram palavras que estavam fora de cogitação!

Sentei-me na areia branca e fina daquele imenso e infinito azul. Observei a beleza das ondas que iam e vinham. O som da música Vermilion part 2 estava me causando uma espécie de Flash Back. Agora, mais do nunca, torcia para que a voz do Corey me acalmasse como as outras inúmeras vezes. Porém... vi que era impossível.

Minha vida, meus sonhos, meu amor, a esperança... senti como se eles estivessem sendo arrancados de mim, jogados para longe, para o fundo do mar. As lágrimas foram escorrendo suavemente pelo meu rosto. O vento soprava uma brisa fria... e meu casaco já não era o suficiente para me aquecer naquele momento.

Pensei em ir para casa, mas não queria ver os meus pais por agora. Pensei também em ir para a casa da Samantha, ou qualquer um dos meus amigos, porém... estava sem forças para encarar qualquer pessoa na minha frente.
Será que eu estava em um pesadelo?! Me belisquei inúmeras vezes para ver se acordava, mas... vi que aquilo era uma realidade mesmo. Uma realidade inaceitável! Jesus, como isso foi acontecer?!

Eu não estava tão convencida ao ponto de achar que ninguém iria me encontra ali. Eles são meu melhores amigos, não são? Aqueles miseráveis sabem tudo sobre mim! E Patrick sempre soube onde me encontrar quando certas coisas não estavam indo bem pro meu lado.
Naquele dia, o garoto estava usando uma calça jens azul escuro, uma blusa verde também escura, um casaco preto, tênis e sua típica touca cinza de capoeira.

–Sabia que ia te achar aqui, garota. -ele veio em passos lentos ao meu lado.
–Oi Trick... -respondi em um tom triste.
–Vem cá, amiga. -ele se sentou ao meu lado e me abraçou. Dessa vez eu chorei com todas as minhas forças.
–Eu vou morrer, Patrick... -falava soluçando.
–Não, meu amor... você não vai morrer, tenha fé. Todos nós estamos com você, prontos para te ajudar em tudo que precisar, relaxa. -ele tentava me acalmar, mas era impossível. Logo vi lágrimas rolando de seus olhos castanhos também.
–Ai Patrick, me ajuda! -chorava com mais força. -O que eu fiz pra merecer isso, meu irmão? An?
–Tudo vai acabar bem, tudo vai acabar bem...

Ele sempre esteve comigo em todos os momentos, sendo eles tristes ou felizes. Patrick sempre era o primeiro que estava lá para me ajudar, enxugar minhas lágrimas.

–Me promete que vai fazer o tratamento? -ele segurou meu rosto delicadamente com suas mãos.
–Porque eu faria? Tudo tá acabado...
–Porque... ''Não importa o que acontecesse, sempre terei fé... Jamais irei deixar que os acontecimentos da vida me abalem...'' -ele me olhou fixamente nos olhos, segurando o riso da minha reação surpresa.
–Prometo... -o abracei.

* * *

–Filha... -minha mãe correu até a mim e me abraçou quando me viu entrar em casa. Retribui o abraço.
–E aí tia... E esse bolo? -Trick se jogou no sofá, ele sempre se sentiu em casa na minha casa. (na minha casa kk)
–Tá no forno, meu bem. -sorriu para ele. -Sarah, nós temos que conversar. -em seguida olhou fixamente para mim.
–Não mãe... calma... eu vou fazer o tratamento. -gesticulei um sinal de ''me rendo'' com as mãos e sorri.
–Sério?! Que bom meu amor! -ela me abraçou mais forte e muito feliz.
–Eu que convenci ela, mereço bolo! -Patrick gritou, todos nós sorrimos.

* * *

–Sarah! É uma surpresa tê-la aqui! -Doutor Carlos, veio me cumprimentar animado.
–Me perdoe pelo mal jeito que lhe tratei no dia passado, eu estava estressada. -o olhei sorrindo.
–Esses jovens de hoje em dia... -apertou minhas bochechas e sorriu.
–Como será feito o meu tratamento?
–Senta, fique a vontade, irei lhe explicar os detalhes.

Estava mais do que decidida a fazer aquele tratamento, pela minha mãe, pelos meus amigos. Mas algo falava dentro de mim que tudo iria acabar... sendo bem, ou sendo mal, iria acabar.

Continua...

Notas finais
Gostaram?