O Diário de Charlotte McTaylor
12 Como vai ser minha volta?!
20/09
Charlotte McTaylor
Agora são exatamente 8h23am, vou ter que ir para a casa da Maeve antes do meio dia. Ontem falei com a Avery que queria que ela me adotasse, tentei ser bem expressiva quando falei isso, mas ela me disse que não teria tempo algum para mim, e que seria melhor eu ter minha mãe do meu lado. Ninguém entende essa relação entre eu e a Maeve, absolutamente ninguém. Talvez o Sr. Mohammed porque é o trabalho dele, ele tem que entender seus pacientes de alguma forma. Falei para ela que não me importava se ela tivesse tempo ou não para mim, que quando eu passei esses dias aqui com ela, foram os melhores depois que meu pai morreu.
Estou agoniada. Não quero ir para aquele lugar, lembrar-se da minha mãe dizendo que me amava, e agora ela me odeia. Na verdade sempre me odiou, mas nunca mostrou isso por completo. Que ela não ia com a minha cara eu já sabia, mas que ela me odiava eu nunca imaginava. Lembrar-se do meu pai em todo o canto da casa, e dos momentos únicos que eu passei com ele lá.
Ontem, depois de falar com a Avery vim-me para meu quarto e fiquei lembrando-se do velório do meu pai e depois vi o filme.
Eu estava tão sozinha naquele lugar. Ele foi enterrado às 17h45, eu fiquei lá até 22h40, parecia que eu estava ainda com ele. Mas tinha alguns pés de barro nos separando. Eu o ouvia dizendo que eu era especialmente dele e que ele nunca me deixaria, prefiro acreditar nisso a acreditar em que ele me deixou. Ainda não posso acreditar que ele não está mais aqui, parece que ele foi viajar e que logo vai voltar, mas só em pensar que ele nunca mais voltará, que nunca mais vou ver o sorriso dele novamente, da vontade de me enterrar ao lado dele. Queria poder voltar lá, falar com ele e dizer a ele tudo o que está me ocorrendo.
Quando chegar a casa, vou direto para o quarto do meu pai, e vou pegar o agasalho dele, o que ele mais gostava. Vou dormir com o agasalho todas as noites.
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