O Destino

1 A foto no parque


Notas iniciais
Hey guys. Então, estou com estrema dificuldade de achar um ponto de equilíbrio para terminar o cap da minha fic Sexo sem Compromisso, então para distrair resolvi terminar essa oneshot e postar. É uma pequena ideia que tenho a anos, mas ainda não tinha escrito. Espero que gostem, assim como eu gostei de escrever.

Em uma cidadezinha no interior do Maine chamada Storybrooke, uma garotinha loira — de pele bem branquinha, seus olhos eram infinitamente verdes — estava brincando no parque num dia quente de verão.

A loirinha tinha uns 6 anos. Ela corria de um lado para o outro sem se cansar, enquanto sua mãe cuidava de seu irmãozinho. Seu pai era o xerife da cidade e sempre que os dias eram quentes e bonitos sua mãe a levava para brincar naquele parque e a pequena se divertia.

Naquele dia, a garota viu um pequeno papel caído no gramado do parque. Assim que o pegou viu que era uma foto e a guardou no bolso do seu short. Logo escutou a voz de sua mãe a chamando.

— Emma, querida, vamos. Seu pai já está aqui – ao escutar sua mãe, a pequena saiu correndo até o seu pai.

— Papaaaaai – a loirinha sorriu e o abraçou. – o senhor chegou cedo hoje

— Minha princesinha – David a pegou no colo e beijou sua pequena testa – papai estava com muita saudade e ai veio mais cedo te ver – sorriu e acariciou o rosto da filha.

David ajudou sua esposa, Mary, a carregar as coisas dos filhos enquanto uma Emma saltitante ia na frente deles. O caminho para casa foi curto, a cidade é pequena e muito pacata. David não tinha muito trabalho por conta disso.

Já no carro, Neal estava na cadeirinha entretido com algum vídeo infantil que passava, David estava no banco do motorista com Mary ao seu lado. Emma que estava no banco de trás, passou o caminho todo com aquele pedaço de papel nas mãos. Seus pais já tinham reparado, porém deixaram para que a loirinha fosse ao encontro deles contar o que era.

Algumas semanas já haviam passado desde que Emma encontrou a foto caída na grama do parque, ficava horas olhando e sempre sentia uma coisa boa, mas não sabia explicar o que era.

— Mamãe – chamou a loirinha chegando na cozinha – mamãe, preciso falar com você um assunto muito, muito sério.

— Hum – Mary parou o que estava fazendo e virou para a filha – que assunto muito, muito sério é esse para te deixar assim, meu amor?

— Eu achei isso la no parque – disse Emma sentando-se de frente para a mãe – precisamos descobrir quem é e entregar, mamãe, e eu... eu... – a loirinha ficou com vergonha – eu queria poder conhece-la. – Mary sorriu com o jeitinho da filha

— Quando seu pai chegar a gente fala com ele e assim a gente começa a procurar, ta bom? – a loirinha abriu um enorme sorriso, balançando a cabeça afirmando, pegou a foto e saiu correndo para o quarto. – Não corre Emma – Mary advertiu, mas a loirinha nem escutou.

[...]

9 anos depois

Alguns anos passaram. Emma estava com 15 anos e desde aquele dia não tinha parado de procurar a tão pessoa da foto. Seus pais já tinham desistido, mas ela sempre sentiu que não podia desistir. Ainda sentia um sentimento bom ao olhar aquela pequena foto, que embora tivesse se passado anos, continuava em ótimo estado de conservação.

Emma sabia que o sentimento era de amor, mas só entendeu isso depois que teve seu primeiro namorado. Killian era um ótimo garoto, porém não era aquilo que a garota procurava. Foi então que a loirinha entendeu o que se passava em sua cabeça e coração. Killian também tinha percebido que aquilo não daria certo, assim resolveram terminar e continuar como ótimos amigos.

Talvez eu só precise conhecer você— pensava Emma olhando para a foto – Mas como?

[...]

5 anos depois

Mais alguns anos tinha se passado. Emma estava com 20 anos. A foto que não saia de sua carteira, hoje, se encontrava em um porta-retrato em sua mesinha de cabeceira em seu quarto, na casa dos seus pais.

Emma não morava mais lá, trabalhava como policial e era aspirante a xerife. Seu pai tinha se aposentado a pouco tempo e Graham, o atual xerife, havia pedido transferência pois iria se casar e devido ao trabalho da noiva, ela não poderia ficar em Storybrooke.

— Vamos love, é a despedida do Graham e todos os nossos amigos vão – disse Killian tentando convencer a loira a ir ao Rabbit Hole com eles.

— Vamos Emma, por favor, é a minha última noite de solteiro. – Graham falou em suplica – vai ter cerveja, mulher e uma prima minha está vindo depois de anos sem aparecer na cidade e quero te apresentar a ela. – deu a última cartada, sabendo que assim a amiga não resistiria.

— Ok seus chatos – se deu por vencida – eu vou, mas espero que sua prima seja gata mesmo e eu não vou pagar conta nenhuma – Emma deu um sorriso vitorioso enquanto os amigos se olhavam como se falassem “folgada”

O expediente passou rápido entre piadas, brincadeiras e risos entre os três amigos. Emma não demorou a chegar em sua casa. Tomou um banho rápido, decidiu colocar uma roupa um pouco diferente dessa vez. Pegou uma blusa azul que possuía uma fita logo abaixo dos seios e que possuía uma abertura até ali e por isso não colocou sutiã, uma calça jeans que ficava totalmente justa em seu corpo. Fez uma maquiagem que marcava bem os seus olhos destacando. Seus cabelos estavam soltos e os cachos nas pontas caiam como cascata em suas costas. Em seus pés, estava uma linda sandália de salto alto.

Chegou com quase uma hora de atraso. Assim que entrou, seus amigos paralisaram olhando para ela. Se estava diferente? Sim, estava. Emma não é tipo de mulher que utiliza maquiagem no dia a dia e suas roupas eram sempre básicas e uma inseparável jaqueta. Mas dessa vez ela estava diferente, ousada, mais bonita?! Sim, com toda certeza estava linda.

— Uau – foi o que Killian conseguiu dizer – ah loira, se a gente tivesse dado certo eu com certeza seria muito mais feliz – disse rindo e Emma corou na hora, não estava acostumada aquilo.

— É verdade, patinho – disse Ruby abraçando a amiga – hoje você ta um lindo cisne. Se não fosse minha amiga – disse piscando e Emma deu um tapa na amiga, mas logo riu.

— Obrigada pessoal – disse ainda corada – eu não sei porque coloquei essa roupa, apenas achei que deveria – disse sorrindo olhando todos e só então percebeu uma pessoa diferente ali.

— Você está realmente muito linda, Emms – Graham falou um pouco enrolado já alterado devido a bebida – ah, essa aqui é a Regina, minha prima. Te falei mais cedo.

— Prazer, Emma Swan – Emma sorriu olhando diretamente para a morena e estendeu a mão.

— Prazer é todo meu, pode ter certeza – a morena falou sem nem perceber – Mills, Regina Mills. – sorriu por fim.

[...]

4 anos depois

— Essa é a última caixa – disse Regina entrando em sua nova casa e colocou a caixa na mesinha de centro. – não achei que sua mãe estivesse dizendo a verdade quando falou que você tinha muitas coisa e olha que nem pegamos tudo – sentou ao lado da esposa já abrindo a caixa – hum, fotos da senhorita Swan quando criança.

— Swan- Mills, meu amor – Emma falou rindo alisando sua barriga grande de quase 9 meses. – nossa, não lembrava que minha mãe tinha guardado essas coisas – falou olhando suas coisas de criança.

Hoje Emma estava com 24 anos. Não tinha achado a pessoa da foto, mas sabia que não precisava mais, havia achado Regina e a morena supriu tudo que faltavam na loira.

Se conheceram na noite de despedida de Graham e desde então não se largaram mais. Namoraram por 1 ano e meio e se casaram em seguida. Emma que tinha feito o pedido e Regina achou a coisa mais linda. Depois de 1 ano decidiram ter um filho e como a morena não podia engravidar devido a um acidente ocorrido na adolescência, Emma engravidou e agora estavam ali esperando seu primogênito, ou pequeno príncipe, como dizia a morena.

— Amor – chamou Regina olhando para o porta-retrato em suas mãos – quem é essa na foto?

— Ah – exclamou Emma com um olhar nostálgico – Esse foi o meu primeiro amor – disse sorrindo e abraçando a morena.

— Pode parecer estranho o que irei dizer, mas... – a morena ainda olhava para a foto – Eu perdi essa foto quando tinha nove anos – Regina olhou para a loira e sorriu com o olhar de surpresa da esposa – eu fui seu primeiro amor, Emma?

— Primeiro e único amor, Regina – Emma sorriu, segurou o rosto da esposa com a duas mãos e a beijou. Um beijo calmo e cheio de paixão.

Notas finais
Gostaram? Eu espero que sim.

Bom, estava pensando em fazer algumas cenas extras. Nada muito grande não, mas é com voces :D Aguardo o retorno. XOXO
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.