O Diário Do Outro Mundo
3 25 de Maio de 2012 - Tarde e Noite
Notas iniciais
Julie vai estar pronta para enfrentar o Outro Mundo?!
Muitos devem não levar um diário consigo para um universo paralelo. Eu mesma não levaria. Mas este aqui estava no meu bolso junto com uma caneta. Eu o usei enquanto estava no carro. Escrevia e desenhava coisas sem sentido no final dele para passar o tempo.
Ok, a tarde não foi o melhor período do dia!
Não vi MUITOS monstros e também sem nenhum sinal de humanos nesse mundo esquisito!
Eu não podia ficar ali o dia inteiro comendo salgadinhos, chocolate e tomando refri! Bem, podia, mas não queria isso. Tinha vontade de “desbravar” esse mundo, mesmo eu tendo medo de dar de cara com aquele Ciclope!
Enfim, chega de discussão com meu diário. Peguei o pedaço de madeira e saí. Andei até mais ou menos a porta quebrada da loja de conveniência e me escondi. Do lado de dentro, observei tudo para ver se algum monstro maníaco me seguia. Nada – ainda bem!
Depois de constatar que não havia nada de estranho, ou no mínimo maligno naquela rua, fui para fora e com passos largos, cheguei a uma esquina. Virei para a esquerda e desci a rua.
Nada de mais atraía minha atenção! As casas e lojas estavam fechadas como todas as outras perto da minha “casa”. Andei mais ou menos um quarteirão e já avistei um monstro. Não – ainda bem, novamente –, não era o Ciclope!
Na verdade, depois de um tempo pude perceber que não era um monstro, mas sim três do mesmo tipo. Tinham uma forma humanoide, porém, algo estranho na cabeça me chamava atenção. Era como se tivesse uma bolha enorme e vermelha crescendo em suas cabeças.
Foi nesse exato momento que vi um daqueles seres olhando para mim, mesmo tendo os olhos encobertos pela bolha. Começou a vir na minha direção. Ele fez um ruído, que mais parecia um urro de dor.
Recuei um pouco e percebi uma coisa: Não tem pessoas nesse mundo desgraçado! Só tem essas merdas de monstros, então, não posso ficar recuando e fingindo acreditar que há uma saída, porque não há! O jeito é lutar e NÃO ficar esperando um milagre – porque não vai acontecer!
Lembro que uma lágrima escorreu pelas minhas bochechas. “Morram, seus monstros filhos da puta!”, foi um pensamento muito revoltoso, não é? Mas foi com essa raiva que ataquei os Homens-Bolha, mesmo que não fossem me atacar... Danem-se!
Acertei um na barriga e acho que fiz um furo. “Bolha”, isso que ele tinha na cabeça era nojento. Provavelmente mortal. Acertei e ela explodiu. Por sorte me esquivei a tempo, ele caiu no chão e não se mexeu mais.
Mais dois. Um tentou me atacar com os braços atrofiados que tinha, mas desviei novamente e acertei-o na cabeça jogando-o para o lado antes de sua cabeça explodir.
O último foi o mais difícil! O filho da mãe me agarrou e não soltava, eu estava ficando desesperada, quando coloquei minhas mãos em sua cintura e o empurrei até chocá-lo contra o poste. Este me soltou ficou meio atordoado, com um único golpe, estourei sua cabeça.
Nisso tudo, já anoitecia. Rapidamente voltei todo o caminho que fizera e já de volta à minha humilde casa, escondi-me e comi e bebi um pouco, antes definitivamente ir me deitar para descansar.
Notas finais
Espero que tenham gostado, em breve, capítulo novo!
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