Notas iniciais
:)

Jonas Marra.

Cheguei em casa ás seis horas em ponto.

_ PEDRO ? — minha mãe gritou.

_ É O JONAS — disse indo ao banheiro.

Entrei debaixo da água e comecei a relaxar um pouco, hoje o dia foi bem cansativo mas eu não posso faltar nenhum dia, preciso de dinheiro pra quando eu terminar o projeto, vou explicar melhor, eu to fazendo um projeto de tecnologia mas por enquanto só está no papel e eu ainda não o terminei, quando eu terminar, eu vou precisar de peças pra colocar ele em prática então pra comprar as peças, eu vou precisar de dinheiro.

Terminei meu banho, enrolei uma toalha em volta da minha cintura e me direcionei até o meu quarto, veste minha calça do pijama e fui até a geladeira, peguei uma maça e dei uma mordida, o telefone tocou, fui até ele e peguei-o.

_ Alô.

_ Eu gostaria de falar com Jonas Marra, por favor.

_ é ele.

_ Ei cara, sou eu Rafa.

_ Fala mané.

_ Então tu não tava dizendo que tava precisando de grana, se liga tu pode quebrar meu galho e entregar pizzas esta noite ? a grana não é muito boa, mas tu disse que tava precisando.

_ pode crer cara, que horas eu preciso ir ?

_ daqui a quarenta e cinco minutos.

_ ok, eu sei a onde é.

_ Valeu.

_ Valeu.

Desliguei o telefone e fui me arrumar, preciso de grana mesmo.

Verônica Monteiro.

Me olhei no espelho outra vez, eu estava bonita, coloquei mais um pouco de perfume e desce as escadas, esse jantar seria um porre mas eu precisava ficar bonita sempre né ?

Quando cheguei a sala de visitas, meu pai estava tomando uísque, minha mãe conversava algo com a Sandra e o meu cunhado estava sentando do outro lado do sofá sem dizer nada ou fazer nada, como a Sandra aguenta esse cara ?

_ Boa noite.

_ Ei Verônica — Sandra disse vindo me abraçar.

_ Ei mana, saudades — disse a abraçando também.

_ Eu também estava.

_ Querida, diga olá para o Luiz — minha mãe disse me olhando.

_ Olá, Led.

_ Oi.

_ Eu vou ver se o jantar está pronto — minha mãe disse indo até a cozinha.

_ Vem, vamos lá encima — disse puxando a Sandra comigo.

Subimos juntas para o meu quarto, eu comecei perguntado.

_ Me fala como ta o casamento ?

_ Horrível mana, eu não sei se vou aguentar mais tempo, não.

_ O que ele andou fazendo ? se bem que com aquela gordura toda HAHAHA.

_ Para Verônica, ele não liga mas pra mim, é como se eu fosse a empregada dele.

_ Larga ele de uma vez.

_ Tu acha mesmo que o papai vai deixar ? Eu divorciada, ele me mata.

_ Esquece o papai.

Enquanto isso lá embaixo.

_ E então Led, como vai a vida de casados ?

_ Maravilhosa, senhor.

_ E os negócios ?

_ Bom, não temos muitas novidades mas tudo andando certo.

_ E o seu pai ?

_ Faz tempo que não vejo ele pessoalmente, mas ele tá bem.

_ Mande lembranças á ele.

_ Pode deixar.

Jonas Marra.

_ Ei rapaz, essa entrega de duas pizzas nesse endereço aqui — o cara disse me dando as caixas e o endereço.

_ Sim, senhor — disse saindo.

_ Vá rápido, Sábado a noite sempre tem muitas entregas.

Subi na moto e a liguei e fui em direção ao endereço dado, uma buzina soou atrás de mim, olhei pra trás e quando me virei pra olhar a direção a minha frente, quase atropelei um cachorro, freei rápido.

O cachorro saiu correndo e eu suspirei aliviado.

Sandra Monteiro.

Contei tudo a minha irmã, eu estava precisando desabafar com alguém, descemos as escadas juntas e quando cheguei na sala, minha mãe veio maluca da cozinha ...

_ A cozinheira precisou sair, não temos jantar.

_ Como assim ? — meu pai perguntou.

_ Eu não sei mas vou demitir todo MUNDO.

_ Calma mãe, deve ter acontecido uma coisa muito séria — Verônica disse tentando aliviar o lado da empregada.

_ E agora — minha mãe perguntou, frustada.

_ Que tal pedirmos pizza ? — Led sugeriu.

Minha mãe olhou pra ele indignada.

_ Pizza, ENGORDA.

_ Pela primeira vez vou concordar com ele, to com fome mãe — Minha irmã falou.

_ Ok, eu vou pedir — disse meu pai se levantado.

Minutos depois ele se juntou novamente conosco.

_ Eu já pede, daqui a pouco ta ai.

_ Ok.

Lucas Smith.

Cheguei ao local do encontro, trinta minutos antes, fiquei sentando numa pedra esperando, deu a hora em que tínhamos marcado e nada da pessoa aparecer, estava desistindo já, olhei pra frente e vinha uma mulher, achei que era a pessoa mas a mulher passou direto.

Que palhaçada.

Passou-se quinze minutos e nada, este cara deve é ta rindo da minha cara, levantei pra ir embora, dei alguns passos e só senti uma pancada na minha cabeça, só lembro de ter caído na hora e tudo escureceu.

Sandra Monteiro.

A campainha tocou.

_ Eu não vou atender, ficar sem empregado é ruim mas é suportável, agora atender porta pra entregador de pizza é humilhação.

_ Quer parar de ser preconceituosa, MÃE — Verônica gritou.

_ CHEGA, AS DUAS — Meu pai disse.

_ Deixa, eu atendo a porta — disse indo em direção á porta, abri a porta e UAU.

Um cara com uns 1, 78 de altura, magro, branquinho, cabelos castanhos espetados pra cima, olhos castanhos escuros, ele estava com uma calça jeans e uma camisa verde, usava brinco numa das orelhas e no momento estava com um sorrisinho bem sexy olhando pra mim, acho que olhei demais.

_ Eu vim entregar as pizzas.

Notas finais
;)