O Desespero de Jovens Apaixonados
1 Ninguém
Notas iniciais
Desculpem os erros
Me falem o que acharam
Boa leitura
Os primeiros capítulos podem parecer meio deprê( ou não) mas vai melhorando
Ele se levantou subitamente de sua cadeira, erguendo sua mão para o professor chamando ,ao mesmo tempo, a atenção da sala e o que frisava ainda mais a urgência de seu pedido. É claro que foi aceito e tratado com a gravidade que aparentava ter, uma gravidade que para o jovem valia tanto como a sua vida, mas aos olhos dos outros seria motivo de deboche. Se esgueirando pelas cadeiras atravessou a sala e correu pelos corredores em direção a um banheiro que escondesse suas lágrimas de frustração e tristeza. Ele olhou para um o pequeno cubículo mal cuidado e lavado, foi diretamente em direção a uma cabine para esconder sua face manchada por lágrimas incompreensíveis . Sentou-se no pequeno vaso com um nojo velado que não era nada comparado com aquele turbilhão de emoções que ameaçavam sufocá-lo. Não compreendia seus sentimentos, nunca de fato olhara para a garota, ou ao menos falou com ela. Essa situação se resumia em breves olhares cruzados entre eles ,que sempre resultavam na mesma reação, o desaparecimento dela. Era frustrante e decepcionante não poder fazer nada além de ver sua silhueta, ele a ansiava em todas as maneiras e sentidos. Quer fosse uma conversa sem sentido, uma discussão acalorada sobre algo importante ou apenas um simples e singelo abraço, que seria suficiente para satisfazê-lo e vicia-lo ainda mais na estranha e incompreensível presença que ela represava para ele. Sentado no assento sujo ele permitiu que suas lágrimas rolassem até que seus olhos ficassem secos. Um desespero sempre emergia de alguma forma, uma sensação tão primitiva que ele não conseguia entender o por que. Ela era apenas o ponto de partida, a mera visão da jovem o fazia viajar pelo perda, raiva, inveja e uma melancolia descomunal, mas , mesmo com tanto sofrimento, ele aceitava tudo com bom grado para poder vê- a. Levantou-se após terminar de exprimir o que quer que aquilo fosse. Saiu pela porta do banheiro tentando manter uma certa compostura e olhou-se pelo espelho sujo. Observando seus olhos percebeu a falta de algo dentro deles, não compreendia totalmente, mas a cada vez que cruzava sua visão com aquela dama ,que duvidava ser real, sentia que perdia uma parte de sua vida, coração e alma. Isso não era ruim ou bom, um fato, como se só enxergá-la era o suficiente para que ele fizesse o impossível, e seu súbito desaparecimento carregasse com ela uma parte de seu ser. Com as mão em formato de concha, ele limpou os olhos verdes e a pele clara. Com força tentou ao máximo esconder que estivera chorando, como de costume passou sua mão pelos cabelos cortados curtos e organizados, de forma tão padrão que seria difícil discernir ele entre e os outros minions daquele lugar. O físico era magro, mas não esquelético, seus músculos eram definidos e belos, não eram esculpidos como os atletas que compunham sua sala de aula, porém eram o suficiente para acompanhar a educação física sem incidentes. Ao terminar de limpar as lágrimas olhou para o espelho e notou que o vermelho de seus olhos e nariz já começavam a desaparecer, terminou de arrumar o uniforme da escola que frequentava e lentamente foi em direção a sala do coordenador. Preparou mentalmente uma desculpa que explicaria seu estado e a fuga da aula. Era fácil enganar a coordenação, bastou dizer que teve uma crise alérgica com o óleo de amêndoas que sua colega passava na mão como hidratante. Com a explicação por extenso foi em direção a sala do segundo ano do colégio LaSalle de Águas Claras. Quase entrou mostrando à todos sua verdadeira face, fechou os olhos e usou o sorriso travesso e brincalhão que qualquer um daqueles jovens usaria após passar tanto tempo fora de sala. Adentrando pelo cômodo foi saudado pelos seus “amigos” e colegas como se fosse um herói por perder quase 30 minutos de aula. Rapidamente entregou ao professor o bilhete e o tranquilizou que era incomum que aquelas crises acontecessem. Indo em direção a sua carteira ficou aliviado por realmente ver óleo de amêndoas da garota e agradeceu mentalmente por prestar atenção no falatório, que ela havia dado pouco antes da aula começar, sobre os usos daquilo. Conforme se sentava garota pediu inúmeras desculpas , aceitou-as e falou que ele estava bem e a alergia era algo raro, que ela não deveria se incomodar. Uma pontada de culpa surgiu em seu peito, mas foi apagada ao se lembrar quem era a garota, ou melhor, o que havia por trás dela.
Não era somente ela, todos naquela sala de aula, aparentemente unida, ele notava que era apenas uma fachada bem elaborada para esconder a falsidade que cada um deles carregava. Eram todas cobras, sem exceção aparente, até mesmo ele usava uma fachada de um jovem energético para esconder todos os segredos que possuía dentro de si e manter uma imagem respeitável sem ter que correr o risco de alguém taxa-lo pelos seus diversos hobbies e ideologias, considerados, de certa forma, controversos. Era sufocante a pressão ilusória que ele sentia, vivia em uma sociedade livre, mas livre apenas para escolher se iria sofrer pela sua liberdade ou viver apenas nas sombras de uma máscara para todos. Estava acostumado com aquele ambiente, de certa forma era cômoda a forma que se relacionava com os outros, eles gostavam daquele personagem que era apenas uma cópia disforme e distante do seu eu verdadeiro, sem todos os defeitos e marcas que ele acreditava serem monstruosas. Mas aquela garota que aparecerá pela janela, no corredor, ou um vulto ao longe o desconcertava de uma forma que ele não compreendia, ela o deixava conciente da mentira em que vivia, das máscaras que ele usava e os outros usavam. Ela o fazia quebrar o acordo não formal que todos no recinto tinham, eles ignoravam seus segredos e você não os incomodava com suas verdades, era justo, sufocante quando notado, mas era melhor do que a exclusão. Os excluídos eram a margem, aqueles que eram si mesmo a todo tempo, alienígenas em meio aos padrões. Hugo tinha um respeito secreto por eles, mas nunca se relacionaria com eles. Não se encaixava naquela meio de vida, a única vez que chegou a se aproximar deles foi quando procurava pela garota misteriosa, que aparentemente não existia. Tantas vezes ele a procurará, mas nunca a encontrou, chegou a surripiar as chamadas que mostravam os rostos dos alunos, mas nem ali pode encontrá-la, diversos rostos e nada da euforia que sentia. Não conseguiria prestar atenção em mais nada, sempre era assim quando ela aparecia. Ele podia ver o desânimo que o professor dava aquela aula, via que um dia ele já acreditará que mudaria o mundo, mas isso foi apagado ao perceber as falhas do sistema que obrigava o aluno a estudar pelo medo e não pelo prazer. Via as castas em sua sala e na escola por inteiro, sua aparência e uma certa habilidade o permitiu andar com as mais superiores. Sentia nojo de si mesmo ao perceber a forma que tratava os abaixo dele, não que praticasse alguma forma de bullying, mas ignora-los era tão terrível que as agressões que ocorria periodicamente. As garotas e suas fachadas eram a pior parte, até mesmo sua namorada era assim. Se assemelhava a um anjo, provavelmente era muito similar a um, mas assim como ele ignora todos abaixo de si e concordava com tudo que a líder do grupo de meninas falava mesmo que não concordasse. Era linda, seu cabelo crespo e encaracolado demora em um penteada grande e espalhado se e causava perfeitamente com sua pele caramelo escura. Além disso, era divertida e engraçada, encantando a qualquer um. Enquanto as intermináveis aulas se passavam e seu foco diminuía cada vez mais até chagar a um ponto em que a única coisa que se repita interminavelmente era a imagem daquela garota. O professor desapareceu de sua frente, a máscara que usava sempre saiu de sua face que ele havia prostado sobre a mesa e assim ele começou uma viagem introspectiva por um sonho sem sentido algum. No sonho acordado que estava não existia chão sobre seus pés e a gravidade não o puxava para baixo, flutuando não havia nem memórias de uma dor adormecida ou de uma sala de aula que mais se assemelhava a uma cela de prisão. Esqueceu de todos os seus problemas no mais lindo e calmo vazio que de algum modo invocará, todas as imagens foram apagadas, de seus pais a sua namorada, a única imagem que restava era dela. A garota misteriosa que preenchia seus sonhos e o fazia desejar nunca mais dormir pelo risco de sonhar com ela e se intoxicar ainda mais com a presença dela. Um nome surgiu do fundo de seu cerne para aquele ser Anjelica que agora flutuava junto a ele no mais doce vácuo “ Ana”. Um nome simples, mas que se encaixava perfeitamente naquela visão que observava, um nome tão lindo e singelo só poderia pertencer aquela pessoa, não importava de onde havia surgido, mas somente essa perfeita simplicidade podia nomear um ser que até seus defeitos eram perfeitos. No doce sonho eles compartilhavam mais do que palavras e confidências, mas eram 2 almas unidas por um laço que o próprio destino teceu em corpos distintos. Lá eles se compreendiam e ele finalmente podia ser verdadeiro, falavam de coisas profundas sem terem que omitir suas faces com mentiras e disfarces. Dos campos verdejantes aos mares turbulentos e azuis viajaram juntos sem pararem de falar e rirem. O sonho era doce, e durou por uma maravilhosa eternidade, era aconchegante a presença da garota até mesmo uma progeçãl de sua mente, pois no fundo sabia que aquilo nunca poderia ser real, ela nunca olharia para ele ou o notaria, sabia bem de mais que ela alguém que não queria ser incomodada e não chegaria nem ao menos prestar atenção em alguém tão superficial quanto. O alívio que sentia sumiu na mesma velocidade que os diversos sinos tocaram, todos eles o resgatavam para realidade, mas nada aqui era interessante o suficiente para lhe fazer ficar. O resto daquele dia de sábado na escola passou em um terrível contraste entre a visão onírica e o desolador ambiente que era o seu entorno. Forçou a si mesmo a Mayer a máscara mais basica e padrão que possuía, com intuito de proteger sua imagem de um dia terrível como aquele. As conversas com sua linda namorada foram tão rasas e entediantes que se you uma culpa surgir em seu peito por esperar que algo a mais saísse daqueles lábios, mesmo assim concordou com tudo e prosseguiu sem incidentes. A mesa da cantina que estava foi um dos momentos mais massantes, ele tinha o bilhete dourado para sentar- se com os invejáveis populares, a pior parte de faser parte do grupo mais requisitado da escola era justamente ter que comparwcer e participar das conversas e fofocas rasas sempre em volta das mesmas pessoas e os mesmo assuntos, uma vez que em uma organização tao primitiva e predatória um dia semter um papel ativo ou marcante poderia significar su suspensão. Após passar por tanto sofrimento ainda devia escutar e participar das discussões sobre garotas e esportes do time de handball que era membro. O ritual era claro, os membros do time sempre deviam retornar juntos para as salas de aula, de modo que houvesse espaço para que os comentários sobre os membros do grupo ocorresse. Quebrar alguma desse regras era um passo mais próximo para o suicidio social que poucos corajosos tinham coragem de cometer e naquele dia em específico ele sentiu vontade de fazê-lo. Quando o último sino que indicava o final daquele purgatório soou, Hugo não pensou duas vezes e quebrou o acordo mais leve que não refletiria muito em sua imagem social, muito provavelmente não perceberia que ele havia sumido para q última sessão de conversas que era a saída da frente do colégio. Ao invés de ir em direção ao portão principal dar manutenção a todos os assuntos anteriormente discutidos ele tomos o caminho oposto e sorrateiramente foi em direção a saúde de traz onde o estacionamento ficava. Era sempre mais vazio e silencioso aquele caminho do que o contrário. Movendo-se rapidamente colocou para tocar em apenas um dos ouvidos o punk mais alto que conseguia se lembrar para de alguma forma suprimir aqueles sentimentos e pensamentos confusos. Ele tentava em vão disfarçar a sua inquietação, e mesmo assim, com toda a angústia e dor que snetia somente uma imagem vinha a sua cabeça, a de “Ana “. Como ele desejava vê-la naquele momento, que eles podessem conversar e finalmente aprofundar aqueles olhares que sempre compartilhavam. Impossível, ela nunca o notaria os olhares provável eram apenas um fruto de sua imaginação. Andando pelo pequeno jardim em forma de X que ficava no meio da escola estava tão perdido em seus pensamentos que não percebeu uma chegada que mudaria sua vida e sina completamente. Sentido a angústia chegar a um ponto de ápice ele só desejava sair daquele lugar antes que alguém visse seu rosto sem as diversas proteções que colocava, sentia um choro querer subir por seus olhos que pareciam querer irromper de tamanha forma que o afogaria. O despero era tamanhos que ele desejava por qualquer modo parar aquilo, odiava esse sentimento que o fazia odiar a si mesmo.
Então por um breve instante tudo parou e pode escutar palavras vindo de trás de si. “ Oi, tá tudo bem com você ?“. Aquilo destroçou seu mundo por milésimos de segundo, virou-se mais bruscamente do que desejava e finalmente a viu. Era ela, a garota que havia causado tudo aquilo, que o tornará consiente de alguma forma de seus arredores, a fonte de toda sua angústia e desespero, o cerne de seu desejo mais primitivo e o cavaleiro do apocalipse que viera destruir seu mundo e realidade . Sua respiração parou por um breve segundo e se esqueceu de esconder suas emoções. Não conseguiu contê-las e deixou que vazassem para fora de si, um horror brotava de sua boca, e como furacões seus olhos debateram-se com todo seus caos guardado. Sentiu-se nu em frente aquela pessoa, não conseguia manter nenhuma proteção ou fachada, tudo havia sido varrido pelo simples olhar daquela linda criatura, que mesmo lhe trazendo tanta dor ainda o fazia desejar chorar de alegria e satisfação por apenas olhar para ela e em meio a todos os turbilhões que ameaçavam o sufocar ele sentiu alívio, apenas por ela estar em sua frente. Por um breve instante sentiu uma solidão devastadora surgir em seu peito que o ameaçava consumi-lo, por um breve instante o chão sobe os seus pés desabou e ele iria ter começado a cair naquele terrível e assustado vazi, mas foi segurado pela mão da mais bela garota que já vira, ela acomodou sua mão esquerda em seu braço direito e o mero toque foi suficiente para que retornasse são e salvo ao mundo dos vivos, o chão retornou ao seus pés e pelos infantes que a mão dela está sobre seu braço ele sentiu um calor emanar dela, que apagava toda sua solidão, toda a angústia e tristeza. Tudo sumiu por um segundo e ele finalmente teve coragem, para contar aquela garota tudo, de seu segredo mais profundo até seu pecado mais mortal, tudo estava preste fluir como uma torrente de desespero Mas foi interrompido por uma voz sedutora que vinha de seu lado oposto. “ Oi gato, tá falando com quem ?” a voz de sua namorado foi o suficiente para lembra- ló da realidade que vivia e a lucidez que sentia rapidamente retornou ao topor usual. Respondeu rapidamente “ Não estou fazendo nada, não estou falando com ninguém”. Eles era diferentes de muitas formas, tantas que tinha certeza de que aquilo era apenas educação, ela nunca olharia para alguém como ele. Colocou sua máscara mais usual e com um sorriso olhou nos olhos de “ Ana” assentindo e fazendo um adeus mental a garota mais única que já pousada seus olhos odiou a si mesmo pelo que falou. Virou-se e saiu multilando-se mentalmente por tratar aquele garota de tal maneira. Retornando lentamente para a escuridão segurou o braço de sua namorada e foram em direção a saída como se nada tivesse acontecido e realmente não tivessem falado com ninguém. A cada passo que se afastava mais a ânsia de perdão crescia e junto a ela a dor retornou . Enquanto levava Isabella como um lindo casal apaixonado caminhando pelas calçadas e discorre do sobre assuntos sem importância ou profundidade, Hugo aparentava ser tudo menos o que realmente era e mostrava apenas o que não sentia. Aquela conversa feita para ser relaxante estava fazendo o contrário, a cada palavra dita mais ele se condenava pela atitude que tivera com Ana antes e isso apenas agravava ao lembrar-se da naturalidade que era tratar sua atitude como algo normal e leviano. A namorada havia se esquecido já do breve momento e ele se questionava por que não conseguia fazer como ela ou ter a reação que sempre tivera, ignorar quem está abaixo e não se importar com quem a pessoa fosse. Esses pensamentos eram uma blasfêmia a ordem social da escola e de qualquer instituição hierarquizada como ela. Tentava ao máximo focar apenas no que sua namorada falava, mas antes que percebesse mente já estava perdida em meio a nebulosidade do que fizera. Chegando em casa constatou que estava sozinho no local modesto que vivia e foi direto para o quarto, mexia-se por puro automátismo. Não havia necessidade de fingir ali o que sentia, na segurança e solidão que era a casa ele podia fazer o que desejasse sem o olhar julgador. Assim, o sorriso cativante e a atitude superior que sempre usava havia sido ofuscado pelo seu verdadeiro eu, dando lugar a uma expressão enevoada e insensível junto ao caminhar cansado e pesado. Adentrou em seu quarto branco que ficava no fim de um corredor e se jogou na cama. Não olhou para os diversos posters de filmes e animes espalhados que combatiam quase toda a extensão da parede. O chão estava limpo e impecável, odiava a simples menção de sujeira em seu santuário de paz, o único lugar que sentia-se seguro. Mesmo que os pais sempre estivessem em viagens intérminaveis de negócios ainda sentia-se desconfortável no resto da casa, provavelmente por ser uma fachada de algo que ele não sentia ali. Fazer parte da família. Sozinho com a cara no travesseiro ele entrou cada mais em sua escuridão pessoal até não conseguir mais sentir a si mesmo. As lágrimas que molhavam a fronha não aliviavam tudo que sentia e não saber de onde vinha toda aquele desconforto em seu peito fazia apenas agravava tudo. Um pedaço estava faltando em sua alma, como se de uma hora para outra aquilo simplesmente tivesse sumido e a sensação de ter perdido algo parecia não ter fim. Minutos, horas ou dias poderiam se passar que não fariam diferença, o tempo estava dilatado ao tamanho que era a confusão de sua mente. Seu foco parecia um redemoinho e sua mente estava no centro daquele turbilhão de pensamentos e memórias. Tudo que houverá feito de mal para as pessoas voltava para atormenta-lo causando um desconforto tão grande que ele não conseguia se manter parado na cama, remexendo-se a ponto de retirar o lençol de seu colchão. Em meio aquela dor as lágrimas haviam secado, porém a escuridão tomava lugar de tudo a sua volta. Assim, ao passou que menos se movia e menos lágrimas escorriam ele fechou-se em um quarto de escuridão e sombras, onde sua única companhia era a dor em seu peito e a culpa crescente. Agora já em posição fetal ele desesperadamente procurava um jeito de forçar a si mesmo em sair daquela posição, pensou em cada milímetro do seu corpo mas como se obedecessem a seu coração e não sua mente ele inteiro protestou contra qualquer movimento. O sufoco que se fechava em torno de sua garganta começou a ficar cada vez mais intenso que o ar em seus pulmões pareciam não ser o suficiente para satisfaze-lo, talvez todo o ar do mundo não conseguisse matar sua ânsia por respirar algo que não tivesse aquele gosto pesado. Ele conseguiu projetar o braço para a única escapatória que conhecia, utilizando cada músculo que não havia desistido para a estagnação e morbidez estendeu seu braço atravessando uma mancha de névoa ilusória em sua frente e pegou seu celular. Ainda letárgico ele agradeceu por de alguma forma ter salvo o único número que poderia ajudá-lo naquele momento. Enquanto procurava uma única imagem projetava-se em sua mente, que de alguma forma lhe deu uma paz interio. A imagem da garota que perguntará para ele se tudo estava bem de alguma forma conseguia espantar todos os temores por tempo suficiente para terminar de discar o número. Enquanto o som do número preenchia a mente e ele memorizava as palavras para que elas saíssem sem rastros de choro ou tristeza e tentava mascarar seu nariz ranhoso, as últimas lágrimas saíram de seu rosto. Elas nada tinham a ver com o turbilhão de sentimentos que havia sentido, mas eram sobre a garota que acreditava ser “Ana”, ele derramou lágrimas pois sabia que nunca poderia permitir chegar perto dela de novo.Alô ? — respondeu a outra pessoa no telefone.Oi, precisamos nos encontrar agora. — falou sem rodeios pois sabia que a a outra pessoa o atenderia sem fazer perguntas.Ok, me manda encontra na roda gigante, no lugar de sempre em uma hora — E a garota desligou o celular.
Notas finais
Obrigado por lerem, até a próxima, digam se querem mais !!!
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