O Desafio Dos Sete
4 Ella imbatível
Notas iniciais
Nesse capítulo eu escrevi diversas coisas acontecendo ao mesmo tempo e narrado por narradores diferentes, o que acham?
–ELLA-
A ideia de nos separarmos foi do número oito.
Se separamos em dois grupos, para tentar achar o número cinco.
O primeiro grupo conta com os números Oito, Nove, Quatro e Sarah.
O Segundo grupo somos nós. Eu, Marina e a número Seis tem mais facilidade em deixar ela e mais duas pessoas invisíveis ao mesmo tempo. Marina nos curaria caso precisássemos e eu posso me comunicar com os outros membros da garde através do meu legado de telepatia. Caso encontrássemos Cinco antes deles, ou tivéssemos problemas que não pudéssemos resolver sozinhas, o número Oito se teleportará para onde estivermos para nos socorrer.
Pelo menos foi isso o que ele me prometeu.
Eu nunca quis ser a garde mais nova de todos os outros, muito menos a mais fraca de todos eles. Todos agem como seu eu não pudesse me cuidar sozinha. Eu provarei a todos eles que eu posso. Eles vão ver.
Nove dirigiu uma van roubada até o aeroporto.
– Até mais meninas — ele se despediu com um semblante preocupado.
Todos nós havíamos mudados desdo o dia da luta contra Setrákus, agora percebemos que não somos tão invencíveis, nós precisamos um do outro. Precisamos do número cinco
–CINCO-
Assim que as chamas abaixaram Juan e eu saímos para o leste. Precisávamos sair da América do sul e ir encontrar alguém que fosse nos ajudar.
— O nome dele é Liano — Juan disse lendo um bilhete escrito a mão em um papél muito velho e amarelado — ele é um humano e é nosso aliado. — ele completou.
–ELLA-
Para chegar ao Suriname, Seis nos fez ficar invisíveis para entrarmos no avião. Talvez seja apenas sorte, mas o nosso voo estava praticamente sem ninguém. Ao chegarmos no avião, Seis nos guiou invisíveis até o banheiro. Onde ninguém iria nos ver. Saímos do banheiro e nos sentamos. Seis sentou na janela. Estávamos muito cansadas, mas não podíamos baixar a guarda.
Me ofereci a pegar o primeiro turno.
– Tudo bem, mas o primeiro sinal de perigo nos acorde e de imediato ou todas nós morreremos. — Seis me alerta antes de poder fechar os olhos.
Consigo notar nos olhos das duas. O mesmo olhar de quando pegamos um voo para a Índia. Isso me fazia lembrar meu Cêpan. Afastei logo as memórias ruins e me concentrei na nova missão. Achar o número cinco.
Cinco, pensei.
Não sei quando percebi, mas reparei que um homem de casaco preto não parava de nos olhar. Seu rosto não parecia nada humano, mas ele estava completamente atento no que estávamos fazendo.
Depois de um tempo ele pegou uma bolsa e foi em direção ao banheiro.
Eu estava assustada, mas precisava manter-nos à salvo.
Ele entrou no banheiro e deixou a porta fechar só até a metade de sua capacidade. Olho em volta e percebo que além de nós, só há meia dúzia de passageiros e todos estavam dormindo.
Me levanto devagar para não fazer barulho e tomo a forma de uma menina de sete anos. Ando até a entrada do banheiro e espiono o que o homem estava fazendo. O que eu não esperava é que ele estava à minha espera. Quando ameacei colocar a cabeça para dentro do banheiro para espionar, sinto duas mãos puxando-me pelos cabelos.
–CINCO-
Na nossa caminhada paramos perto de uma tribo indígena.
No terreno em que as ocas deles foram construídas, havia um vermelho estranho no chão. Índios estavam mortos por todas as partes, as ocas estavam completamente queimadas, mas ainda de pé.
– Mogadorianos! — Juan falou entre os dentes. — Eu não queria ter que usar isso, mas vamos precisar.
Ele me entrega um pequeno apito feito de madeira com um C entalhado em sua lateral. Pego e o assopro. Não escuto nada, mas meu corpo formiga sem parar e eu começo a esquentar, acho que estou com febre.
– A febre vai passar daqui umas horas. — ele disse — Vamos ficar uma das ocas.
– Para que isso serve? — perguntei enquanto retirava alguns corpos de dentro da oca com telecinésia.
– Não sei. — ele respondeu — Liano me deu, e disse que se eu precisasse de ajuda era só apitar que iriamos ser socorridos.
–QUATRO-
Eu estava observando meu pequeno sistema planetário quando Bernie Kosar começou a latir descontroladamente dentro do carro.
– O que foi? — perguntei.
Ele não respondeu, mas se calou.
Bernie começou a enlouquecer, ele mudava de forma animal tão rápido que eu mal conseguia acompanhar. Cão, rato, peixe, águia, lagartixa...
– O que foi B.K? — pergunto novamente, mas agora preocupado.
– Você não ouviu? — Escuto sua pergunta em minha mente.
Ele volta à sua forma de beagle e sobe em meu colo.
– O quê?
– Um pedido de ajuda — Bernie respondeu enquanto eu acariciava sua cabeça. -
Olho para meu sistema solar de novo, a bolinha que representava a terra agora estava brilhando, iluminando todo o carro e havia um ponto vermelho piscando em alguma parte da América do sul.
– Número Cinco — eu disse para Bernie.
Não podia ser verdade, era com certeza uma armadilha, mas tínhamos que verificar.
– Ella! O número Cinco — Comecei a gritar por telepatia, ela precisava me ouvir e avisar o número Oito.
–ELLA-
Tentei gritar, mas o homem tapou minha boca.
Ouvi a voz do número quatro em minha mente. Eles precisam de mim e eu não posso falhar.
–QUATRO-
Escuto alguém batendo no vidro do carro, era o número Oito.
– Está tudo bem? — Ele pergunta com um olhar estranho.
– Sim, e muito! — respondo animado — encontramos o número cinco, ele está na América do sul.
Ele olha para a Terra e vê um ponto vermelho já bem fraco picando em intervalos grandes.
Oito segura coloca uma mão em meu ombro e a outra em B.K. O carro se torna um vulto e minha visão se distorce, a última coisa que vi foi o rosto de Oito, ele me olhava determinado. Nós iriamos conseguir.
–CINCO-
Estou deitado na cama improvisada que Juan havia preparado, ele estava sentado ao meu lado com seu arco na mão quando três animais enormes entraram na oca rugindo bem alto.
– Mantenha- se vivo — Juan me disse — não faça besteiras.
Os animais vieram correndo em nossa direção. Juan levantou e correu para cima deles tentando afugentá-los.
Um homem estava montado em um dos animais, ele assoviou e os outros dois cercaram meu cêpan. Ele veio lentamente em minha direção e desmontou do animal.
– Número Cinco... — Ele disse com uma voz firme.
–ELLA-
Sinto uma dor horrível em meu tornozelo que se espalha por todo o meu corpo. Alguém tinha morrido e eu não pude fazer nada para ajudar.
Me sinto mais forte que antes. Mordo com toda minha força a mão do homem que me segurava e sinto um líquido quente escorrer dela.
Ele me empurra e bato com força as costas na porta, que se tranca com o impacto. Ele rapidamente tira um tipo de arma mogadoriana do bolso e atira no chão do avião.
Um buraco se abre e somos sugados para fora do avião, a dor termina. Eu consigo ver o rosto do mogadoriano caindo junto comigo, ele me olha espantado com os dois olhos arregalados quase que saltando da órbita.
Ele teve a chance de me matar e não matou, agora ele vai morrer! Vou vingar quem quer que tenha sido morto por alguém da raça dele. Sinto controle de mim mesma. Noto que estou caindo mais rápido que ele.
– Já que vamos morrer, que você morra antes de mim — eu digo quando eu o alcanço.
Seguro-o pela roupa e dou um soco em seu estômago. Minha mão fica quente e úmida até o antebraço e ele vira cinzas.
Meu braço estava todo sujo de sangue, o soco foi tão forte que havia perfurado a barriga dele.
– Maldito — Eu digo olhando para o chão que corria ao meu alcance para me abraçar, quando percebo que posso parar. Minha velocidade vai abaixando rapidamente e quando dou por mim estou voando.
Subo voando depressa para o avião que estava em chamas, eu não iria chegar a tempo, ele poderia explodir.
Voo com toda velocidade que posso e tento segurar o avião com minha telecinésia. Sem efeito algum. Então eu percebo a diferença.
Minha voz estava diferente, meu cabelo mais longo, eu estava maior. Eu estava adulta.
As chamas se espalham por todo o avião e ele explode com um estrondo horrível.
Esperei sentir novamente uma dor horrível em meu tornozelo, mas nada aconteceu. Então continuei voando em direção à explosão. Eu precisava ser útil.
– Marina? Seis? — Eu tento ter contato com elas por telepatia.
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