O Diário De Carrie

1 O diário de Carrie


15 de Dezembro

Hoje nos mudamos para está casa no interior, uma casa grande e um pouco velha, sinceramente eu a acho um pouco estranha.

16 de Dezembro

Na madrugada eu ouvir barulhos não sabia de onde vinha então me enrolei e tentei dormir.

17 de Dezembro

Quando eu fui ao banheiro de manha aconteceu algo estranho, eu estava escovando os dentes e olhei para o espelho e vi uma coisa vermelha que pingava do canto da parede, um vermelho bem forte que chegava a parecer sangue, fiquei olhando por uns minutos, depois chamei meu pai.

“Mas, filha, não tem nada aqui, você tem certeza que viu isso?”

“Tenho pai, olha aqui, está bem aqui!”

“Carrie, não tem nada.”

Não sei como ele não viu, o canto da parede estava todo vermelho, eu vi e como ele não viu aquilo! ?

18 de dezembro

Ontem de noite eu ouvi um barulho do sótão parecia que algo tinha caído, foi muito alto. Eu acordei por volta das 3h da madrugada e fui para o banheiro, mas eu ouvir sussurros vindos do quarto da minha irmã, abrir a porta bem devagarzinho e lá estava ela sentada na cama olhando para a parede e falando algo bem baixinho, eu achei muito estranho, fechei a porta e continuei indo para o banheiro. Quando encostei a mão na maçaneta lembrei-me do que tinha visto ontem, fiquei um tempo parada lá, tomei coragem e abrir, tentei não pensar naquilo, mas era impossível. Antes de sair olhei para o espelho e lá na parede aquele liquido que parecia sangue, tinha algo escrito... “Você está com medo?” quando li isso foi como se alguém sussurrasse no meu ouvido, uma voz que me fazia arrepiar dos pés a cabeça, eu não conseguir me mover, aquela voz ficava repetindo isso varias vezes. Conseguir sair de lá, não sei o que aconteceu, mas foi a pior sensação que já sentir em minha vida, deitei em minha cama e fiquei lá por um bom tempo pensando naquela voz, até que cair no sono.

20 de dezembro

Passou 2 dias sem acontecer nada, eu fiquei até aliviada achando que nada daquilo aconteceria mais, mas foi puro engano. Quando eu acordei hoje de manha sentir algo ardendo em minha coxa, tinha um arranhão gigante que ia da minha coxa até meu pé, fiquei pensando como eu não sentir aquilo. No fim da tarde eu estava brincando com a minha irmã.

“Carrie sua calça está toda vermelha.”

“O que?”

Quando olhei minha calça estava toda ensanguentada, pensei como que um arranhãozinho daquele podia sair tanto sangue, sai correndo para lavar, mas quando eu estava no meio do caminho olhei para trás e estava um rastro de sangue, era meu rastro, só que do lado tinha marcas de mão que tinha parado do meu lado. Meu coração disparou, eu queria sair dali só que eu não conseguia, meu ombro estava com a marca da mão do que quer que seja aquilo. Sair correndo, todas as vezes que olhava pra trás o rastro continuava lá, eu não aguentava mais correr, entrei no meu quarto e aquilo também.

“O que você quer de mim?”

Começou a surgir palavras na parede.

“O que eu quero? Eu quero você”.

Eu comecei a chorar, sabia se contasse pra alguém ninguém acreditaria. Sentir aquela mão ensanguentada e fria em meu rosto, prendi a respiração, começou aquele sussurro perguntando se eu estava com medo e falando outras coisas que eu não conseguia entender ou estava com muito medo pra entender, sentir sua respiração no meu rosto. Queria que tudo aquilo fosse um pesadelo, mas não era. Pensei que iria morrer.

“Calma, eu não vou te matar pelo menos não agora, ainda vou me divertir um pouco com você.”

Aquilo saiu do meu quarto e eu fiquei ali jogada no chão pelo resto do dia.

21 de dezembro

Hoje terminamos a decoração de natal, eu não estava nenhum pouco animada, desde ontem acho que aquela coisa pode voltar a qualquer momento.

22 de dezembro

Eu achava que aquela coisa nunca mais iria voltar, estava totalmente enganada. Hoje de madrugada eu acordei e lá estava aquela criatura parada olhando para mim, ela estendeu a mão e me entregou um bilhete e disse.

“Calma, ainda não será hoje.”

Foi em bora e no bilhete estava escrito.

“Espere até o dia de natal e terá uma surpresinha do Papai Noel, tomara que você goste.”

26 de dezembro

Hm... Sinceramente não sei por onde começar. Na véspera de natal como sempre minha irmã deixou leite e biscoitos para o Papai Noel, quando deu meia noite ouvir barulhos vindos da sala mais não fui, mas minha irmã bateu na porta.

“Carrie, o Papai Noel tá lá em baixo, ele quer te ver, venha.”

Eu sabia que era aquela criatura, não queria ir, mas fiquei com medo dele fazer qualquer coisa com a minha irmã. Ela saio puxando a minha mão, cheguei na porta da sala e a criatura estava sentada na poltrona comendo os biscoitos e tomando o leite. Ele estava vestido de Papai Noel, mas dava para ver suas unhas grandes e seus olhos negros.

Com a manga do casaco vermelho ele limpou o bigode cheio de leite e então falou.

“Carrie, estava a sua espera, você tem sido uma boa menina?”

Eu pedi para minha irmã subir, ela subiu batendo o pé, pois queria ficar do lado do suposto Papai Noel.

“Me diga o que quer e deixe minha irmã em paz”

“Eu não vou fazer mal a sua irmã.”

Suspirei aliviada, mas eu não acreditava em nenhuma palavra do que ele dizia. Eu estava com medo, mas não quis demostrar isso.

Começou aquela voz de novo, estava muito alta e tinha muitas vozes juntas, fechei os olhos e coloquei a mão na cabeça mais parecia que ficava cada vez mais alta. Sentir uma coisa gelada em meu rosto, então abrir os olhos, as vozes sumiram, mas ele estava de pé em minha frente e com a mão em meu rosto, meu coração estava disparado, eu estava tremendo.

Então eu acordei com o coração disparado e tremendo, levantei correndo da cama e fui ver minha irmã que estava dormindo como um anjinho, desci as escadas para ver se estava todo em ordem, mas os biscoitos e o leite estavam caídos no chão, os biscoitos estavam formando uma trilha. Eu queria ir para ver o que era, mas eu sabia que ia dá algo, mesmo assim eu fui. Quando estava seguindo a trilha meu coração disparava e as vozes começavam bem baixas, a trilha acabou logo abaixo da escada do sótão, fiquei parada por um bom tempo sem saber se subia ou não. Subindo as escadas percebi que tinha marcas nos degraus como se fossem palavras, deixei aquilo pra lá.

Algo puxou o meu braço, gritei, mas parecia que ninguém ouvia.

“Minha criança entenda ninguém vai vir te salvar, ninguém.”

“Vão vir eu sei”

“Como você sabe que estão vivos ainda?”

“Eu acabei de ver minha irmã e...”.

Não conseguir terminar a frase, pois estava chorando muito, será que minha família morreu? Por que aquilo estava acontecendo comigo?

“Sabe, eu acho que você está fazendo muitas perguntas. Hm... Sua família não está morta e isso só está aconteceu com você, porque eu achei que seria legal brincar com você.”

Eu sai correndo foi a única coisa que pensei, sei que não era a mais certa. Fui para o quarto da minha irmã, mas quando eu entrei quis nunca ter entrado lá. Estava meus pais e minha irmã jogados no chão todo ensanguentados e ele sentado na cama.

“Você mentiu para mim!”

Gritei o mais alto que pude.

“Como você pode acreditar em alguém que disse que iria te matar?”

Eu não conseguir responder, só conseguia chorar e chorar.

“Olha, eu tenho um trato, quer ouvir?”

“Não sei, isso vai trazer minha família de volta?”

“Não”

Passei muito tempo sentada lá chorando e ele sentado olhando para mim.

“Fale”

Eu disse, porque sabia que ele não sairia dali tão cedo.

“O trato é...”.

27 de dezembro — Jornal Local

Hoje em uma casa local aconteceu vários assassinatos, suspeitam que foi a filha mais velha que se suicidou logo depois de matar toda a família, todos foram mortos a facadas, a filha mais velha foi encontrada com vários arranhões pelo corpo. Nas paredes do quarto onde todos foram encontrados estavam escrito a mesma frase “Você sabia que isso aconteceria”.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!