O Despertar da Morte
1 Capítulo 1 - A Carta
Notas iniciais
Acordei com raios de sol que ultrapassavam minha cortina branca, peguei meu relógio de bolso que estava sobre minha cômoda e o relógio marcava 09h00min. Mal acabara de acordar e minha mente já estava totalmente barulhenta, um dos motivos era que meu irmão Damon iria partir para uma guerra às 10 horas.
Aquela angústia me cobria por inteiro enquanto me arrumava. Desci as escadas que faziam rangidos ao pisar.
- Bom dia pai! – eu disse.
- Bom dia Stefan. – ele respondeu.
O café da manhã só teve essas palavras paradas ao ar, isso me deixou mais depressivo.
- Vamos logo Stefan ou iremos nos atrasar. — disse meu pai, apressado, limpando sua barba.
Ao chegarmos lá, Damon estava sentado com sua mala entre as pernas, e seu rosto estava triste. Senti como se meu irmão já estivesse morto.
- Stefan! – exclamou – Pensei que não viria.
Ele abriu um sorriso largo enquanto caminhava em minha direção e seus olhos azuis estavam com uma obscuridade misteriosa.
- Não deixaria de vir irmão! — eu lhe disse.
- Olá pai, fico feliz que veio se despedir.
Quando Damon disse essas palavras nosso pai encheu os olhos de lágrimas.
- Oh meu filho, me perdoe por tudo! Espero que volte bem. – Abraçaram-se em meio às lágrimas.
Aquilo parecia um funeral antecipado. Então Damon entrou no trem e olhou-me com um adeus. Aquela imagem fez meu coração doer.
- Adeus irmão. – ele disse.
Então o trem partiu.
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Ao voltar para casa, meu pai subiu as escadas e foi direto para seu quarto, onde permaneceu a tarde inteira.
- Pai você está bem?
Eu sabia que ele não estava, fui muito idiota ao perguntar.
- Só me deixe sozinho filho. – ele respondeu triste.
Assenti, desci as escadas e fui para a praça me distrair.
Enquanto eu observava o pôr do sol lembrei-me do quanto Damon fez minha vida tão boa.
Éramos inseparáveis, mas isso iria acabar. Eu estava sem esperança que Damon sobreviveria a essa guerra. Ele não morava conosco desde um desentendimento entre ele e nosso pai.
- Olá Stefan. — procurei a voz feminina que vinha do meu lado direito. – soube que Damon já partiu.
- Olá Kate! Sim ele já foi.
- Fique sossegado, aposto que ele vai voltar. – comentou.
- Que sua profecia se cumpra! – disse-lhe.
Ela me olhou estranho e saiu andando sem se despedir.
Kate tinha cabelos compridos e negros como uma escuridão sem fim, seus olhos eram esverdeados e se destacavam em sua pele branca e macia. Um dia fui procura-la para lhe dar um aviso que meu pai enviou, e a vi praticando magia, mas fiquei de boca fechada, pois não queria ver Kate sendo queimada e nem torturada, assim criamos um laço de amizade e confiança.
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Na manhã seguinte desejava que tudo o que aconteceu no dia anterior fosse um pesadelo e que eu visse Damon sentado na mesa do café da manhã.
Meu pai já havia saído para o trabalho, então resolvi ir até o jardim. Notei uma bela flor plantada ali. Era lilás e bem delicada.
- Verbena. – disse Kate olhando fixamente para a planta.
– Nome bonito, não acha? – disse-lhe.
Kate trabalhava para meu pai nos afazeres domésticos, principalmente no jardim, e no período da tarde trabalhava em um armazém.
- Ela é bonita, mas muito perigosa Stefan.
Eu a observei, pensando no por quê.
- Hm... Kate tem como me fazer um favor?
- Depende Stefan – ponderou e respondeu – Diga.
- Descubra se Damon irá sobreviver. – pedi.
- Não posso Stefan.
- Eu lhe dou cobertura. – insisti.
Kate me olhou e ficou em silêncio enquanto terminava de recolher algumas frutas.
- Por favor, Kate eu imploro.
- Você terá a eternidade para amá-lo.
Aquelas palavras de Kate me gelaram por inteiro. O que ela quis dizer com eternidade?
Ela me olhou friamente com seus olhos verdes e saiu. Tentei alcança-la, mas não teve como.
Passaram-se as horas e as palavras de Kate faziam minha mente explodir.
Os dias se passaram assim, silenciosamente enquanto eu não parava de pensar em Damon. Meu pai deixara somente bilhetes sobre a mesa e Kate fugia de mim a todo instante.
Ouvi alguém bater a porta da sala, portanto desci as escadas e a abri. O carteiro havia acabado de deixar uma carta, abri rapidamente.
13 de novembro de 1864
Aos Salvatore,
Informo-lhes que Damon Salvatore está desaparecido desde o dia 11...
Li somente esse trecho e deixei a carta cair no chão.
Fiquei totalmente paralisado quando ouvi:
- Você não vai acreditar nisso, vai?
Era a voz do Damon atrás de mim, mas como? Meus olhos se arregalaram quando me virei e vi Damon mais vivo do que nunca em minha frente, eu mal conseguia abrir a boca.
- Damon. — a única palavra ecoou no vazio da sala.
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Notas finais
Não deixem de comentar e indicar!
Essa é minha primeira fanfic e espero que a curtam tanto quanto eu.
:)
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