O Diário de Gabriela
1 Capítulo 1
1º Capítulo: Novo colégio ... Nova vida?
‘’Aonde estiver, espero que esteja feliz e encontre o seu caminho, guarde o que foi bom e jogue fora o que restou.’’
Eram exatamente seis horas da manhã, 24 de Abril de 2010, quando meu celular despertou me dando o sinal de que era segunda-feira e que seria meu primeiro dia em uma escola nova, com pessoas novas.
Talvez isso fosse bom, sei lá, novas amizades novos ares minha mãe com certeza sabia o que fazia para me fazer bem.
Tomei um banho quente na manhã fria que fazia em São Paulo, coloquei a camisa de uniforme um casaco preto cheio de caverinhas roxas, uma calça skinny preta, uma make bem escura e maraca eo cabelo como sempre repicado e com os fios da franja super bem alinhados.
Desci e na geladeira havia um bilhete da minha mãe dizendo que teve que sair mais cedo.
Tomei café no silêncio da cozinha.
Desci as escadas, sai do prédio e fui andando, admirando como era bonita aquela selva de aranha-céus que era São Paulo.
Avistei de longe o colégio, era bonito, grande, branco e verde (cor de hospício).
Suspei fundo e entrei, sei lá não acredito em supertições mais entrei com o pé direito, talvez me dê sorte certo?! As pessoas me olhavam, pareciam perceber que eu era aluna nova, pareciam querer rir, talvez.
-Oi, sou a Ana– uma menina loira e sorridente do nada apareceu do meu lado.
-Oi, sou Gabriela– respondi e sorri de volta.
-Você é nova aqui não é? – ela perguntava , mais no fundo sabia a resposta.
-Sim eu sou – sorri e ela sorriu de volta.
-Então, sabe a sua turma?
-Hum – olhei no papel – sou da sala 210 – olhei pra ela meio assustada quando arregalou os olhos – o que tem de errado com essa sala? – perguntei confusa.
-É a minha sala, mais não é isso que há de errado, o que realmente você não merecia é que, nada não deixa.
-Ah! Não agora fala – fiz bico e ela sorriu
-É que tipo, 210 é a sala do meu irmão Pedro Gabriel – ela fez cara de pena.
-E o que tem demais nisso?
-Ele é um chato, insupotável, vai ficar te azucrinando por você ser aluna nova.
-Ah! Depois quando eu deixar de ser aluna nova, ele para – rimos e o sinal tocou.
Subimos juntas lentamente as duas fileiras de escadas e aquela pequena rampa até chegar em frente a nossa sala, ela entrou, deu um abraço em um menino loiro, em um moreno alto, em um moreno baixo e um tapa na cabeça do menino que devia ser o irmão dela, depois do tapa susurrou alguma coisa em seu ouvido, ai eu entrei na sala, ele se virou e eu me encantei com aquela pele braquinha, aqueles olhos castanhos-esverdeados, ele sorriu.
Eu gelei, mais percebi que o professor tinha entrado na sala e então tive que procurar algum lugar bem rapido para que eu pudesse me sentar, o único lugar vazio era perto dele, ou melhor na frente dele, fui até lá me sentei colocando minha bolsa no encosto da cadeira e me virando novamente para frente.
-Bom Dia classe! – exclamou o professor – E Seja bem vinda – disse olhando diretamente para mim que afirmei com a cabeça e sorri.
Seria novidade se eu disesse que a aula estava um tédio? Não? Então ok, estava um tédio, até que sinto alguem colocando a mão no meu ombro, me viro e sim era ele com o sorriso mais lindo do mundo.
-Meu nome é Pedro Gabriel, e o seu?
-Gabriela – sorri
-Gabi, pode chamar de Gabi?
-Não!
Ele convertão a sua feição de sorriso para um rosto meio que de raiva misturado com tristeza e eu me virei, o sino bateu e eu desci as escadas e a rampa super rápido, queria ir embora daquele colégio sem olhar para o rosto do Pedro Gabriel, afinal eu não poderia estar encantanda com uma pessoa que eu acabara de conhecer.
Mas senti uma mão me puxando e quando virei era ele.
-Ai garoto você está me machucando me solta.
-Solto, solto sim mais só depois que você me ouvir.
-Então fala logo.
-Aqui não – ele disse nervoso
-Porque não é tão importante assim que ninguem pode ouvir?
-E se for? – ele perguntou a cada segundo ficando mais nervoso e me fitando com mais raiva.
-Aonde nós vamos?
-Pode ser em uma lanchonete? É aqui perto – ele falou se acalmando
-Pode – respondi seca
-Então vamos!
Ele saiu andando na frente, ele andava rápido parecia desgorvernado ele não olhava para frente e sim para baixo, ele entrou na tal lanchonete e eu entrei logo atrás e me sentei na cadeira de frente para ele.
Me sentei e fiquei o encarando .
E o encarei; encarei; encarei
-Olha eu não tenho seu tempo, ou você começa a falar ou ...
-Ou o que? – ele me interrompeu se levantando e ficando curvo por cima e deixando seu rosto bem próximo de mim.
-Fala logo Pedro Gabriel – disse arrastando a cadeira para trás e afastando ele de mim.
-Porque isso?
-Isso o que?
-PORQUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO COMIGO? – ele disse em meio a um grito enquanto um pouco das pessoas que estavam ali nos olhava.
-Porque está gritando?
-Desculpa, eu não queria – ele disse olhando para baixo – mais acho que aqui ainda não é o lugar certo para a gente conversar, vamos em um lugar onde eu me acalmo?
-Não fala logo.
-Ok! Eu falo.
-Você veio pra cá, para acabar com a minha vida não é?
-Acabar com a sua vida? Do que você está falando? – peguntei confusa
-Eu te falando disso.
Ele se levantou e se curvou novamente por cima da mesa, mais dessa vez não me deu tempo para fugir e me beijou, no beijo eu sentia dor e angustia, mais porque eu sentia isso?
-Gabriela- susurrou — EU TE ODEIO ! – ele exclamou forte novamente em quase um grito – não leve esse beijo para o lado pessoal, eu só queria ter certeza que eu ainda sou o “menino sem sentimento” – ele disse fazendo aspas com as mãos.
-Então continue ai, com essa falta de sentimento, continue ai zoando e deixando as pessoas confusas e pensando só em você, Pedro você não tem sentimentos mais as outras pessoas tem e se você não leva isso a sério problema é seu, mais é bom você começar a refletir sobre seus atos ok, porque ... quer saber não vale a pena falar com você – disse isso engolindo o choro, sai correndo e deixei ele ali parado.
-GABRIELA – ele gritou e eu nem dei ideia.
Entrei em casa chorando e peguei meu melhor amigo para poder desabafar:
24 de Abril de 2010
Como pode existir nesse mundo pessoa tão deploravel, ignorante, sem educação, idiota, chato, lindo, incrivelmente hipnotizante.
Como eu posso estar gostando desse ser? Como eu posso ter gostado do beijo, do gosto daquele idiota, eu tenho que esqucer ele, ele é um erro.
Fechei meu diario e o coloquei do lado da minha cama, me deitei e lentamente o sono vinha e vinha e quando dei por mim, estava acordando com a voz do Di , me arrumei novamente e fui andando lentamente para o colégio.
-Oi Gabriela – Ana disse com um tom meio baixo
-Oi Ana – falei num tom um pouco mais alto.
-Desculpa o Pedro?
-Como assim? – perguntei confusa
-Ele é assim na verdade para afastar as pessoas – olhei pra ela ainda confusa – a algum tempo ele se apaixonou por uma menina, no começo era mil maravilhas mais depois de um tempo ela começou a se mostrar uma pessoa seca e interesseira ela não amava o Pedro, ela amava a popularidade que ele fazia ela ter então a partir desse dia ele jurou que nunca mais, iria amar alguem de novo.
-Nossa.
O sinal tocou e enquanto eu estava entrando na sala eu trombei em um menino loiro.
-Ai desculpa eu estou desastrado – ele disse se abaixando para me ajudar a pegar minhas coisas.
-Me desculpe também – sorri
-Eu sou Thomas, namorado da Ana – ele sorriu de volta
-Ah! Eu so...
-Gabriela – ele me interrompeu
-É
Nos levantamos e ele segurou meu braço
-Gabriela aqui o seu ... diário – eu não estava acreditando que ele estava com o meu diario.
-Opa é o diario da menina sentimetal – Pedro Gabriel pegou meu diário da mão de Thomas que tentou até recuperar, mais foi em vão.
— Que droga menino! – gritei desesperada enquanto ele abria meu diário na frente da classe inteira. – Me devolve o diário, AGORA! – exigi enfurecida.
— Não – ele sibilou e folheou página por página enquanto todos olhavam atônitos para ele. O mesmo parou em uma página e disse em voz alta. – 24 de abril de 2010.
— Por favor! – praticamente implorei sabendo o que viria depois da data. O dia que fora o melhor de todos os meus dias vividos.
-Não – ele exclamou e parecia ter ódio realmente de mim.
-Por favor Pedro – meus olhos se debulhavam em lágrimas.
Ele balançou a cabeça negativamente e sorriu eu me levantei e sai correndo da sala, me sentei do lado da porta para ouvir ele ler e destruir a minha vida.
-24 de Abril de 2010 – ele repitiu a data e o silêncio tomou conta da sala.
-Vamos Pedro leia – uma menina disse
-É Pedro – um garoto concordou
-Olha ai galera o menino sem sentimentos está com pena da novata – a mesma menina disse.
-CALA A SUA BOCA MARIANA – ele sibilou forte e olhou pra porta e encontrou o meu olhar e assim que olhou para mim a primeira lágrima escorreu de meus olhos, ele desceu da cadeira fechou o diário e o colocou em cima da mesa.
-Quem incostar no diário vai se arrepender – ele olhou pra tal Mariana, veio andando em minha direção
-Me desculpa Gabriela – ele agachou na mnha frente e eu concenti com a cabeça – eu preciso ouvir da sua boca Gabriela, você me desculpa?
-Desculpo Pedro Gabriel
Ele se levantou e estendeu a mão, eu a peguei e me levantei.
Entramos na sala de mãos dadas, enquanto a maioria da turma nos olhava com a boca aberta, Ana, Thomas e os meninos morenos trasnformaram sua feição em sorriso e eu não entendi o porque.
-Gabriela me desculpa – ele disse em quase um grito enquantos todos ainda nos encaravam , seus olhos castanho-esvedeados começaram a agolmerar lágrimas de angustia e talvez de desespero por eu não responder.
-Desculpo – assim que respondi ele suspirou fundo e com alivio e o inesperado aconteceu, a tal lagrima que ele estava contendo, a tal lagrima que ele não queria que rolasse por seu rosto o desobedeceu e caiu rapido e fazendo uma linha molhada e salgada em seu rosto angelical, antes que ele pudesse secar eu dei um beijo na sua bochecha, talvez em cima da lágrima eu não sei.
-Obrigada – ele sorriu e me abraçou, eu fiquei em inercia sem saber o que fazer então decidi que o melhor a fazer era retribuir o abraço.
Me sentei na meu lugar e o diario estava em uma mesa vazia praticamente no centro da sala, nem eu me atrevia a levantar e ir pegar, estavamos todos sentados sem falar nada e não havia professores na sala.
Eu batia os meus dois dedos indicados na mesa imitando ou ao menos tentando imitar as batidas do meu coração e eu permanecia com os olhos fechados.
O sino bateu e meu coração disparou, parece que todos dispetaram e uma falação começou e era alta eu não estava me entendo.
-Gabriela – a voz dele me fez dispertar – ouviu o que a diretora disse?
-Não o que ela disse? – ele começou a rir e logo parou.
-Hoje os professores não viram, teve uma greve de não sei o que ai, estamos liberados.
-Ah! Que bom né – respondi sorrindo e olhando pra mesa onde estava o diario e pro meu desespero não estava lá.
-Eu peguei – ele disse me estendendo o diário.
-Obrigada – respondi pegando o objeto que ja me causou tanta increnca (rs) .
-Posso ler? Só o que tem a data de ontem, por favor – fez bico
-Ai... Pode – estendi novamente o diário a ele.
Ele pegou e eu sai da sala fiquei o observando da janela a folear o diário e chegar ao destino que ele leria.
Ele lia cuidadosamente, calmamente e de um instante para o outro um sorriso lindo apareceu, eu sai dalí não queria que ele me encontrasse, só amanhã, precisava pensar, precisava sair dalí.
Passei o portão do colégio como num flash e andei, andei rapido, mais foi em vão logo a voz que me hipnotiza me gritou e o grito foi alto muitas pessoas olharam para trás inclusive.Eu.
-GABRIELA – ele gritou mais uma vez.
Eu parei e ele veio, andando em minha direção e eu queria fugir, mais não podia.
-Eu soudeploravel, ignorante, sem educação, idiota, chato, confesso, mais eu descobri que tenho uma coisa muito importante, sentimentos, eu descobri que o garoto que um dia amou e que se dizia agora incapaz de amar se escondia atrás de uma camuflagem de dor e angustia, você é a minha salvação, eu também gostei no nosso beijo não eu não gostei eu amei eu precisava me desculpa e fiz alguma coisa que não gostou, sei que fiz muitas mais eu preciso de você.
-Pedro eu... – ele me interrompeu
-Você Gabi vai vim comigo,vou te levar em um lugar bem legal, você vai adorar – me pegou pela mão e nós corriamos.
2º Capítulo – Dança Comigo?
Chegamos em um lugar lindo era muito bonito, uma praça com muitos baquinho e era tudo muito natureza, tudo muito verde. Pedro pegou minha bolsa e colocou no chão do lado da mochila dele.
-Preciso fazer uma coisa – ele disse sério.
-O que? – respondi também ficando séria.
-Isso – ele selou seus lábios grandes, nos meus e começou um beijo, tranquilo, com amor e paixão completamente diferente do primeiro – Dança comigo?
Eu sorri e afirmei com a cabeça, e assim que começamos a dançar, sem música na praça vazia um pingo caiu em meu nariz me fazendo fazer uma careta incoluntária e o Pedro rir, era a chuva, logo estava forte e ele me abraçou me segurou parecia que tinha medo de me perder.
-Quer namorar comigo? – ele susurrou e eu não respondi
-Quer namorar comigo? – ele repitiu agora em um tom mais alto, mais o choque ainda não havia passado.
-QUER NAMORAR COMIGO GABRIELA? – ele gritou e sorriu quando percebeu que eu “acordei”.
-Sim – e mais um vez fomos envolvidos no ritmo da dança, do amor e do beijo, aquele momento poderia se eternizar, poderia chover eternamente, que eu estaria alí feliz, contente porque o impossivel aconteceu. O menino sem sentimento foi capaz de amar, foi capaz de ME amar assim como eu amo ele.
-Eu te amo Pedro – eu disse suspirando
-Até quando? – ele perguntou segurando o sorriso
-Pra Sempre e você me ama até quando? – perguntei séria
-Sempre (rs) e se existir alguma coisa depois do sempre é lá onde meu amor por você vai estar, MINHA menina Gabriela.
Pedro Gabriel Lanza Reis e Maria Gabriela Silva de Lucena se amaram eternamente.
Fim ♥
Ana Clara Moura.
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