O Diário De Adamastor
8 Página enrugada, como se seca após molhada
Notas iniciais
O Taumatólogo ansiava por buscar suas origens após ver-se livre da corrente que o mantinha dentro do casebre. A página a seguir ilustra seus sentimentos com clareza, embora ligeiramente fantástico.
Dourado, 63 Inverno
Rose não virá.
Talvez seja tolice iniciar um capítulo, ou carta, ou compromisso, com “Querido Diário”, porque eu não gosto deste diário. Apenas escrevo porque preciso pensar com clareza, deixando pensamentos em demasia do lado externo de minha mente.
Deixei o velho casebre apodrecer em Antharon e parti sem rumo, sendo guiado pelo vento. Meu amor me foi negado, portanto não me negarei o poder.
Ah, poder que me cega e que me envaidece. Poder que desejo mais do que tudo. Poder era apenas o que minha amada Rose parlamentava. Quanto maior o poder maior o amor, dizia ela. Assim farei, ao descobrir de onde vêm as Runas daquele medalhão. Se não for o mercador mais importante, serei o ladrão mais temido. Terei poder e terei Rose.
Parti em direção ao Sul, seguindo a direção contrária do Fiorde do Rio de Ferro e atravessando a Passagem Thüreen, seguindo para o Palemuuck. Levei muitos dias para pensar em realmente sair. Quando o fiz, o inverno reinava alto. Uma semana sob tempestades congelantes e ventos cortantes, rumo ao sul e a um frio ainda maior: A esperança.
Ando com um frio sob a região abdominal que pouco tem a ver com a nevasca que castiga o exterior desta caverna, o que me leva à boa e velha Calícota, aquecedora de lares e de corações solitários.
Pensei ter avistado um Golem, mas era apenas uma avalanche rochosa. Encontrei alguns poucos andarilhos Aldhorii'El'Vhen, que me puseram a par das histórias locais. Nada como uma boa e velha xícara do chá de folha de mel com infusão de Cogumelo Prosaico para entender tudo como uma única língua. Mostrei-lhes o medalhão, mas estes se arrepiaram e me disseram para esquecer a busca e voltar para casa. Eu insisti, e o andarilho mais velho, Vil'Tasalim indicou-me Dhare'Zul, além do Palemuuck. Algo com relação à uma tribo antiquíssima e sobre o amuleto fazer parte de uma coleção de relíquias. Embora alguma descoberta, eu permaneço enrolado em minhas peles, esperando a bonança pós-tempestade de neve. O fogo está fraco.
Pensei ser dono do amor de Rose
Pensei que Rose era minha dona.
Seu,
Adamastor Cunhacht
Notas finais
Em segundo lugar, a partida de Adamastor aumentou ainda mais o sentimento de solidão, fazendo-o ponderar por horas a fio sobre situações cotidianas.
Em terceiro lugar, a citação de antigos nomes para locais atuais, marcados por mim com uma intensa dor no coração das páginas. Eis aqui a tradução dos nomes:
Antharon: Cadeia de colinas ao norte de Midwälle, agora conhecida como Arcádia.
Thüreen: Antiga passagem Aurëon Turiana, situada na face sul da Cordilheira do Poente, mas agora bloqueada após a erupção do Monte Karla de Flamejante, 28 Primavera.
Andhorii'El'Vhen: Antiga tribo nômade sulista, sendo considerada extinta assim como os Dwa'Vhen. Última vez em que um Andhorii foi visto data de 150 anos passados.
Palemuuck: Nome (esquecido, mas lembrado por este documento) Aldhorii para Campos Verdes, região conhecida atualmente como Campos Sulinos ou Pampas Turianos.
Dhare'Zul: Nome Andhorii para a Floresta Azul, aos pés da Cordilheira do Poente-Sul, Norte dos Pântanos Turéhn e Oeste dos Pampas.
Após esta rápida tradução, o ponto alto do documento: O Encontro com os elfos nômades sulinos, não vistos há mais de 150 anos desde a Grande Queda de Udûm. Eles forneceram pistas para Adamastor e apontaram para a tribo de Bruxas da Floresta Azul.
Trabalho incansavelmente na resolução das outras páginas, que estão sendo restauradas neste exato momento pelos mais competentes e hábeis Restauradores da Grande Biblioteca.
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