O Desafio Final dos Deuses - a Prole de Loki
3 Capítulo 3 - Skill's do Coração
Notas iniciais
--Qui é? Inspiração não dá em arvore não, sabiam? ._.
Skill’s do Coração
Um fiasco... Foi à primeira coisa que veio na sua mente assim que um lampejo de luz tirou seu cérebro do topor da inconsciência. Aos poucos, as imagens da noite anterior foram se formando na sua mente: cinco pessoas invadindo o acampamento, todos sendo cercados por seguranças do tamanho de gorilas, lembrou que todos apanharam mais que boneco de Judas em dia de malhação, que correram por suas vidas e da arvore explodir em um clarão de luz branco-azulada.
Um verdadeiro fiasco.
Vitor arriscou abrir um dos olhos temendo que os formigamentos de seus membros fossem um aviso de que ele não os tinha mais devido à explosão, mas eles estavam lá, só que excessivamente relaxados. Sentia a grama macia na suas costas, o seu cabelo balançando com uma brisa gentil. Fechou os olhos e os abriu de uma vez, contemplava um céu azul cheio nuvens do tipo cumulus, como bolotas de algodão flutuando em seda azul.
Vítor: “Até aqui tudo normal”.
Ainda pensava no por que de não terem dado conta dos seguranças da empreiteira. Suas habilidades estavam voltando, tinha certeza disso, mas só conseguiu derrubar dois deles antes de ser cercado e espancado por outros cinco. Os outros também não tiveram sucesso, Arthur derrubou uns cinco com sua força bruta, mas foi rapidamente dominado. Douglas, conhecido por ser o mais resistente, beijou o chão na primeira bifa que levou no beiço. As meninas até tentaram brigar, mas ficaram correndo e gritando histericamente pelo acampamento fugindo dos homens, o que foi uma sorte, porque os gritos acordaram os manifestantes que achavam que os seguranças estavam batendo em gente deles, então eles entraram em uma briga digna de estádios de futebol, dando tempo para que eles pudessem correr para a árvore que sem motivo, explodiu violentamente tirando a consciência de todos e...
Mas que diabos era aquela sensação no pé?
Vitor olhou e viu uma bolota rosa-translúcida com olhos negros e brilhantes do tamanho de bolas de bilhar, que tinha tirado sua bota e estava tentando comer o seu pé.
Vítor: GAAAAAAHHHH... Saí, Saí do meu pé, SAAAAAAAÍ!
Ele levantou num pulo e começou a balançar a perna como se ela estivesse pegando fogo, tentava chutar o chão, dava socos no Poring, mas ele não largava o pé. Vitor então fez um arco bem grande com a perna e lançou a coisa para longe. Ele se arqueou e apoiou-se nos joelhos ainda muito assustado, então começou a rir e a risada foi ganhando amplitude e se tornando uma gargalhada.
VÍtor: Conseguimos...CONSEGUIMOS! Gente conseg....
Ele parou no meio da sentença ao deparar-se com a cara de seus amigos, que o observavam atônitos.
Vítor: O que foi?
Arthur: Er... Mano... Acho que não foi bom você ter chutado aquele Poring.
Vitor se virou bem lentamente e só então notou dois gigantescos olhos negros zangados, que pertenciam a um Poring do tamanho de dois elefantes africanos.
Vítor: EITA P....!
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A lâmpada de freôn tremeluziu e acendeu iluminando instantaneamente toda aquela escura sala com uma luz de intensidade solar. Milhares de prateleiras de metal polido se distribuíam pela sala, ligando o chão com o teto. Em seus compartimentos havia armas, armaduras, móveis, estátuas, pinturas e toda sorte de outros objetos antigos.
Uma figura andou pelas prateleiras sem ao menos virar a cabeça e seguiu para uma prateleira que estava presa a parede, nos fundos da sala, guardava a maior peça de todas por trás de um vidro escuro.
???: Ligar. – Disse uma voz masculina autoritária, mas ainda sim suave.
A prateleira tremeu e sua superfície de vidro ganhou transparência etérea revelando uma gigantesca tapeçaria, muito antiga e bem conservada. Ela mostrava um cenário de guerra, onde os Deuses nórdicos travavam uma batalha colossal contras as hordas de Loki. Todas as figuras representadas estavam muito bem detalhadas, mas cinco delas haviam sido contornadas com fios de ouro.
???: O Algoz, A Sábia, O Paladino, A Sacerdotisa e O Mestre Ferreiro. Os cinco escolhidos, almas advindas de um mundo estrangeiro que evitaram o Ragnarök e mudaram o curso do tempo.
Os fios de ouro começaram a reluzir, a luz era amarelada e quente indicando que fluíam da própria peça de arte.
???: Finalmente vocês chegaram.
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Todos corriam como loucos pelo descampado, fugindo do Poring colosso que pulava furiosamente atrás dos cinco.
Vítor: Aieeeeee (T_T), foi mal eu não queria chutar seu filho.
Douglas: Arthur, você é o mais forte do grupo, pare essa coisa!
Arthur: Cê ta doido? Esse bicho está em investida e eu estou sem armadura, se parar ele me transforma em pasta.
Diferentes de como fora na primeira vez, eles estavam sem equipamentos e trajavam a mesma roupa que estavam no mundo real.
Vítor: Já sei! Vamos nos separar ele, ele vai ficar confuso e parar aí despistamos ele. No três.TRÊS!
Cada um tomou um rumo diferente e o plano funcionou, o Poring colosso parou...Dividiu-se em cinco Porings, igualmente gigantes, e a perseguição começou novamente. Com o plano falho eles se juntaram novamente, assim como os outros Porings.
Arthemis: Outro plano brilhante? (¬_¬)
Vítor: EU TÔ TENTANDO, TÔ TENTANDO (ò_ó)!
Já estavam entrando em uma área de transição do descampado para uma floresta, as árvores juntas e fortes deram ao Algoz uma nova idéia.
Vítor: Caí no mato todo mundo!
Eles agora corriam entre as árvores fugindo da fúria do colosso. Este, ao ver as árvores, tomou forma de uma sólida esfera e fez surgir espinhos grossos e afiados por todo corpo, parecendo uma cabeça de um mangual* gigante. Começou a girar em velocidade absurda e entrou na mata despedaçando tudo que tinha pela frente.
Vítor: MAS QUE DROGRA! P.... DE PORING INSISTENTE.
Douglas: PeloamodeDeus! Somos guerreiros de elite como não damos conta de um poring?
Ariel: Estamos sem nossos poderes, somos vulneráveis demais. E esse poring é o maior que já vi na vida.
Arthemis: Isso não é problema, matamos um Bafomé, centena de monstros épicos, Até mesmo chutamos a bunda do Loki! Como não damos conta dele?!
Arthur: Mano, pensa em alguma coisa, minhas pernas estão me matando, não agüentamos mais correr...
Vitor sentia a urgência da situação.Sabia que deveria pensar em um modo de se livrarem desse problema antes que fossem mortos nos primeiros minutos no mundo mágico... e pelo monstro mais fraco do jogo.
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O sol tórrido banhava diariamente a sala do Algoz lendário Juliandrus. Inimigo jurado de Hel, o único mortal a entrar em Nifhein sozinho e trazer de lá a alma de seus amigos. Juliandrus era um dos Einhejar mais temidos, até mesmo pelas próprias Valquírias.Era alto, nariz afilado e levemente adunco, pele escura olhos negros e mais frios que uma presa de Haati, sua armadura emanava o medo, sua presença era tão sombria quanto a morte.
Juliandrus: Você acha mesmo que pode transcender com esse nível ridículo de poder?
Vítor: Eu estou ha quatro dias sem dormir, comer ou beber água. E você quer que eu destrua uma montanha com minhas lâminas destruidoras... SEM AS MINHAS KATARES!
Juliandrus: Não são as armas que fazem um Algoz, o Algoz É UMA ARMA.
Vítor: Para você é fácil dizer isso, está bem alimentado, dorme todos os dias, bebe água... TUDO ISSO NA MINHA FRENTE!
Juliandrus: A necessidade gera a ação.E se está achando difícil, desista e vá morar nos jardins de Valhala.
Vítor: Não... Meus amigos dependem de mim, dependem da minha competência.
Juliandrus: Então destrua a montanha para começarmos nosso treinamento.
Vítor olhou para a enorme formação de rocha crua, mal tirava umas lascas dela com seu golpe. Já as suas mãos estavam tão machucadas que os dedos nem mais mexiam.
Vítor: Isso é... Isso é impossível.
Juliandrus caminhou até ele. O Mercenário achou que seria morto por insubordinação e fechou os olhos esperando o golpe. O Lendário Algoz fechou o punho e socou de leve a montanha, ela rachou em inúmeros pedaços e desmoronou como um castelo de areia. Vítor assistiu a tudo aquilo boquiaberto.
Juliandrus: Todo inimigo, por maior que seja, tem um ponto fraco oculto. Um Algoz só ataca esses pontos fracos, é assim que rapidamente destruímos até os mais terríveis inimigos.
Vítor apenas acenou com a cabeça para o mestre, que apesar de imponente e assustador, tinha uma paciência de Jó. A Montanha se refez rapidamente assim como tudo que era destruído em Valhala.
Juliandrus: Você disse agora pouco que seus amigos dependiam de você, mas não mostrará competência alguma se você não acreditar que pode defendê-los... Você acredita que pode fazer isso?
Vítor: Sim.
Juliandrus: Então ataque essa montanha.
Vitor não hesitou, ele nunca mais hesitaria novamente.
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Aproximavam-se rapidamente de um rio. Todos correndo com as últimas energias que lhe restavam nas pernas. Vítor gritou meia dúzia de palavras rapidamente e todos ficaram sérios. O plano estava formado.
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??? – O céu está negro, Sol se esconde novamente.
Disse uma figura trajada em uma longa capa de couro, sua voz era feminina e macia, com uma gramática polida e marcada. Ela estava sobre as antigas muralhas da antiga — e destruída — cidade de Morroc.
??? – Ele e Mani ainda fogem de vez em quando. Mas agora não são mais perseguidos por lobos.
Um garoto que usava um chapéu aba larga se aproximou dela. Sua voz era grave e harmônica. Ele tocou seu ombro com intimidade e gentileza, ela olhou para ele, seus olhos eram castanhos como a terra devastada que os rodeavam.
??? – Quem os persegue?
Ele olhou para o horizonte e contemplou as nuvens manchadas de chumbo cobrir o astro-rei.
??? – Coisa muito pior...
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Vítor: Arthur... AGORA!
O Mestre-Ferreiro começou a gritar, seu grito parecia o rugido de um urso pardo e foi aumentando de intensidade à medida que seus músculos cresciam. O grito sobrenaturalmente liberou uma carga estupenda de adrenalina nas veias de cada um, uma habilidade única dos mestres da forja chamada Adrenalina Pura.
O mundo começou a ficar mais lerdo para todos eles, as árvores passavam mais devagar, já podiam ver em detalhes a máquina de matar rosa, em que o Poring colosso havia de transformado. Aproveitando a carga extra de velocidade, Arthemis e Ariel disparam na frente. Vítor aproveitou os reflexos melhorados e saltou de costas contornando e descrevendo um perfeito arco em torno da esfera destruidora de gelatina rosa, passava tão rente aos espinhos que esses faziam menção de tocar suas vestes.
Com metros de vantagem e plena confiança no que fazia, Ariel se virou, parou aprontando a palma da mão para os amigos e recitou o seguinte verso.
Na tua espada procuro força.
No teu escudo procuro abrigo.
Nas mais escuras das noites.
E nos invernos mais rígidos
Anjo Salvador!- Protetor perfeito!- Conceda-me esta graça!
- KIRYE ELEISON -
Anjos com armaduras douradas e escudos redondos perfeitos rodearam Douglas e Arthur desaparecendo logo em seguida.
Protegidos pela graça divina eles frearam o ritmo e começaram a encarar a criatura. A onda de choque que sucedeu o impacto limpou as folhas das árvores ao redor, os dois haviam segurado a bola gigante no peito, literalmente. Faíscas brancas irrompiam do ponto de impacto, os cabelos dos dois esvoaçavam para trás e veias saltavam de seus músculos e têmporas, revelando o esforço descomunal para conter o monstro, mas isso não era tudo. Utilizando uma força sobre-humana que fez o solo ceder ao redor, eles lançaram o Poring, que ainda girava, para o alto.
Agora era a vez de Arthemis agir.
Invoco as forças de Mjolnir para meus inimigos destruir.
Que seus joelhos tremam e que os seus ossos se tornem pó.
Que a fúria dos céus sejam sua ruína!
RELÂMPAGO DUPLO
Duas tatuagens de runas místicas começaram a brilhar nas costa da Professora, na altura dos ombros. Era a “Marca de Bahamuth” dadas aos Sábios assim que eles se tornam Professores. A marca liberava todo potencial místico do Professor fazendo conjurar suas magias muito mais rápido e em grande quantidade. Era comumente chamada de Técnica das Lanças Duplas.
Um clarão de luz irrompeu do ar e fritou a gelatina com milhares de descargas elétricas, mas o poring não estava derrotado... Não até Vitor agir.
Ele deu apenas um soco, um reles soco bem no centro do poring. Esse se contorceu, expandiu, encolheu e finamente explodiu em milhares de pedaços que caíram no rio, um jelopy do tamanho de um carro também foi ao chão.
Arthur: Nossa olha o tamanho desse Jelopy.
Arthemis: Eu nunca vi Porings desse tamanho, nem Masterings chegam a esse tamanho.
Douglas: Nem a esse nível de força, esse monstro era do tipo épico.
Arthur: Brincou! Esse poring rivaliza um Bafometh?
Douglas: Se brincar era mais forte.
Ariel: Ele não era natural...
Vítor: Como assim Ariel?
Ariel: Venham aqui ver, tem uma data de fabricação impressa no Jelopy.
Havia uma marca impressa no em baixo relevo no cristal fosco produzidos pelos porings. Uma data e uma logomarca com as letras C.R.
Ariel: C.R.? O que quer dizer?
Vítor fez uma cara séria.
Arthur: O que foi mano?
Vítor: Espero que essa sigla não seja o que eu estou pensando.
Arthemis: Por quê?
Vítor: Por que se for, encontrar esse poring foi- apenas-muita sorte.
Antes de ser indagado sobre o que significava aquela sigla, Vítor e o grupo foram pego de surpresa por uma bomba de uma fumaça azulada. Não tiveram tempo de reagir. A fumaça foi tirando a consciência de todos, eles ainda tiveram tempo de ver sombras negras chegando, sobras com mascaras de gás.
Porings gigantes, jelopys com data de fabricação, sombras com mascaras de gás... Estariam mesmo em Rune-Midgard?
Notas finais
"Um ruido intenso dispertou todos do sono. O corpo estava mais leve e estamvem em movimento, mas um movimento suave sem atrito com o solo.
Arthur: Estamos voando. - Concluiu o Mestre-Ferreiro depois de tantas experiências similares.
Arthemis: Voando... Impossível, não tinha avanço tecnológico suficiente para desenvolverem aeronáutica.
Vítor: Não a 69 milênios atrás.
Ariel: Como Senpai?
Vítor: Cada hora na Terra é equivalente a um ano aqui.
Ariel: Então em oito anos na terra, pasou esse tempo todo?
Vitor não respondeu, estava preocupado com aquela terrivel confirmação, se seus cálculos estiverem corretos, estavam oito anos atrasados.
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