O Diário De Stefan
4 Capítulo 4- Senhorita Callegheri
Notas iniciais
Espero que estejam ansiosos para conhecer um pouco mais dessa jovem! Bjs e boa leitura.
Ah, nao deixem de comentar ok?
Passei o dia seguinte em meu quarto, bebendo, me perguntando se um dia essa porcaria iria ter um fim. Não está sendo tão fácil, ainda me pego sentindo saudades de Elena, e até mesmo desejando que ela sinta minha falta, que ela perceba que precisa de mim e volte atrás, mas sei que isso não vai acontecer...
Hoje já é o segundo dia em que eu me mantenho trancado no quarto, com meus sentimentos e me sentindo perdido em meio à toda essa confusão.
De repente, eu me sinto sufocado dentro daquelas lembranças, em meio a saudade e a minha amargura.Decido dar uma volta, talvez olhar um pouco do mundo lá fora faça eu me distrair nem que seja por um tempo de tudo isso.
Eu ando até uma pequena livraria perto da lanchonete onde eu costumo beber e decido entrar e olhar algum livro, algo que possa me distrair um pouco enquanto fico em meu quarto, qualquer coisa é melhor do que ficar remoendo lembranças.
Eu começo a passear pela pequena loja, procurando por algum livro interessante, quando de repente, eu me deparo com a jovem misteriosa do bar...
Ela parece tão distraída com o livro que parece não perceber que eu estou me aproximando.
-Ora, ora, se não é o cara solitário do bar?!-Ela diz me pegando de surpresa.
-Solitário né? Porque você insiste nisso?-Eu pergunto curioso.
-Você estava se sentindo sozinho, não estava?-Ela responde me deixando sem palavras porque realmente ela está certa.
-Como você se chama?-Eu pergunto mudando de assunto.
-Viu? Solitário.-Ela diz rindo.
-Eu me chamo Stefan, e você?
-Olá Stefan!-Ela ignora a minha pergunta mais uma vez.
-Então, senhorita misteriosa, você não vai me dizer seu nome?-Eu tento mais uma vez.
-Bom, no momento, eu estava distraída em minha leitura.Eu já lhe disse o que você precisava saber ontem, e se me lembro bem de você, o meu nome não está na sua lista de necessidades.-Ela me diz com uma naturalidade que me deixa espantado.
-Wow, eu tenho uma lista de necessidades?-Eu pergunto sorrindo para essa garota estranha.
-Ah sim, você realmente tem.-Ela diz rindo.
-Bom, estranha que parece saber tudo sobre mim, quais são as minhas necessidades?-Eu não consigo deixar de dizer isso sem achar muito engraçado.
-Nesse momento, eu não sei você, mas eu estou morrendo de fome e vou sair para comer, você quer ir junto?
-Bom, eu posso dizer que fome está mesmo na minha lista de necessidades.-E nós dois rimos e saimos da livraria em direção ao mesmo bar/lanchonete onde nos vimos.
Nós sentamos e eu penso que realmente faz um tempo que eu não como, apenas bebo, e tenho bebido um pouco de sangue que trouxe, pois já que eu não sabia para onde iria, achei melhor fazer uma mala com algumas bolsas de sangue, mas nem isso tem sido meu desejo maior...
-Então, quais são as minhas outra necessidades?-Eu pergunto querendo ocupar a minha mente com alguma outra coisa.
-Sinceramente?Eu acho que você precisa de uma amiga!-Ela diz enquanto belisca suas batatas fritas.
-Sério? Uma amiga?-Eu não consigo deixar de rir com a observação dela.Como ela pode falar assim com alguém que ela nem conhece?-Porque você acha isso?
-Bom, em primeiro lugar, você não deve beber sozinho, qualquer que seja o problema, quando você bebe sozinho, ela dobra de tamanho.Em segundo lugar,você precisa ocupar sua mente e nada melhor do que uma garota que consegue falar sobre todas as coisas possíveis, porque simplesmente ela não consegue ficar calada.
Eu não posso evitar e solto uma risada com essa segunda observação dela.
-E terceiro, bom, não tem terceiro, você precisa de uma amiga e ponto!
-Entendi.E onde eu encontro essa amiga que se encaixa nos padrões especificados pela senhorita?-Eu não consigo deixar de sorrir com essa garota..
-Eu diria que ela tem 1,65 cm, longos cabelos ruivos e bebe como um vicking!-Ela fala de um jeito que me faz gargalhar.
-Então, você quer ser minha amiga?
-Olha eu não aceitaria se tivesse algo melhor para fazer, mas como eu não tenho, sim, eu aceito ser sua amiga.
Nós ficamos conversando por horas, ela me diz que está em Denver há pouco mais de 6 meses, ela estudava arquitetura e design de interiores em Nova York, mas largou o curso perto de terminar, depois de ser como ela gosta de dizer,”ter sido chutada por um idiota” que não a aceitava.
-Então, o que foi que ela fez com você?-Ela diz, e eu me pergunto como ela sabe que existe um “Ela”- Bom, porque você está triste demais pra que o motivo seja qualquer outro se não algo que envolva um “ela” no meio.-Ela responde a minha pergunta não feita.
Então eu começo a contar sobre todo meu problema com Elena, deixando de fora alguns detalhes, como o fato de eu ser um vampiro, meu irmão também, e agora minha ex-namorada.
Ele pede umas bebidas, pois segundo ela, essas coisas precisam de algo forte para acompanhar e eu sigo falando sobre todo o meu “drama pessoal”, e do quanto eu sinto falta de Elena e da vida que deixei para tráz...
-Nossa! E eu achava que o Dilan era um idiota.-Ela diz.- Mas a sua ex-namorada conseguiu superá-lo.-Ela observa. – Então realmente havia um “ela” ?
-Pois é.
-Isso merece um brinde.- Ela diz pegando 2 doses. –Aos idiotas que não souberam enxergar o quão bom nós somos e que agora fazem parte do nosso passado!
E nós brindamos e bebemos. Eu nunca havia pensado nisso dessa forma, nunca pensei que Elena seria um dia apenas parte do meu passado.
E assim nós seguimos conversando até que saímos do bar e caminhamos até onde eu estou hospedado.
-Agora que somos amigos, a senhorita vai me dizer seu nome?- Eu pergunto porque só agora depois de toda a conversa me dei conta de que ainda não sei como ela se chama.
-Uh, é verdade!-Ela rí.-Meu nome é Lorelai. Lorelai Callegheri, mas por favor me chame de Lori.
-Você é italiana?
-Minha família veio de uma província em Treviso, como você sabe? Poucas pessoas associam meu sobrenome.- Ela pergunta curiosa.
-Bom, é que eu também venho de família italiana, Salvatore, Stefan Salvatore.-Eu explico a ela.
-Savatore...Sua família não é uma das famílias fundadores de...droga, esquecí o lugar!
-Mystic Falls! Minha família é dos fundadores de Mystic Falls.-Eu explico.
-Isso mesmo! Eu já estudei sobre isso quando era mais jovem. Bom, preciso explicar ao senhor Salvatore que a única coisa que herdei foi o talento para cozinhar.-Ela diz rindo.
-Isso é bom, até porque só tenho comido comida do hotel.-Eu digo.
-Senhor Salvatore, o senhor está com sorte, amanhã à noite o senhor está convidado para jantar em minha casa! Vou fazer uma das minhas especialidades: Lasanha!.-Ela diz fazendo um floreio bobo.
-Okay senhorita Callegheri, como quiser, mas onde é a sua casa?
-Ah sim, é verdade, olha, não se acostume, pois é apenas porque estou de bom humor, mas eu vou passar aqui para busca-lo amanhã às 19hs, esteja pronto!
-Uau, uma amiga, que cozinha e ainda me dá carona! Eu realmente estou com sorte.-Digo sorrindo.
-Mas não acostume-se Sr.Salvatore!-Ela rí.
-Então até amanhã Sta.Callegheri!
-Até amanhã Sr.Salvatore!
E assim ela sai caminhando e eu volto ao meu quarto, só agora me dei conta de que fora o momento em que falei sobre Elena, eu praticamente esquecí das coisas que estavam me deixando solitário.
Essa garota realmente estava certa, eu estava precisando de uma amiga.Ela me lembra Lexi, e o jeito que ela me resgatou há anos atrás, mesmo eu não querendo.
E assim eu pego no sono, um pouco mais calmo do que nas outras noites...
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