O Diário De Stefan
29 Capítulo 29-De volta pra casa.
Notas iniciais
Ta aí mais um cap!bjks no coração!
Já faz uma semana que Lori voltou para casa, mas só a vejo quando ela dorme.Ela tem ficado no quarto de repouso e eu só tenho contato com ela quando ela está dormindo, pois é quando ela não sabe que estou por perto.
Damon tem cuidado muito bem dela e Caroline tem ajudado também. Ela não sabe, mas eu venho cuidando de tudo dela, suas roupas, sua comida, tudo. Preparo tudo com carinho na esperança de me fazer redimir por todo mal que lhe causei. Às vezes no meio da noite, enquanto ela dorme, eu a vejo chorar em seu sonho Ela me chama e sempre pergunta porque duvidei dela, porque parti seu coração daquele jeito. Eu sempre me aproximo e seguro sua mão e a acalmo, mas choro junto vendo o tamanho da sua dor e saber que terei de carregar essa culpa.
Damon chegou e eu lhe entreguei uma tijela com sopa e uma com frutas para a refeição de Lori. Ele sobe e eu o acompanho apenas até a porta.
-Você tem cuidado muito bem dela. Obrigado.-Eu digo.
-Você tem cuidado bem dela Stefan, eu só estou acobertando. Eu sei que ela ama você, ela só está magoada.-Damon diz.
-Eu sei, vamos, entre logo. Vou ficar aqui fora.-Eu digo.
Ele entra e eu o ouço conversar com ela.
-Hora do jantar.-Ele diz.
-Obrigada.-Ela responde sonoloenta.
-Como você se sente?-Ele pede
-Cansada, um pouco tonta, mas acho que é apenas cansaço por causa da medicação.Nossa, isso está muito bom. Não sabia que você cozinhava.-Ela diz
-Não fui que fiz. Foi o Stefan.-Ele explica.
Percebeo o silêncio dentro do quarto e um tempo depois ela diz.
-Eu imaginei, por mais que eu queira, não consigo esquecer o tempero das coisas que ele cozinha.-Ela lamenta.
-Lori, você não acha que já está na hora de vocês conversarem? Quer dizer, desde o acidente que vocês não ficam mais juntos e eu tenho visto como ele se sente culpado pelo que está acontecendo.-Damon diz
Ela fica em silêncio por um tempo e depois eu ouço suas palavras.
-Damon, não tem sido fácil pra mim. Desde o dia do acidente eu venho me sentindo ferida por dentro. Mais do que estas feridas que o acidente me causou. Eu não posso dizer que eu não me importo mais, porque eu ainda me importo. Eu sei que ele está sofrendo Damon, mas ainda sim eu não consigo. Damon, eu dei a minha vida por ele! Eu deixei que ele bebesse meu sangue mesmo que isso significasse a minha morte, porque eu sabia que ele conseguiria! Eu penso nele todo dia, eu sonho com ele, eu choro lembrando de tudo que a gente viveu todo esse tempo! Eu lembro de tudo Damon, e sabe o que eu sinto?...Dor! Meu peito aperta a cada vez que eu lembro de tudo que eu deixei pra estar com ele! Eu lembro da primeira vez que ele disse que me amava! Eu lembro da primeira vez que dormimos juntos! E eu sinto dor Damon!- Eu ouço ela soluçar entre as palavras.
-Lori...eu..-Damon tenta,mas ela interrompe.
-Damon, eu amo o Stefan! Eu não queria mais amar Damon, eu juro que não, mas eu o amo demais! E mesmo sentindo tudo isso que estou sentindo agora, eu faria tudo de novo por ele! E é isso que dói mais em mim Damon! Mas eu não quero e eu não consigo ficar com ele!-Ela diz
Eu mal consigo conter as lágrimas em meus olhos ao ouvíla.
-Então, eu não quero conversar com ele Damon! Você ouviu Stefan-Ela sabe que estou perto.- Eu não quero falar com você, eu não posso falar com você e eu preciso que você pare de ficar aqui enquanto eu durmo!-Ela diz.
-Lori se acalme.-Damon diz
-A única coisa que ainda me mantém firme é essa criança Damon.Ela é a lembrança de que a melhor parte do Stefan ainda está comigo.-Ela diz
Eu poderia tentar descrever o tamanho da dor que estou sentindo, mas ainda assim seria pouco, somado a culpa e a tristeza que eu sinto por mim e por ela.
Como eu pude fazer isso com ela? Como eu pude duvidar? Eu jamais deveria ter feito as coisas desse jeito! Eu sempre soube o quanto era importante pra ela.
Eu saio de casa com a cabeça à mil, me pergunto o que mais posso fazer para mudar o que fiz.Ela sempre me fez feliz e eu acabei dando a ela a maior decepção de todas. E agora tem o bebê. Como vamos fazer isso?
Estou voltando pra casa com algumas compras para Lori e distraído na estrada quando ouço meu celular tocar.
-Oi, alguma coisa aconteceu?.-Eu digo ao perceber que é Damon ligando.
-Stefan, eu preciso sair, Elena quer que eu passe uns dias com ela perto da universidade e eu acho que você precisa ficar com a Lori, então estou saindo em meia hora.Mas não quero que a Lori fique sozinha por muito tempo. Você está muito longe?-Ele pede
-Não, na verdade eu estou voltando pra casa. Acho que menos de meia hora e estou aí.-Eu digo
-Tudo bem então, eu vou dar mais um tempo e saio.-Ele diz
-Como ela está?-Eu pergunto
-Ela está melhor. Está dormindo agora.-Ele diz
-Tudo bem, daqui a pouco eu estou aí.-Eu digo e desligo
Eu chego em casa e vejo que Damon está de saída. Ele apenas acena e parte com o carro.
Eu me sinto nervoso. Desde o acidente que não fico com Lori e ela ainda não sabe que passaremos os dias sozinhos. Falei com Caroline e pedí à ela que nos desse esse tempo também e ela concordou em ficar longe por um tempo. Eu já não aguento mais ficar longe dela. Não poder estar ao lado dela enquanto ela dorme, esse vai ser o momento para que eu possa mostrá-la que sou presente.
Eu subo as escadas em direção ao quarto dela apreensivo. Eu abro suavemente e coloco a bandeija com sua sopa, alguns pães e uma pequena travessa com frutas sobre a mesa de canto ao lado da cama. Ela se mexe um pouco e lentamente abre os olhos.
-Oi, como você está?- Eu digo suavemente.
-Estou melhor. Cadê o Damon?- Ela pede
-Ele foi pro campus da universidade ver Elena. As coisas não andam bem e ela pediu que ele fosse. Eu vou ficar cuidando de você no lugar dele até ele voltar.-Eu digo
Ela me olha por um longo tempo, mas não diz nada. Eu decido quebrar o silêncio.
-Aqui, seu jantar.Eu fiz uma sopa diferente dessa vez.- Eu digo colocando a bandeija em seu colo.
Ela se ajeita um pouco e ao ver seu prato, eu percebo que ela parece feliz e faminta.
Ela começa a comer em silêncio e eu me levanto e começo a preparar uma cama no chão perto da nossa cama.
-O que você está fazendo?- Ela pede entre colheradas.
-Uma cama pra mim. Agora que Damon não está, eu vou ficar por perto pra tomar conta, caso você precise.-Eu digo colocando as cobertar e lençóis.
Ela não diz nada, apenas observa e continua a comer. Eu coloco mais alguns lençóis e saio para trocar de roupa no quarto de hóspedes.
Ao voltar vejo que ela está no banheito escovando os dentes. A bandeja ficou vazia e eu não pude deixar de sorrir ao ver que ela comeu toda a comida e as frutas. Ao sair ela me vê e para no lugar. Ela está usando um pijama meu.Minha calça em seu corpo parece enorme e ela estava coberta antes então eu não percebí.Ela me olha um tempo e depois segue até a cama. Ela se deita de costas pra mim.Eu não pude deixar de sorrir com o que ví. A distância entre nós ficou tão grande nos últimos tempos. Eu passei a não entrar mais no quarto enquanto ela dormia, à pedido dela e só a via de roupa normal nas poucas vezes em que ela saía do quarto para alguma coisa.
Agora, ao vê-la assim, meu coração parece libertar um suspiro aliviado. Talvez ainda haja uma chance, talvez um dia ela me perdôe. Eu não pude evitar e caminhei até ela que estava de olhos fechados e a dei um beijo no alto da cabeça;
-Boa noite Lori.Se você precisar de ajuda me chame.-Eu digo
Ela fica em silêncio,mas consigo ouvir seu coração bater acelerado. Eu me deito e fico alí pensando na nossa distância mesmo tão próximos.
Eu acordo ouvindo um barulho vindo do banheiro.Eu olho em volta à procura de Lori e vejo que ela não está na cama. Eu estou prestes a me levantar quando Lori surje saindodo banheiro. Ela está descabelada e umpouco pálida.
-Você está bem? Precisa de alguma coisa?-Eu me aproximo com cautela.
Ela estende o braço na minha direção.
-Tudo bem, apenas enjôo.-Ela explica.
Ela caminha em direção à cama novamente e no momento em que se senta ela faz uma careta e sai correndo de novo.
Eu corro no segundo seguinte chegando ao banheiro antes dela e a tempo de segurar seus longos cabelos vermelhos para que ela consiga despejar todo conteúdo de seu estômago. Ela faz uma, duas, três vezes até que parece não restar nada. Ela ainda sente a ânsia e se apóia na beira da privada. Ela parece exausta.
Ela se levanta e eu a guio até a pia. Eu abro e continuo segurando gentilmente seus cabelos para que ela possa lavar seu rosto. Ela termina e eu lhe entrego uma toalha de rosto. Ao levantar o rosto no espelho nossos olhos se encontram. Ela com um par de olhos verdes mais vivos do que nunca, sendo ressaltados por uma frágil e discreta olheira, e eu com os meus olhos fundos, num verde escuro e sombrio, espelhando minha alma vazia e triste.Ela se vira e perde u pouco do equilíbrio. Eu a aparo e a gui até a cama. Ela se deita em silêncio e tenta descansar.
Eu saio do quarto e ao voltar levo até ela uma grande caneca de chá de ervas.
-Aqui.-Eu a desperto
-O que é isso?-Ela pede sonolenta.
-É um chá de ervas. Pra aliviar seu enjôo.-Eu digo lhe estendendo a caneca.
Ela pega e toma vagarosamente, sentindo o alívio chegar ao seu estômago.
Eu me deito no chão e deixo que ela relaxe aos poucos.Ouço ela colocar a caneca na beira da cama e se deitar novamente. Assim que percebo que ela dormiu, eu me entrego ao sono.
Assim se seguiram os dias. Lori e eu ficamos sozinhos e eu procuro estar por perto sempre, mas mantendo certa distância. Ela passou a descer e ficar em frente à lareira em alguns momentos antes de dormir e eu venho cuidando dos seus enjôos noturnos com toda paciência e carinho que eu sei que ela precisa.
Ela se sente mal todas as noite, sempre depois do jantar, no meio da madrugada.
Então uma rotina se estabeleceu. Ela janta, vai dormir, acorda no meio da noite, eu a sigo e ela vomita até seu estômago não coseguir expelir mais nada e eu preparo um chá e ela adormece novamente.Fazemos tudo isso em silêncio, apenas com algumas breves trocas de olhares e meu beijo do boa noite no alto de sua cabeça.
Eu estou preparando um saduíche pra ela e ao chegar na sala a vejo descer as escadas lentamente. Ela parece mais pálida e posso ouvir seu coração acelerado. Ela ergue os olhos e ao me ver ela tenta dizer algo,mas no exato momento seus pés enfraquecem e ela desaba. Eu só tive tempo de largar a bandeija e apará-la em meus braços.
Eu corro com ela até meu carro e seguimos em direção ao hospital. Meredith nos recebe.
-O que houve?-Ela pergunta
-Eu não sei, estava subindo e a ví no alto da escada e quando ela estava prestes a cair eu a segurei.-Eu explico.
Meredith pega uma maca e eu a coloco. Juntos seguimos para um quarto onde a Dra.Helen a examina.
-Os sinais estão bons. Vou apenas fazer alguns exames rápidos, mas acredito que tenha sido apenas uma queda de pressão.-Ela diz e o enferemeiro entra colhendo o sangue de Lori, enquanto ela permanece inconsciente.
Eu espero no canto da sala com paciência e preocupação. Minutos depois a médica retorna.Ela examina Lori, e coloca um pequeno algodão com um cheiro forte em seu nariz. Pouco tempo depois lori vai despertando.
-O que houve?-Ela diz ainda perdida.
-Lori, eu sou a Dra. Helen, como você se sente?-A médica pergunta fazendo algumas verificações.
-Estou bem, mas estou cansada.Porque estou aqui?-Ela pede despertando um pouco mais.
-Você desmaiou e seu marido trouxe você pra cá.-Ela diz
Lori e eu ficamos em choque, nos olhando por um tempo, acho que nenhum de nós esperava isso. Lori pisca como se recuperasse a lucidez.
-Dra. Eu já posso ir?-Ela pede
-Só estou aguardando o resultado dos seus exames, mas acredito que você teve apenas uma queda de pressão. Você vem se alimentando?-Ela pergunta.
Antes que Lori responda, eu interrompo.
-Sim.Ela toma café da manhã à base de frutas e iogurte, suco de laranja, no almoço eu tenho dado à ela salada de verduras e folhas e suco também. O problema é no jantar, pois ela toma uma sopa com pãezinhos e salada de frutas,mas no meio da madrugada, lá pelas 3 ou 4 da manhã, ela levanta e devolve tudo até ficar de estômago vazio.-Eu digo como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Lori me olha com os olhos arregalados e a médica nos olha e sorri.
-Bom, parece que alguém está sendo muito bem cuidada por aqui. Eu já volto.-Ela se retira e Lori fica alí, apenas olhando pra mim. Eu me sento na cadeira ao lado da cama e espero a volta da médica.
Depois de alguns instantes a médica retorna.
-Lori, você e seu bebê estão ótimos. Seus ferimentos foram cicatrizados perfeitamente bem e seu bebê está em perfeito estado de saúde. Você só teve uma queda de pressão, isso pode acontecer em alguns casos,mas não há nenhum risco. Acredito que seja por causa dos enjôos noturnos. Você já foi medicada e aqui está a receita para o remédio para controlar os enjôos.-A dra.Helen diz e me entrega a receita.
Ela se arruma e nós saímos em silêncio até em casa.
Ao chegar seguimos para o quart e eu a ajudo a se deitar.
-Obrigada por me ajudar hoje.-Ela diz me pegando de surpresa.
Olho de volta pra ela e sorrio ao ouvir sua voz que há muito me faz falta. Eu beijo o alto de sua cabeça e a cubro gentilmente.
-Vou buscar um sanduíche pra você.-Eu digo e saio.
Acho que nunca algo tão simples me fez tão feliz. Eu sei que ainda há uma jornada imensa, mas naquele momento o que me importa é saber que ela vê que estou aqui.
Eu volto pro quarto onde ela permanece deitada e a sirvo com um sanduíche e uma taça de frutas e suco de laranja. Ela se ajeita e começa a comer calmamnte, enquanto eu a observo.
Eestá anoitecendo e eu me preparo para dormir. Lori parece estar pensativa desde que voltamos do hospital, mas eu não quero forçar nada perguntando.
-Stefan.-Ela me chama e me pegando de surpresa.
-Sim.-Eu digo me virando em sua direção.
Na próxima semana eu tenho uma consulta marcada com a obstetra, você pode me levar?-Ela diz
Eu me levanto da minha cama no chão e sigo até seu lado na nossa cama. Ela me olha atentamente, tentando entender o que estou fazendo. Eu apenas me aproximo e lhe dou um beijo no rosto. Sinto que ela está tensa e um pouco assutada. Eu não quero forçar, apenas quero agradecer por ela estar me permitindo fazer parte disso.
-É claro que eu posso Lori. Eu estou aqui com você, mesmo sabendo que você não me quer por perto. –Eu digo sorrindo.
Ela me olha e seus olhos ficam um pouco mais suaves.
-É na sexta de manhã.-Ela diz
-Tudo bem. Lori, eu posso entrar com você?-Eu pergunto um pouco ansioso
-Hmm..tudo bem. Boa noite.-Ela diz se virando novamente.
Eu fico alí, olhando pra ela de costas e simplesmente sonhando com a idéia de estar com ela nesse momento tão importante.
Notas finais
Todos na torcida? Até o prox cap!
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