O Despertar das Trevas

3 Mistérios e Mais Misterios


Notas iniciais
Olá... Vocês acham que eu estou exagerando? Qual o personagem de HP preferido de vocês? Por favor me digam nos comentarios! Boa Leitura!

Jacob Summers

Passamos alguns minutos em silêncio.

Hermione estava de pé ao lado da poltrona de Emilly a consolando. Harry e Ron trocavam olhares e eu simplesmente havia sacado a varinha, puxado a poltrona para próximo das chamas da lareira e me sentado.

Eu tinha feito as luzes diminuírem a intensidade de forma que somente a lareira clareasse o local. Toda vez que eu colocava a ponta da varinha nas chamas elas mudavam de cor. Eu me lembrava do encantamento que Severus Snape, meu professor preferido, tinha me ensinado. Um feitiço legal, mas essa magia fazia as chamas transmitirem o estado do seu coração o de quem estivesse em volta. Bastava falar simples palavrinhas e sacudi a varinha com leveza que simplesmente acontecia. As chamas brilhavam em um misto arroxeado e negro.

“Meu melhor professor foi assassinado pelo ex-líder deles... Meu tutor, Quim... foi morto pelo novo líder. O mesmo estava prestes acontecer com minha família e meus amigos se eu não desse um fim naquilo.”, eu disse a mim mesmo em pensamento.

– E... então? – começou Ron. – Qual é o plano?

As chamas tomaram um tom mais escuro ainda.

– Não sei... – respondi sem lhe dirigir o olhar. — Só sei que temos que proteger Emilly e meu filho.

– Jake! – repreendeu Emilly se levantado e enxugando as lagrimas com a manga da blusa. – Eu sei me defender sozinha e sabe que não é só nosso filho que corre perigo! Todo o mundo bruxo corre perigo.

– Nós podemos proteger nossas famílias. – disse Harry levantando-se de repente com um sorriso no rosto. – É Perfeito!

Hermione fitou Harry radiante.

– Você não está pensado em...

– Isso mesmo Hermione!

– Harry você é brilhante... Mesmo!

Eu, Emmie e Ron ficamos viajando no suco de abóbora.

– Será que dá para compartilhar ai? – perguntou Ron franzindo a testa.

– Vai caber todos nós! – exclamou Harry, empolgado. – Os Potter. – ele colocou uma das mãos no peito, se insinuando como um Potter. Obvio não acha?

– Os Weasley... – Mione virou-se para Emmie que parecia ter acompanhado o raciocínio deles.

– E os Summers! – Ela completou.

Somente eu e Ron que ficamos no vácuo.

– Ótimo! – eu disse me levantando para se certificar que a ideia perfeita os tinha feito viajar e se esquecido de nós ali, os dois atrasados. – Agora se não perceberam, eu e Ron não entendemos a sua “Oh sábia ideia” Harry.

Os entendedores deram uma gargalhada e Harry disse:

– Jacob, eu entendo você não ter percebido, mas Ron? Você não se lembra da “Sede” – ele fez o gesto de aspas com as mãos.

Ron sorriu.

–A casa dos Black no largo Grimmauld! Brilhante!

– A que era o quartel general da Ordem da Fênix? – eu me lembrava do local. Kinsley havia me levado para lá depois da batalha de Hogwarts. Ele me apresentara aos integrantes da ordem como o garoto de 15 anos que salvou sua vida e... Não Jacob! Não pense nisso! Isso só te faz se sentir pior!

– Exato! – confirmou Harry.

– A casa é protegida pelo feitiço Fidelius na qual o fiel do segredo foi o Prof. Dumbledore, ou seja, esse feitiço se tornou inquebrável! – falou Mione. — E podemos pedir ajuda ao pai do Ron para erguer e reforçar as antigas defesas magicas.

– A Prof.ª McGonagall e o Prof. Flitwick podem acrescentar novas defesas! – Emmie acrescentou. – E para caber o máximo de pessoas possíveis podemos trocar algumas camas normais por beliches.

Harry respirou fundo e fitou cada um de nós, como se estivesse prestes a tomar uma decisão muito importante.

– Eu vou reabrir a Ordem Fênix, reunir os antigos membros e recrutar as pessoas mais confiáveis que conhecemos. Vamos impedir O Despertar das Trevas. E Jacob... Você será o Líder.

– Não! Isso não está certo. – retruquei com o coração disparado. –Você tem que liderar, você é capaz de fazer isso e seus pais eram membros da Ordem! Você derrotou Voldemort!

– Eu sei. Mas não fui eu quem derrotou um batalhão de 7 comensais da morte sozinho. Não fui eu quem salvou Kinsley naquela madrugada de guerra. Você é um pouco mais novo que Eu, Ron ou Hermione, mas você é poderoso e leal. Não importa o passado da sua família.

Antes que eu pudesse protestar, ele continuou:

– Dane-se os pesadelos e toda essa coisa de poder antigo. Seja o líder da Ordem da Fênix, não faça isso por você... faça isso pelo seu filho, pelos bruxos e trouxas de todo o mundo. Temos seis meses até seu aniversário e eu sei que você não vai querer que a convergência tributal aconteça enquanto os bruxos das trevas estiverem atrás dessa magia antiga. Precisamos agir agora... com você no comando!

Eu me virei para Emmie. Ela fez que sim com a cabeça, pedindo que eu fosse em frente. Ron fez o mesmo. E Hermione que observa as fotos da minha família sorriu e concordou com Harry meneando a cabeça.

– Se eu disser não... vocês vão me queimar vivos? – esbocei um sorriso.

– Sim! — eles gritaram em uníssono, alegres.

– Está bem eu aceito. – eu disse revirando os olhos e Emmie, Harry e Ron vieram me dar um abraço em grupo. Hermione só sorriu para nós e pegou o retrato da tarde que eu e minha família fizemos o boneco de neve. Ela só não percebeu que atrás dele, um besouro com couraça preta e asas verdes berrantes estava lá.

Depois que nos largamos do abraço eu adverti Hermione:

– Cuidado Mione! – exclamei arregalando os olhos. — Tem um besouro pregado atrás do porta retrato.

– Aí! – Tarde demais. O besouro mordeu o seu dedo médio com suas pequenas pinças negras, fazendo-a derrubar o porta retrato, quebrando o vidro. O besouro pulou no chão e saiu ziguezagueando na direção da porta. Eu institivamente ergui a varinha na direção dele agitando-a com força. A cada agitada o chão rachava, mas o maldito besouro conseguiu desviar de cada feitiço. Corri atrás dele derrubando Ron no sofá e lancei outro feitiço, mas ele passou por debaixo da porta e por um tris a magia não o acerta.

Fui até o porta-retratos quebrado e balancei a cabeça. Besouro maldito filho de uma... de uma Besoura.

– Oh Céus me desculpa! – disse Mione erguendo a varinha. – Deixe-me concerta-lo...

– Não! Não precisa. – fiz um gesto para que ela guardasse a varinha e me abaixei tirando os cacos de vidro de cima da foto. – Eu tenho a impressão de que vou precisar dela. – coloquei a foto no lado direito do Blazer e com um rápido movimento da minha varinha, os restos do porta-retratos se dissolveu no ar.

– Vocês viram o tamanho daquilo?! – berrou Ron, se levantando do sofá ajeitando suas vestes. – Tinha o tamanho da metade de minha mão ou... o tamanho da mão do Harry. – ele soltou uma gargalhada.

Harry, que estava atrás dele, colocou uma das mão nas costas deles e começou a subir com os dedos bem de leve, como uma aranha faz. Ele fez um gesto com a cabeça para Emmie que entendeu tudo.

– Ron! – gritou ela fingindo pânico, apontando para as roupas do mesmo. – Tem uma aranha nas suas costas!

Ron sentiu a mão de Harry (que as tirou bem rápido e descaradamente) e fez uma cara de pânico.

– Sai de mim! Sai de mim! — ele gritou feito um louco apalpando cada lugar do seu corpo bem rápido, se contorcendo e em seguida pulando em cima do sofá. – Cadê ela? Cadê ela? Harry usa o Arania não sei lá o quê! Harry mata ela! Mata ela!

Foi quando ele percebeu que todos nós estávamos rindo. Ron olhou para Harry furioso e este virou o rosto para o outro lado e começou a assobiar.

– HARRY EU TE MATO! – e saiu correndo atrás do Harry que girou a sala inteira e pegou um punhado de pó de flu no pé da lareira. – HARRY VOCÊ SABE QUE EU MORRO DE MEDO DE ARANHAS!

Ron ficou separado de Harry por causa do sofá.

– Amanhã vamos ao Largo Grimmauld Ok? Vamos acabar com as trevas! – disse Harry com entusiasmo e Ron pulou o sofá, mas o Cicatriz chegou na lareira jogando o pó de flu e gritando algo que podia ser tanto “Auror-chefe” ou “Alvo-chefe”.

Ron se afastou quando as chamas verdes invadiram a lareira.

– Droga! — Ele rezingou. — Vou atrás dele Mione!

Ele fez o mesmo que Harry e desapareceu nas chamas.

– Crianças de 39 anos... – brincou Mione. – Dá pra acreditar?

– Foi engraçado. – disse Emmie que estava contendo o riso. Já falei que ela fica linda sorrindo?

Fiquei por detrás de Emmie e a abracei pelas costas. Eu me sentia bem melhor. Aliás, era bom está com os amigos.

– Bem... acho que vou deixar os pombinhos a sós. – Mione disse dando uma risadinha. Em seguida ela pegou o pó de flu e entrou na lareira. – Vou a casa dos Weasley amanhã, depois que de comprar o material escolar de Rose e Hugo! Nós encontramos no caldeirão furado ok?

– Até mais! – despedi-me – Estaremos lá!

– Boa noite! – exclamou Emmie.

– Para vocês também... Minha casa em Southampton! – ela jogou o pó e Puff, se foi entre as chamas.

Virei Emmie para minha frente, ainda a abraçando e dei-lhe um beijo.

– Está na hora de irmos não é? –eu disse. – Nosso filho... não pode... ficar mais sozinho. – a cada pausa eu lhe dava um beijo.

– Você encheu a casa de defesas magicas. – ela me beijou. – E ele não é nenhum bebê.

Fingi que não escutei, e a larguei. Saquei a varinha e murmurei um feitiço na direção da porta.

– Colloportus! – um brilho azul percorreu-a pelas frestas, selando-a.

Depois fiz um movimento e as luzes apagaram-se. Por último, joguei um punhado de pó de flu na lareira, fazendo as chamas se elevarem e ficarem verdes.

– Primeiro as damas. – eu disse saindo do meio.

Emmie fez uma reverencia meneando a cabeça e rindo.

– Pois não senhor.

Ela entrou nas chamas, que não a queimou.

– Minha casa em Godric’s Hollow... número 0! – As chamas a levaram e eu fiz o mesmo que ela em seguida.

Então foi que algo aconteceu e acabei saindo na lareira de um bar bruxo que não conhecia.

Notas finais
E ai gostaram? Me digam nos comentarios ok? Obs: Os capitulos estão saindo rápido por que já os tenho aqui ou porque estão programados... ainda estou com o dia muito puxado - ver no perfil o aviso