O Destino
4 Encontro
Notas iniciais
[ Já fazia 4 dias desde que Mirai estava no submundo (...) caminhando por um local vazio, parou na frente de uma placa onde indicava que mais pra frente, uma ‘cidade de demônios’ se encontrava. ]
Se eu atravessar essa ‘fronteira’ estarei próxima ao meu objetivo. ... Mas...
[ A cidade podia ser vista desta distancia, a mesma era bem grande e extensa, as casas aparentavam um pouco destruídas e logo no centro havia um castelo muito estranho. A menina já conhecia esse lugar, afinal... ela já viveu no submundo e sabia que atravessar aquela cidade não era algo tão simples. (...) ]
Vou ter que tentar não chamar muita atenção...
[ Continuou o caminho, até então chegar perto da ‘entrada’ da cidade, ao chegar, deparou-se com uma luta entre os guardas da cidade e um individuo, da qual, Mirai reconheceu rapidamente. (...) Em questão de segundos, o individuo matou quase todos os guardas, sobrando apenas dois, e então com rapidez pegou uma katana que se encontrava em sua cintura, e com golpes rápidos, cortou um dos guardas em pedaços, o outro com medo ia tentar fugir, mais ao fazer, Mirai atravessou sua mão direita no coração do demônio, que morreu no mesmo momento. Assim tirou sua mão dali, jogando o corpo no chão e fitando aquele individuo. ]
- Seu estilo de luta não mudou nada.
- ... Quem é você?
- Não se lembra? Tivemos uma ‘pequena luta’ a dois anos atrás.
- (Dois anos?) ... Você é... aquela criatura...?
- Sim, eu mesma! ... Já faz um bom tempo Vergil!
- Por que esta usando essa forma, ridícula?
- Porque essa é minha forma humana.
- ... e por que esta aqui?
- Eu ia te perguntar o mesmo.
- (...) Estou indo para a direção norte, e pra isso preciso atravessar esse lugar.
- Então, estamos no mesmo barco. Se quiser podemos atravessar juntos!
[ O jovem olhou com frieza para a criança, que demostrava não se importar com aquela expressão. Este então, virou para a frente, guardando a katana e seguindo adiante. ]
- Seguiremos o mesmo caminho, mas será cada um por si.
- Certo...
[ Durante o caminho todo pela cidade, ambos mataram muitos demônios, que simplesmente os atacavam; talvez por serem forasteiros naquela fronteira. Logo chegaram no centro onde estavam frente a frente com o castelo. De repente, um demônio com armaduras negras e uma grande espada nas mãos, apareceu diante de ambos; e com uma imensa força bateu a espada, contra o chão, causando uma cratera onde Mirai e Vergil se encontravam. Mas ambos foram rápidos e saíram dali a tempo. ]
- Acham mesmo que podem invadir essa fronteira assim tão facilmente? E ainda por cima mataram nossos servos. Iram pagar por isso!
- Tsc...
[ Vergil avançou pra cima do demônio, com sua katana nas mãos, mais o ‘guerreiro’ desviou do ataque, com falicidade. O jovem então, tentou golpear o demônio com seus ataques rápidos, mais aquele conseguia acompanhar seus movimentos, bloquiando cada ataque dado por Vergil. (...) Aquilo durou por volta de 15 minutos, logo o guerreiro cansou de ficar na defesa, e bateu contra a katana, fazendo-a sair das mãos do rapaz. Assim apontando sua espada na face de Vergil. ]
- Sempre pensei que os filhos de Sparda fossem fortes, mais pelo que vejo, é apenas um pirralho fracassado!
- Quem é você?
[ Mirai observou a cena toda e então se intrometeu com sua pergunta. O guerreiro fitou a menina, ainda apontando a espada para Vergil. ]
- Lhe pergunto o mesmo ‘criança’.
- Sou apenas uma alguém qual quer desse mundo e meu nome é Mirai.
- Tsc... Sou o braço direito do \'rei\' dessa fronteira, Drake.
[ Vergil bateu com uma das mãos na espada, afastando-a de si, logo correu para perto da Katana a pegando. ]
- Sem mais conversas inúteis, vou acabar com você.
- Ainda não percebeu? Você não pode me vencer filho de Sparda.
- É o que veremos.
[ A cena de antes acabou se repetindo, sem nenhum sucesso o rapaz, nem se quer encostou sua katana em Drake. ]
- Chega de brincadeiras pirralho!
[ Com um golpe muito forte, o \'guerreiro\', enfincou sua espada na cintura do jovem, que ficou literalmente imobilizado, logo retirou a espada violentamente, fazendo Vergil cair no chão. Mirai ficou um pouco surpresa vendo aquilo, esta então notou que o jovem, ficou fora de si. ]
- Sorte a de vocês, que meu mestre mandou apenas prende-los, se não, eu já terminaria tudo aqui.
[ O demônio guardou a espada nas costas, e segurou Vergil com a mão direita, logo aproximou-se de Mirai a pegando com a mão esquerda. A menina podia impedir isso, mais por algum motivo ela não quis, deixando que o estranho os levasse. (...) Este entrou dentro do castelo, desceu algumas escadas, chegando a uma prisão; abriu uma das celas, e jogou ambos dentro, fechando a mesma. ]
- Vocês ficaram aqui, até as segundas ordens de meu mestre.
[ Após sua fala, Drake saiu do local. Dentro da cela, Vergil estava caído no chão e Mirai em cima do mesmo, um com a face no outro. ]
- Você tem lindos olhos.
[ Vergil voltou a si, ao ver a face da menina bem perto da sua, e ao ouvir aquilo, fez uma expressão de irritado e empurrou brutalmente Mirai; fazendo-a cair deitada no chão. ]
- Tsc... aquele demônio, não sabe com quem se meteu. (...)
- Esses demônios sempre subestimam os outros, só porque ganharam no ‘primeiro raud’!
[ A menina se levantou passando as mãos sobre a veste, como se estivesse limpando-se. ]
- ... Pelo jeito passou muito tempo com o Dante.
- Hum? Porque diz isso?
- Por que esta agindo feito boba como ele. Começando com esse tipo de fala... que perda de tempo.
[ Naquele momento a intenção de Miria era mesmo aquela, na realidade, a menina queria ter certeza se Vergil ainda se recordava do irmão, e como ela imaginou ele não esqueceu o jeito patético de Dante. ]
Apesar de tudo, Vergil não esqueceu Dante, assim como Dante nunca o esqueceu. (...)
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