O Despertar das Trevas
10 Lya Olivaras?
Notas iniciais
Jacob Summers
Já se passara dois dias desde o enterro de Arthur. Não sei explicar o que se passa no meu coração. É como se eu tivesse perdido uma parte importante da minha vida. Eu estava sofrendo tanto quanto a morte do papai.
Levantei-me da cama, escovei os dentes e desci ainda com a calça do pijama, sem blusa. Quando cheguei a cozinha, lá estava Emilly preparando o café da manhã.
— Bom dia. —disse, abraçando-a pelas costas, beijando sua bochecha.
— Bom dia Jake. — ela respondeu secamente.
— O que houve? — perguntei, estranhando sua falta de doçura.
— Nada... estou ótima! — continuou ela com o mesmo tom de voz.
Virei-a para mim e vi seus olhos vermelhos. O que ocorrera?
— Emmie, querida... você está bem? — questionei-a, tirando uma mecha de cabelo do seu rosto, preocupado — Está doente?
— ESTOU ÓTIMA OK?! — disse ela jogando a espátula na frigideira, saindo da cozinha rapidamente.
— Emilly! – berrei chamando-a pela escada. — Emilly volta aqui! Emi... Ah cara!
Corri para cozinha ao sentir o cheiro de queimado dos ovos. Coloquei a frigideira na pia cheia de louça e usei um feitiço tira-torrões. Ouviu-se um estalo e os ovos explodiram e sujaram as paredes e meu abdome.
— Droga! Odeio feitiços domésticos! — rezinguei para mim mesmo, incrédulo com o que acabara de acontecer.
Preparei um pouco de bacon e ovos — sem magia, eu sou um desastre quando se trata de trabalhos domésticos —, colocando-os a mesa junto com algumas frutas, geleia, torradas, pães e suco de mangaba — tenho um amigo bruxo da Academia de Magia da América Latina. Ele me manda umas frutas exóticas bem deliciosas de vez em quando.
Quando Luke adentrou a cozinha, eu já estava comendo a última torrada do pacote.
— Papai... como consegue manter a boa forma? – indagou ele, assombrado, enquanto se sentava. — Você come como um cão Cerberus.
— Olha só quem fala... — retruquei fazendo um gesto para a colher do açucareiro que colocou magicamente duas colheres de açúcar no copo de suco. Em seguida, a colher começou a mexer o suco acompanhado o movimento giratório do meu dedo indicador.
Luke fitou a colher enfeitiçada por um momento. Depois começou a comer os ovos e bacon que fiz. Cuspiu-os fora.
— Argh! Mais que diabos!
— Não reclame! Sua mãe não está muito bem! – disse com um ar de preocupação, por não saber o que estava ocorrendo, e com ar irritado, por ela não me contar nada. – Não sou bom de cozinha.
— Deu para ver.
Luke comeu apenas pão, suco e uma maça, que ele colocou no bolso antes de sair da cozinha. Murmurei alguns feitiços de limpeza. A vassoura derrubou dois copos de vidro, a pá quebrou-se no meio e a esponja da pia entrou em combustão instantânea. Serio... as vezes conjuro-os perfeitamente... por que será que eles se tornam tão destrutivos quando estou com raiva?
Sai da cozinha aos passos pesados e fui até a sala de estar, peguei meu robe xadrez do cabideiro, vesti-o e sai para os jardins com a varinha nas mãos.
A brisa da manhã que acariciava meu rosto e deixava meus cabelos emaranhados estava bem a gradável. As nuvens pareciam ter tirado uma folga, deixando o céu azul como o mar. Os pássaros pareciam comemorar a bela manhã. Esse cenário parecia, por um breve momento, carregar a dor que vinha me atormentando nesses dois anos de tensão. Eu estava pronto para cumprir a promessa que fiz a Arthur.
Percorri os extremos do terreno com a varinha erguida.
— Salvio Hexia... Repello Trouxatum... Protego Totalum... Abaffiato... Fidelius Reforçus... Repello Inigmotum... Protego Horribilis... — a cada movimento da varinha, uma leve camada de magia se tornava visível brevemente pelo ar. — Fidelius Reforçus... Fianto Duri... Fianto Duri... Fianto Duri...
Minha varinha tremeu violentamente e tive que me esforçar para mantê-la. Um brilho rápido e ofuscante envolveu a ponta da varinha. Uma união perigosa de feitiços...
Girei-a acima da cabeça e uma bolinha brilhante irrompeu da varinha. Esta voou pelo terreno e ascendeu indo de encontro ao escudo transparente que envolvia a casa. Este oscilou e tornou a ficar invisível.
— O que está fazendo? — perguntou Luke as minhas costas, sorrateiro.
— Ah nada! – exclamei, com o coração saindo pela boca. — Estou só enfeitiçando o gramado e fazendo uma desgnomização rápida.
— Me engana que eu gosto... — disse ele erguendo as sobrancelhas. — Feitiços de Proteção. Bem uteis.
Luke sacou a varinha, murmurou umas palavrinhas e aproximou-a do extremo do terreno. O escudo encantado ondulou e apareceu rapidamente a partir do ponto em que a varinha de Luke tocou-a, como uma pedra jogada em um lago.
— Estão bem poderosos. — ele disse dando um sorriso travesso. — Eu não sou um trasgo pai. Vi o senhor encantando o terreno desde que as férias de verão começaram.
Senti meu rosto corar. Claro que estava orgulhoso, em parte, pela inteligência dele. Mas os feitiços nos garantiam uma boa noite de sono. Ele não podia se meter em nada disso. Não poderia explicar a situação a ele... não agora.
— É eu...
—Luke... — disse Emilly, caminhando na nossa direção com um leve sorriso. Estava usando vestes elegantes de bruxa e um belo penteado encantado. — Não encha seu pai de perguntas. Sei que ele não vai responder. – ela passou os braços pela minha cintura e me deu um selinho. Mas que diabos estava acontecendo? – Mas eu vou.
— Emmie?! — fitei-a incrédulo. Ela fez um gesto com a mão me ignorando. Luke parecia tão atordoado quanto eu.
— Seu pai é muito família para confessar que estes feitiços nos protegem da pessoa que pode arruinar nossas vidas eternamente...
— Emilly! — senti que ia desmaiar de descrença com o que estava vendo. Ela estava bêbada ou o que? — O que está fazendo?!
— Rita Skeeter! — exclamou ela, dando um sorriso, curtindo com minha cara. Em geral, eu fazia isso. — Aquela escritora vadia falsa e dissimulada.
Senti minhas entranhas congelando. Essa era Emilly?
— Ah... então é isso? – Luke fez uma expressão pensativa, depois continuou: — Sei que ela atormentou muito Harry, Ron e Mione no quarto ano deles em Hogwarts.
Luke riu alto.
— Pois bem... não quero aquela xereta futricada se metendo em nossa vida. — disse eu sacando, finalmente, o que Emmie estava fazendo.
— Agora vá trocar de roupa Luke. Vamos ao Beco Diagonal comprar seu material. — disse Emilly.
— Ok.
Depois de Luke se distanciar, Emilly me abraçou de frente e me fitou, séria.
— Você me desculpa pela maneira como agi mais cedo? — perguntou. Ela parecia estar à beira do choro. — É que estou com muita coisa na cabeça e não está sendo fácil Jake, não está. Estou... estou desesperada... eu... eu...
— Emmie... — abracei-a forte, cobrindo-a com o meu robe. Senti suas lagrimas descerem pelo meu peito nu e ouvi os ruídos dos seus soluços. — O que houve? Me conta... por favor.
— Eu não posso Jake... não posso. Eu não suportaria. — ela falou baixinho. — Eu te amo, mas não... não me faça fazer isso... eu não consigo... eu...
— Shiu, Shiu. Eu não vou força-la. – deixei uma lagrima escapar e abracei-a mais forte. — Quando estiver preparada eu vou estar aqui.
Levantei seu rosto e dei-lhe um beijo demorado.
— Vou me vestir... — disse baixinho, no seu ouvido. —Volto logo ok?
Limpei as lagrimas do seu rosto e sorri para ela.
— Ok.
Subi as escadas e entrei no quarto. Vesti uma blusa de botões de manga longa e uma calça. Coloquei meu sobretudo e percebi, ao guardar a varinha, um pedaço de papel dentro do bolso. A foto da tarde fria de natal em que eu, Emmie e Luke fizemos um boneco de neve. Sorri para a foto e coloquei-a de volta no bolso.
— Todos prontos? — perguntei ao adentrar a sala de estudos.
— Sim. — responderam Luke e Emmie em uníssono.
Saímos na chaminé da Floreios e Borrões, onde compramos os livros de magia necessários. Depois caminhamos pelo Beco Diagonal e entramos na Loja da Madame Malkin, que estava lotada de alunos do primeiro ano de Hogwarts.
— Ah! Sr. e Sr.ª Summers! – exclamou a baixinha e gorda Madame Malkin ao nos ver adentrar a loja. — O Ministro da Magia na minha humilde loja!
Muitos me fitaram com curiosidade. Alguns garotos ingênuos me cumprimentaram e houve uma grande salva de palmas.
— Hogwarts não é? — A Madame Malkin voltou-se para Luke. — Você cresceu bastante!
— Ah é... – disse Luke tímido. — Um pouquinho.
Madame Malkin sorriu e levou Luke a um pedestal.
— tcs, tcs, tcs... Não, não... — Murmurou a dona da loja. — Vou ter um pouco de trabalho com o garoto aqui Sr. Summers. As medidas que tenho são um pouco pequenas para ele, tenho que tirar novas.
— Ok. Então vou com Emilly até a loja do Sr. Olivaras. Luke... nos encontre na sorveteria. — Tirei alguns galeões e entreguei-os a Luke. — Até mais Madame Malkin!
Sai de mãos dadas com Emmie e a senti tremer. Decidi não perguntar nada. Sabia que ela era ligada a varinha que Delacroix destruiu, pois sua irmã desaparecida, Amélia Thompson, que a trouxe na loja do Sr. Olivaras e a introduziu no mundo da magia.
Na entrada da velha loja do Sr. Olivaras, Emilly hesitou.
— Que foi? — perguntei, tentando parecer confiante. — Vamos Emmie.
Ela balançou a cabeça negativamente.
— Não posso...
— Pode sim. — encorajei-a apertando sua mão.
Quando atravessamos a porta da loja empoeirada, a sineta tocou. Nada mudara. O Sr. Olivaras deixara tudo do jeitinho de sempre. No mínimo saguão, havia um banco vazio e uma pequena bancada. O resto do espaço estava todo ocupado por pilhas de caixas retangulares, com varinhas dentro, obviamente.
— Vai ser rápido. — sussurrei no ouvido de Emmie.
Quase que imediatamente, uma figura alta surgiu no meio das pilhas de caixas. De início, pensei que era o Sr. Olivaras, mas estava enganado. Era uma mulher alta, de olhos azuis safira e vestes longas brancas, na verdade deveriam ser brancas, mas estavam quase pretas de sujeira.
— Ah... clientes. — disse ela, abrindo um sorriso, caminhando na minha direção, prendendo os cabelos castanhos em um coque desarrumado. — Sejam bem... Jacob! Não... você está um homem formado!
— Ah... Olá Lya. — saudei-a dando-lhe um abraço. — Você não mudou nada.
— E essa é? — perguntou ela.
— Me desculpe... Ela é minha esposa. — respondi aproximando-me de Emmie. — Emilly Summers.
Elas se saldaram com beijinhos de lado. Lya fez uma rápida expressão de surpresa, mas voltou logo a sorrir.
— Um prazer. — Emmie insinuou. — Você trabalha aqui?
— Acabei de produzir minha primeira varinha. — disse ela, radiante. Sou só uma aprendiz...
— E minha sucessora. — disse uma voz esganiçada e cansada.
De trás de uma pilha de caixas, saiu um velho com óculos de meia lua e cabelos grisalhos. Seus olhos azuis safira reluziam misteriosamente.
— Ah sim... Lya Olivaras, a próxima grande fabricante de varinhas. — disse o velho Olivaras e Lya corou. — Agora... Sr. Summers, o que busca?
— Emilly precisa de uma varinha nova Sr.— respondi, pouco à vontade.
— Ah Srta. Summers.... a quanto tempo. Lembro como se fosse ontem o dia que veio comprar sua varinha. — afirmou — Por que o motivo da troca?
Emmie tirou um embrulho de pano da bolsa e pôs sobre a mesa. O Sr. Olivaras o examinou e o abriu.
— Merlin! Srta., o que houve? — ele indagou, com os olhos arregalados ao ver a varinha destroçada.
— Magia negra. — Emilly respondeu. — Consegui me salvar, mas isso me custou um preço alto.
— O Que... Ah Ok. Vamos as provas. — Eu tinha certeza que ele ia perguntar algo, mas calou-se e mudou de assunto — Medidas por favor! — Imediatamente, uma onda de fitas métricas saíram da capa cinza do Sr. Olivaras, medindo cada centímetro do corpo de Emmie. — hummmmmmmmm....
Ele saiu caminhado pelas pilhas de caixas, desaparecendo e aparecendo entre elas.
— Não, Não, Não... Talvez.... Quem sabe dê certo. Ah há! — Dizia ele desprezando e recolhendo caixas e mais caixas de varinhas, colocando tudo na bancada.
— E.... parem! — ele levantou um lado da capa e as fitas métricas enroscaram-se e entraram no bolso interno. — Vejamos sim?
Emilly ficara próxima a bancada. Eu e Lya observávamos, relutantes.
— Eu nunca me canso de ver o papai trabalhar... a capacidade da varinha de escolher o bruxo é impressionante! — Lya cochichou baixinho. — Sensação maravilhosa não?
— Não sei dizer... dei preferência a meu gosto. A varinha não me escolheu.
— Ah... — ela parecia indignada, mas não se manifestou. — Olha... vai começar.
Lya estava certa. Seu pai abrira uma caixa purpura e tirara de um embrulho de lenços uma varinha de madeira bem polida, com cabo artesanal.
— Vamos ver... Mogno Africano, trinta e três centímetros, leve e boa para encantamentos. — ele entregou a varinha para Emmie que a empunhou meio trêmula. — Pode testar Srta.
— hum... Avis! — Ela sacudiu a varinha e em vez de saírem pássaros, uma gosma verde, mais parecida com meleca de trago, começou a escorrer da ponta da varinha. — Que nojo!
— Não. — confirmou Olivaras, colocando a varinha na mesa. — Muito temperamental. — ele usou um feitiço para limpar a meleca abriu outra caixa. Agora tirara uma varinha cheia de pequenos detalhes artísticos que de um extremo ao outro. — Talvez está dê certo. Cedro-do-Líbano, 27 centímetros, calma, pouco Maleável e boa para duelos.
Emmie pegou-a, dando um giro e sacudindo. Ouviu-se um estalo e faíscas saltaram da ponta da varinha, queimando as sobrancelhas do Sr. Olivaras. Emmie respirou fundo e pousou a varinha sobre a mesa.
— Não... com certeza não...
Muitas varinhas foram testadas. Algumas derrubaram pilhas de caixas, outras queimaram ainda mais os cabelos do Sr. Olivaras, e ainda havia umas que escapuliam da mão de Emmie como um raio. O Sr. Olivaras corria de um lado para o outro atrás de novas varinhas.
— Talvez está aqui... Merlin!... Não... Não... Não e Não!
Emilly parecia estar a ponto de explodir. O exímio fabricante de varinhas também. Parecia frustrado com a ideia de nenhuma de suas varinhas aceitar minha esposa. Fiquei pensando no que se passava na cabeça de Emmie. Não queria vê-la sofrer.
— Não compreendo. Sinceramente. — Olivaras afirmou se sentando no banquinho de três pernas, com expressão vazia, falando mais para si mesmo que para os presentes. — Nunca testei tantas varinhas com uma só pessoa...
— Então acho melhor eu voltar mais tarde. — falou Emmie.
— Não! — Lya exclamou de repente, dando um sorriso. — Espere um segundo!
Ela entrou numa portinha no fundo da loja e saiu depois de um curto tempo, trazendo consigo uma caixa retangular rosa escuro.
— Não garanto nada, mas talvez essa varinha funcione com você. — Lya entregou o pacote a Emmie. Está ficou relutante em abrir.
Me aproximei por trás de Emmie, relutante. Olivaras fixou o olhar na caixa e depois voltou-se para Lya.
— Será? — ele disse.
— Quem sabe? — Lya falou, dando de ombros. — Talvez seja por isso que nenhuma varinha a escolheu.
— Vai querida... não custa nada tentar. — sussurrei, colocando a mão sobre seu ombro.
Ela inspirou e abriu a embalagem. A varinha estava sobre um monte de lenços de linho. Sob estes, um véu rosa incrementava no design da caixa. A varinha não estava atrás, era belíssima. A madeira recém polida brilhava, destacando assim, os detalhes entalhados por toda a varinha. Quando Emmie a empunhou, deu um sorriso.
— É perfeita. Encaixa-se perfeitamente na minha mão.
— Quaresmeira, vinte e nove centímetros, gentil, maleável e poderosa. — disse Lya, alegre. — Experimente.
Emmie pigarreou e murmurou o encantamento “Orchideous!”, girando e sacudindo a varinha. Com um estalo baixo, a ponta da varinha iluminou-se e soltou faíscas rosas que giraram ao redor de Emmie e foram até sua cabeça, onde se juntaram e formaram uma coroa de diversas flores.
— Eureka! — exclamou Olivaras. — Sua varinha funcionou perfeitamente Lya! Meus parabéns!
— Obrigada papai. — ela agradeceu, corando.
Pagamos a varinha e antes de sair Lya chamou Emmie para uma conversa particular.
— Vai indo sem mim ok? — ela disse me dando um selinho. — Tome um bom sorvete com Luke. Acho que vocês precisam conversar um pouquinho.
— Ok. Depois irei a farmácia, comprar ingredientes de poções, e na Escribbulus comprar o restante do material de Luke Nos encontre na entrada do Gringotes. Tchau. — passei pela porta, imaginando o que Lya queria conversar com Emmie, aliás, elas acabaram de se conhecer...
Ao chegar na Sorveteria Florean Fortescue, vislumbrei Luke com as vestes de Hogwarts, sentado folgadamente em uma cadeira com mesinha e guarda-sol, tomando uma taça de sorvete Sunday gigante. Sentei-me e pedi uma taça de sorvete de morango.
Luke e eu conversamos e comemos o sorvete como uma família normal.
— Claro que sei. — eu disse dando uma risada. — As aulas do Sr. Binns são horríveis. Por outro lado, aprendi algumas coisas com ele.
— Serio? — Luke olhou para mim com cara de espanto.
— Criei um feitiço.
— Não! — ele exclamou admirado. — O que ele faz?
— Causa uma desilusão em todos a volta. Bom para ambientes como salas de aula.
— Que tipo de desilusão? — ele perguntou, se inclinando para frente, com interesse.
— Ele faz as pessoas acreditarem que você está acordado e atento, mas na verdade... você está só aliviando o chatice com um cochilo.
— Dormir na sala de aula sem ser perseguido pelos professores?! Você precisa me ensinar esse feitiço. Já pensou o sonho que seria dormir nas aulas de Transfiguração da Profa. McGonnagal?
— Não vou ensinar. — eu disse comendo a última colher de sorvete, dando um sorriso.
— Por favor...
— Luke.... o que eu fiz foi errado.
— Mas... mas o senhor sabia que era errado
— Sim... mas jovens são assim. Sempre querem passar por cima das regras.
— Argh!
Dei uma gargalhada.
— Vamos terminar de comprar seu material. — me levantei e paguei a conta a uma mulher gorda. — Faltam três dias para o embarque na plataforma nove e meia.
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