Arice POV:


Depois disso fomos para o carro do Ichiru onde seguimos rumo em direcção a um restaurante de luxo, não se ouvia nem uma mosca até que eu por pura curiosidade (ciúmes) perguntei de onde é que ele conhecia a Moka, não que aquilo me interessa se muito mas … pronto ok eu estava super híper ultra curiosa para saber de onde ele a conhecia aquela mulher.


Zero – Bem o meu trabalho trás me muitos conhecimentos. – disse com um sorrisinho maroto como se houvesse outro significado atrás dessas palavras e eu fiquei com uma cara como quem diz “já te descobri a careca”. – O que é essa cara?

Arice – Olha é a minha cara, não tenho outra.

Zero – Está bem, como queiras. – disse me com um olhar de indiferença como se não estivesse muito interessado em saber o que eu estava a pensar mas isso já é natural do Zero Kiryuu, não se disse mais nada desde então e fiquei tão perdida nos meus pensamentos que nem reparei que já tínhamos chegado.

Zero – O que vais querer? – perguntou me do nada, eu fiquei um pouco baralhada, como assim o que eu queria, o Zero não estava à espera que eu decidisse o que queria comer sem ter o menu na minha mão com todas aquelas comidas deliciosas que já antes de eu entrar no restaurante estavam a chamar por mim. – Despacha-te o homem está à espera. – disse um tanto apressado e de uma maneira um pouco grossa.

Arice – Como é que eu vou saber o que quero se não tenho um menu na minha frente! – gritei-lhe um tanto irritada com tudo.

Zero – Os olhos foram se feitos para ver, se fosses mais inteligente tinhas notado que o menu esteve à tua frente este tempo todo. – aquelas palavras foram tão fias que me senti como se me estivessem a dar uma facada no meu coração, mas qual foi o meu espanto quando olhei para a frente e vi um enorme placar mas não era o que eu esperava …. o placar do McDonald’s, só podia estar a gozar comigo eu disse “quero ir comer a um restaurante refinado” e ele leva-me a comer fastfood! Olhei para ele mas não disse nada e como de esperado ele nem se interessou, até que o homem que pergunta o queremos fez a pergunta “Bem vindos, o que desejam?”, ai eu agi, pôs me quase em cima dele para chegar à sua janela e falar com o homem.

Arice – Não queremos nada, já estamos de saída. – e voltei me para o meu lugar e o Zero olhou para mim e nada disse, destravou o carro e saímos daquele lugar, eu na verdade não sei se ele ficou chateado ou não, a verdade é que ele não abriu a boca o tempo inteiro, simplesmente guiou o carro.

Comecei a ficar um pouco triste a atmosfera estava horrível mas pensando bem a culpa não era dele, o defeito não era dele … era meu, é verdade que eu sou uma criança mimada mas eu só queria que ele olha se para mim, nem que fosse só a brincar, como eu queria que a Aiya estivesse aqui assim eu poderia perguntar lhe o que fazer, eu queria pedir desculpas, eu sei que não tinha agido da maneira correta, mas ao mesmo tempo não queria pedir, quando eu ia falar o carro parou e ele não olhou para mim, simplesmente disse:

– Já chegamos, sai. – estávamos à frente de uma loja de roupas de marca super híper mega ultra caras, eu não sabia o que estávamos ali a fazer, mas mantive me calada entramos e uma senhora dirigiu-se a nós.

Senhora – Senhor Kiryuu seja bem aparecido. – disse com um tom de voz muito humilde, parecia que se conheciam nunca pensei que o Zero viesse a este lugar comprar a roupa dele, afinal as roupas desta loja são para cima de 50 euros.

Zero – Por favor, eu já lhe disse trate me só por Zero. – naquele momento eu fiquei chocada o Zero, nunca tem aquele tipo de reacção para com ninguém “não sorrias assim para ela, não fales assim para ela” não tenho o direito de lhe dizer isso, fechei os meus olhos e virei costas.

Senhora – Peço desculpa senhor Zero, e então o que vai querer hoje? Uma camisola, umas calças chegaram umas à pouco tempo muito boas …

Zero – Hoje não venho comprar nada para mim. Está a ver aquela rapariga ali, quero que mostre os vestidos que lhe fiquem bem a ela, mas que lhe dêem um ar mais adulto. – disse enquanto apontava para mim, eu não consegui ouvir nada eu só vi a mulher a abanar com a cabeça em sinal de afirmação. Pegou em mim e mostrou me vários vestidos eu para ser sincera eu não gostei de nenhum, e a senhora continuava a escolher os que ela achava que seriam adequados para mim, até que houve um que pelo que parece ela pegou por engano e então ia para o colocar de parte até que a mão do Zero a impediu. – Este é perfeito!

Senhora – Este não faz parte da selecção de vestidos que eu fiz, devo o ter pegado por engano. Este vestido não é muito usado pelas senhoras mais velhas, como me pediu, geralmente este estilo é dedicado para jovens.

Zero – Mas é perfeito, o que eu queria era que ela não parecesse tão criança mas também não tão adulta. – e ri-se do seu próprio comentário.

Senhora – Sendo assim, agora falta o calçado.

Zero – Não é necessário eu próprio já escolhi o calçado para ela. Toma veste-te. – disse enquanto me dava o vestido e os sapatos. A roupa era linda …. (http://www.polyvore.com/untitled/set?id=58305981) …. e quando me acabei de vestir olhei me ao espelho, meu deus, eu senti me tão feliz, já não estava mais chateada com ele porque para ser sincera eu nunca pensei que o Zero escolhe se algo para mim, e eu sempre pensei que os seus gostos fossem mais para o estilo pervertido, mas para mim ele tinha escolhido algo muito bonito. Quando saí olhei para todos os lados mas não houve sinal do Zero e então perguntei à senhora por ele, e ela informou me que ele se encontrava no carro à minha espera, que tinha saído primeiro, para que quando eu estivesse pronta fosse ter com ele, sendo assim saí da loja e fui ter com ele no carro quando entrei seguimos caminho.

Eu tentei no caminho agradecer e desculpar-me mas o meu orgulho não o permitiu (PORRA LÁ PRO ORGULHO KURAN!) isto é tudo influências do Kaname que desde que eu era pequena me vem dizendo sempre as mesmas coisas “Nunca te rebaixes para ninguém”, “Mesmo que tenhas culpa de tudo, mentaliza-te que não tens culpa de nada” e esse tipo de coisas, por isso custa me um pouco pedir desculpas. Num abrir e pescar de olhos chegamos ao local, o Zero estacionou o carro e entrou no restaurante para reservar uma mesa para nós, eu só sei que passados treze minutos ele apareceu no carro e disse:

– Chegámos muito tarde eles fecham às 14H00 e já passa dessa hora … — ele suspirou e inclinou a sua cabeça para trás e o seu cabelo ficou de uma maneira engraçada e eu desatei me a rir e ele olhou para mim e sentou se confortavelmente no assento do carro e riu-se, olhámo-nos nos olhos durante uns segundos e depois ele pergunta “O que vamos fazer agora?”, ele estava tão fofo, kamisama de me forças para não me derreter toda.

Arice – Qualquer lugar está bom, vamos simplesmente comer qualquer coisa que nos aparecer à frente. – disse enquanto me sentava comodamente no assento do carro.

Zero – Sabes na verdade eu sempre quis fazer uma coisinha … era ir comprar sushi e comer no carro, o que achas? – ele disse aquilo com um sorriso de um lado ao outro, como é que eu seria capaz de recusar, geralmente o Zero é uma pessoa séria e de poucos sorrisos sinceros e naquele momento ele estava a rir e a sorrir, por isso, eu não dificultei as coisas e simplesmente abanei com a cabeça, dito isto fizemo-nos à estrada e fomos a um centro comercial onde o Zero foi comprar o sushi, ele entrou no carro e passou me a caixa com a comida, ligou o carro e saiu do estacionamento.

Arice – Para onde vamos agora? Assim a comida vai ficar fria. – não sei porque mas assim que acabei de falar o Zero desatou-se a rir e eu fiquei tipo “o que é que se passou?” ou “o que foi que eu disse de tão engraçado”.

Zero – Oh sou totó o sushi é frio e eu cá não quero comer com aquelas luzinhas do parque de estacionamento.

Arice – Ah, é verdadetinha-me esquecido completamente que o sushi era uma comida fria, bem então onde pensas ir?

Zero – Vamos a um lugar que eu realmente gosto. – não me estava a desagradar a ideia, ir a um lugar com ele, e estarmos os dois sozinhos a comer e a conversar, de pronto chegamos ao lugar, era numa pequena montanha, na verdade quando eu vi que era numa montanha fiquei toda empolgada a pensar “uauh, vou poder ver todos aquelas flores” como as que eu costumava assistir nos animes, mas para minha decepção lá só tinha ervinha e mais ervinha e flores tinha as que eu tinha no meu vestido. – Este lugar é lindo não achas?

Arice – Ui então não! – eu não me consegui conter tive de ser um pouco irónica pois eu só via ervinha a toda a minha volta.

Zero – Estavas à espera de outra coisa?! É por isso que eu não gosto de vocês … — o que é que ele queria dizer com aquilo, e quem eram o “vocês”? — … tu e o teu irmão são iguaizinhos, sabes porque é que tu não gostas deste lugar?! Porque tu não vês nada para além do que queres, estavas à espera de florezinhas por todos os lados?! Mas como só viste ervas não quiseste reparar em mais nada, é por isso que vocês são iguais, agem da mesma maneira, são mimados e tem a mania que são superiores aos outros. – pronto tinha de vir a facada , será possível! Abri bem os olhos e pôs me a olhar em redor e quando olhei para a direcção que ele estava a olhar apercebi me da paisagem que conseguíamos ver dali, mas não dei o braço a torcer pois o meu orgulho mais uma vez não me o permitiu. – Vamos mas é comer o sushi.

Começamos a comer e eu sentia me com um aperto no peito eu tinha de pedir desculpas mas em toda a minha vida raramente pedia desculpas com sinceridade, mas eu sabia que agora era o momento de actuar e pedir desculpa para ele, tinha de deixar todo o meu orgulho de parte.

Arice – Zero …

Zero – Sim. – disse ainda com a boca cheia olhando me nos olhos.

Arice — … GOMENASAI! EU SEI QUE POR VEZES SOU MIMADA, PARVA, TONTA E MUITAS OUTRAS COISAS MAS EU NÃO SEI SER DE OUTRA MANEIRA, POR ISSO, GOMENASAI! – eu tinha dito FINALY, mas agora eu sentia me super envergonhada e nem conseguia levantar a cabeça. Nesse momento senti o Zero a levantar-me a cabeça com as mãos e puxou-me para mais perto dele.

Zero – Eu sabia que tu não eras igual a ele. – e sela os nossos lábios.

Primeiro começou com um selinho depois passou a um beijo mais ardente, ele pedia passagem com a sua língua e eu autorizei, a sua língua fazia uma dança sensual com a minha. Não sei como mas já estava no colo dele e com as pernas em cada lado, Zero passou uma das suas mãos que à horas atrás estarão na minha cara, para acariciar as minhas costas e a outra a minha coxa. Eu já estava ficar com calores e um pouco nervosa. Eu nunca fiz nada disto nem sequer um beijo com a língua eu dei. Mas consegui ganhar coragem e passei os meus braços para a sua nuca.

Esto já estava a ficar com os calores, de repente Zero parou de me beijar e tirou a camisola, e eu fiquei a olhar para o seu tronco seminu, eu já o tinha visto mas não assim tão de perto nem a tocá-lo (AAAAAHHHH MEU DEUS EU VOU TER UM TRECO HOJE).

Zero – O que foi nunca viste um homemseminu? — diz rindo.

Arice – Não é isso é que…..

Zero – Tudo bem eu não vou mais longe se tu não quiseres. –disseme voltando a beijar-me.

Os beijos já passavam da boca para o lombo da minha orelha até ao meu pescoço, o Zero mordia-me de leve, e eu já lhe puxava os cabelos de leve, quando de repente sindo uma coisa a roçar na minha intimidade. Não me acredito o Zero júnior despertou do seu sonho eterno, agora é que isto vai aquecer.

Mas Zero percebeu o ocorrido então apertou um botão que punha o banco do caro deitado e puxou-me um pouco para cima.

Zero – É melhor ficamos só por aqui ok? – euolhei para os seus olhos e achoo que ele entendeu aminha confusão – Não estou a parar só porque tu és menor e tal, mas sim porque eu quero ir com calma e alem disso isto é um mundo novo para ti.

Arice – Visto as coisas nesse género, eu concordo.

Zero – Então vamos aproveitar antes de irmos embora ok?

Arice – Ok.

Zero deitou-se e puxou-me para o si, e eu pus a minha cabeça no seu peito ainda nu. Ele fazia-me festinhas na minha cabeça, conversámos um bom bocado até que eu acabei por adormecer ao som das batidas do seu coração.