O Despertar do melhor de Mim.
17 Isso não vai ficar assim.
Notas iniciais
Verônica Monteiro.
_ Hum, Eu adoraria ficar aqui Jonas, mas — fui interrompida por mais um beijo dele, golpe baixo!
Nós beijamos mais uma vez e mais outra.
_ Eu tenho que trabalhar.
_ Eu sei, também tenho que descer pra festa, mas vem cá, ficou muito gato nessa roupa hein ? — disse analisando ele dos pés a cabeça.
_ Eu sei — ele falou sério.
Rimos.
_ Então, depois a gente se fala.
_ Ok — disse dando um selinho nele.
Ele saiu e eu voltei a me arrumar, afinal meu batom estava todo manchado, meu vestido amassado e meu cabelo, nem se fala.
Jonas Marra.
Eu voltei a procurar a senhora Flly pelo corredor, depois de me arrumar já que eu estava todo bagunçado.
Achei a senhorinha num dos quartos, segundo ela a mesma estava procurando o banheiro, a ajudei a achar e depois ela desceu as escadas, quando eu ia saindo do corredor, alguém me puxou pelo braço, mim fazendo entrar num quarto, pensei que fosse a Verônica, mas ...
_ Sandra ?
_ Jonas, o que diabos tu ta fazendo aqui ?
_ To trabalhando, não ta vendo minha roupa ?
Ela se calou e começou a andar de um lado pro outro.
_ Você, não podia ta aqui.
_ Ta, deixa eu só te explicar umas coisinhas amor,primeiro: VOCÊ NÃO MANDA EM MIM, segundo: EU NÃO SABIA QUE ERA NESSA CASA QUE EU IA TRABALHAR, terceiro: NINGUÉM VAI FICAR SABENDO DE NADA.
_ Ok, Ok, é que meu marido ta ai e ...
_ Eu não me importo com quem ta ai ou deixa de ta, esquece o que rolou entre a gente Sandra porque eu já esquece há muito tempo — disse saindo do quarto.
O Resto da noite foi bem normal, muitas pessoas ricas rodando o local, a Verônica ficou o tempo todo do lado da Alice e do Oscar, ás vezes ela sorria pra mim ou mandava um beijinho no ar, o que me fazia sorrir.
Os Pais dela eram pessoas importantes, a julgar pela casa, pelos carros que cada vez chegavam mais e pelas comidas caras e estranhas, que nós os garçons estávamos servindo aquela noite.
Simon Cowell.
Grávida.
Ela estava grávida.
Aquele filho só podia ser meu.
Eu tinha um filho, ou ainda tenho, sei lá, aquela vadia, vagabunda, cadela, ah mas isso não vai ficar assim, não vai mesmo.
Eu estava num bar sujo no meio da estrada, o bar ficava longe de tudo, tinha poucas pessoas quando eu cheguei aqui, mas no momento de vivo só tinha eu mesmo e outro cara, mas esse tava com uma arma apontada pra cabeça dele.
O dono do bar estava morto com duas balas no peito, duas vadias loiras estavam apenas com ferimentos não tão graves, na verdade foram tiros de raspão, acho que elas desmaiaram só de ver o sangue mesmo, e os três caras mas a morena estavam mortos com balas por todo o corpo, ah e o cara da sinuca, ninguém mandou ele querer me enfrentar, eu nem tinha fazendo nada ainda, esse foi torturado antes de ter o pescoço arrancado por um facão que tinha lá, no momento o cara que ainda tava vivo consciente além de mim, estava sentando na cadeira amarrado e eu estava com uma garrafa de uísque na mão.
_ Porque, p-o-r-que você fez isso ?
_ Porque eu descobre que a única mulher no mundo que eu amei, além da minha mãe é claro, é uma vadia, mentirosa e manipuladora, ela era casada quando nos ficamos juntos mas eu não me importava, aquela mulher era tudo pra mim, ela ia se separar pra ficar comigo, íamos ter filhos, íamos construir uma família, mas então um dia ela só chegou pra mim e disse ' eu não te amo mais, nunca te amei, estou voltando pro meu marido', foi tudo que ela me disse, antes de voltar ao Brasil, você sabe como eu fiquei ? VOCÊ SABE ? SABE O QUE É TER SEU CORAÇÃO QUEBRANDO PELA ÚNICA MULHER QUE JÁ AMOU ? SABE O QUE É ISSO ? NÃO, você não sabe, ninguém sabe, sabe o que é descobrir que a vadia teve um filho, que pode SER MEU ? UM FILHO, mas quer saber eu AMO ELA E SE ELA APARECESSE AQUI NESSE MOMENTO E MIM FALASSE SÓ UM EU TE AMO, EU LARGARIA ESSA VIDA E FICARIA COM ELA PRA SEMPRE, mentira se ela aparecesse aqui e agora eu mataria ela — disse dando três tiros na cara dele.
Jonas Marra.
Nossa, nunca serve tanta gente.
Eu estava no jardim, tomando um pouco de ar fresco, lá estava abafado com tanta gente andando de um lado pro o outro e aquela gravata apertando o meu pescoço, não tava ajudando muita coisa, eu tinha visto o marido da Sandra e ele parecia um cara... estranho!
Me surpreende quando alguém tapou os meus olhos com as mãos por trás de mim, eu não sabia quem era mas as mãos eram macias e cheirosas, até que a pessoa me virou e calou minha boca com um beijo.
_ Ei, tomando um pouco de ar fresco ?
_ Exatamente,lá ta meio abafado né ?
_ É essas festas sempre ficam assim, vem eu vou te levar num lugar — Verônica disse me puxando, começamos a andar pelo jardim, até chegar numa área toda cercada de grama verde e era a única coisa que tinha ali era a grama e uma vista linda pro céu.
_ Aqui é bem simples, pra uma senhorita como você.
_ Eu gosto de coisas simples.
_ Mas é tão lindo quanto você, o não espera, você é mais.
Ela sorriu e me deu um beijo, deitei na grama e a puxei comigo, ela estava deitada com a cabeça no meu peito, enquanto uma das minhas mãos fazia carinho na sua nuca e nós dois estávamos observando o céu.
Ficamos um bom tempo só assim sem falar nada, apenas apreciando a presença um do outro, infelizmente uma voz bem alterada, tirou nós do nosso pequeno mundinho.
_ O QUE DIABOS É ISSO ?
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