O Diário

19 Capitulo 19


Notas iniciais
Olá, olá o/ Primeiramente tenho que destacar outra linda recomendação que a historia recebeu *-* SBFernanda tem acompanhado já a algum tempo e tenho que confessar que as vezes espero os comentários dela que são sempre minuciosos a respeito da trama que estou desenvolvendo. Fiquei muito feliz com cada palavra escrita ^.^ Mas agora, falando do capitulo em si... Ele é enorme (serio, é enorme mesmo. 22 pag no meu editor de texto), mas vocês disseram que eu podia caprichar em cap longos então agora aguentem esse kkkk Quem estiver curioso sobre o misterioso passado da Hinata esse é o momento... Esse cap e alguns próximos vão começar a esclarecer algumas duvidas... Talvez nem todo mundo goste, mas estou seguindo as ideias mirabolantes que surgem na minha mente hehe Aproveitem =)

19.

Já era a terceira vez que eu olhava para o relógio em menos de 3 minutos, o tempo parecia não passar. Eu nunca tive tanto problema para esperar quanto hoje e não era só ansiedade minha, ou por ter que estar em outro lugar, mas, também por, de certa forma, já saber o que estava por vir. Eu tinha que sair desse maldito bar o mais rápido possível.

Mesmo assim estava presa a essa espera agonizante que tenho certeza que ele me fazia passar de proposito.

Bufei e olhei para o relógio novamente e então ouvi a risada do barman:

– Você parece bem ansiosa hoje. – Ao mesmo tempo que disse, o vi colocando um copo cheio com um liquido transparente a minha frente. – Aqui sua agua, talvez ajude a se acalmar.

– Não é ansiedade, é pressa. Tenho outro compromisso importante. – Peguei o copo levando-a boca. – Kakuzu quer me enlouquecer, só pode.

Bebi e senti o liquido ardente passar pela minha garganta. O susto com a sensação tão inesperada me fez engasgar, enquanto soltava o copo desajeitada no balcão e estupidamente batia contra meu próprio peito na esperança de fazer a queimação dos meus pulmões passar.

– Kisame! – Tossi um pouco quando tentei falar. – Isso não é agua!

– Haha, você tinha que ver a sua cara! – Idiota com cara de peixe riu divertido. – Qual é?! Uma pinga de vez em quando não mata, sabia.

– Nunca mais vou aceitar nada vindo de você.

– Você precisa relaxar, pequena rêmora.

– Não me compare com um peixe, principalmente um parasita.

– Estude biologia, menina. Rêmoras e tubarões são parceiros, como nós.

Parei pensando sobre o que ele disse. Kisame sempre foi um cara interessante e apesar de estar do lado errado, era uma das poucas pessoas que eu realmente confiava. Ele não era bom, muito menos correto e sabia ser assustador quando lhe convinha, mas se tornou um amigo no meio do inferno que eu nunca esperava encontrar.

E, sobre sua ‘comparação’, eu entendia e sabia o que ele queria dizer, mas não concordava inteiramente. Comigo, nada era tão simples assim.

– Não tem como isso fazer sentido, esse não é meu “habitat”, você sabe.

– Hum, verdade. Olha como eu vejo as coisas... – Kisame disse pensativo.

– E lá vamos nós... – Bufei, sabia que ele começaria suas teorias malucas, seu jeito próprio de padronizar o mundo.

– Eu sou um tubarão e você uma leoa, ambos somos os predadores máximos dos nossos ambientes, mas, nesse exato momento, você esta na minha área e se tornou uma presa indefesa. – Ele disse gesticulando minimamente com as mãos enquanto falava. – Agora você é só uma gatinha perdida no mar tentando nadar para a superfície e eu estou te rodeando imponente para afastar os outros predadores. O que aconteceria se eu parasse de te proteger, Hinata?!

– Simples. – Sorri, entrando na brincadeira. – Quando você fosse “pescado” e trazido a superfície, não haveria ninguém capaz de empurrar de volta para o mar. Você ficaria lá se debatendo como um peixinho fora d’agua, ate a morte.

– Mesmo? – Kisame a encarou por um segundo e depois começou a gargalhar. – É divertido conversar com você. A maioria dos meus amigos me acha estranho.

– Isso nem passou pela minha cabeça. – Sorri.

– Ei, dê uma olhada. – Ele puxou a gola da camisa para baixo revelando três tipos estranhos de “cicatrizes” paralelas em cada lado do pescoço.

– O que é...

– Brânquias! Acho que vou fazer algumas abaixo dos olhos também. Impressionante, não acha?

– Vou me impressionar se você puder respirar em baixo d’agua com isso.

– Não, a ciência não chegou tão longe. O que é uma pena, seria legal ser um tubarão de verdade.

– Um dia você vai me contar porque essa obsessão tua por animais.

– Certo, fazemos uma competição de quem bebe mais, se ganhar, eu te conto.

– Eu não sou tão curiosa assim, fique com o seu segredo.

– Qual é, Hinata?! Você nunca esta disposta a perder, não é mesmo?!

– “Apenas tente o seu melhor, ganhar tem ser consequência, não objetivo”.

– Isso é uma frase de caminhoneiro?!

– Não, minha mãe dizia isso.

Foi quando a porta se abriu e Kakuzu entrou, junto com mais alguns de seus homens. Ele olhou para o ambiente encontrando meu olhar ao longe no balcão. Fez um sinal com a cabeça, claramente indicando que queria que eu fosse ate ele e depois foi se sentar em uma das mesas do fundo.

– Finalmente... – Bufei desanimada, já me levantando. – Diga-me como acabei perdida no meio do mar, Kisame... – Fui irônica.

– Você pulou para salvar alguém importante. – Ele respondeu rindo. – Eu também iria a superfície se um dos meus irmão precisasse de mim.

– Fique por perto. Estou começando a ficar cansada de nadar.

Andei lentamente ate a mesa onde Kakuzu estava e ele, já acomodado me encarou com desdém por um segundo e depois ofereceu o lugar ao seu lado para que me sentasse. Revirei os olhos e fiz o oposto, ficando na cadeira a frente dele.

– Está tarde, quase pensei que não vinha. – Eu disse.

– Você sabe como é a vida de um homem como eu... – Ele sorriu. – Eu tenho outros clientes, outros devedores, etc...

– Então, vamos falar de negócios. Tenho mais o que fazer.

Tirei um envelope da bolsa, Kakuzu o pegou sem desviar o olhar de mim, depois abriu e retirou o conteúdo, analisando pensativo.

– O que é isso?

– Precisei dividir em três cheques de contas diferentes, para a retirada não dar na vista.

– E o valor?! É ridículo, você esta devendo o dobro.

– Como é? Não, esse foi o que combinamos.

– Era o que combinamos na semana passada... Juros, entende?! Dinheiro gera dinheiro, dividas geram dividas...

– Kakuzu nós tínhamos um trato! Isso é tudo o que eu tenho disponível.

– Então, parece que terei que ir ate sua bela mansão e cobrar o resto diretamente ao...

– Sua divida é comigo e o dinheiro está aqui. Não entende? Acabou.

Ele me encarou novamente, olhou para seus “comparsas” que fingiam não estar prestando a atenção em nossa conversa. Eu sabia que tinha que tomar cuidado, apenas um sinal dele e esses brutamontes apareceriam para me intimidar ou algo pior.

– Eu mandei uns amigos meus darem uma volta lá na “zona dos ricos”. Neji e você tem uma vidinha é bem interessante, Hinata.

– Como assim?!

– O seu pai, por exemplo... Você finge não gostar dele, mas é só o velho “blablabla” de adolescente, certo?! Você se importa com ele assim como ele se importa com você. Nós podemos fingir um sequestro ou algo assim. Não, melhor! Podemos te sequestrar de verdade! Acha que seria uma boa forma de “arrecadar” o dinheiro que falta?

Kakuzu se ajeitou na cadeira e continuou.

– E ainda tem o Naruto e o Neji, eles estão tão envolvidos nisso quanto você, sabem dos esquemas, certo?! Por que não aceitar um pouco da ajuda deles?! Não entendo por que insiste em resolver tudo sozinha. Tudo que eles precisariam fazer seria levar duas ou três encomendas. Quem recusaria um pedido seu?!

Agora ele se curvou um pouco sobre a mesa e me encarou de perto.

– Claro, você tem boas amigas também, bonitas e jovens, do tipo que qualquer um gosta. Se encaixariam bem aqui, não acha?! Quem sentiria falta delas? Centenas de meninas desaparecem todos os dias, algumas ate mesmo fogem de casa para tentar a sorte de outra forma...

Me levantei com a raiva visível em meu rosto, com repulsa do ser desprezível que ele era. Só de pensar nele e sua máfia brincando com a vida das pessoas que tanto gosto, já era suficiente para perder minha compostura.

– Fique longe da minha família!

– Ou o que?! – Ele perguntou calmo e irônico. – Você não tem o dinheiro todo ainda?! Acabei de te arrumar três forma diferentes de quitar sua divida.

– Dinheiro é tudo que importa, não é?! – Peguei uma nota de vinte e a bati contra a mesa. – Então fique com esse extra para você pagar a noite da sua namorada.

– Sua... – Kakuzu se levantou furioso com o que eu acabara de falar.

– Nós podemos jogar o mesmo jogo! Você sabe muito sobre mim e eu sei muito sobre você. – Eu disse estendendo meu olhar para os “amigos” dele que estavam sentados na mesa em volta agora me encarando claramente apreensivos. – Se você fizer qualquer coisa com os meus, eu vou fazer alguma coisa com os seus. Mas do meu jeito a coisa vai ser muito mais limpa e discreta. Você sabe do que eu sou capaz, não é?!

– Você não esta em condições de me ameaçar, Hyuuga.

Encarei-o um segundo. Pensando em como acabar com isso, precisava sair daqui rápido, não importava como. Kakuzu logo iria se afundar e eu não podia deixa-lo me puxar junto.

Irrita-lo não era a melhor ideia, mas minha resposta apenas saiu, não aguentei vê-lo “bancar o fodão” tive que responder a altura. Apesar de ser uma jogada perigosa, eles não fariam nada para me machucar de verdade, enquanto ainda tivessem algum interesse pelos dinheiro da minha família.

E olhando agora, parecia que a ameaça tinha sortido algum efeito, sabia que Kakuzu não daria o braço a torcer tão facilmente, mas sua expressão não era mais tão prepotente.

– Hyuuga, vou te dar um conselho: Nunca assuma a divida por alguém, se não tiver como pagar.

– O pagamento esta em suas mãos.

Eu quase pude vê-lo formulando frase, era uma pergunta ou xingamento, não importava. Quando nos demos conta o local já havia sido invadido...

Dois policiais entraram pela frente e outros três pela porta dos fundos do estabelecimento. Todos armados, cercando os clientes e funcionários do lugar, provavelmente haviam outros do lado de fora protegendo o perímetro ou algo assim para evitar fugas.

E tudo que pensei naqueles poucos segundos que levaram para eu perceber o que estava acontecendo era que eu demorei muito para sair daqui...

Devia ter saído antes deles aparecerem, pagado Kakuzu e desaparecido para sempre desse lugar sujo.

Sim, esse era o meu plano desde o principio. Mas aquele inútil chegou tarde e ainda não quis aceitar o pagamento logo de cara, me fez perder muito tempo. E agora estou encrencada com a situação que já era emancipada, o que me garantiria problemas de verdade com a justiça se eu de fato fosse presa.

– Ei, ei. Paradinha ai, moça.

Um dos policiais que tinha um cavanhaque gritou para mim quando, por um mínimo reflexo, tentei me afastar. Parei de imediato e ele se aproximou apontando a arma diretamente para minha cabeça, sem parecer ter reais intenções de atirar.

– Mãos na cabeça.

– Eu sou menor... – Foi tudo que pude dizer, apesar de não fazer diferença nenhuma, por eu já ser emancipada, talvez isso evitasse algumas perguntas mais comprometedoras.

– Qual é o seu nome?

– Hinata.

– Hinata de que? Deixe-me ver sua identidade.

Bufei pesado ao ouvi-lo, não tinha mesmo como escapar disso... Ou tinha? Eu precisava pensar em uma forma de contornar toda essa situação. Eu olhei para o lado, vendo outro policial render os outros, Kisame já estava desse lado do balcão, algemado com os braços para trás, mantendo uma expressão seria.

Quando percebeu que eu o encarava, ele fez um movimento com os olhos, soube que aquele era um sinal para eu me preparar, pois estava indicando para onde deveria correr quando ele agisse.

Subitamente, o vi dando um chute na mesa próxima jogando-a por cima dos policiais, enquanto já avançava sobre um deles. Outros homens, sob o comando de Kakuzu também revidaram.

Claro que não fiquei ali parada vendo como a policia cuidava dessa pequena rebelião, eu não perderia essa chance que eles, de proposito ou não, me deram de fugir. Assim que o oficial que me rendia se distraiu com a confusão, eu corri e pulei sobre o balcão do bar. Havia uma porta ali atrás para uma sala que servia como adega para as bebidas e foi onde eu entrei.

Passei pelas prateleiras repletas de garrafas e fui ate o fundo onde estava uma minúscula janela, em cima quase próxima do teto de laje. Escalei ate lá, derrubando alguns dos recipientes de vidro que estavam no meu trajeto e então passei apertada, agradecendo por ser pequena o suficiente para não entalar.

Mesmo se os policiais me seguissem, nenhum deles conseguiria passar e teriam que retornar e dar a volta, nesse ponto, eu já teria uma boa vantagem.

Assim que ai para o beco, corri para os fundos, pois já tinha visto algumas viaturas na parte da frente do bar. Ainda era capaz de ouvir os sons de briga e desejava, inconscientemente, não ouvi tiros. Seria bem mais difícil escapar se aqueles malucos começassem a atirar para tudo quanto é lado.

Eu não parei de correr e tive a sensação de estar sendo seguida, mas acho que era apenas minha paranoia, logo virei três esquinas e me vi sozinha com pessoas desconhecidas na rua, nenhum policial, nenhum bandido. Apenas uma noite “normal” na periferia.

Plano bem sucedido?!

Nunca pensei em ficar tão próxima da policia assim, quase a ponto de ser presa de verdade... Como Kisame foi... Ele me salvou, fez como prometeu, sendo o tubarão que afastava os predadores de mim, agora era a minha vez de devolve-lo ao mar. Não posso deixa-lo se debatendo na prisão como um peixe fora d’agua.

Essa era a minha área afinal, é bem mais fácil lidar com um advogado do que com um traficante.

E quanto a Kakuzu... Espero que não suspeite de mim e abra a boca. Foi o único motivo de eu estar lá, afinal, se não fosse no encontro que eu mesma marquei, ele suspeitaria de cara... O dinheiro que dei também será uma forma de cala-lo.

Não, eu não tinha mais que me preocupar com esse assunto.

Que ele apodreça no aquário da policia por tudo que me fez passar.

***

Kakuzu foi rápido em sacar sua arma, era um revolver que, pelo tamanho, parecia ser de baixo calibre. Foi pelo pequeno clique de quando foi engatilhada que fez Hinata mover os olhos para ele, encontrando aquele homem furioso e ameaçador, disposto a puxar o gatilho.

Kakashi deu um passo curto na diagonal ficando a frente dela, ainda mantendo seu bisturi a mão, como se aquela faca minúscula fosse mesmo fazer alguma diferença contra bandidos com arma de verdade.

Observou a cena pensando em como sair dali, não importava como Kakashi apareceu para ajuda-la, agora ela tinha apenas mais uma preocupação em mente. Como faria para tira-los daqui em segurança?!

– Kakash...

– Hinata! – Kakashi a interrompeu. – Apenas faça tudo que eu mandar e sairemos daqui.

A garota assentiu, observando tudo em volta e encontrou novamente os olhos de Kisame que continuava atrás do balcão, encostado na parede secando um copo com o plano de prato.

Hinata encarou-o buscando respostas as lembranças que acabara de ter, querendo entender o que realmente aconteceu entre ela e a Akatsuki.

Logo ele olhou-a de relance, fazendo um leve movimento com a cabeça que ela pode facilmente interpretar. Seguiu com os olhos para a direção que ele apontara encontrando a geladeira, mais adiante na parede, uma caixa de força e depois, por ultimo, a porta para a adega.

O que ele queria dizer?! Iria ajuda-la?! Deveria esperar uma deixa para, então, fugir como fez antes?

Mas... Seria uma saída apenas para ela, Kakashi não conseguiria... Ou... Ele pretendia usar o Kakashi como distração para ajuda-la?! Pretendia salvar apenas a ela?!

De alguma forma, sabia que aquele pequeno gesto do barman com cara de peixe significava para que se preparasse para o que estava por vir.

E quando chegasse a hora, Hinata não tinha ideia do que aconteceria.

***

Sasuke estava em frente ao seu computador, rolando o scroll do mouse rapidamente para avançar por entre as informações da tabela que revisava. Números e mais números. Ele não tinha paciência para isso, precisaria contratar um contador, um bom e que aceitasse suborno...

Riu sem graça, se lembrando...

Esse seria o trabalho daquela vadia traidora. Odiava admitir, mas era bem mais fácil quando ela estava nos esquemas, era paciente e manipuladora. Itachi nunca seria capaz de desconfiar dela, pelo menos não como ele desconfia o irmão mais novo.

Isso com certeza já teria acabado se Hinata não fosse tão “sentimental”.

Olhou para o piano no centro do escritório, em um pedestal como se fosse uma grande relíquia de museu. Não fazia sentido ter aquilo em casa, já que, desde que o irmão assumiu a empresa, mal tinha tempo de dormir em casa, quanto mais tocar suas melancólicas melodias.

Hinata usava muito mais isso nos poucos meses de namoro do que ele nos últimos três anos.

Quase podia ouvi-la tocando aquela musica deprimente da coleção de partituras que tinham em casa, naquele dia quando finalmente colheram alguns dos frutos daquele árduo e sorrateiro trabalho golpista.

O som era bem arrastado e aquela sequencia de notas repetidas tantas vezes já estava esgotando a paciência do rapaz. Ate que chegou ao limite.

– Pode parar com isso, eu estou tentando trabalhar aqui.

– Eu só estava tentando me distrair um pouco. – Hinata disse simples parando de tocar.

– Encontre uma forma de se “distrair” que não me faça se sentir em um enterro.

– Reclame com o seu irmão. Só estou seguindo as partituras das músicas emo dele.

– Certo, você está entediada, então... – Ele deu alguns cliques no teclado. – Que tal isso?

Hinata percebeu seu celular vibrar no bolso da calça com um toque de e-mail. Ela abriu e viu que eram uma coleção de fotos. Eram paisagens e lugares aparentemente turísticos, salões amplos visivelmente para festas elegantes.

– Que lugar é esse?

– Um Hotel para o nosso casamento.

– É serio?! Esse lugar parece enorme.

– Hinata, coloca uma coisa na sua cabeça. Meu tio é o Senador, um homem publico que nunca perde uma oportunidade de aparecer. Logico que teremos muitos convidados importantes. – Sasuke disse. – Foi um presente do Madara, ele disse que só esta esperando o seu “ok” para reservar a data.

– Ótimo, ele vai escolher a data também?! Incrível como ele te manipula, né.

– Você é orgulhosa de mais. Qual é o problema de gastarem um pouco com a gente?!

– Eu ouvi em algum lugar que era a família da noiva que bancava o casamento.

– E qual é o problema?! Seu pai reserva, então. Ou por acaso a grande família Hyuuga esta falida ou algo assim?! Está tentando me dar o famoso “golpe do baú”?

– O patrimônio da minha família vale o dobro da sua, no minimo. Só para constar, quem estaria dando o golpe é você.

– Só para constar...

– O amor é mesmo lindo, não?! – Os dois ouviram outra voz vindo da entrada do escritório.

Sasuke e Hinata olharam surpresos para o homem que os observava, terno e gravata, cabelos negros cumpridos e óculos de baixo grau.

– Itachi-san... – Hinata se levantou ao percebe-lo ali.

– A quanto tempo você esta ai? – Sasuke perguntou.

– Eu cheguei na parte do “me sentir em um enterro” e “partituras de musicas emo”. – Itachi entrou andando calmamente ate o piano, ficando ao lado de Hinata. – Posso saber o que as “crianças” estão fazendo aqui no escritório sozinhas e sem supervisão?!

– Ué, você não viu. Vendo coisas para o casamento.

– Não, o que eu vi foi vocês dois medindo força de dinheiro de novo.

– É assim que a gente se entende. – Hinata disse.

– Agora é serio, por que estão no meu escritório?! – Itachi perguntou.

– Eu precisava refazer aqueles balanços que me pediu e Hinata fica entediada muito fácil. Então pensei em trabalhar aqui ao som de suas “belas” composições...

– Faz sentido. – Itachi pensou um pouco e então sorriu para a garota ao piano. – Você toca lindamente, Hinata.

– Obrigada.

– Mas, de qualquer forma, já esta bem tarde. Sasuke, você deveria ser um namorado atencioso e levar Hinata para casa cedo.

Sasuke sorriu disfarçadamente por um segundo, enquanto se levantava cadeira que ocupava e ia para onde os outros dois estavam, em frente ao piano. Assim que chegou ate eles, passou um dos braços ao redor da cintura da garota, de forma um pouco possessiva de mais e encarou o irmão com um olhar serio.

– Hinata vai dormir aqui essa noite.

Itachi os encorou estático por um momento e quando conseguiu pensar em se pronunciar, falou de forma lenta e cuidadosa:

– E... quanto ao Hiashi...

– Na verdade... – Hinata tomou a frente para responder. – Meu pai viajou a alguns dias, só deve voltar amanhã a tarde.

– Então, vocês dois realmente...

– Você não notou que eu não dormi em casa ontem?! – Sasuke disse.

– Não, eu não notei. Itachi falou baixo, mas soou como se fosse mentira.

– Por que a surpresa?! Foi você que acabou de cobrar que eu deveria ser um namorado atencioso, certo?!

– Hinata pode esperar lá fora por um momento, eu tenho que falar com meu irmão.

– Claro... – A garota se virou para sair.

– Espere no meu quarto. Você sabe o caminho. – Sasuke mandou.

Os dois irmãos se encararam com um olhar profundo, Itachi se mantinha serio enquanto Sasuke carregava um sorriso bem cínico.

– Se quer falar sobre os balanços, eles estão no computador se quiser conferir.

– Você tem certeza disso?

– Como assim? Eu revisei tudo duas vezes e...

– Eu estou falando sobre a Hinata dormir aqui.

– Ah, em que época você vive, Itachi?! Achou que a gente fosse esperar ate o casamento?

O mais velho andou ate o mais novo com sem maiores mudanças em sua expressão e apontou o indicador para seu rosto como se fosse acusa-lo de alguma coisa. Sasuke admitia que já começava a se preocupar um pouco com o que ele faria a seguir.

– Não me apareça aqui com algum bebê. Ok?

– Como é...?!

– É serio, Sasuke. Seja gentil com aquela menina, previnam-se e não faça nada para arruinar minha parceria com os Hyuuga.

– Ah, então é disso que se trata?! Quase achei que estivesse preocupado comigo.

– Olha, pela empresa...

Itachi não sabia o que falar ou explicar como a fúria do patriarca Hyuuga poderia desestruturar todo esquema econômico entre as famílias e a estabilidade dos Uchiha, além de não ter animo nenhum para falar de “ato” em um sentido mais sentimental.

– Apenas seja... Gentil. – Concluiu meio sem jeito.

– Relaxa, eu e a Hinata sabemos nos entender.

Sasuke foi caminhando lentamente para seu quarto, era engraçado pensar no quão ‘constrangedor’ aquela cena dele seria se Hinata e ele tivesse realmente alguma intimidade... Pelo menos serviu para mostrar que Itachi tinha um lado fraternal escondido em algum lugar e não sabia nada sobre suas verdadeiras intenções.

Abriu a porta, encontrando a garota o esperando, mandava uma mensagem de texto pelo celular enquanto sentada na cama.

– Enfim sós...

– Você acha que o Itachi acreditou naquele nosso teatro?! – Ela perguntou sem desviar o olhar do aparelho em suas mãos.

– Certeza absoluta. – Respondeu.

– Foi esperto da sua parte perceber que ele estava vigiando.

– Eu o conheço a bastante tempo, sei os truques que ele usa.

– Viu a cara dele?! Foi a primeira vez que o vi assim.

– Ele só estava preocupado com o seu pai, a empresa e essas coisas todas... Ou talvez ele esteja preocupado com você e seus “sentimentos”. Sabe, é bom saber que meu irmão me inveja.

– “Saber” ou “sonhar”?

– Por enquanto, os dois... Por enquanto...

– Bom... – Ela se levantou. – Vamos começar?

– É só nisso que você sabe pensar mesmo...

Sasuke foi ate a mesa que tinha ali e ligou seu notebook, conectando um pendrive para rodar um programa especifico.

– É isso? – Hinata observou.

– É sim. E espero mesmo que você saiba o que esta fazendo, porque foi bem difícil tirar isso da empresa ontem a noite sem Itachi perceber.

– Você conseguiu um bom álibi, pelo menos. – Hinata se aproximou para olhar a tela com mais detalhes. – Olha, quantos... Vai levar a noite inteira para checar tudo.

– Boa sorte. – Sasuke cedeu a cadeira para ela e pegou o seu tablet na mochila. – Vou revisar os contratos, me avise se encontrar algo.

Foi uma longa noite de pesquisa, onde o tempo para os dois parecia não passar. Ela vendo números sobre números naqueles relatórios de contabilidade e ele tendo que prestar atenção em cada clausula de contrato de anos. Aquilo não parecia ter fim.

Era quase cinco da manhã quando Sasuke percebeu que estava caindo de sono e não conseguiria continuar sem um pouco de café, talvez quando estivesse um pouco mais disperso teria que voltar e revisar as últimas três paginas para ter certeza de que não deixou passar nada. Sua mente estava esgotada e precisava de uma pausa.

Foi quando ouviu o toque do celular da Hinata, olhou para ela pela primeira vez desde que começaram sua ‘pesquisas’ dessa noite.

– É algum tipo de alarme?

Ela não o respondeu, apenas pegou o aparelho e olhou para a tela, encarando o identificador de chamada com uma expressão seria. Se levantou, indo para perto da janela e atendeu.

– Alô?! – Ela atendeu sussurrando, embora não baixo o bastante para o rapaz deixar de ouvir. – Não, eu estava acordada. O que aconteceu?! – Fez uma longa pausa para ouvir, respondendo apenas com múrmuros. – Não, não, segure ele ai. De preferencia longe da vista do Kakuzu. – Outro momento em silencio para ouvi-lo e suspirou um pouco aliviada. – É... Faça o que puder... Apenas não o deixe se “afogar” ate eu chegar ai, ok?! Não vou demorar.

Ela desligou o celular e encarou Sasuke antes de ir pegar a sua bolsa.

– Vai a algum lugar?

– Surgiu um imprevisto, não posso ficar.

– Que tipo de imprevisto? Nós temos que terminar isso.

– Sasuke, não posso.

– Leve nosso acordo a serio, foi você que propôs isso, não?!

– Ok, ok. – Ela voltou a se sentar e teclou novamente no notebook, um pouco mais ansiosa que antes, então parou e apontou para a tela. – Aqui!

Sasuke se aproximou, analisando o que ela mostrava na tela.

– Quando achou isso?! Por que não me falou?

– Eu estava procurando por outras mais antigas, mas por enquanto é só o que tenho. Você consegue ver a diferença de uma para outra?

– É... interessante. – Ele pensou um pouco. – Quais são as datas?

– Tá marcado aqui, cinco anos atrás em junho, quatro anos em março e tem outra a três anos também.

– Pelos dias... – Ele resmungou enquanto buscava algo em seu tablet. – São esses contratos aqui. Olha a assinatura.

– É... – Ela apenas acenou.

– É só isso que tem a dizer?! – Sasuke foi irônico pela aparente falta de interesse dela. – Pegamos eles, Hinata. Um pouco mais e a empresa...

– Olha, eu tenho mesmo que ir. Você pode se divertir sozinho, juntando os pontos. – Ela se levantou, já indo para a porta. – Mas não conte vitória ainda, é agora que tudo começa a se complicar.

E não é que aquela garota tinha razão... Roubar documentos e hackear computadores não era nada, comparado a entrar no mundo sombrio que emaranhava os negócios dos Uchihas. Ninguém saberia o quão longe tinham chegado.

Infelizmente, a parceria com a garota começou a dar problema...

De uma hora para outra, a astuta e determinada Hyuuga passara a se tornar estranhamente descuidada, e piorou ainda mais quando Naruto começou a encher a cabeça dela com fantasias. Eles tinham um bom trato com grandes possibilidades de sucesso, e no ultimo lance a garota desistiu.

Não demorou para Sasuke perceber que fora usado por ela... Tudo que Hinata queria eram as informações privilegiadas e quando as conseguiu o descartou e armou sua própria arapuca.

Seu celular tocou tirando de seus devaneios, Sasuke não teve muita pressa em atender, afinal estava muito tarde para qualquer tipo de ligação, ate ver o nome do contato.

– Noticias sobre os Hyuuga, Kou?! – Ele perguntou sem rodeios e foi com certo gosto que ouviu o que aquele reles empregado tinha para falar. – Sumiu depois de uma briga?!

***

Deidara mantinha-se em guarda, as portas do bar, se protegendo da fina e obstinada chuva. Bem que ele queria estar lá dentro, vendo o que Kakuzu faria com Hinata. Seria um verdadeiro show, como Kisame havia comentado.

E ele aqui fora?! Bufou observando os pingos d’agua, em noites livres nada acontecia, e quando acontecia, ele não podia ver, tinha que estar de guarda. Que azar... Precisava de um cigarro para esquecer essa decepção.

Foi quando se deu conta de que alguém chegava a passos largos. Ficou parado um tempo tentando perceber se era alguém conhecido, mas por causa da chuva e da má iluminação só conseguiu ver seu rosto quando já estava bem perto.

– Ora, hoje é dia dos mortos vivos?!

– Hey, Deidara... – Naruto cumprimentou-o.

– O que faz aqui?! Achamos que Kakuzu tinha botado você pra correr a muito tempo.

– Só estou de passagem. Quero me proteger da chuva e beber alguma coisa.

Naruto foi andando simples para a porta quando Deidara entrou na sua frente.

– Foi mal, mas o bar foi reservado para uma festa particular. Nenhum estranho entra hoje.

– Festa particular?! – Ele analisou o rosto do cara, percebendo facilmente pelas pupilas dilatadas que estava alterado. – Então o Erro-sannin tinha razão... Diga Deidara, quem é a convidada de honra dessa festa?! Uma morena de olhos claros, talvez?!

– Então você sabe?! – Deidara lhe deu um empurrão leve, apenas para afasta-lo da porta e sacou um canivete para ameaça-lo. – Vai embora, Naruto. Não é um bom dia para brincar de herói.

– Você tem uma chance de sair da frente...

– Ou o que?!

Naruto apenas sorriu, nada era mais fácil do que nocautear um drogado de merda como esse, principalmente se ele fosse uma das barreiras que o impedisse de chegar ate Hinata.

***

Kakashi continuava servindo de escudo para Hinata, protegendo-a enquanto tentando negociar racionalmente com Kakuzu, algo que para a garota parecia bem improvável.

– Pelo pouco que entendi, você quer dinheiro e vê Hinata como uma moeda de troca com a família Hyuuga, mas a essa distancia, se atirar iria matar a nós dois, Hinata e eu. Que lucro você teria com isso?!

– Eu realmente gosto de dinheiro, mas essa divida já esta me tirando do serio. Não me importo com o prejuízo desde que consiga me vingar.

Kakuzu ajustou a mira de modo que tivesse certeza de que acertaria Kakashi e Hinata ao mesmo tempo.

– Isso seria um grande desperdício. – Kisame disse simples, e foi quando perceberam o pequeno som estalado ao lado e se deram conta de que o barman também mantinha uma arma apontada diretamente para o Kakashi, era uma espingarda. – Eu abaixaria essa faca, se fosse você.

– Então você não é só um funcionário?! – O socorrista observou.

Kisame não respondeu, apenas se voltou para Kakuzu, sem desviar a mira da arma.

– Escute, eu tenho um bom ângulo aqui, poderia matar esse cara e Hinata ficaria ilesa para podermos cobrar um resgate. O que me diz?

– Sua ajuda é inesperada. – Kakuzu disse.

– Por que a surpresa?! Eu também fui preso por causa dela. – O barman riu um pouco, mas depois voltou a falar serio. – Mas não será de graça, ajudo você se dividir o dinheiro do resgate comigo.

– 70 a 30?!

– Meio a meio.

Hinata parou analisando Kisame. Seria esse o seu plano? Iria acabar com a vida de Kakashi para tentar salva-la de alguma forma depois? Ou ele não queria ajuda-la de verdade? Estava interessado no dinheiro assim como o outro Akatsuki, querendo vingança por tê-lo prendido também.

Ela se lembrava de ter armado aquilo e sabia que pretendia solta-lo de alguma maneira, mas não sabia o que aconteceu depois. Talvez ela o tenha deixado para trás?! Usado e abusado de sua ajuda apenas para descarta-lo depois?!

O que aconteceu depois daquele dia?

Nesse momento ouviu os primeiros sons de batida e a atenção de todos foi atraída para a porta quando algo aconteceu e ela foi arrobada da forma mais bruta.

Kakashi não sabia o que seria aquilo, mas eram os segundos dispersos que ele precisava para agir. Girou o braço rápido agarrando a arma mais próxima que era a daquele barman. Levou o cano para baixo, para na acertar ninguém caso disparasse sem querer, e depois puxou-a para si. Sentiu o homem resistir, mas quando pensou em fortificar o puxão sentiu-a livre em suas mãos, quase como se ele tivesse soltado de proposito.

Não importava o que ou como, o certo era que agora as coisas mudavam a seu favor. Girou-a rápido e apontou para Kakuzu que acabara se de virar com sua atenção atraída para seus movimentos após ver o que quer que tenha acontecido na porta.

– Maldito...

– Agora podemos conversar, né?!

– Kakashi-sensei?!

O socorrista olhou de meia banda para a porta vendo Naruto entrando, ele estava mancando um pouco, provavelmente deslocou alguma coisa por ter arrombado a porta com um chute ou algo assim. O garoto tentando bancar o herói, sem saber acabara de salvá-los... Tinha que se lembrar de agradecer depois.

– Naruto-kun? – Hinata apenas sussurrou quando o viu, mas não fez qualquer menção de se mover, ela era um dos alvos e estar perto de Naruto o tornaria um também.

– Hinata! – O rapaz correu alguns passos na direção da garota,

– Agora o Naruto também?! Deidara é um incompetente. – Kakuzu o viu, alternando sua mira entre o rapaz e o socorrista.

– Hehe, uma raposa adestrada nunca fica longe de sua dona... – Kisame disse atraindo novamente a atenção da garota.

– Naruto, leve a Hinata daqui. – Kakashi mandou.

– Mas...

– Vá. – O médico o interrompeu. – Foi para isso que você veio, certo?!

– Não pense que será fácil assim. Cravo uma bala nas costas deles antes de chegarem a porta. – Kakuzu disse.

– E eu acerto você logo depois. – Kakashi disse ajustando a mira da arma que agora estava. – Isso é um impasse, aparentemente.

– Maldito. – Ele resmungou e então olhou para os lados revendo suas opções.

O Homem ruivo que sempre estivera assim perto sentado no balcão, se levantou já com sua arma em punho, o Kakashi percebeu que talvez, ele já estivesse em guarda desde o principio, ameaçando-o sem que soubesse. Provavelmente seu movimento para roubar a arma do barman poderia ter acabado muito mal, se este homem tivesse agido.

– Quero meio a meio, assim como com Kisame... – Sasori disse andando pelo salão para se posicionar melhor.

– Ainda acha que esta em vantagem?! – Kakuzu encarou Kakashi rindo. – Nenhum de vocês deve sair daqui vivo.

Naruto deu dois passos lentos para trás chegando próximo o suficiente segurar a mão de Hinata.

A garota olhou o gesto antes de retribuir ao aperto, depois encontrou a expressão tensa que ele usava para encarar a todos, assim como Kakashi, seu olhar era analítico.

E de todos os pensamentos que poderia ter agora, a única coisa fixa em sua mente era que aquilo tudo era sua culpa...

Ela precisava pensar em uma forma de salva-los, um jeito de tira-los dali, mesmo se ela própria não saísse. Foi quando desviou o olhar novamente para a porta para a adega do bar e encontrou o olhar de Kisame, o viu esticando o braço ate a caixa de força ao lado e então sorrir.

Hinata entendeu de imediato o que ele pretendia e como aquilo era arriscado.

Levou um milésimo de segundo. Hinata agarrou Naruto pelo braço puxando-o para o chão no exato momento em que todas as luzes se apagaram.

O lugar se tornou um breu e naquela escuridão, tudo que foi ouvido eram os tiros...

***

A lanterna foi acesa de forma despreocupada, iluminando cada uma das lapides ao redor, enquanto andava pelo local de descanso dos mortos.

– Então é assim que é um cemitério de gente rica...

– Ei, Sai, não me deixe para trás assim! – Ino gritou chegando e agarrando o braço do rapaz.

– A ideia de vir aqui foi sua, não achei que tivesse medo.

– Eu não estou com medo! Mas todas essas tumbas torna esse lugar em um grande labirinto, não quero que você se perca.

– Huum, então você esta preocupada comigo, entendi. – Sai sorriu por um instante.

– Onde estamos agora? – Ela perguntou.

– Sua família não esta enterrada aqui também? Deveria saber.

– Eu sempre vinha aqui com a Hinata, mas era durante o dia e sem chuva! De noite fica tudo diferente.

– Entendi. – Sai iluminou o caminho, havia varias direções a seguir. – Para aquele lado, acho que ficam os locais reservados para os Senju. E aquele é o lado dos Aburami.

– Então as criptas maléficas dos Uchiha são por aqui. – Ela disse puxando-o pelo caminho correto. – Os Hyuuga vem logo depois.

– Todas as grandes famílias sem enterradas aqui?

Eles andaram um pouco mais, olhando para todos os lados. Sai parecia tranquilo, enquanto Ino olhava desconfiada para cada barulho que ouvia.

A garota percebeu como a parte dos Uchihas parecia ser verdadeiramente mal assombrada. Havia apenas um ramalhete pequeno e murcho de tulipas em uma lapide especifica, o que era um contraste com as das outras famílias que eram limpas e bem cuidadas. Talvez a filosofia deles fosse esquecer completamente os mortos.

– Francamente, só a Hinata para me fazer ir para um lugar desses a noite. É bom que ela tenha uma boa explicação quando a encontrarmos... E se ela vier com aquele papo de “aminesia”, juro que vou...

– É aqui! – Sai disse, direcionando a lanterna.

A área dos Hyuuga sim era um lugar bonito com as mais belas e caras flores do mundo. Ela não gostava de comentar com ninguém, mas Hiashi contratou a floricultura de sua família para manter o lugar abastecido em certas datas especiais. Ele mandou estocarem essas quando Hinata havia acordado do coma e a chuva de agora as deixava com uma aparência bem viva.

Era uma parte piegas dele que a surpreendia, por ser oposto ao seu conhecido jeito frio, mas Hinata sempre dizia que era “apenas culpa” por tratado a esposa mal antes do acidente. Ino não acreditava que tanta dedicação seria só por isso, ela gostava de pensar que os pais de sua amiga se amavam de verdade e a garota estava apenas sendo a dramática de sempre.

O feixe de luz da lanterna de Sai passou pelos dois pedaços de pedra, altamente moldado e decorado, via-se perfeitamente o nome e o brasão Hyuuga, colocado de uma maneira que, para Sai, era uma das mais perfeitas obras de arte que ele já viu. Leram: Hanabi Hyuuga e Himiko Hyuuga.

Depois iluminou as flores, buque por buque, e enquanto as admirava, a garota viu outro ramalhete de tulipas murchas similares a que tinha visto em uma das lapides dos Uchiha.

Aquelas flores visivelmente não eram cultivadas por sua família, pareciam ter saído de uma lojinha barata e sem muito cuidado. Então lhe veio a duvida, de onde vieram?!

– Lindos arranjos de flores, não?

– E-é... – Ino suspirou, quase havia se assustado com a pergunta repentina do rapaz. – Parece que Hinata não veio aqui.

– Era provável que não estivesse. Precisamos pular o muro para entrar, Hinata não poderia fazer isso por causa do joelho.

– É verdade! Isso foi perda de tempo. Por que não disse antes?

– Eu fiquei curioso, nunca invadi um cemitério antes! – Sai sorriu docemente.

– Não sorria enquanto diz uma coisa assim. Você fica assustador.

– Assustador?! Não fui eu que fique analisando as flores do cemitério.

– Você percebeu?! – Ela ficou sem graça agora. – Vamos voltar e ligar para alguém, talvez ela já tenha aparecido.

Eles fizeram o caminho de volta, um pouco mais tranquilos. Ino discava em seu celular enquanto observava em volta e parou de andar encarando novamente o buque murcho de flores. Leu o nome do dono da lapide dessa vez: Obito Uchiha.

Quem haveria de visitar tanto a mãe de Hinata quanto alguém dos Uchiha?!

– Alô?!

– Sakura? – Ino despertou de seus pensamentos. – Alguma noticia?

– Não, nenhum sinal dela aqui. E você? – Sakura disse simples, acabara de atravessar os portões do colégio.

– Nada também... Estava pensando em ir ao hospital.

– O Hospital?! Mas você sabe como a Hinata é, esse seria o ultimo lugar do mundo para onde ela iria.

– Eu sei, mas todos já estão divididos procurando, não tem muito mais para onde ir. Quem sabe alguém lá não tem noticia.

– Tem razão. Não podemos duvidar de nada agora... – Suspirou cansada.

– Iih, que tom é esse, hein?! Não comece a pensar besteiras, a Hinata não vai aparecer internada nem nada do tipo. Só quero ir ver se alguém sabe de alguma coisa.

– Não, eu sei... Eu só estou preocupada...

– Não fique. É perda de tempo, melhor continuar procurando.

– Verdade. Sabe aquele restaurante que ela costumava ir com a mãe, vou tentar lá...

– Boa ideia, Saku...

Sakura desligou sem esperar que Ino terminar de falar ou se despedisse, guardando o celular no bolso da calça, já pensando em seu novo destino e em como sua amiga deveria estar.

– Hinata, por que você tem ser tão egoísta as vezes?! – Sakura bufou cansada.

– Eu também venho me perguntando isso. – O ouviu e de imediato se virou.

– Sasuke-kun?!

– Então viemos procurar no mesmo lugar... Acho que pensamos parecido.

– Também esta procurando pela Hinata? – Ela perguntou e o moreno apenas deu os ombros. – Esta com a consciência pesada ou o que?

– E você está?!

Ela o encarou, analisando seu olhar penetrante e sorriso cínico por um segundo antes de se virar para seguir seu caminho, quando o ouviu:

– Você poderia me ajudar, sabia?! Como antes... Estou disposto a pagar bem dessa vez.

Sakura parou de andar, relutante, sem querer olhar para trás. Pensava seriamente sobre o que tinha acabado de ouvir.

– Eu já não sou a mesma de antes, seu dinheiro não me interessa pra nada.

– Eu também tenho mais a oferecer além do dinheiro.

– Ah, eu não sou obrigada a aturar isso... – Ela só conseguiu mais dois passos para frente antes de ouvi-lo insistir novamente:

– Sabe o que isso parece para mim?! “Consciência pesada”...

– Mas o que você quer?! — A garota finalmente se virou para encara-lo, mais indignada do que com raiva.

– Você sabe o que é... E para alguém que tem pleno acesso a mansão Hyuuga como você é muito fácil de conseguir.

– A única coisa que me importa agora é encontrar a Hinata.

– Tudo bem, conversamos depois, então.

Ele se virou voltando de onde veio, deixando a garota parada na chuva, pensando se, falando com aquele garoto tão deliberadamente, era igual ou mais egoísta do que sua amiga desaparecida.

***

Naruto e Hinata acabaram de sair pelas portas dos fundos.

Ele esta impressionado com a forma com que ela praticamente o arrastou o caminho inteiro ate lá, conseguindo passar pelo tiroteio frenético que havia começado sem nenhum arranhão. Mesmo na mais profunda escuridão do lugar, a garota foi capaz de guia-los perfeitamente, usando apenas os lampejos de iluminação dos disparos, ou um conhecimento prévio da geografia do bar.

Ele se perguntava do que mais ela tinha se lembrado.

– Isso foi tenso... – Naruto bufou. – Você está bem?

Esperou sua resposta, mas ao invés disso ela apenas o segurou pela mão, puxando-o para o final do beco para poderem sumir desse lugar para onde ela nunca deveria ter voltado. Naruto a viu ansiosa e, para ele, tudo que importava é que estavam salvos e longe daqueles desgraçados.

Deixou que ela o guiasse, mesmo já sabendo para onde se encaminhava, só precisavam dobrar a próxima ruela para voltar a rua principal, escapar de vez e...

Pararam vendo a grade a sua frente fechando o caminho de fuga que imaginavam, olhou para o outro lado e percebeu que também estava bloqueado, assim como todas as saídas do beco. Talvez uma forma dos bandidos impedirem que a polícia os cercasse facilmente.

– Não tinha isso antes... – Ouviu Hinata sussurrar para si mesma.

– Certo. Eu vou te ajudar a pular. – Naruto firmou as costas contra a grade e entrelaçou as mãos para oferecer de apoio a garota. – Acha que consegue?!

Hinata acenou concordando e aceitou a ajuda do loiro para a escalada, subiu sem muitas dificuldades usando-o quase como uma escada. Descer é que parecia um problema, de cima da cerca ficou imaginando a melhor forma de fazer isso, seria doloroso cair daquela altura, e vergonhoso se acontecesse na frente de Naruto.

Se virou, iniciando uma desajeitada decida, mas por estar molhada pela chuva acabou escorregando um dos pé na metade do caminho. Não chegou a cair, apenas pulou o resto da distancia, cravando os pés descalços no chão.

– Droga... – Ouviu-a reclamar um pouco, se deteve no desejo de perguntar se estava bem quando a viu mancar para longe da cerca, dando espaço para que ele pulasse também. Ela estava com pressa e ele concordava que não deveriam perder muito mais tempo ali.

Tomou uma distancia para, então, se jogar e começar a escalar a cerca. Como um moleque criado em sitio, ele era bem habituado a subir em arvores e correr e brincar em pastagens e valas. Assim, comparado a Hinata, ele era praticamente um profissional do parkur, em dois pulos mais já estava ao lado dela, sem problemas.

Se mostrar um pouco não fazia mal também, já que a garota sempre o viu como um cara desajeitado.

Então ouviram tiros novamente, em um ritmo quebrado que era o som diferente entre uma espingarda e uma pistola, significava que Kakashi ainda estava lá, revidando ao ataque, sobrevivendo.

– Vamos, a gente tem que encontrar um lugar seguro. – Naruto disse segurando-a firme pela mão.

– Mas ele...

– Kakashi-sensei me mandou te tirar daqui e é isso que eu vou fazer. A gente não pode fazer nada agora, vamos fugir e pedir ajuda depois, certo?!

– Tudo bem... – A garota suspirou derrotada.

Naruto via que ela não queria deixar o socorrista para trás e ele próprio também não queria, mas o que mais poderiam fazer? Voltar lá e enfrentar bandidos armados com, literalmente, “unhas e dentes”. Eles conseguiram sair e não deveriam desperdiçar essa chance de escapar e pedir ajuda. Kakashi daria um jeito também, o rapaz tinha certeza.

Eles correram nas primeiras dezenas de metros ate conseguirem se distanciar do bar que era uma das bases daqueles bandidos. Depois diminuíram o ritmo para uma caminhada lenta, ela por estar mancando e ele por olhar duas ou três vezes para todos os lados antes de avançar, tinha medo que alguém da Akatsuki aparecesse de surpresa.

Eles decidiram dar a volta em outra viela para cortar caminho, percebendo que andar pelas ruas principais bem iluminadas não seria uma boa ideia enquanto não saísse da periferia, continuaram tentando evitar caminhos óbvios.

Andando em silencio nas sombras de mãos dadas parando em um lugar ou outra por alguns minutos para descansar foi um bom plano... Enquanto durou.

– Ei, tem certeza que foi por aqui?!

– Kidoumaru viu de cima da laje. Não deve tá tão longe.

– Quietos vocês dois. Não é só atirar dessa vez, Kakuzu quer a garota viva.

– Que trabalheira...

Naruto estava encolhido atrás de uma caçamba de lixo com Hinata quase atrás de si, ela tremia de medo e tensão, tanto quanto ele mesmo que nem sabia direito de onde estava tirando forçar para parecer tão calmo. Foi muita sorte terem ouvido aqueles bandidos a tempo de se esconderem.

– Vamos dar a volta... – Ele sussurrou.

O Rapaz se virou para verificar as esquinas e a garota, por um simples instinto de querer ver o quão pesada a chuva ainda estava, olhou para cima e reparou distante em um homem falando ao celular em cima da laje de uma casa de dois andares.

– Naruto-kun, olha. – Ela o segurou pelo braço apontando.

– É um dos olheiros do Kakuzu... – Naruto observou.

– Será que nos viu?!

– Não podemos ficar parados aqui.

Nesse ritmo proporcionado pela tensão, usando as ruelas escuras como cobertura para ter certeza de que não estava sendo seguidos ou vigiados, Naruto só parou quando percebeu que Hinata estava cansada e levando a mão ao joelho a toda hora. Ficou preocupado com a ideia de que ela esteja escondendo algum ferimento ou pior, que algum daqueles putos a tenha ferido antes dele chegar.

Puxou-a para outro beco coberto para se protegerem da chuva, dando-lhe a chance de escorar as costas na parede para descansar.

– Hinata, você esta bem mesmo?

– Estou. – Ela respondeu simples.

Ele não acreditou, se ajoelhou a frente dela e tateou o joelho ferido, vendo-a segurar um gemido de dor com o contato.

– Sua perna tá inchada. Pode continuar?

– Não tem outro jeito de sair daqui, ou tem?!

– Não...

– Então eu posso.

Ele se levantou ficando de frente para ela e afagou seu cabelo numa forma tentar tranquiliza-la. O que não é uma tarefa fácil quando ele mesmo estava com os nervos a flor da pele.

– Não se preocupe, vamos ficar bem...

– Como você me achou? – Ela perguntou desviando o olhar do dele.

– Como eu não te acharia?! Eu te conheço muito bem, sabia?!

– Fale serio, Naruto-kun. Aquelas pessoas te conheciam também...

– Tudo bem, mas é meio vergonhoso... Foi o Ero-Sannin... – Naruto coçou a cabeça sem graça, mas se deu conta de que, sem memoria, Hinata são saberia de quem estaria falando, resolveu explicar melhor. – O meu padrinho... Ele meio que frequenta lugares como esse bar da Akatsuki. E ele tem amigos que também vem aqui de vez em quando. Um desses amigos te reconheceu e avisou para ele.

– E ele te contou?

– É, mas é claro que ele não queria que eu me metesse nessa guerra toda... Acho melhor eu não contar a parte do tiroteio para ele. – Ele sorriu.

Ela sorriu em resposta, e seus olhares se cruzaram por um segundo antes de finalmente ouvirem um som de estalo que, nessa noite, ambos aprenderam a reconhecer muito bem.

– Achei. – Viram o homem, com a arma em mãos, aparecer em um dos lados mais distante deles no beco.

Naruto a segurou forte pelo pulso, puxando-a para fora do beco, longe na mira. Ouviu o estampido do tiro, mas não sentiu dor e Hinata ainda corria ao seu lado então presumiu que não foram atingidos.

Foi quando viu outras pessoas a parecendo do fim da rua e foi obrigado a se desviar para a ruela da direita para escapar de outro tiro.

Imbecis sem miolos! Não tinham que captura-la viva?! Por que estavam atirando assim?

Firmou ainda mais o aperto para ter certeza que não deixar a garota para trás, uma vez que corria mais rápido do que ela.

Saiu para a esquerda dessa vez, sabendo que seus perseguidores conheciam a área, estavam em maior numero e conseguiriam cerca-los ao menor erro.

Acabaram indo para uma rua de terra mais larga que o normal ficando extremamente exposto por qualquer um que estivesse de tocaia na laje próxima. Ficou perdido sem saber para onde ir, desesperado querendo fugir. Precisavam ser imprevisíveis para engana-los.

– Por aqui!

Naruto logo voltou a guia-la numa nova corrida sem sequer lhe dar tempo para tomar o folego e, a cada arrancada, o loiro a sentia cada vez mais lenta e cansada, perdendo as forças. Ele mesmo já estava se esforçando além do limite, imagine a garota... Mas o que mais poderia fazer além de fugir?

– Vamos nos esconder?! – Hinata perguntou ofegante.

Não, não era hora nem lugar para isso... Não importava o quanto ela estava no limite, não poderiam ficar parados, perderiam a pouca vantagem que ganharam e, nessa situação, isso seria o pior dos erros. E não podiam errar!

Foi para um nova viela que era uma descida, precisavam continuar, estavam cansados, mas tinham que aguentar um pouco mais.

– Naruto-kun...

– Não vamos parar, Hinata.

Ele olhou para trás por um segundo para encara-la e essa distração o fez pisar em falso. Seu pé afundou na parte mais escorregadinha da lama e ele foi arremessado pela gravidade. Por manter a mão praticamente grudada ao pulso da garota, acabou arrastando-a junto e os dois caíram naquela poça de terra molhada pela chuva. Ele foi de costas e ela ainda deu meia cambalhota enquanto protegia o rosto.

Naruto se virou com dor na coluna ao ouvir Hinata gemendo ao seu lado, quando a olhou encontrou-a retirando um punhado de lama do cabelo.

– Vamos... – Ele se levantou puxando-a para que se levantasse também.

– Ah... – Hinata gemeu ao tentar ficar de pé.

Ela tentou novamente, agarrando-o pelos ombros e fazendo força permanecer, mas caiu com um mais puro granido de dor que o rapaz jamais ouvira.

O rapaz guiou os olhos ate a mão que ela mantinha na perna e viu sangue... Como?! Foi na queda de agora? Seria um tiro perdido que ele não percebeu?

Sentiu raiva... Raiva por aqueles putos que, direta ou indiretamente, foram os responsáveis por ela ter se ferido, raiva de si por não ter sido capaz de impedir.

Conseguia ouvir os homens gritando uns com os outros por perto, se organizando para apanha-los de alguma forma. Pensar no que eles poderiam fazer se os pegassem, deixava o loiro ainda mais determinado a prosseguir.

– Você disse que podia, não é?! – Ele a agarrou servindo de apoio para que se levantasse. –Então, vamos!

– Eu sei... Sei o que eu disse. – Ela finalmente se pôs de pé.

Deram alguns passos mancos para fora da poça de lama, mas a garota não parecia ser capaz de firmar o peso sobre os próprios pés e o rapaz se viu quase tendo que carrega-la sozinho, o barro e a chuva corrente atrapalhavam ainda mais o seu trajeto.

Então outra pisada em falso e caíram de novo.

Com vontade de xingar Deus e o mundo, se virou para a Hinata para ver se estava bem e percebeu como ela fazia esforço para conter a dor, segurando a perna ensanguentada. Se gritasse, como ela parecia querer desde o inicio, com certeza atrairia todos os perseguidores de uma só vez, mas permanecia de dentes cerrados para se conter, sendo forte por ela mesma e lutando como podia.

Só agora Naruto viu que a expressão dela espelhava algo que ele próprio estava sentindo... Desespero.

Notas finais
Sim, o capitulo finalmente acabou! Eeeh eeeh o/ Enquanto eu estava escrevendo, fiquei pensando profundamente se deveria dividi-lo em dois cap ou não, e ate acabei fazendo isso mesmo em um momento... mas depois repensei e vi que algumas coisas não ficavam muito legais separadas. Ai acabou assim... Gigaante!! Agora sobre o que aconteceu... Coloquei duas lembranças que mostram bem um lado da Hinata que ainda não tinha aparecido... A primeira no começo da própria Hina em sua negociação final com Kakuzu E a outra era um pensamento de Sasuke que revela parcialmente como funcionava o relacionamento deles. Aliais, se alguém quiser um exemplo de musica ao piano que hinata poderia estar tocando nessa parte... Essa aqui se encaixaria bem: https://www.youtube.com/watch?v=ISc0jdFTOiI (Sim, é o tipo de musica que eu costumo ouvir e aparentemente só eu gosto) Sasuke começou a agir, botando suas asinhas de fora com uma conversa meio 'estranha' com a Sakura... Teve Kakashi defendendo Hinata (com uma facilitada de Kisame), mas o que será que aconteceu depois que Naruto e ela fugiram?!! Nosso loiro finalmente junto da nossa Hyuuga em uma fuga doida. Me cobraram um pouco nos comentários colocar os dois juntos, mas calma gente, já tinha isso preparando (e tenho muito mais coisas em mente) Tentei fazer as coisas bem tensas já que se tratava da Akatsuki, mas não tenho tanta muita experiencia desse tipo então desculpe se esse momento da narrativa ficou fraco, com pouca ação ou sei lá. (se puderem, comentem para eu saber o que acharam). O próximo cap já esta pronto, mas tem umas coisinhas +/- que eu gostaria de mudar ainda... Se um desvaneio de inspiração me vier ate amanhã, talvez eu possa publica-lo logo (não prometo nada) Vou segurar o capitulo 20 ate ficar plenamente satisfeita porque ele é bem "especial". Enfim... Obrigada a todos e ate mais =)