Notas iniciais
Boa noite, pessoal ^^ Como vão? :) Desejo uma boa leitura :3

A primeira coisa que fez quando sentiu a consciência voltar foi puxar o ar com força para os pulmões. Um gemido gutural de desconforto se formou quando tentou mexer-se, tal movimento fez algumas partes do corpo doessem. Mal abriu os olhos e logo perdeu a consciência novamente.

Acordou minutos depois, dessa vez sem muitas dores, sentia apenas leves e pequenas pancadas sendo distribuídas pelo corpo, chuva. Gotas escorriam pelo rosto e ensopavam as roupas, abriu os olhos apenas para contemplar o céu choroso e escuro.

Quando era menor o pai costumava dizer que quando chovia muito daquele jeito era porque algo ruim tinha acontecido com algum adorado pelos deuses, que os trovões e clarões eram o significado de que esse alguém estava sendo bem recebido pelos deuses. Sendo verdade ou não, ficou ali parado, deitado de barriga para cima, os olhos novamente fechados, apenas ouvindo e sentindo a chuva. Percebia a lama se formando embaixo de si e sujando seus cabelos ao mesmo tempo que a água da chuva o limpava, mas aquilo no momento parecia tão relevante. A água levava todas as preocupações, os problemas, os pensamentos, tudo; e era muito bom.

Não demorou muito tempo para que começasse a lembrar do porquê que estava ali caído e com algumas dores. Sorriu pela nostalgia que aquela queda tinha lhe provocado e a lembrança foi o bastante para fazê-lo começar a se mexer, afinal, se ficasse parado remoendo aquela memória iria destruir totalmente a prisão na qual as tinha colocado com o tempo.

Levantou, sentindo as roupas pesando no corpo, andou sem muito equilíbrio pelo chão escorregadio coberto de lama, pedras e folhas velhas. Achou a espada no chão, a encarou por alguns segundos se perguntando se em sua condição atual iria conseguir erguê-la, mas não poderia deixa-la ali, agachou e a pegou para guardá-la na bainha, parecia mais pesada do que antes.

O sol já começava a nascer, apesar das nuvens de chuva dificultarem a luz do sol de iluminar a floresta, ou será que era um bosque? Fosse o que fosse precisava de encontrar um abrigo para se manter seco e longe da chuva.

Não deu cinco passos quando viu o formato de um corpo deitado no chão, aproximou-se e abaixou-se ao lado do mesmo. Analisou o corpo por um momento notando que era o mesmo rapaz com o qual havia lutado pela estrela com o diamante roxo, o rosto possuía arranhões e os cabelos se espalhavam junto a lama.

Será que está vivo?

Sem pensar duas vezes endireitou-o, colocando os braços colados no corpo e juntando as pernas do rapaz, passou um braço pela envergadura dos ombros e o outro por baixo dos joelhos.

Será que você pesa tanto quanto aparenta?

Quando tentou o corpo quase caiu para o lado. Era um pouco pesado, não iria conseguir levantá-lo daquele jeito, não com a espada o puxando para trás e as pernas um pouco doloridas. Mudou a posição do mercenário, o colocando nas costas. Jogou os braços moles ao redor de seu pescoço e apoiou as mãos na base das coxas de forma que as pernas do garoto ficaram ao redor de sua cintura. Por alguns segundos pensou que iria cair para trás com o peso da garoto e da montante claymore nas costas, mas conseguiu se manter estável.

Começou a andar. A chuva, o vento, a espada pressionadas nas costas e o garoto com quem lutara o desequilibrava, puxando-o para baixo e para trás, restando apenas inclinar o corpo para frente. O chão possuía muitas raízes sobressaltadas que o fazia dar leves tropeços. Não conhecia aquela parte do reino da Terra o que agora tinha se tornado um bom problema, mas depois ele resolveria a questão de localização, antes tinha que achar algum abrigo.

Encontrou uma pequena gruta minutos depois. Deitou o ladrão no chão, este que não estava mais tão sujo de lama. Sentou-se encostado na parede da gruta e observou enquanto a chuva fria caía do lado de fora.

Por que havia salvado aquele homem? Não tinha motivos, mas parecia tão errado deixa-lo lá. Depois de todos os ferimentos que havia feito nele, tudo para recuperar a estrela. Sim, no momento em que a estrela estava em jogo eles eram inimigos, mas a estrela foi recuperada e devolvida à cidade — pelo menos era isso que esperava —, o motivo da luta tinha terminado, não eram mais inimigos. Naruto tinha raiva da Akatsuki do Oeste, odiava o que faziam, mas não era como eles, não iria deixar alguém morrer enquanto pudesse ajudar. Ele tinha muita misericórdia e não odiava isso.

Desviou o olhar das chuva para o rapaz deitado no chão, não conseguia ver muita coisa por causa da escuridão, além do contorno do corpo do outro junto ao sobretudo que estava em parte espalhado por debaixo do mesmo.

Encostou a cabeça nos joelhos e fechou os olhos, talvez quando acordasse tudo se mostrasse um sonho ou pelo menos o sol estaria brilhando.

***

Infelizmente não foi um sonho, mas apesar de ainda chover um pouco o dia estava mais claro. Retirou o sobretudo que estava encharcado e o pendurou em uma estalagmite para secar assim como fez com a túnica e as botas, ficando apenas com a calça. O garoto da Akatsuki do Oeste ainda estava desacordado e de vez em quando soltava alguns grunhidos e gemidos quando se mexia durante o sono.

Naruto caminhou até ele e abaixou-se o observando. Possuía alguns arranhões espalhados pelo rosto pálido.

Deve ter perdido muito sangue dos cortes que lhe fiz durante a luta, acho melhor dar uma olhada para ver se não pioraram, não irá adiantar muito se eu tiver o salvo da chuva apenas para deixá-lo morrer por uns cortes.

Torcendo o nariz desafivelou as fivelas das duas bainhas que o mercenário trazia nas costas, abriu o sobretudo do rapaz e desatou o nó que prendia a túnica levantando-a em seguida e deixando o abdômen pálido e calejado à mostra. Levou os olhos para o corte na cintura que havia feito, ainda estava aberto e não mostrava uma aparência muito boa.

Depois, com enorme dificuldade tirou o sobretudo negro e vermelho e cortou a manga da túnica para ver o corte no braço: o sangue ainda corria ralo e ao redor do corte estava meio arroxeado.

— Isso está muito feio — falou para ninguém em especial e levantou-se.

Saiu da gruta sendo recebido pela chuva fraca que logo ensopou os cabelos e o calção. Iria à procura de ervas e algo para fazer uma unção ou emplastro para os ferimentos. Lembrava-se de Ino fazendo pomadas e unções para cortes na época em que Sai havia entrado em um conflito com algum ladrão e levado uma facada superficial nas costas.

Enquanto andava observava todas as plantas no chão em busca da certa, porém tudo parecia tão igual — todas molhadas e escondidas.

Quando voltou para a gruta a chuva tinha se transformado em um chuvisco mais amigável. Os dentes rangiam com o frio e a primeira coisa que fez foi se agasalhar no sobretudo que tinha passado de encharcado para úmido. Preparou um emplastro, torcendo para ter acertado as ervas.

***

Hinata estava sentada em um dos bancos de madeira do pátio, esperando pelo instrutor para iniciarem o treino matinal.

— Bom dia, princesa Hinata — Thonk cumprimentou-a, um arco longo de aparência pesada se encontrava nas mãos do arqueiro e raspou de leve quando o mesmo inclinou-se para fazer uma reverência.

— Bom dia.

— Está esperando o Sir Gai?

Hinata assentiu.

— Pensei que ele estivesse doente.

— Doente?

— Sim, Vossa Alteza — confirmou.

— Entendo — Hinata respondeu e começou a levantar, pelo visto não iria treinar naquele dia. — Obrigada, Thonk.

— Não há de que, princesa — disse e fez uma curta mesura. — Se me der licença tenho que ir pegar uma corda para pôr neste arco.

Hinata suspirou e começou a andar.

— Princesa Hinata — virou-se ao ouvir a voz de Neji chama-la.

Sorriu ao vê-lo com roupas simples, sem nenhuma armadura ou acessório. Usava botas de cano curto, a camisa e a calça eram folgadas, já está última estava presa a cintura por um cinto largo onde a espada embainhada descansava. — Não vai treinar? — perguntou.

— Bem... Disseram-me que Sir Maito está de cama.

— Eu vou substitui-lo hoje — o guarda respondeu.

—Ah... Hum, tudo bem.

— Pode começar aquecendo-se. Cinco voltas no pátio.

Hinata alongou-se rapidamente e começou a correr. O pátio de treinos era grande, havia mais ou menos trinta e cinco metros de diâmetro. Naquela hora da manhã haviam tantos cavalheiros como escudeiros, arqueiros e lanceiros praticando, duelando e fazendo outros exercícios. Desviou de alguns homens que trocavam golpes com espadas de madeira e continuou correndo. Os capitães gritavam ordens e comentavam algo com seus subordinados.

Quando terminou sentia o suor dominando seu corpo.

— Está cansada? — Sir Neji perguntou e Hinata negou com a cabeça enquanto procura fazer com que o ar entrasse em seus pulmões. — Então vamos começar. Hoje vai ser esgrima — falou e jogou uma espada de madeira para a princesa que quase não segurou com o gesto repentino.

Neji se pôs em frente a ela, a mão direita com a espada de treino e a esquerda apoiada nas costas. — Pode fazer as honras.

Hinata respirou fundo antes de colocar-se em postura de ataque e avançou em direção ao guarda-costas que bloqueou o primeiro e o segundo golpe sem dificuldades. Atacou em cima, embaixo; esquerda e direita. As espadas se cruzaram em som oco de madeira.

— Se me derrotar eu te levo para passear pela cidade durante o festejo dos moradores está noite — Neji prometeu enquanto forçava a espada de Hinata para trás e observou enquanto os olhos pálidos da prima brilharam com as palavras. — Se me derrotar — enfatizou e com um movimento dos calcanhares se pôs para o lado, liberando Hinata da pressão entre as espadas, a princesa se desequilibrou para frente, mas não caiu. — Você precisa de mais equilíbrio. — Neji observou. — Seu joelho está muito para frente, passando da linha do pé, por isso você quase caiu.

Hinata assentiu, o peito subindo e descendo em busca de fôlego, mas Neji não pegava leve e foi apenas uma questão de segundos antes das espadas se colidirem.

Hinata sentiu o punho doer com o impacto, mas sua mente estava totalmente voltada para o festival. O povo fazia a festa duas vezes por ano, mas o rei nunca se mostrou interessado em ir ou em intervir nas festividades de seu povo, o que fazia com que Hinata passasse a noite da festa na janela do quarto observando as luzes noturnas. Certa vez tentou ir, mas o pai a encheu de guardas e os moradores mantiveram-se longe, acabou saindo mais cedo sentindo que tinha estragado o clima real da festa. Mas agora, se ela ganhasse — e iria ganhar—, Neji iria levá-la. Iria ser apenas ele, ela e a festa.

— Em cima — escutou saindo do devaneio e levantou a espada que bloqueou o ataque de Neji com um impacto que percorreu o braço da princesa até o ombro. — Não se desconcentre durante um duelo! Nunca! —o treinador avisou com palavras duras. — Agora! Ombro! — Hinata quase não conseguiu levantar a espada a tempo de bloquear o golpe. — Abaixo, esquerda! Em cima, direita! — As espadas se chocavam e a cada choque o pulso da herdeira do Ar doía de forma incomoda. Hinata não conseguia saber se prestava atenção na espada ou nos pés para não tropeçar. Neji era rápido e aplicava golpes com um misto de velocidade e intensidade que fazia os dentes da princesa rangerem. — Preste atenção nos olhos do oponente, leia-os! Faça a espada uma parte extra do cumprimento de seu braço! Meio! — Neji falava enquanto lançava estocadas. A luz do sol iluminava o guarda criando uma longa sombra no chão, o suor do mesmo escorria pelo rosto como gotas de orvalho e os longos cabelos castanhos esvoaçavam a cada movimento. — Endireite essa postura.

— Desculpe — a princesa falou respirando pesado, o suor escorrendo pela testa. Girou usando as pontas dos pés, desviando de outro ataque em direção a sua coxa; bloqueou e pulou para trás. Avançou com a espada de madeira em riste, Neji bloqueou e com um movimento de pés se afastou, voltando a atacar logo em seguida.

As espadas se cruzaram e Hinata usou a abertura para levantar um chute frontal no abdômen calejado de Neji, este que tombou para trás desequilibrado e surpreso pelo ataque. Aproveitando-se que o havia afastado, esticou o braço da espada em direção a garganta do guarda. – Ganhei — proclamou ofegante, o suor escorrendo pela testa e pingando na túnica e no chão.

Neji deu um leve sorriso e abaixou a ponta da espada em riste com dois dedos.

***

Uma dor seguida de um ardor terrível se espalhou por seu corpo em ondas, seus lábios de contraíram em um gemido rouco e se abdômen arqueou caindo no chão logo em seguida.

Por que esta doendo tanto?

Abriu os olhos lentamente, suas pálpebras estavam pesadas. Viu turvamente, uma cabeleira clara iluminada pela luz do sol, a pessoa estava com a cabeça baixa, os braços desta seguiam um caminho até sua cintura que ardia como o inferno.

O que ela está fazendo?

Sentiu-a pressionar o ferimento e logo algo mole e molhado raspou no corte. Gemeu novamente sentindo a dor dominar seu corpo e fechou os olhos sentindo-se tonto.

— Está quase acabando, já terminei de limpar, vou colocar uma pomada — escutou a pessoa falar. Era a voz de um homem. Abriu os olhos, a visão ainda turva. Piscou algumas vezes e esperou até que entrasse em foco.

Não era bem um homem feito, mas sim um rapaz. O sol iluminava os cabelos desalinhados do garoto que o olhou, os olhos eram tão azuis quanto o céu, o rosto possuía arranhões e marcas roxas e pouco avermelhadas.

— Fique quieto, só irei passar um remédio, acredite esse ferimento não está muito bonito — o garoto falou, gotículas de suor brilhavam no rosto. — Ah, pode doer um pouco. — Logo em seguido algo gélido topou na ferida. Daquela vez Sasuke gritou com todo o ar dos pulmões como se o ardor fosse sair junto à voz e em seguida mordeu o lábio inferior em um tentativa mínima de mudar o foco da dor. A cada toque daquela pomada um pedido para morrer era proferido em seus pensamentos. — Tire seus braços daí! — O garoto loiro ralhava com ele que tentara afastá-lo. Estava doendo tanto, tudo; por que aquele rapaz estava fazendo aquilo? — Pare de se mexer! Ei! Pare com isso só vai fazer piorar. Porra! — A mão do rapaz chocou-se em seu rosto com força. — Fique quieto, imbecil.

Sasuke deixou os braços caírem ao lado do corpo sentindo pontadas de dor, não tinha forças para lutar, tudo movimento que realizava fazia tudo doer terrivelmente — desde respirar a mover-se minimamente. Ele não podia fazer muita coisa ali deitado nas condições em que se encontrava.

Soltou um arquejo quando o rapaz apalpou o local, Sasuke estava resfolegando e cada inspiração trazia leves pontadas de dor na barriga. O braço também doía, todavia comparado ao que sentia na barriga, era um dor aguentável caso mantivesse o braço estático.

Levou o olhar até o rapaz a cima de si, afim de saber como era os traços do indivíduo que cuidava de si. A boca tinha um corte que já cicatrizava, o nariz era um pouco arrebitado; as bochechas tinham arranhões e marcas de pancadas; o cabelo loiro descia até a nuca emaranhado e molhado.

— Quem é você? — perguntou em um sussurro sem conseguir levantar a voz. Naqueles segundos que se passaram Sasuke não soube dizer se a dor estava se amenizando ou se estava acostumando-se com ela. Aos poucos começou a sentir a pele da cintura entrar em dormência.

— Não lembra? Você nos derrubou da encosta da cidade da Estrela.

Franziu o cenho encarando o garoto. Não lembrava de ter lutado com alguém como ele, se bem que estava escuro o bastante para esconder tais características. Então esse rapaz que o estava ajudando tinha-o quase matado a facadas?

— Por que está — pausou por algum momento esperando a pontada de desconforto passar —...fazendo isso? — perguntou tropeçando nas palavras tomado pelo leve ardor que crescia quando forçava-se a falar.

— Hãn? — Por um momento o rapaz pareceu confuso — Ah! Sim, por que estou cuidando do seu ferimento? Bem, sua morte não me traria nenhuma satisfação, se quer saber, não tenho gosto por tirar vidas e aqui você não é meu inimigo, apesar de ser do Oeste.

— Somos de grupos diferentes e inimigos — Sasuke disse enquanto pensava nas palavras do rapaz. De certa forma ele tinha razão, ali não tinha necessidades de serem inimigos.

— Só vocês do Oeste veem assim — o garoto de cabelos loiros falou colocando o cabelo para trás com as costas de uma das mãos. — O velho Hashirama diz que logo, logo vai chegar o dia em que o Madara vai se reunir conosco novamente em pró do nosso maior objetivo: a paz.

Sasuke soltou uma risada seca e irônica. O velho Uchiha era tão cabeça dura quando ele mesmo, imaginá-lo engolindo o orgulho era quase engraçado quanto utópico.

Fechou os olhos, sentia-se cansado.

Ele também não tinha gosto de tirar vidas, mas não tinha muitas opções desde que Madara o encontrou. Balançou a cabeça para afastar as lembranças e deixou-se levar pelo sono enquanto o rapaz falava e falava sobre algo que tinha deixado de prestar atenção.

“Aqui você não é meu inimigo”, as palavras ressoaram em sua mente antes do sono dominar sua mente.

***

Parou de falar assim que o garoto começou a ressonar.

Soltou um suspiro longo e se pôs a limpar o corte atrás do braço. Tinha visto nos olhos do Oeste uma coisa bastante notável e soubera em instantes que ele era um Uchiha. Aquelas manchas nos olhos era iguais as últimas que havia visto alguns anos atrás, não era algo que se fosse esquecer. A íris era tão escura que a pupila não se mostrava presente e as manchas vermelhas da cor do sangue chamavam atenção naquele infinito negro.

Logo depois que enfaixou o braço e o abdômen com tecidos da própria túnica do Uchiha, Naruto foi até a entrada da gruta e sentou-se, as pernas cruzadas, apoiou o cotovelo em um dos joelhos e logo em seguida pousou o queixo na palma da mão. As gostas de chuva começaram a cair com mais intensidade dando pancadas na terra, o frio aumentou conforme o vento soprava e junto a tudo aquilo Naruto sentiu um aperto na barriga, definitivamente estava com fome.

***

— Vossa Majestade — Lorde Yahiko cumprimentou entrando na sala do Concelho e fazendo uma reverência logo em seguida. Sentou-se ao lado direito do rei como de costume e olhou para os outros a volta: O capitão da guarda do rei, Asuma Sarutobi, brincava com um cachimbo na boca que soltava uma fumaça que irritava o nariz de Yahiko; o mestre do castelo, pai do comandante Asuma, sentava-se ereto em sua cadeira e conversa sobre alguma coisa com o Comandante Aburame; O comandante dos espiões da Terra, Yamato estava atrasado.

— E então, como vamos resolver isto? — O velho Sarutobi indagou arrastando alguns documentos na direção do rei Nagato.

— Hum... Parece que meu amado sobrinho andou aprontando bastante— o rei comentou enquanto via os documentos. — Bem, e este aqui? — falou trocando de documentos. — Odeio tratar de impostos atrasados. Mande um aviso para as pessoas dessa lista Sir Asuma, apenas uma advertência, se é que me entende.

— Como quiser, Vossa Majestade.

A porta abriu e Yamato entrou, os cabelos molhados da chuva. — Vossa Graça. — falou em uma vênia e foi em direção a sua cadeira ao lado do Comandante Shibi.

— O que tem a dizer sobre o fato de meu sobrinho estar em minhas terras e ao mesmo tempo tão longe onde eu possa vê-lo?

— Já despachei um grupo à procura, Vossa Graça, esta manhã, assim que recebi a notícia.

Nagato coçou a barba para fazer. — Eficiente, posso dizer. Aquele garoto pode me trazer problemas no futuro, apesar de bastardo não deixa de ser filho de minha querida irmã Kushina, quero-o bem perto.

Yahiko observou os rostos dos demais fazer uma expressão confusa e deu um pequeno sorriso notando que só ele estava a par do assunto.

— Ele é só um garoto, que risco pode nos trazer? — Yamato perguntou.

— O problema é a maldição — o rei Nagato respondeu e levantou-se da cadeira. — Yahiko, continue a reunião em meu nome, por favor.

Notas finais
Iai? Gostaram? No próximo capítulo eu estava pensando em trazer um flash back... o que você acham?