Notas iniciais
Oi, eu sou Rory, eu vou contar como nasci. Umas pequenas coisas que vocês precisam saber. 1 - Meus Papais são casados. 2 - Meu Papai Kurt tem um útero e a ciência não sabe explicar isso. 3 - Tenho 11 anos 4 - Meu Papai K é o ator mais famoso da Broadway e meu Papai B é o produtor, cantor e compositor mais famoso de New York e dos Estados Unidos e tem uma gravadora de muito sucesso. 5 - Temos uma casa grande e somos ricos 6 - Em 2013 Papai K e B entraram na NYADA, se casaram em 2015, terminaram a NYADA em 2017, em 2018 Papai K conseguiu fazer um papel grande na Broadway e com o salário deu o estúdio pro Papai B, se chama "Gravadora Louis". E hoje só aumentam mais o dinheiro.

Kurt assim que abriu os olhos, foi correndo diretamente para o banheiro. O castanho abriu a porta do banheiro de sua suíte e colocou a cabeça dentro do vaso de porcelana.

– Ótimo, acordar vomitando. Parabéns, Anderson. – Pensava Kurt quando mais um fluxo de vomito veio. Depois de alguns minutos de despejo atrás de despejo, Kurt ouviu a voz do marido vinho do quarto:

– Kurtie? – Perguntou o moreno, ele estava sentado na cama, com o ouvido direcionado a porta aberta do banheiro.

– Aq- Kurt não conseguiu terminar a frase, pois havia vomitado novamente. Enquanto o homem espera no chão sentado um novo fluxo, ouviu pés descalços caminhando até o banheiro.

– O que aconteceu, amor? Comeu algo estranho pela madrugada? – Perguntou o moreno, enquanto limpava o suor da cabeça de Kurt. O castanho havia encostado as costas e cabeça na parede mantendo a cabeça levantada e os olhos fechados.

Blaine com todo cuidado, pegou uma toalha no armário do banheiro, molhou e passou pela testa e lábios do marido. Depois de um tempo respirando fundo, o castanho finalmente respondeu:

– Eu não sei... E-eu... Calma. – Mesmo tendo vomitado quase tudo que havia no estomago, Kurt ainda sentia as náuseas chegado. Tomou um novo suspiro e respondeu: — Eu acordei de manhã... E me deu um enjoou quando senti o cheiro de comida. – Kurt tinha um olho aberto em direção ao marido. Blaine examinava toda a extensão do rosto de porcelana, notavelmente preocupado.

– Ah, Kurt. Não foi nada que você tenha comido, porque se não eu também estaria vo-

Blaine recebeu um empurrão no peito de Kurt, que mais uma vez estava vomitando.

– Exatamente. Eu queria pensar em alguma viável para se encaixar e responder por que disso logo cedo... – Kurt limpou a boca com a parte de trás da mão. Agora não era o momento perfeito para se preocupar com higiene.

– Eu vou pegar um remédio pra você e já volto, ok? – O moreno beijou a testa do marido e foi pegar algum remédio dentro na cozinha.

Kurt apenas assentiu e esperou sempre voltando para a mesma posição de ficar com a cabeça encostada. Quando o castanho pensou que havia acabado, mais uma vez estava vomitando.

Depois de cinco minutos que Blaine voltara com uma bandeja contendo um remédio para náuseas e um copo de água, ele deixou a bandeja na mesinha do Kurt e foi checar o castanho no banheiro. Assim que entrou, encontrou o marido desfalecido no chão do banheiro.

– Kurt?! – O moreno correu e se jogou de joelhos no chão. Blaine analisava o rosto do marido procurando sinais de pancada e batinha no rosto do homem pálido. – Kurtie? Vamos querido! Kurt acorde, vamos querido. Kurt! Abra os olhos. Para de fingir, Kurt! – Blaine já estava ficando muito preocupado. O moreno correu até a porta do quarto e gritou por Marissa e novamente voltou para Kurt. – Ei, Kurtie! – Kurt estava acordando, mas Blaine havia levantado. – Mari-

– Se você chamar a Marissa mais uma vez, se considerem morto, Hummel. – Kurt e Blaine depois que haviam se casado, haviam trocado os votos e nomes, ou seja, Kurt chamava Blaine de Blaine Hummel e Blaine chamava Kurt de Kurt Anderson. Ideia de Blaine. — E para de me chacoalhar ou vou vomitar em você. – O moreno riu.

– Você me assustou, Kurtie. – Blaine finalmente, desabou sentando no chão.

Espera... Eu me levantei, fui escovar os dentes e vim parar no chão? Eu desmaiei? Além de ser em cena, isso nunca acontecia. Definitivamente não estou bem e Blaine não irá saber. – Kurt refazia os passos se lembrando de tudo o que acontecera e de como havia parado no chão e desmaiado.

– Sério? Eu pensei que euestava fingindo... – Blaine gargalhou jogando a cabeça para trás.

– Bobo. — Disse Blaine.- Fiquei em pânico, oras! Meu marido está colocando as tripas pra fora quando eu saio do banheiro e quando volto, ele está no chão, desmaiado. Não quero virar viúvo cedo. – Os dois caíram na risada com as graças de Blaine. Talvez a doença de Kurt tenha ajudado a deixar os dois passarem uma manhã animada igual essa.

– Amor...

– Diga, querido. – Blaine havia encostado na parede, colocando Kurt entre suas pernas e fazia cafuné no castanho.

– Eu estou com medo. – Confessou o castanho quase inaudível.

– Do que exatamente? – Blaine tentou olhar para o marido. Kurt que estava de costas para Blaine, girou, colocando as pernas em cima da perna esquerda de Blaine, o ombro direito em cima do peito do moreno, assim como a cabeça em baixo do queixo. Kurt encarava a mão direita depositada no peito do marido

– Ser algo grave... – Kurt mudou seu olhar para olhar os olhos de Blaine. Kurt e Blaine observavam o medo notável nas pupilas dos dois.

– Não é querido. Pode ter certeza que não é... – Blaine passou os braços pelo marido e balançou Kurt como se fosse uma criança chorona. – Venha, vou te levar para cama, para poder tomar o remédio que Marissa trouxe. – Blaine se levantou com Kurt em seu colo. O castanho se sentia seguro nos braços de Blaine, como de nenhum outro.

Blaine depositou Kurt em seu lado da cama, já que o lado de Blaine ficava mais perto do banheiro. Blaine deu a volta na cama, pegou o copo e o remédio, subiu na cama e ofereceu para Kurt. Kurt pegou os itens e tomou. Kurt encostou a cabeça na grande cabeceira de madeira preta.

– Blaine, eu não quero ir ao hospital... – Kurt era inteligente e conhecia Blaine e suas intenções como ninguém.

– Eu sei, eu sei... Sei que tem seus motivos. – Todos voltados a Elizabeth, Burt quando teve câncer e o moreno quando quase ficou cego no ensino médio. As pessoas que Kurt mais se importava. – Mas para sabermos o que causou isso, precisamos fazer. E além do mais, eu prometi: “Na saúde ou na doença”.

– “Na alegria ou na tristeza...” – Completou o castanho.

– “Na riqueza ou na pobreza...” – O moreno se aproximou mais do marido.

– “Por todos os dias de minha vida.” — Disseram juntos e selaram os lábios. Kurt era louco pelo marido dele

– Ok, vamos lhe arrumar. – Disse Blaine. – Mas não tanto, porque em Nova Iorque, parece que todos os médicos são gays. – Blaine foi pegar algumas roupas no closet do casal, que na verdade era mais de Kurt, do que dividido. O Anderson riu, jogando a cabeça para trás.

Blaine, eu sou sexy e atraente até mesmo doente. Se você me vestir do modo mais ridículo possível, vai haver um modo de atrair a atenção. E não vai ser por estar ridículo. – Disse Kurt enquanto se sentou na cama, colocando os pés para fora da mesma.

– Voltei. – Blaine voltou com algumas roupas dobradas nos braços.

– Não uso calça capri e nem polos. – Kurt não se lembrava daquelas roupas. Ele nunca se lembrava.

– Um par de calças pretas e uma camiseta branca. Está bom, resmungão? – Blaine se abaixou na frente do marido.

– Sim. – Kurt deu um enorme sorriso, mostrando os dentes brancos.

– Você fala das minhas roupas, mas me ama mesmo assim. – Blaine ajudava Kurt a tirar a camiseta do pijama, levantando a barra da roupa.

– Convencido. – Kurt sorriu quando se viu livre da camiseta. Blaine foi dobrando a camiseta nova para colocar entre a cabeça de Kurt.

– Eu queria te trazer um short, mas você só usa em praia ou quando vai dormir usa esses micro-shorts. – Blaine apontou para o short antes de colocar as mãos no elástico e tirar. — Pelo menos eles são muito curtos e mais fáceis de tirar. – Kurt calculou o que tinha acabado de escutar.

– Engraçadinho...

– Você gosta... – Blaine colocou a primeira perna, depois a outra e por fim, subiu a calça. – Com o passar dos anos, aprendi a colocar suas calças com mais facilidade em você. – Kurt respondeu mostrando a língua.

– Agora vá se vestir. – Kurt mandou enquanto colocava as alpargatas brancas. Depois de um tempo esperando, Blaine apareceu com uma bolsa para Kurt por documentos e antigos exames médicos.

– Vamos? – Blaine estava com uma bermuda bege, camisa azul marinho e um par de alpargatas pretas.

Assim que os donos da casa se encontravam no fim da escada, encontraram Peter no início, com as mãos atrás do corpo e olhando para os patrões.

– Bom dia, senhor e senhor Hummel-Anderson. – Disse o homem de aproximadamente cinquenta anos, cabelos um pouco brancos, cheio de rugas, mas ainda com uma postura impecável.

– Bom dia, senhor Morris. – Quando Blaine chamou o velho homem pelo o sobrenome, ele acabou estranhando. Kurt acabou rindo.

– Bom dia, Peter. – Kurt finalmente falou. — Nos chame de Kurt e Blaine, ainda temos vinte e oito anos. – Kurt disse e o velho homem sorriu fazendo mostrar mais rugas.

– Tudo bem, como queiram. O café de vocês já está na mesa. — Disse o homem indicando com o braço a cozinha atrás dele.

– Não vamos tomar café. Kurt se sentiu enjoado hoje mais cedo e vamos ao médico. Peça a Marissa, que quando voltarmos, ela faça a comida preferida de Kurt. – Blaine preferiu não citar nenhum nome de comida, por medo de causar mais náuseas.

– E com muito presunto. Por favor. – Kurt disse com as mãos juntas, se referindo à lasanha.

– O senh-Você é que manda... Kurt. – O homem estranhou um pouco mais conseguiu. Pediu licença e se retirou.

– Obrigado, Peter. – Chamou Kurt para o homem.

O casal terminou de descer os últimos degraus, atravessaram o hall e pararam na porta. Kurt se perguntava por que tinha escolhido aquela mansão tão grande: Oito suítes, o dois lavabos, uma cozinha gigantesca e toda moderna, uma sala de estar também enorme e completamente branca, havia também uma mini-biblioteca, onde Kurt adorava ficar, uma sala que parecia uma sala de cinema, porém menor e tinha até um palco, tinha o estúdio de Blaine do lado do cinema. Do lado de fora da casa havia uma enorme piscina, com um playground e uma sala de jogos. Umm pouco adiante da casa e da piscina, havia a quadra de esportes e a de tênis. Se contar os jardins, um na fachada da casa e um enorme nos fundos. E no subsolo havia a garagem com alguns carros. A casa era cercada por um grande muro e a fachada por um muro de pedras com trepadeiras e era vigiado por seguranças e câmeras. A casa era realmente enorme e bem dividida, afinal, o terreno era monstruoso. Blaine se perguntava até hoje, como um casal talentoso de Ohio, acabou tendo uma das maiores casa de toda Nova Iorque e como ele e Kurt haviam conseguido tanto dinheiro, porque Blaine não ganhou um centavo dos pais desde tudo.

Kurt e Blaine estavam na varanda da mansão, onde Kurt arrumava as sobrancelhas de Blaine e esperavam James, o motorista. Quando o carro começou a vir da garagem, os dois desceram os degraus da varanda e aguardavam o carro estacionar.

– Prontos senhores? – Perguntou o motorista com seu cap. James era latino e tinha entre seus trinta anos, era forte e bonito. Ideia de Kurt, mesmo Blaine sendo contra.

– Não. Faça de novo, ao invés de “senhores”, use “Kurt e Blaine”. – Kurt disse com os braços cruzados. Blaine assistia tudo com as mãos nos bolsos.

– Vamos... Kurt e Blaine?– Disse o motorista mostrando um sorriso radiante. Blaine admitia, ele era bonito.

– Bem melhor, Jam. – Kurt disse quando passou para entrar no carro. Blaine tentou não se estressar com um mero apelido besta. Quando já estavam na rua, Kurt ficou imaginando como seria no hospital.

Não deve ser nada grave... Assim espero...

Notas finais
(: