Notas iniciais
Olá leitores(as) estou aqui para agradecer pela presença de vocês e espero que vocês gostem desse primeiro capítulo.
Informando que mesmo eu já tendo construido parte da história em minha mente ela não está 100% completa, então se der aqueles momentos de não criatividade talvez eu tenha mais dificuldade de postar.

Enfim, desfrutem.

Eu guardava meu material calmamente em minha mochila, tomando cuidado para não amassar a prova de química, prova em que recebi a nota máxima. Estava orgulhosa de mim mesma de fato, mas estava mais contente por saber que ao dar essa notícia aos meus pais eles ficariam com o sorriso que eu tanto desejava em seus rostos.

_Sakura-sama! — exclamou minha amiga do outro lado da sala a Ushio. Famosa por seu jeito tímido e meigo de ser.

_Não precisa por "sama" no final,já lhe disse isso. — suspirei. — Como você é teimosa, uh?

A garota apenas deixou sua cabeça pender para o lado com um sorriso tímido e as bochechas levemente coradas. Ri carinhosamente e em seguida coloquei minha mochila em minhas costas pronta para ir para casa acompanhada da Ushio, como sempre fazíamos.

_Então, vamos?

Ushio apenas baixou seus olhos como se a notícia que me daria a seguir fosse ruim.

_Hoje não vai dar. Os professores disseram que querem ter uma conversa com os representantes de cada sala...

_Traduzindo: você precisa ficar aqui. — falei poupando-a de dar-me uma explicação mais prolongada.

Ushio apenas aquiesceu com a cabeça com um sorriso aliviado nos lábios ao perceber que eu não ficara chateada. Dei-lhe um beijo na bochecha e sai da sala enquanto ela falava bem alto: " Nos vemos amanhã, Sakura-sama!"

~x~

_Mãe ! Pai! — chamei largando a minha bolsa no chão e adentrando a casa.

Entrei em todos os cômodos e não encontrei meus pais e lugar algum. Não havia bilhete e nem sequer resquício de que eles sairam. Bom, meus pais eram demasiadamente organizados, seria surpresa se eles deixassem roupas espalhadas em cima da cama antes de sairem.

_Ah...estou com tanta fome. — choraminguei quando ouvi meu estomago roncar. — E estou muita cansada para preparar algo. Acho que vou me deitar antes.

Subi as escadas a passos pesados devido a exaustão. Eu havia estudado muito para conseguir aquela nota de química , chegando a ficar acordada até de madrugada com a cara enfiada nos livros. Minha mente estava pedindo por um descanso.

Ao abrir a porta do quarto simplesmente me joguei na cama ignorando o fato de eu estar com minhas vestes escolares. Agarrei-me ao travesseiro e fechei os olhos fazendo-me capaz de ouvir com cada detalhe minha própria respiração. Tão calma e controlada...

Minhas palpebras pesavam...

_AH ! — gritei.

Havia alguém sentado no parapeito de minha janela e quem quer que fosse a pessoa, mantinha sua cabeça baixa e o corpo imóvel. O primeiro pensamento que surgiu em minha mente foi: O que diabos tem alguém na minha janela?

Fiquei com tanto medo dessa aparição repentina que não tive coragem de falar nada. Fiquei com meu corpo pressionado contra a parede tentando me manter o mais longe possível da pessoa que estava em minha janela.

De repente, a pessoa misteriosa ergueu a cabeça dando-me a possibilidade de ver-lhe o rosto. Era uma mulher, de olhos amarelos cor de mel, cabelos negros que pareciam flutuar e lábios extremamente vermelhos. Mas o que me intrigava era o fato de sua presença me trazer sensações e emoções desconhecidas, tristes até.

_Mas, o que... — estava prestes a perguntar mas a mulher abriu grandes asas angelicais. Que tipo de pessoa tem asas nas costas? Ela não poderia ser humana, então. Ou eram falsas?

Vi que meu receio se concretizara quando a mulher aproximou-se de mim lentamente. Eu tentei gritar mas estranhamente minha voz não saia. Algo me dizia que era obra da mulher misteriosa.

"Util..." — disse sua voz em minha mente. — "Util...muito útil..."

"Quê? " — perguntei mentalmente. — "Quem é você?"

"Yuka." — respondeu ela somente.

A mulher quando estava a alguns centímetros perto de mim transformou-se em uma nevoa negra e em seguida senti uma dor bem na região da minha cabeça. Como se uma adaga de dois gumes perfurasse-me a sangue frio.

"Dói! " — gritei mentalmente já que minha voz não saia.

"Passa..." — disse a voz da "Yuka".

"O que pretendes fazer?" — perguntei assustada.

"Concluir meu objetivo."

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.