Notas iniciais
Está meio curto, mas é como se fosse um prólogo ;)

Enquanto o carro acelerava na estrada, a jovem pré-adolescente curtia tranquila a música que tocava animada em seus fones de ouvido. Ela também ia atenta a paisagem que corria durante o movimento do veículo, talvez aquela simples distração fizesse com que a sua mente desviasse seu pensamento, que era para onde aquela família estava indo. Um nova casa.

Só de pensar, como ela acabara de fazer no instante de descuido, Ânia fechava a cara. Ela ainda não havia se conformado com a mudança repentina da família para a nova casa, ter que lidar com uma nova vizinhança não era o seu forte, e além do mais, quem viveu anos em um apartamento, não se adapta muito bem a uma casa, pelo menos era isso que ela pensava.

Ao menos não vou sair da cidade, pensava Ânia.

Então, quando menos se deu conta, eles haviam chegado. Depois de estacionado na pequena garagem, Ânia dá uma boa olhada na frente do local. Aquilo era bem diferente do que a haviam dito, a casa era antiga, pequena e estreita, e sua frente era branca com janelas azuis, seus pais com certeza haviam a enganado quanto a aparência, e que falta fazia o apartamento naquele momento.

- Por dentro é bem maior, querida – diz a mãe, ao notar a expressão feia no rosto da filha.

A família finalmente entra na casa acompanhados das malas, e se surpreendem. Os pais da garota haviam ficado maravilhados com o espaço caseiro, e seus antigos móveis, que haviam chegado antes da mudança, pareciam ter se adaptado bem naquela sala. Porém, a jovem, pegou logo implicância com o lugar, se ela não havia gostado da frente, por dentro era pior ainda.

- Querida, o seu quarto é no fim do corredor – explica o pai.

- Eu vou lá arrumar minhas coisas – diz Ânia, sem animo algum.

Chegando ao seu quarto, as coisas parecem ter ficado piores. Era apertado, tinha um cheiro de casa velha, e ainda tinha um espelho que ocupava espaço por ficar de pé, e que não fazia parte dos móveis dela. Pelo menos tinha uma janela que dava para os fundos da casa, ela poderia se jogar dali mesmo quando ela achasse que não tinha mais jeito. Na verdade, a janela era muito baixa para ela se matar, mas aquilo continuava a ser uma opção.

Depois de ter arrumado suas coisas, Ânia volta à sala para o jantar. E enquanto a garota comia, seus pais falavam animados à mesa sobre o novo lar, parece que agora eles tinham uma banheira, e com o novo quintal, talvez poderiam ter um cachorro. Mas nada daquilo agradava à garota, e por incrível que pareça, ela estava tentando não ser negativa com os pais. Mas ela ainda sentia muita falta do antigo apartamento.

- O que houve, filha? – pergunta a mãe, notando o semblante dela – Não gostou da comida?

- O que? – pergunta Ânia, aérea – Não, o jantar está bom, é que, eu acho que ainda não me acostumei com aqui.

Os pais se entreolham preocupados, então em seguida o pai começa a falar.

- Sei que deve estar chateada, afinal, você cresceu no apartamento – diz ele – Mas sabe, há anos que eu venho querendo me mudar daquele bairro, aqui a vizinhança é bem mais tranquila, e tem um shopping aqui perto!

- Tem mesmo? – pergunta Ânia.

- Tem sim! – diz a mãe, com um sorriso – Podemos ir no final de semana passear por lá.

- É, seria legal – diz Ânia, sorridente.

Aquela conversa deixou a garota mais tranquila, e também, a casa deixou seus pais muito felizes, então ela podia também tentar ficar pelos dois. Assim, depois do jantar, Ânia foi para o seu quarto ficar um pouco no computador e pouco tempo depois decidiu dormir, já que no dia seguinte teria aula bem cedo.

Ela desligou o computador, e antes de se deitar deu uma boa olhada em seu reflexo no espelho, a jovem ficou alguns segundos encarando a si mesma, mas após fazer algumas caretas de graça para si mesma, Ânia podia jurar que havia visto uma resposta do reflexo em um momento.

Ânia congela em frente ao espelho, a garota tomou um susto ao achar que o reflexo havia piscado, então ela fez alguns movimentos aleatórios para saber se não estava louca, e concluiu que estava mesmo, talvez tenha sido o seu sono. Vencida por isso, a pré-adolescente decide que já estava na hora de dormir.

Continua...

Notas finais
Comentem :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.