O Destino de Cada Coração Iv
11 Encontros E Desencontros
Notas iniciais
Gente, este é o cap novo que tanto demorou para sair, mais finalmente está publicado. Agradeço muito a minha amiga Fram chan que betou o cap para mim. Espero que gostem e desculpem por ter ficado tanto tempo sem atualizar a fic, mas dessa vez ela vai ser finalizada, no próximo cap, eu acho. Bjos!
Voltou sua atenção novamente para os fragmentos no vidro. “Como farei para uni-los novamente?” Após uma breve meditação, alguns pensamentos lhe passaram pela cabeça e teve uma triste lembrança. “Kikyou... Ela saberia como...” Suspirou profundamente, guardou o vidro dentro do bolso da calça que vestia e voltou a fitar a bandeja. – Que chatice... Se pelo menos Setsuna não estivesse tão ‘ocupada’, nós poderíamos ficar conversando... – Ela acabou rindo para si mesma. “Como eu sou egoísta... Eles estão fazendo as pazes e eu aqui me sentindo incomodada por causa de bobagens...”Levantou-se da cadeira e resolveu ir até a janela observar a noite. Nuvens encobriam o céu, não permitindo que nem mesmo a luz da lua transpassasse por elas.– Acho que amanhã vai chover, o tempo está tão feio... – Tentou examinar o pátio com o olhar e só pôde distinguir a Árvore Sagrada. Foi então que notou um vulto passar rapidamente pela árvore. Ela sorriu. “Inu-Yasha... Que bom que voltou...”E, com um passo apressado e uma alegria no rosto, ela saiu do quarto. -x-x-x-x-x- Setsuna abriu seus olhos e assustou-se ao notar que estava sozinha na cama.– Eu estou aqui.Ela virou-se para a direção daquela voz e sentiu-se aliviada ao ver Sesshoumaru diante da janela, terminando de vestir-se. “Tenho uma sensação muito ruim”, pensou ela. – O que está te deixando tão alarmada desse jeito? – Ele pareceu ler os pensamentos dela.– Eu... Não sei... – Ficou a fitar o lençol da cama, enquanto apertava parte dele contra o peito. – Mas tenho a impressão de que algum mal se aproxima de nós e... – Interrompeu-se, como se tivesse um nó na garganta.Ele se aproximou e se sentou sobre a cama, diante dela. Colocou sua mão sob o queixo dela e o ergueu, fazendo com que ela o olhasse nos olhos.– E...?– ...E parece que a morte está a nos rondar...Ele estreitou o olhar enquanto ela desviava o dela.– Por que você tem sempre que falar por enigmas?– Meu senhor... – Começou ela, com um triste olhar. – Se eu soubesse o que está por vir, certamente contaria a ti. Mas eu não sei... A única certeza que tenho é essa sensação horrível de que a morte está à espreita.– Talvez esteja assim porque Rin está longe. Mas Inu-Yasha já retornou, posso sentir o cheiro dele. Fique aqui e se vista. Eu volto logo.Ele se levantou e foi em direção a porta. Ao tocar a maçaneta, Setsuna surpreendeu-o com um último comentário.– É a presença de teu irmão que me traz maior temor...Sesshoumaru respirou profundamente, mas não voltou o olhar para ela. Apenas abriu a porta e saiu. “Eu entendo que você tenha medo... Senti também um outro cheiro junto com ele, mas não era o de Rin...” -x-x-x-x-x- – O que você está fazendo aí parado, moleque?– Estava esperando por você, lobo... – Kouga parou diante do menino exterminador, que fitava incessantemente o interior do poço pelo qual Inu-Yasha havia acabado de passar. – Sua missão ainda não terminou e, como você não foi capaz de termina-la a contento, tive que mandar aquele hanyou na sua frente. Mas talvez tenha sido muito melhor.O lobo olhou para o menino desconfiado. Seus companheiros estavam logo atrás dele, desejosos por sair daquele lugar.– Kouga... – Começou Hakkaku. – Vamos sair daqui. Esse garoto não é aquele que ficava junto com o Naraku?– Sim, é ele mesmo... – Ele estreitou os olhos, enquanto Kohaku virava-se e o encarava com um olhar vazio e inquietante. – Você está com aquela coisa que me fez machucar a Kagome? Se estiver, saiba que não vou poupar a sua vida, fedelho!– Hunfh... – O menino sorriu. – Na verdade, você é quem está com ele...– Como é que é?De súbito, o lobo pôde sentir uma pontada no peito, uma dor lancinante que o fez cair sobre os joelhos, ofegante. Uma dor que ele já conhecia muito bem.– Seu miserável maldito!...– Kouga!!! – Gritaram seus companheiros.– Saiam daqui, seus incompetentes! E com uma força meio que fora do normal para quem estivera até bem pouco tempo sangrando até quase a morte, empurrou seus dois companheiros para longe, mata adentro. Quando ele voltou a encarar o menino, já não era mais o mesmo lobo, seus olhos estavam tomados de sangue. Foi quando Kohaku revelou ter em sua mão três pequenos fragmentos da Jóia. E tanto ele quanto o lobo pularam no poço para ir até a era de Kagome.
-x-x-x-x-x- – Miroku, o que foi esse barulho?– Eu não sei, Sango. Mas veio da direção do poço. Vamos dar uma olhada.Ambos correram até o poço que Kagome utilizava para ir de uma época para a outra, apenas para encontrar Ginta e Hakkaku, atordoados.– O que aconteceu aqui? – Perguntou o monge a Ginta.– Kouga... – Iniciou o lobo meio choroso. – Ele ficou estranho de novo...– Estranho? Como assim? – Perguntou Sango.– Ele... Ele... – Hakkaku parecia tentar encontrar as palavras certas. – Ele parecia estar possuído por aquela coisa novamente...– Hakaidoku... – Sussurrou o monge.– Tem mais uma coisa. Aquele garoto disse que tinha arrumado um hanyou substituto para terminar o que Kouga havia começado.“Garoto?... Kohaku!” Pensou Sango, que olhou para o monge a encará-la. Mas parecia haver uma preocupação maior nos olhos dele. Foi quando ela se deu conta de que a situação era bem pior e virou-se para observar a borda do poço. “Oh, meu Deus! Inu-Yasha!” -x-x-x-x-x- – Inu-Yasha? Mas aonde será que ele foi? – Kagome caminhava pela escuridão da noite até deparar-se com a Árvore Sagrada. – Ai, ai... Eu juro que o vi por aqui até um minuto atrás... – Um vento gelado soprou e ela cruzou os braços, tentando aquecer-se. “É melhor eu entrar. Ele vai ficar aborrecido se me pegar aqui fora nesse frio.”– Kagome... – Sussurrou um vulto encostado ao tronco da Árvore, de cabeça baixa.Ela virou-se surpresa, mas depois sorriu e abraçou seu amado. Achou estranho ele não corresponder ao abraço inicialmente, mas, aos poucos, ele foi erguendo os braços e envolvendo-a. Havia algo diferente naquele abraço, o corpo dele tremia.– Inu-Yasha? O que aconteceu?– Fuja... – Sem que ela percebesse, as mãos que ele mantinha ao redor dela, abraçando-a, lentamente forçaram-se a revelar as garras que ele preparava para golpeá-la.– Fugir?– Fuja de mim! Agora!Ele a empurrou rudemente para trás e ergueu o olhar, encarando-a. Só então ela pôde ver o sangue nos olhos dele. “Não...” Negou-se ela a acreditar, enquanto lágrimas lhe vinham aos olhos. Tantas lágrimas que ela mal pôde ver as garras dele na direção dela. Ela cerrou os olhos. “Isso não está acontecendo...” Sentiu apenas um solavanco, mas o estranho para ela é que não sentiu dor alguma. Apenas a sensação de estar sendo carregada. De repente, o movimento parou e ela abriu os olhos para deparar-se com Sesshoumaru.– Mas...Estavam distantes de Inu-Yasha, cerca de uns vinte metros. Ela havia sido salva pelo irmão mais velho dele.– Você é lenta demais, garota. Saia daqui antes que se machuque de verdade.– Não, espere Sesshoumaru. Não machuque Inu-Yasha, ele não está em seu juízo perfeito. Ele foi possuído também... – Ela parou diante do olhar que ele lançou sobre ela.– Eu sei. Agora se afaste. – Sesshoumaru seguiu na direção de Inu-Yasha e o encarou. – Você falou tanto daquele lobo e veja só como acabou.– Devo me sentir honrado pela lembrança, cachorrão?... – Perguntou uma voz arrogante, surgida das penumbras da noite.Sesshoumaru apenas desviou a pupila dos olhos para notar que Kouga também estava ali. “Tenho que tomar muito cuidado, se me contaminar com o sangue deles, Setsuna também correrá perigo...”– Kouga! – Gritou Kagome, apenas para perceber que ele voltara ao estado possuído de quando matara Setsuna. Ela olhava do lobo para o hanyou, meio que atordoada. “Essa não... Se Kouga ainda está possuído por Hakaidoku, então, talvez Inu-Yasha não possa...” Lágrimas lhe vieram aos olhos ao pensar na possibilidade de perde-lo. “Não pode ser...”– Feh! – Inu-Yasha fez um ar de deboche. – Você não vai acabar muito diferente, mano. – Estalou as garras, enquanto avançava na direção de seu irmão. -x-x-x-x-x- “Que sensação angustiante é essa?” Se perguntou Setsuna, parando diante da porta do quarto. Um vento frio soprou através da janela entre aberta, como se uma presença poderosa por ela passasse. A jovem virou-se cismada, com a mão esquerda sobre o peito.– Mas o qu...?– Não tenha medo. Não posso fazer nenhum mal a você. Sei quando o adversário é forte demais para mim.A voz jovem causou um pequeno tremor em Setsuna. Pela janela adentrou um garoto, usando as mesmas vestes que Sango. Kagome já havia comentado sobre o irmão da exterminadora com ela antes.– Deves ser Kohaku...– Kohaku? Talvez, eu não sei mais... Desde que Naraku se foi, eu ando meio perdido. Muitas imagens se passam pela minha mente.– Pobre criança... – Ela podia ver que a confusão que ele demonstrava era verdadeira, porém uma presença maligna se escondia por trás. “Tem algo errado com esse menino.” – Tua irmã tem procurado por ti.– Minha... irmã... Eu... Eu não posso estar com ela agora, não seria seguro. – Ele a encarou. – Assim como não é para você.– O que queres? – Perguntou Setsuna, dando um passo para trás.– A questão não é o que eu quero, mas o que você quer.– Como?– Venha até a janela e veja o que se passa lá fora. O menino chegou para o lado, dando espaço para a jovem ruiva passar. Ao observar o pátio, viu aterrorizada Inu-Yasha e Kouga possuídos lutando contra Sesshoumaru.– Não pode ser... – Você quer que aquele youkai viva? – Perguntou o menino com ar sombrio.– Que espécie de monstro és? Usando uma criança como escudo...– Veja bem, não há como Sesshoumaru ou Inu-Yasha escaparem ilesos dali. Ou eles serão mortos, ou possuídos. Quem eu sou realmente não importa, não acha?– Quanta arrogância... Só um ser desprezível como Naraku poderia ser capaz de tamanha crueldade. – Ela virou-se e encarou-o cheia de ira nos olhos. – O que queres em troca das vidas deles?O menino sorriu. Um sorriso cínico de vitória. Por trás daquela criança, ela pôde ver a aura de Naraku surgir, como se o próprio monstro estivesse ali, em carne e osso.– Quero você... – A macabra voz do youkai escoava através da boca do menino.Ela sentiu um arrepio correr pela espinha. -x-x-x-x-x- Um lampejo de surpresa apossou-se da face do poderoso youkai. “Essa presença. Naraku está aqui, tenho certeza! Mas como?” Vasculhou rapidamente o pátio com o olhar e o olfato aguçado até estancar sua atenção na janela do quarto onde deixara sua amada. A surpresa cedeu lugar à preocupação extrema. “Esse maldito! Voltou dos mortos só para leva-la!” Deu uns dois passos na direção da janela, mas o hanyou e o lobo se colocaram em seu caminho.– Hei, maninho! Aonde você pensa que está indo? A brincadeira está apenas começando...– Por acaso ficou com medo, cachorrão?Sesshoumaru trincou os dentes, deixando à mostra os caninos. Partiu para cima dos dois, porém com o cuidado necessário para não se deixar contaminar com o sangue deles.Kagome assistia horrorizada àquela luta, sem saber o que fazer para impedir que os três acabassem se matando. “Tem que haver algum outro jeito, mas qual?” Foi então que ela sentiu algo pulsar em seu bolso e retirou da calça o pequeno vidro onde estavam os fragmentos da Jóia. Ela sentia a presença de vários fragmentos, além daqueles que estavam em seu poder e que latejavam dentro do vidro. Era como se fossem despertados por algo. Ela pôde perceber que Kouga portava três fragmentos e Inu-Yasha, os dois que Sesshoumaru havia lhe dado pra buscar Rin. Mas, ela ainda assim podia sentir mais um fragmento, distante. Sondou o local com a visão e sua atenção parou na janela do quarto onde estava Setsuna. Uma aura maligna havia se instalado ali; uma presença que ela conhecia muito bem. “Posso sentir... Kohaku está ali, eu sei. E também... Naraku!” -x-x-x-x-x- – Não irás liberta-los, mesmo que eu me entregue. – Retrucou Setsuna.– É, realmente você não tem nenhuma garantia disso... – Disse ele em tom cínico. – Mas que outra escolha você tem?“Há alguma coisa errada aqui... Se ele tanto assim me quer, por que simplesmente não me tomou ainda, assim como fez com Inu-Yasha e Kouga?” Pensou ela.– Naraku, Hakaidoku me disse que não cometeria o mesmo erro que cometeste, ao me querer só para ti. Que acabaria comigo assim que pudesse. – Continuou ela, com ar malicioso. – Antes de mim, era a Kikyou que desejavas... Desejos carnais... Sentimentos muito humanos para um youkai do teu porte, não achas? “Preciso descobrir como livrar Inu-Yasha e o lobo dessa maldição...”
– Mulher tola... Você realmente acha que pode me ludibriar dessa maneira? Está gastando a sua lábia com o youkai errado... Nada tem a ver com sentimentos! O que eu realmente quero é o poder dentro de você, assim como foi com a Kikyou. – É mesmo? É realmente uma pena... – Aproximou-se e ficou a circundar Naraku, como que avaliando-o com um certo interesse. – Sabes que gosto de youkais poderosos, não foi à toa que escolhi o irmão mais velho de Inu-Yasha... Mas já me provaste ser mais forte que a própria morte inclusive. Comparado a ti, Sesshoumaru seria apenas uma criança... Naraku, sei que com a Jóia de Quatro Almas poderias reaver teu corpo físico novamente...“Que diabos esta mulher está tramando?” Mas ele não podia negar que a presença dela o perturbava. Ele queria possuí-la e, ao mesmo tempo, matá-la. Assim como foi com a Kikyou. “Kikyou...”– Até um minuto atrás me chamava de monstro...– E acaso não o és? Não é o que todos os youkais são? Monstros? Mas que outro ser seria ao mesmo tão astuto e poderoso? Fingir a própria morte e ressurgir assim, do nada, foi uma façanha que me impressionou. – Percebeu um meio sorriso de satisfação no rosto dele. “Ótimo! O ego desse maldito é maior do que eu pensava...”– Eu não fingi nada, meu corpo foi realmente destruído, mas eu tinha Hakaidoku, só por precaução. Tudo saiu muito melhor do que o que eu havia planejado, pois com a destruição do meu antigo corpo, a maldição sobre o monge foi cancelada e todos acharam que haviam me derrotado de vez. Como os humanos são tolos. Mas sabe o que há de melhor nessa minha nova cria, sacerdotisa? Ele não pode ser derrotado, não se pode matar o que já está morto... – E finalizou seu discurso cheio de ego com uma risada vencedora.“Então é por isso que ele não pôde ser expulso dos corpos deles, está se alimentado das vidas deles... Não se pode matar o que já está morto...” Ela desviou sua atenção de Naraku e voltou a fitar a luta através da janela. “A não ser que...”– Tenseiga... – Sussurrou ela, como se sozinha no quarto estivesse.– O que disse?– Naraku... Não podes me possuir porque precisas que eu me entregue a ti por livre escolha, não é isso? – Do que está falando?– Hakaidoku é feito do teu próprio sangue morto, reanimado pela tua essência de vida, mas como ele está morto, não pode atingir a mim, que também já estive morta e sei como controlar a passagem da vida. Por isso usas essa artinha vil para me coagir.– Ora, ora... Até que você é bem esperta também, sacerdotisa. Mas isso não irá salvar nenhum daqueles três que lutam um contra o outro lá embaixo.– Não, isso realmente não. Mas se Hakaidoku ganhasse vida própria, perderias o controle sobre ele? Ou talvez tu serias ressuscitado através dele? De qualquer forma, já que vivo Hakaidoku estaria, seria naturalmente expulso daqueles corpos, certo?– Teoria interessante, mas está perdendo um tempo precioso com esses devaneios... E isso já está me irritando!– Não te preocupes. Teu sofrimento está por findar...– O qu...E como que ignorando a presença de Naraku, gritou para o pátio e para o três que lá lutavam.– A Tenseiga! Sesshoumaru! Hakaidoku é um morto-vivo! – Uma aura maligna a envolveu, puxando-a para o interior do cômodo e longe da visão da janela.– Setsuna! – Por um instante, Sesshoumaru voltou sua atenção para a janela do quarto onde ela estava, mas teve que se atentar de novo na luta. Não poderia permitir que aqueles dois se aproximassem o suficiente para atingi-lo. Porém, foi tempo suficiente para perceber que a presença de Naraku aumentara naquele quarto.– Eu vou até lá, Sesshoumaru! – Gritou Kagome, já se levantando e correndo para dentro de casa.Não lhe agradava a idéia de deixar a vida de Setsuna nas mãos daquela menina, mas não havia como sair dali rapidamente. “Hum, a Tenseiga...” Olhou para o lobo e o hanyou a sua frente, enquanto sacava sua espada, a espada da vida. Pôde então ver as almas dos dois, envoltas por uma estranha camada de algo que parecia ser sangue. “Hakaidoku, maldito... Não controla apenas os corpos, também envenena suas almas...” Olhou atentamente para a lâmina de sua espada. O luar causava um reflexo mórbido sobre ela, enquanto a empunhava contra os dois adversários.– Essa sua espada de mentira não pode machucar ninguém, Sesshoumaru. Eu li a mente deste hanyou! – Bradou Hakaidoku, através dos lábios de Inu-Yasha.Sesshoumaru apenas sorriu de forma confiante.– Então deveria ter lido melhor... Esta espada realmente não pode ferir ninguém. Ela só consegue curar feridas, materializar espíritos e... – Encarou seu meio-irmão possuído. – ... ressuscitar os mortos! – E com a velocidade costumeira, avançou contra Inu-Yasha. -x-x-x-x-x- “Agüente firme, Setsuna!” Pensou a colegial, enquanto adentrava a casa. Subiu as escadas correndo e notou a energia maligna que emanava através da porta do cômodo onde havia deixado a amiga. Tentou tocar a maçaneta, mas foi repelida por fagulhas de energia. “Não posso abrir, mas talvez uma flecha purificadora possa...” Olhou ao redor como que procurando algo. “Ai, onde vou encontrar um arco e flechas por aqui?” Foi então que visualizou a porta do quarto do avô. “Vovô! Ele tem!” Ela foi até o quarto do avô, que acordou assustado. – Kagome! O que está acontecendo?– Vovô, não posso explicar agora. Preciso do seu arco e flechas, por favor!O ancião olhou seriamente para a neta e depois para o corredor. Também sentia a energia crescente. Ele nada disse e levantou-se, indo até o armário e pegando o que ela pedira.– Tenha cuidado, minha querida.– Não se preocupe, vovô... “Eu espero...” Acho melhor o senhor ir até o Souta e a mamãe. Eles com certeza vão acordar. O avô saiu e foi direto ao quarto do neto, o acordou e o levou para o quarto da filha, seguido pelos olhos de Kagome. Depois, a jovem foi até ao quarto de hóspedes e apontou sua flecha para a porta. “Por favor, funcione...”-x- Continua no próximo cap -x-
Fale com o autor